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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

04
Ago18

Um novo alerta da PSP - O Desafio MOMO no WhatsAPP

por P. P.

MOMO dos WhatsAPP

 

   Este é um post cujo tema, seguramente, a Célia saberá dar-vos mais pormenores. O que aqui partilho teve como ponto de partida uma notícia que acabei de ler há pouco, no MSN, seguindo-se a consulta da página do Facebook da PSP.

 

   A respeito deste tema, para pais, educadores e jovens deixo o texto que acompanha a imagem com a qual ilustrei esta publicação:

 

<<Desafio Momo do Whatsapp

Na imagem encontra-se a foto de uma escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tokyo.

A mesma imagem tem sido associada a Momo, um contacto que através do Whatsapp pede para adicionar e entra em grupos de conversação. Recebem-se respostas de cariz ameaçador e perturbador. Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir.

Riscos:

- roubo de informações pessoais;
- incitação à violência e suicídio;
- assédio;
- extorsão;
- perturbações várias decorrentes de manipulação e coação.

Para os pais:

- educar sempre no sentido da responsabilidade no digital, protegendo dados pessoais, passwords e informações privadas;
- educar no sentido de nunca se adicionar contactos estranhos ou desconhecidos, em todas as plataformas;
- acompanhar a atividade dos filhos nos smartphones e tablets;
- incluir regras para um uso moderado;
- em caso de suspeita ou crime, denunciar à PSP.>>

 

Fonte PSP

10
Jul17

O preconceito e a depressão

por P. P.

   Confesso que não mais tinha-me ocorrido escrever acerca da depressão. Esta é uma perturbação mencionada na DSM V e nas que a antecederam. Muitas vezes a referi e revelei os seus estados ao longo de publicações no Sonhos Desencontrados.

 

Aquele Dia by PP com Samsung S7 Edge

 

 

 

   Se de início não soube reagir à morte do meu pai, com cancro terminal, dando lugar a esta perturbação com burnout associado, do meu contexto faziam e fazem parte a mãe, doente oncológica e a avó, em estado quase terminal da Doença de Alzheimer. A escrever e a errar, entendi que nos caminhos de Alice no País das Maravilhas, tinha de encontrar um caminho. Aceitei que muitas vezes me perco, dado fazer parte de mim, por um lado, dada a herança genética e por outro, devido a acontecimentos na infância e adolescência. Aceitei ainda, embora nem sempre seja fácil que, por vezes, apresento períodos algo sombrios, seguidos dos "iluminados". Sou assim, não posso nem devo ser parasita de outros e tenho que saber viver com as minhas deficiências. Sim, todos somos portadores de deficiências. Não se considerem a última bolacha do pacote. Pelo exposto, e ao trabalhar com crianças portadoras de autismo associado à deficiência mental, dos 5 aos 14 anos, seguindo-se o 1.º CEB, senti uma luz há muito perdida. Depressão deixou de fazer parte do meu quotidiano. 

 

   Refira-se que, neste ano, o Dia da Saúde, a 7 de abril, por indicação da OMS, teve como lema Depressão Vamos Falar. Tal é o crescimento do número de portadores da doença... e elementos preconceituosos em relação à perturbação mencionada. Com que direito? Com que abordagem científica? 

 

   Aqui não vou escrever acerca da sintomatologia, causas, tratamento, prevenção, etc desta doença, nem vou continuar a despir-me perante vós. Queria eu ser a última bolacha do pacote, mas não o sou! Muitos documentos estão disponíveis  no portal SNS e explicações, acessíveis a todos, encontram-se na Oficina da Psicologia. Basta clicar nas hiperligações. Ambos os portais devem ser consultados, dada a informação cabal.

 

   Bem, afinal terei que me despir um pouco mais... Não se preocupem. Evitarei mostrar as gorduras localizadas e outros elementos que não me permitem enquadrar nos grupos dos bonzões ou dos bonitões

A minha madrugada do dia 9 foi má. Acordei com sentimentos depressivos. Isto tem vindo a ocorrer há algum tempo. Aquele apetite excessivo e descontextualizado, os pesadelos, a autocondenação por não ter resistido à gula... Porém, é importante saber que estes estados ou quando nos sentimos deprimidos, tal não significa depressão. Pode sim tratar-se de  estados "conducentes a". 

No dia 10, numa conversa pelo Whatsapp, com alguém que tenho vindo a travar conhecimento, desenvolveu-se o seguinte diálogo.

 

Conversa com R no whatsapp - arquivo pessoal

 

Uma vez que a visualização da imagem não é a ideal, destaco as ideias principais, com correção ortográfica.

 

 

-  Depressão é um conceito que eu não entendo! 

Expliquei, de forma bem simples, em que consiste.

Surgiu a resposta:

- Eu chamo a isso falta de ocupação ou em que pensar.
Não compreendo esse estado de estar. Eu acho que o estado de cada um é vontade própria.
Um "depressivo" quer estar assim... condeno!

Novamente tentei reforçar a minha explicação anterior, alertando para a importância da projeção para compreendermos os outros.

- O que eu vejo num depressivo ou é falta de ocupação, ou falta de juízo!

Respondi "lamento", ao que, após leitura da minha resposta, fui bloqueado.

 

   Não houve tentativa em compreender, capacidade de projeção e o terminus da conversa foi de todo infantil: o bloqueio.

Confesso ter ficado chocado com os argumentos infundamentados de alguém ainda novo, na casa dos trinta, e a não tentativa em aprender/abrir horizontes. Esta postura assume um lado aberrante pois, perante uma pessoa mais sensível, como já fui no passado, doente ou bem mais doente (sobretudo estas!), o agravamento do seu estado fazer-se-ia sentir de imediato. Sem consequências. Afinal, o caminho mais fácil é abandonar ou bloquear.

Não é por acaso que 13 Reasons Why é um livro e série para educadores, pais e filhos. A este respeito escreverei futuramente.

 

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