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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

23
Fev19

Quando a resposta à violência doméstica gera humor - Lorena

por P. P.

Lorena

 

      Em 1993, após outra noite de agressão por parte do marido, nos EUA, Lorena Bobbitt foi à cozinha, durante a noite, enquanto este dormia embriagado e pegou numa faca. Com esta, cortou os genitais de John Bobbitt. Chamados os órgãos idóneos, iniciou-se uma busca ao pénis perdido, lançado em algum lado, uma vez que, ela não se lembrava do que tinha feito. Até que algo a fez com que se recordasse de um campo, no qual um polícia, muito religioso, acabou por pisar o "instrumento", dizendo, com algum constrangimento à sua equipa "Está aqui!". Munidos dos materiais necessários, conseguiram levar atempadamente o membro do John, até à clínica de um cirurgião que, pela primeira vez, levou a cabo um implante.

 

    Este caso tornou-se mediático e deu origem a vários programas de sátira. Naqueles tempos, questionou-se o que seria mais importante: a vida ou um pénis. Na generalidade, pelo que vi e ouvi, a maioria dos homens, defendeu "o pénis". Este caso encontra-se documentado na Amazon Prime Video, no documentário Lorena. Caso pretenda assistir ao trailer basta seguir a seguinte hiperligação, aqui

 

    Graças à participação em diferentes programas e a todo o mediatismo, afinal era o "homem", de que ainda me recordo, em 1996, depois de mandar aumentar e engrossar o "instrumento" já funcional, John participou num filme pornográfico Frankenpenis. O que maior receita gerou naquele ano. 

 

    Do julgamento, ambos foram absolvidos. 

Se quiser saber um pouco mais acerca de A história dramática da castração que chocou (e divertiu) o mundo, basta aceder à hiperligação aqui partilhada.

 

    Antes de cortar, pense duas vezes. Já não estamos nos anos 90 e é de extrema importância que, perante a 1.ª agressão, a vítima demarque a sua posição. Denunciar não pode ser esquecido. Independentemente do género.

 

18
Fev19

The Deuce - da prostituição ao mundo da pornografia

por P. P.

the-deuce-temporada 1

 

     No início da década de 70, nos EUA, a prostituição ilustrava a lendária rua 42, de Times Square, também conhecida por The Deuce. Sexo, drogas e violência conviviam entre si, enquanto a indústria pornográfica emergia. The Deuce é uma série acerca destas realidades, disponível na HBO Portugal, nas suas duas temporadas, estando já prevista a terceira. Assim sendo, a 1.ª temporada contempla os anos 71 e 72 e é aquela sobre a qual me debruço, neste texto. Por outro lado, a 2.ª temporada, reflete o espaço entre 1977 e 1980.

 

    Esta não é uma série para todos. Não é recomendável a menores de 18 anos, pessoas impressionáveis ou com a mente menos aberta. Com um excelente elenco, cenários, figurinos, luz, banda sonora e adereços, aqui o sexo parece, em muitos casos, real, assim como a violência. A relação entre os chulos e as prostitutas encontra-se bem evidente, tal como as dependências e a violência no seu todo. 

    No intuito de fugir aos chulos, na procura de novas oportunidades ou como parte integrante da violência por estes exercida, algumas das prostitutas de então deparam-se com uma indústria desconhecida, na qual, de início, apenas tinham de gravar atos sexuais, sem áudio nem rostos expostos. Entretanto, estas faces começaram a ser expostas, gerando-se conflitos familiares. Mas esta indústria protegia as mulheres da violência das ruas...

    Duas personagens, uma estudante e uma escritora, deambulam neste mundo, no intuito de compreender a submissão feminina. Mergulhamos ainda num mundo em que a homossexualidade era considerada doença mental, de acordo com a DSM, e à mudança do conceito, aumentando a liberdade e à exploração de ambos os sexos. Veja o trailer seguindo a hiperligação.

 

Nota 9 em 10 

24
Dez18

Série O Recluso

por P. P.

o-recluso-netflix-o-detento-serie-policial-infiltr

 

 

 

 

    El Recluso é uma série mexicana baseada numa outra, de grande sucesso, O Marginal. Acerca desta, opinei aqui e aqui

    Os primeiros 6 episódios são muito semelhantes aos de O Marginal, com outro foco ao nível da história.

 

    

Um antigo fuzileiro faz-se passar por recluso numa prisão mexicana para se infiltrar num gangue suspeito de ter raptado a filha adolescente de um juiz americano, com o objetivo de a salvar. O inferno da prisão envolta em corrupção vai colocar em perigo a vida deste homem.

 

in pplware

 

    Nos restantes 7 episódios, a chantagem, os conflitos e uma história mais consistente do que a dos primeiros 5 a 6 episódios toma lugar. Tendo como pontos fortes a atuação de Serricchio, a direção de arte e a fotografia meio granulada e suja de Jaime Reynoso – veterano de séries americanas – a série  da Netflix O Recluso tem como ponto fraco uma queda no seu roteiro, mais ou menos pelo meio dos episódios, o que acaba por gerar sequências em que nada acontece para levar a trama adiante. Contudo, tal acaba por corrigir-se e o final, inesperado, deixa em aberto uma 2.ª temporada.

 

 

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