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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

08
Mar19

Professor, senti tanto a tua falta


por P. P.

IMG_20190308_153359_122 - simetria by PP no 1Ceb

    Quando cuidadores informais mergulham na solidão das noites intermináveis, que se sucedem aos dias sem fim, a magia de um "fazes-me falta". Por sinal, recíproco. 

No estranho mundo dos adultos, por vezes, um sorriso e um abraço são de suma importância. Se antes vivíamos rodeados de paredões austeros, agora, impõem-se monumentos racionais, néscios no sentir e na partilha. De companheirismo dolente.

Mas nunca se falou tanto em respeito, solidariedade, bondade, ...

Eu senti muito a tua falta!

09
Fev19

Da violência à Educação


por P. P.

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    Normalmente, tenho por hábito não categorizar os problemas sociais por género, dado o silêncio que a sociedade impõe, sobretudo, a um deles. Aquele que é associado à força, valentia, ausência de sentimentos nobres e atos pouco subtis.

    Esta foi a semana de Nove Mortes Anunciadas. E ao que parece, Portugal parou para refletir acerca deste flagelo. Até quando? A inércia e os brandos costumes que nos caracterizam levam-me a não ter fé no progresso na adoção de medidas. 

    O problema da violência doméstica ou entre familiares encontra-se plasmada nas Sagradas Escrituras. Como tal, a dimensão desta problemática não é recente. Todos conhecemos um ou outro exemplo, que acompanhamos em silêncio, intervimos de forma física ou por palavras ou que denunciamos. Por vezes, ao adotamos esta última medida, o(a) agressor(a) teve conhecimento da nossa envolvência, por parte daqueles que nos devem proteger... Esta é uma situação com a qual convivemos diariamente nas nossas Escolas. A violência não está patente somente entre progenitores. Por outro lado, toma diferentes dimensões, que não apenas a física: a psicológica, sexual, inibidora da liberdade do ser humano e seus direitos,...

    Apesar da forte pressão que a Igreja Católica Romana exerce em muitos de nós, há muito esta tem-se demonstrado infrutífera. A descrença ou caminhos alternativos na fé tomam lugar, sem que uma real mobilização rumo a respostas profícuas sejam levadas a cabo.

    Impõe-se intervir na violência entre géneros, os mais velhos, os escravos sexuais e não sexuais, os doentes, em contexto laboral, ... Urge adotar medidas que, a meu ver, passam pela educação, papel primordial dos nossos professores, profissionais de saúde e agentes de segurança. Simultaneamente, da adoção de medidas preventivas. Entretanto, quais são as medidas a tomar? A Escola dos nossos dias prepara os alunos para reagir perante a frustração ou uma reação não desejada por parte do outro? Claro que não! E eis-me perante outro tipo de violência, a menos falada: a de filhos sobre os pais. 

    Claro que podia dar continuidade a esta reflexão. Adensar-se-iam factos, fatores e evidências, numa bola de neve densa. Importa referir, que o aqui exposto, não representa uma classe social ou casos com um ou outro tipo de toxicodependências. A realidade é bem mais generalizada e abrangente. 

    Será altura de darmos as mãos e dizer não ao ritmo desta sociedade sem valores, repleta de máscaras? Ou não será este um tema, agora abordado pelos nossos meios de comunicação, que cedo cairá, uma vez mais no esquecimento?

 

Aguardemos as próximas selfies...

 

Sugestões de leitura

Entre Marido e Mulher Ninguém Mete a Colher

Não! Não Somos Todos Jamaica e as nossas Forças da Autoridade não são Racistas

 

 

01
Fev19

O dor dos inocentes


por P. P.

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    Nesta semana, na SIC, foi transmitida uma reportagem de Miriam Alves sobre vítimas de violação. Infelizmente, só contemplou o género feminino, mas a temática não teve, a meu ver, o destaque merecido. Isto porque, Uma violação, é uma violação, é uma violação, é uma violação.

    Nos nossos dias, questiono o que leva alguém a violar. Tenho muita dificuldade em entender. Como pôde um psiquiatra violar uma paciente grávida, medicada e no 5.º mês de gestação? O que leva o violador de uma jovem de 23 anos a sentir prazer pelo ato cometido, em tribunal, apoiado pela esposa? Qual o prazer de uma mulher ao saber que o marido é um violador?

    Situação muito constrangedora, paralisante e socialmente discriminada (a sociedade entende que, regra geral e na maior parte dos casos, "as vítimas assediam os violadores"), não encontra na nossa Lei uma forma de sanção efetiva, para os criminosos. O tempo de apresentar queixa é de 6 meses. Ora o choque, a paralisação da vítima e a vergonha vão além deste período de tempo. Tenha-se em conta, por exemplo, casos de assédio sexual, por exemplo. Após quanto tempo conseguimos falar a este respeito em ambiente clínico? Pode demorar anos. Aliás, eu próprio já passei por tal situação, não deixando de sentir repúdio. Ao nível clínico demorei entre 8 a 10 anos, para falar a respeito. E senti um alívio...

    Retomando as situações de violação, até que ponto a vítima tem uma legislação a seu favor?

22
Set18

Ao sabor do vento, os vencimentos dos deputados e os dos professores


por P. P.

Remunerações dos deputados 2017

 

 

   O que faz com que muitos deixem a suas carreiras, optando pela política? Trabalhar pela defesa e direitos da sua terra/região? 

No que diz respeito ao interior do país, cada vez mais desertificado, pouco ou nada se nota.

   Curiosamente, a este respeito, os média não fazem qualquer referência. De facto, o melhor é alimentar estudos dúbios a respeito do vencimento dos docentes. O poder político desvia de si todas as atenções. Por outro lado, está infiltrado com tentáculos de vária ordem, em sistemas respeitados e considerados pela sociedade.

   Só que, por estranho que possa parecer, de vencimentos muito mais há a dizer. Cargos que auferem mais do que os senhores PM ou PR. Continuemos parvos, atacando professores, médicos e outros e deixemos que a "máfia" se intensifique. Em banda larga...

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