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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

27
Fev19

Elas estão a mudar


por P. P.

 

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    O paradigma de que o consumo de pornografia é exclusivo do universo masculino está a mudar. De acordo com o artigo, Sim, as mulheres também veem pornografia - e estes são os tipos de vídeos que mais procuram, da revista Activa, que tem como base os elementos recolhidos pelo sítio eletrónico PornHub, o universo feminino tem vindo a definir o seu "terreno". 

    Portugal ocupa a 41.ª posição nas consultas a nível mundial, com 22% de visitas femininas. Claro que, há que ter em conta se o género, na inscrição na plataforma, é o real. 

    Uma vez que os vídeos são visualizados, essencialmente em tablets e smartphones, uma chamada de atenção aos pais dos adolescentes. Por experiência pessoal, como professor, por vezes, a disseminação destes vídeos e as práticas menos comuns são divulgados, nos grupos turma, por raparigas, aparentemente ingénuas ... A segurança online impõe-se, com a utilização de filtros e controle parental.

31
Jan19

Sex Education - o humor deambula pelos problemas da sexualidade


por P. P.

Sex-Education

 

    A comédia dramática Sex Education, da Netflix, que estreou a 11 de Janeiro, e que é da autoria de Laurie Nunn, retrata a vida de Otis Milburn, interpretado por Asa Butterfield. Ele, que é filho de um casal de terapeutas sexuais que se divorciaram recentemente, vive com a sua mãe, Jean (Gillian Anderson, a eterna Scully de a série “The X-Files”) cresceu a ouvir em casa, e às escondidas, as consultas da sua progenitora com os seus pacientes.

 

   Otis Milburn é um adolescente, naquela fase em que todos os jovens começam a pensar no início da sua atividade sexual, e Jean é uma terapeuta sexual, que fala abertamente com o seu filho sobre o tema, seria de esperar que Otis fosse mente aberta relativamente ao assunto. Na teoria até é, mas na prática …. No entanto, as coisas mudam de figura quando Otis conhece Maeve, papel interpretado por Emma Mackey.

 

    Em oito episódios, com uma excelente dose de humor, são abordadas temáticas da nossa adolescência e da dos outros. Algumas problemáticas referentes à sexualidade podem deixar o espetador "espantado", dado nunca ter pensado na existência das mesmas. Assim sendo, entre outros, são abordados temas como:

- os problemas, durante o coito, dos homens (rapazes) com o pénis grande;

- a dificuldade de alguns em tocarem nos seus genitais, considerando-os "nojentos";

- a virgindade de hetero e homossexuais;

- as atitudes adotadas por forma a integrar um grupo;

- os comportamentos entre grupos e a frieza que muitas vezes adotamos, durante esta etapa;

- o crescimento dos adolescentes, sem a presença dos pais;

- o reflexo dos pais nos filhos, obrigando-os à prática de atividades que não são do agrado deles;

- a masturbação;

- o sofrimento daqueles(as) que não se encontram ao mesmo nível de maturação sexual que a dos seus pares;

- as consequências, a longo prazo, de quando se assiste à cópula de um progenitor com outra pessoa;

- etc.

 

    Ingredientes mais do que suficientes para pais, adolescentes, professores e psicólogos, numa série bem contextualizada, com sequência, interpretações e roteiro muito bons e uma banda sonora, também ela magnífica, a qual acenta em músicas dos anos 80. A ver

20
Jan19

Arte - E ele disse


por P. P.

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(s/ referência ao autor)

 

E ele disse que o desejo e a cópula não são atos merecedores de todo e qualquer tipo de ovação. 

Entre as quatro paredes que sitiam um mar de emoções, movimentos e gemidos, a vulgarização torna-os atos miseráveis.

Daquele copo de vinho, o sangue derramado por todos os que alimentam bandeiras, não dignificando o que não foi uma escolha. Talvez, porque a aceitação se concretize por gestos e atos, não representados.

Um dia, toda a máscara cai.  

 

09
Out18

Não é Não


por P. P.

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   Nada entendo de futebol. O mesmo se aplica aos seus praticantes e adeptos. Contudo, conheço CR7.

A semana passada foi algo agitada quanto a acontecimentos, como pode ler neste artigo do JN. Poucos são os portugueses que se insurgiram contra o craque, da mesma forma que o diretor de informação da RTP, opinaram como Miguel Sousa Tavares (aqui) ou Manuela Moura Guedes (aqui).

 

   Não tenho o direito de julgar. Tal como Miguel Sousa Tavares referiu, ambos são culpados, no caso da violação. O reconhecimento por parte do craque já foi levado a cabo, como se pode ler no Der Spiegel (ler aqui). Admiro a coragem para relatar o acontecido. A mesma posição não tenho perante o tempo de negação embora compreenda.

 

   Porém, não posso concordar com movimentos de defesa do futebolista, aos quais assistimos nas redes sociais, levados a cabo apenas porque é Português. E se fosse Espanhol? Em causa está uma violação e reitero "ambos são culpados", mas há que interiorizar que, mesmo perante trabalhadores do sexo, "um não é não".

 

   Para finalizar, tal como referiu Manuela Moura Guedes, na SIC, não posso deixar de salientar os perigos do movimento #metoo.

 

Um post para leitura, incluindo a interação nos comentários, é este, do Triptofano.

26
Jul18

A música e o Bullying


por P. P.

   Uma banda francesa que descobri ao deambular entre os vários e inúmeros canais musicais. Ainda esta semana, no ARTE, foi transmitido um concerto dela, os Indochine, pouco conhecidos no nosso país. A irreverência na luta contra o bullying em contexto escolar.

 

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   Este vídeo foi censurado dada a violência e o processo e filmagem que intensifica a dolência. Questiono, "Quando é que o bullying não é violento?"

Uma vez que defendo mostar "as coisas" tal como são, para reflexão e debate, deixo-vos College Boy

 

 

A homofobia, a diferença, a violência, o nosso mundo...

É tempo de dizer "Basta!

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