Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

Hoje ouvi a tua voz

Março 25, 2019

P. P.

Hoje, ouvi a tua voz

Frágil e ternurenta

Num grito de luta e resistência.

 

Hoje ouvi a tua voz

Num momento tácito

Acompanhado pela saudade.

 

Hoje ouvi a tua voz

num eco eterno

Como naquele último abraço.

 

Hoje ouvi a tua voz

No deambular daquela lágrima quente

Tamanho é o rio dolente.

 

Hoje ouvi a tua voz

Em sofrimento

Assim como o vento

Naquele adeus sem tento.

 

Hoje ouvi a tua voz

Aquela que há três meses

de forma atroz

evaporou e

Não mais voltou.

 

Hoje ouvi a tua voz

Doce e sem nós

No mistério do nosso olá

Avó.

 

IMG_20190315_193535_065 by PP

 

Texto e fotografia por PP, no dia 23 de março de 2019

Anastacia - Left Outside Alone

Julho 30, 2017

P. P.

   

nature-1706767 de Pixabay

 

 

 

   Este é um tema cuja musicalidade dá-me alento.

Uma voz potente, no corpo de uma lutadora contra o cancro da mama. Sim, nós temos mamas. Não são seios. Somos mamíferos.

   Na letra de Left Outside Alone há a descrição das marcas deixadas por tantos homens e mulheres que se julgam "a última bolacha do pacote" Marcas que, normalmente, corroem quem é mais sensível ou solitário(a). A voz e a musicalidade prevalecem perante a qualidade da letra, mas esta transmite-nos algo. E isso também importa. As sinergias importam...

 

 

Embora não se trate da primeira música do blogue, com ela dou início a uma nova ordenação.

 

Eis a letra de Left outside alone 

 

Darko - Olhos no chão

Julho 07, 2017

P. P.

 

Darko

 

 

O que dizer acerca de uma letra que de vós tanto tem?

 

 

Queres saber quem és
Ninguém sabe o teu nome
Falas em vão

...

O dia morreu
Não sei quem sou eu

...

Olha pra mim
Para o que eles me fizeram
Já sei dizer não

 

                                                Darko - Olhos no Chão

 

 

 

Letra

Num corpo sem alma

Março 30, 2017

P. P.

De Kim Niles

 

 

Queria poder usar uma flor e um laço azul.

 

Utilizar um batom de cor suave e ligeira, capaz de salientar os meus lábios que dizem carnudos e sensuais. Passar o lápis preto nos olhos, acentuando o mistério do meu olhar.

Queria ser livre. Nada mais! Utilizar cores que me alegrem sem sujeitar-me a comentários depreciativos ou integrantes de minoriais às quais nem sei se pertenço. 

 

Não, não procuro cores berrantes ou apelativas. Somente melhorar e corrigir o possível. Um homem não deve ser avalido pelos seus atos? De que importa um pouco de vaidade ou qualquer semelhança com o género feminino?

 

Perco a alma, sobretudo porque não amo.

Se não amo também não consigo deixar-me amar. 

Os anos passam e eu não consiguo libertar-me, deixando se ser um corpo sem alma, despersonalizado e com poucas histórias para contar. 

Neste corpo sem alma, a tonalidade do batom talvez reaviva o momento em que entreguei-me à escuridão.

 

Ilustração de Kim Niles @ Pinterest

 

Direitos

Ainda que procure uma utilização cautelosa e não abusiva de textos, imagens e sonoridades, poderá haver lugar à utilização indevida de obras objeto de direitos de autor. Contudo, apesar do recurso às hiperligações de origem, sempre que a legislação o implique ou seja devidamente informado, de imediato procederei a reajustes. Os textos e fotografias sem referência bibliográfica são da minha autoria.

Arquivos

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D