Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

08
Mar19

Professor, senti tanto a tua falta


por P. P.

IMG_20190308_153359_122 - simetria by PP no 1Ceb

    Quando cuidadores informais mergulham na solidão das noites intermináveis, que se sucedem aos dias sem fim, a magia de um "fazes-me falta". Por sinal, recíproco. 

No estranho mundo dos adultos, por vezes, um sorriso e um abraço são de suma importância. Se antes vivíamos rodeados de paredões austeros, agora, impõem-se monumentos racionais, néscios no sentir e na partilha. De companheirismo dolente.

Mas nunca se falou tanto em respeito, solidariedade, bondade, ...

Eu senti muito a tua falta!

02
Mar19

Metodologia negocial estruturada em estilo mete-náusea


por P. P.

Metodologia negocial estruturada by Facetoons

Fonte - Facetoons

 

Eu só peço o tempo de serviço contabilizado para efeitos de reforma... Ou que fossemos colocados no devido escalão, reajustando-se os aspetos monetários quando possível.

E se todos, independentemente da profissão déssemos voz à ideologia de A mesma conversa, mas ao contrário?

 

21
Nov18

Eliminar o 2.º Ciclo para reduzir o número de retenções nas nossas Escolas?


por P. P.

 

joanna-kosinska-129039-unsplash

Photo by Joanna Kosinska on Unsplash

 

   Ainda estou atónito após a leitura do artigo de Alexandra Inácio, na secção Educação, do Jornal de Notícias, com o título "Proposta eliminação do 2.º ciclo para reduzir número de chumbos", atualizado às 00.29 p.m. Curiosamente, esta notícia e concomitante estudo do Conselho Nacional de Educação, no relatório Estado da Educação 2017, aborda o envelhecimento da classe docente. Qual a relação entre o 2.º CEB (Ciclo do Ensino Básico) e o envelhecimento da classe docente?

 

 

"Tendo em conta o envelhecimento da população docente e a redução na procura dos cursos de formação de professores, urge fazer e divulgar rapidamente um estudo da necessidade de novos professores para os diversos grupos de recrutamento", lê-se no documento que será hoje aprovado pelos conselheiros. 

(...) Comparativamente com os outros estados membros da União Europeia só a Grécia tem menos professores com menos de 30 anos do que Portugal. A somar a este cenário nunca houve tão poucos candidatos a cursos de Educação Básica. Este ano letivo, após as três fases do concurso nacional de acesso, num total de 21 licenciaturas em 12 ingressaram menos de dez estudantes. O Politécnico da Guarda não recebeu nenhum aluno e no de Portalegre apenas entrou um.

Cf. a notícia referida

 

   Ainda de acordo com o noticiado por Alexandra Inácio, Maria Emília Brederode Santos, a eliminação do 2.º CEB facilitaria a transição entre ciclos e reduziria os níveis de retenção, ainda elevados. "Um ano para entrar, outro para sair" - é assim que é definido o 2.º ciclo, composto pelo 5.º e 6.º anos, sem que Maria Emília Brederode Santos assuma uma nova fórmula.

 

   O 2.ºCEB foi criado com o intuito de preparar os alunos para os ciclos seguintes (antigo unificado e secundário). A metodologia de ensino, as práticas de avaliação e o envolvimento com a comunidade educativa é idêntica à dos Ciclos precedentes, quebrando barreiras com o importantíssimo 1.º CEB. Não será importante apurar quais as causas do insucesso apontado e clarificar o que se entende pelo mesmo? A autora refere "Apesar dos níveis de reprovação terem atingido mínimos históricos ainda são um problema. (...) E em Portugal, quem mais chumba são alunos de estratos sociais, económicos e culturais abaixo da média. O que leva a presidente do CNE a defender que o sistema "ainda é discriminatório".

 

   Esta constatação não se verifica nos restantes níveis de ensino? De novo, em contradição ou sem qualquer sentido "A taxa de retenção no 2.º ano (primeiro em que é possível reprovar) foi em 2016/2017 de 7,4%, a segunda mais alta do Ensino Básico, só superada pelos chumbos no 7.º ano (11,4%)". Imaginem-se os resultados no 7.º ano sem a preparação levada a cabo durante o 2.ºCEB.

 

   Os professores do 2.ºCEB têm preparação específica para trabalhar com os níveis etários em causa, facilitando a transição entre ciclos. Preocupados que estão, os estudiosos "de gabinete", com o envelhecimento da classe docente, qual o destino pretendido para os docentes do 2.ºCEB? Que estes preencham as vagas nas Escolas Superiores e Universidades, por forma a dar trabalho aos professores universitários, incumbidos da formação de professores, mas sem alunos nos dias que correm? Tal já se verificou, em muitos casos, relativamente à aquisição de competências para lecionar inglês no 1.ºCEB.

Quais são as reais preocupações dos "inovadores" para com as aprendizagens dos discentes e concomitante preparação para a vida ativa, preconizadas no Perfil do Aluno à Saída do Ensino Básico? Qual o investimento na educação? 

   Sejamos francos, há muito entendemos que é apanágio deste governo e anteriores a transição dos alunos de forma facilitista. Há muito que os professores e pais empenhados entenderam-o. Entretanto, nada se fala a respeito de alterações curriculares. Desajustados dos interesses e nível etário dos alunos, insiste-se no erro. Não tivessem estes resultado do trabalho de muitos "estudiosos". Sempre os tais, claro. Aqueles de "gabinete". Resta perguntar, que futuro? Que país?

 

 

05
Out18

Ser Professor por João Pedro Mésseder


por P. P.

student-2052868_1920

 

 

 

Ser professor,

Se não houvesse espelhar de olhos no primeiro dia de aulas, ser professor não seria um sonho.


Se um fio de beleza não pudesse soltar-se daqueles dedos, daquelas vozes cantoras, daqueles corpos em movimento, ser professor não seria um sonho.


Se nunca um verso ganhasse asas no fresco dos seus lábios, ser professor não seria um sonho.


Se um livro, uma pintura, um ambiente virtual ou um filme não abrissem uma porta até então fechada, ser professor não seria um sonho.


Se o tédio não pudesse emagrecer, ser professor não seria um sonho.


Se o saber não construísse pessoas melhores, ser professor não seria um sonho.


Se Arte e Jogo, Língua e Ciência não pudessem ser nomes próprios, nobres palavras, ser professor não seria um sonho.


Se um certo olhar não sorrisse ao conseguir ler pela primeira vez uma frase, fazer uma descoberta, resolver um problema, ser professor não seria um sonho.


Se um rosto não se iluminasse ao ouvir “muito bem!”, “está bem visto!”, “um passe perfeito!”, ser professor não seria um sonho.


Se uma mão negra e outra branca e outra morena não pudessem tocar-se, ser professor não seria um sonho.


Se várias cabeças não conseguissem pensar melhor do que uma, ser professor não seria um sonho.


Se o silêncio e o asseio, a sobriedade e a ordem não pudessem ser aprendidos, ser professor não seria um sonho.


Se o medo e a violência, a solidão e a pobreza não pudessem ser combatidos, ser professor não seria um sonho.


Se justiça e democracia, fraternidade e autoridade não pudessem ser aprendidas, ser professor não seria um sonho.


Se na escola não pudesse germinar a paz e a entreajuda, em vez da competição, ser professor não seria um sonho.


Se a escola não ajudasse a reordenar o mundo, ser professor não seria um sonho.


Se a inteligência não pudesse guiar o sonho, se este não pudesse guiar a inteligência, ser professor não seria um sonho.


Quando nas lides te iniciaste, ser professor tinha a forma de um sonho? Se não tinha, o tempo deu-lhe essa forma. Para muitos, ser professor é tornar real um sonho. O de ajudar a crescer, a fazer do mundo um lugar melhor para se viver.


E não há ofensas, nem indignidades – provindas de efémeros poderes –, nem rankings, nem propagandas capazes de matar esse sonho.


Nem distâncias, nem sacrifícios, nem desassossego, nem noites em claro…


Sem vozes de crianças e jovens à tua volta, sem humana relação, ser professor não seria um sonho.



João Pedro Mésseder, no Dia do Professor 2018

Leya Editora

 

Pode ainda ler:

World Teacher's Day 2018 - Internacional Conference

 

22
Set18

Ao sabor do vento, os vencimentos dos deputados e os dos professores


por P. P.

Remunerações dos deputados 2017

 

 

   O que faz com que muitos deixem a suas carreiras, optando pela política? Trabalhar pela defesa e direitos da sua terra/região? 

No que diz respeito ao interior do país, cada vez mais desertificado, pouco ou nada se nota.

   Curiosamente, a este respeito, os média não fazem qualquer referência. De facto, o melhor é alimentar estudos dúbios a respeito do vencimento dos docentes. O poder político desvia de si todas as atenções. Por outro lado, está infiltrado com tentáculos de vária ordem, em sistemas respeitados e considerados pela sociedade.

   Só que, por estranho que possa parecer, de vencimentos muito mais há a dizer. Cargos que auferem mais do que os senhores PM ou PR. Continuemos parvos, atacando professores, médicos e outros e deixemos que a "máfia" se intensifique. Em banda larga...

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Sussure-nos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Direitos

Ainda que procure uma utilização cautelosa e não abusiva de textos, imagens e sonoridades, poderá haver lugar à utilização indevida de obras objeto de direitos de autor. Contudo, apesar do recurso às hiperligações de origem, sempre que a legislação o implique ou seja devidamente informado, de imediato procederei a reajustes. Os textos e fotografias sem referência bibliográfica são da minha autoria.

Wook

banner skyscrapper 50% viver melhor