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[in]Sensato

Momentos [in] sensatos de reflexão, opinião e entretenimento

Da violência à Educação

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    Normalmente, tenho por hábito não categorizar os problemas sociais por género, dado o silêncio que a sociedade impõe, sobretudo, a um deles. Aquele que é associado à força, valentia, ausência de sentimentos nobres e atos pouco subtis.

    Esta foi a semana de Nove Mortes Anunciadas. E ao que parece, Portugal parou para refletir acerca deste flagelo. Até quando? A inércia e os brandos costumes que nos caracterizam levam-me a não ter fé no progresso na adoção de medidas. 

    O problema da violência doméstica ou entre familiares encontra-se plasmada nas Sagradas Escrituras. Como tal, a dimensão desta problemática não é recente. Todos conhecemos um ou outro exemplo, que acompanhamos em silêncio, intervimos de forma física ou por palavras ou que denunciamos. Por vezes, ao adotamos esta última medida, o(a) agressor(a) teve conhecimento da nossa envolvência, por parte daqueles que nos devem proteger... Esta é uma situação com a qual convivemos diariamente nas nossas Escolas. A violência não está patente somente entre progenitores. Por outro lado, toma diferentes dimensões, que não apenas a física: a psicológica, sexual, inibidora da liberdade do ser humano e seus direitos,...

    Apesar da forte pressão que a Igreja Católica Romana exerce em muitos de nós, há muito esta tem-se demonstrado infrutífera. A descrença ou caminhos alternativos na fé tomam lugar, sem que uma real mobilização rumo a respostas profícuas sejam levadas a cabo.

    Impõe-se intervir na violência entre géneros, os mais velhos, os escravos sexuais e não sexuais, os doentes, em contexto laboral, ... Urge adotar medidas que, a meu ver, passam pela educação, papel primordial dos nossos professores, profissionais de saúde e agentes de segurança. Simultaneamente, da adoção de medidas preventivas. Entretanto, quais são as medidas a tomar? A Escola dos nossos dias prepara os alunos para reagir perante a frustração ou uma reação não desejada por parte do outro? Claro que não! E eis-me perante outro tipo de violência, a menos falada: a de filhos sobre os pais. 

    Claro que podia dar continuidade a esta reflexão. Adensar-se-iam factos, fatores e evidências, numa bola de neve densa. Importa referir, que o aqui exposto, não representa uma classe social ou casos com um ou outro tipo de toxicodependências. A realidade é bem mais generalizada e abrangente. 

    Será altura de darmos as mãos e dizer não ao ritmo desta sociedade sem valores, repleta de máscaras? Ou não será este um tema, agora abordado pelos nossos meios de comunicação, que cedo cairá, uma vez mais no esquecimento?

 

Aguardemos as próximas selfies...

 

Sugestões de leitura

Entre Marido e Mulher Ninguém Mete a Colher

Não! Não Somos Todos Jamaica e as nossas Forças da Autoridade não são Racistas

 

 

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A Jamaica portuguesa e o nosso Presidente da República.

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Photo by Fancycrave.com from Pexels

 

    A Jamaica não é um país insular, no mar das Caraíbas, tantas vezes reproduzido em séries e filmes, como James Bond ou Miami Vice? Não, esta não é a nossa Jamaica, o bairro português com amor e arte.

 

    As características económicas, sociais, culturais, geográficas e das promessas políticas esquecidas, num meio de assimetrias, frequentemente descurado pelos responsáveis deste nosso país, induzem idiossincrasias, por vezes, nefastas, numa incapacidade entre julgar o bem e o mal. Contudo, em meu entender, os órgãos responsáveis pela nossa segurança devem ser respeitados. Vivemos em sociedade e precisamos de normas, por forma a usufruir de deveres e direitos. Reações que muitas das vezes implicam violência acarretam e justificam a perda de razão. 

    A um Ministro fica bem dizer que Jamaica Somos Todos Nós. Certamente esteve a par do Me Too. No entanto, esqueceu tantas das componentes que constroem a personalidade de um ser, capaz de o distinguir dos restantes, assim como aspetos de ordem genética, filosófica... É óbvio que não é só discriminação, o que implica aqueles que apregoam a bosta do politicamente correto. O mediatismo raramente acarreta coerência, pelo que a cobertura do caso foi sobejamente criticada. Na verdade, nas nossas vilas ou cidades, sejam elas grandes ou pequenas, todos nós conhecemos um ou dois bairros da Jamaica. Concomitantemente, nestes meios, é do nosso conhecimento que entre pessoas de práticas pouco claras e de assertividade duvidosa, destacam-se aqueles que primam pela honestidade e qualidades humanas.

    Não quero acreditar que as nossas forças policiais agiram de forma grosseira, uma vez que, na generalidade, esta não é a preparação que recebem. Enquanto nada for dito em contrário, após averiguações idóneas, acredito que a PSP agiu em resposta a uma situação devidamente contextualizada. Em relação ao sucedido, até o nosso Primeiro-ministro teve o seu momento de suma humildade.

 

    E o que realmente importa?

Uma vez mais, continua (e continuará) esquecido, engavetado ou prestes a sê-lo. Enquanto isso, para acalmar os ânimos, o nosso presidente da república, ao seu estilo selfie, tal Evita Peron que é, visitou, de forma inesperada o bairro em causa, ao qual pretende voltar. O importante é preparar desde já a próxima candidatura, sem preocupar-se com o facto de afrontar as forças policiais. É que, Marcelo está a gostar demais de ser Presidente. Entretanto, questiono: e o que é feito das respostas cabais por parte de quem tem tais incumbências, no que às várias "Jamaicas" do país diz respeito?

Talvez quando "um santo cair do altar"...

 

    A ouvir proponho Jamaica também é Portugal, uma reportagem da Antena 1.

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A polémica do ministro do ambiente e os carros a gasóleo

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    Dizem que o ministro do ambiente tem razão e explicam o porquê.

Todos estamos cientes das alterações climáticas que se verificam, fruto de erros do passado, da industrialização desmedida e da sede do homem pelo lucro fácil. Algumas das causas ainda persistem. A questão dos carros a diesel é a solução para o problema? Claro que não. Existem inúmeros comportamentos a adotar. De momento, sabe-se que Na Alemanha já se testa um gásoleo "limpo" que reduz as emissões de CO2 em 65%.

    O que leva Portugal a não otimizar um sistema eficaz de transportes públicos? Será porque da direita à esquerda ninguém quer saber do interior do país, pois este não dá votos? Um exemplo prático. Para percorrer 3,5 km, a minha mãe apenas tem ao dispor o serviço de táxi, cuja viagem de ida e volta pode rondar os 20€. O mesmo se aplica aos percursos destinados a peões e/ou biciletas, domados por ervas, roubados pelo alcatrão das estradas, sem qualquer atenção por parte da Câmara Municipal que... "não tem dinheiro". 

    Todo o meu 12.º ano foi realizado de bicicleta ou a pé. Nos nossos dias, aqui e ali, independentemente das escolas, proliferam os carros de pais junto às escolas, interferindo no trânsito local. Os jovens não podem viajar de autocarro. "É coisa de pobre", ao bom estilo de uma novela brasileira. Entretanto, ao nível da política dos 4R, o que tem sido feito nos diferentes municípios? A quantos km distam os pontos verdes? Relativamente à reflorestação do país, quais são as medidas que têm sido implemententadas? 

    Por vezes, a política segue caminhos insensatos, sem explicações, nem o devido contributo para a mudança de comportamentos. O poder local continua centralizado e o interior esquecido...

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Petição para limitar os TPC entre Deus e o Diabo

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Photo by Beto Franklin from Pexels

    José Eduardo Moniz, conceituado jornalista português, atualmente em funções na TVI, lançou uma petição para limitar os TPC (trabalhos para casa, que costumo designar como Sugestões de Tarefas para Casa), na sua rúbrica Deus e o Diabo, no Jornal das 8 do dia 28/12/18. Como consta da sua página, no Facebook:

 

Petição de José Eduardo Moniz contra os TPC

    

    Para José Eduardo Moniz, de acordo com o noticiado no sítio eletrónico TVI24, "o que se exige é uma reflexão sobre o papel da escola, à luz das evoluções que as sociedades modernas vêm registando e dos desafios que se colocam às novas gerações em contextos cada vez mais concorrenciais, que abalam estruturas familiares e o equilíbrio psicológico dos mais jovens. É uma situação que reclama grande flexibilidade e enorme capacidade de adaptação. É por causa do que fica expresso que tomei a iniciativa de lançar uma petição pública dirigida aos nossos deputados, no sentido de legislarem em benefício dos portugueses mais novos, em particular, dos que frequentam os primeiro e segundo ciclos."

 

     De acordo com Margarida Davim (2018), na Revista Sábado, citando Moniz  (2018) "os tempos livres, o seu bom aproveitamento e uma conjugação ajustada entre obrigações de aprendizagem e espaços para lazer constituem fator determinante para um equilibrado crescimento intelectual e físico das crianças", pelo que se exige "uma reflexão sobre o papel da escola, à luz das evoluções que as sociedades modernas vêm registando e dos desafios que se colocam às novas gerações em contextos cada vez mais concorrenciais, que abalam estruturas familiares e o equilíbrio psicológico dos mais jovens".

Dando continuidade à linha de pensamento do mentor, Margarida Davim afirma "O que o jornalista pede à Assembleia da República é que legisle, citando-o, "em benefício dos portugueses mais novos, em particular, dos que frequentam os primeiro e segundo ciclos", numa petição que defende que "a brincadeira e os jogos fazem parte não só atividade quotidiana [das crianças], como são elemento central para o seu desenvolvimento e processo de socialização". "Como tal, a escola (pública ou privada) deve fazer com que se cumpra esse "direito ao ócio e ao desporto", tendo por dever organizar as atividades de aprendizagem de forma a que não ponham em causa esse direito dos alunos à participação na vida social e familiar."

 

    Serão estes os únicos e verdadeiros problemas que se colocam às nossas crianças e adolescentes? Ou será esta uma tentativa subtil de denegrir a imagem dos professores, os maus da fita?

 

    De facto, em alguns casos, assiste-se a um exagero nas propostas de tarefas para casa. Pior, é querer que estas sejam realizadas com correção, quando aprendemos pelo erro. Mas, será que nós, professores temos tempo para explorar o erro? 

     No caso da matemática, por exemplo, o treinamento sistemático é condição essencial ao sucesso na disciplina. Costumo propor exercícios a repetir em casa, levando os alunos, da faixa etária mencionada pelo jornalista, a assinalá-los como "importantes", assinalando-os, por exemplo, com "I". Somente resolvo tarefas pertinentes e gosto de explorar várias formas de raciocínio.

 

     Do que se esqueceu José Eduardo Moniz?

A extansão dos programas, a complexidade, a inadequação dos mesmos ao desenvolvimento inteletual e emocional dos alunos, ... No que à matemática diz respeito, esta parece estar a ser revirada do avesso.

O número de horas passados na escola e a carga horária de docentes e discentes, a falta de tempo dos professores para explorar novas metodologias de ensino, os pais que despejam os filhos na Escola como se esta fosse uma "reserva" de crianças e jovens, com os deveres de educá-los, alimentá-los, fornecer materiais escolares,...

A falta de tempo para brincar e saber fazê-lo nos intervalos escolares, conversar,... Estas competências terão de vir a ser treinadas uma vez que os alunos já não as dominam. Nos intervalos, os mais pequenos, caso possam, refugiam-se na sala de aula. Os outros brincam e namoram com telemóveis, alheios ao que se passa em seu redor. Muitos vivem num mundo de princepes e princesas, alheios ao sofrimento dos outros, às realidades da vida, ao respeito para com os mais velhos e aos pares... A proteção exagerada e doentia é assustadora. 

     Fala-se, por exemplo, em implementar Empriendorismo no 1.ºCEB (1.º ciclo do ensino básico). Ideias para projetar alguns senhores dos gabinetes. Queremos crianças e jovens alegres, com prazer por aprender, preparados para a vida ativa. 

 

     Para quando uma educação saudável desprovida dos sabores governamentais?

 

O que tem a dizer a respeito da educação e escolas dos nossos dias?

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Eliminar o 2.º Ciclo para reduzir o número de retenções nas nossas Escolas?

 

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Photo by Joanna Kosinska on Unsplash

 

   Ainda estou atónito após a leitura do artigo de Alexandra Inácio, na secção Educação, do Jornal de Notícias, com o título "Proposta eliminação do 2.º ciclo para reduzir número de chumbos", atualizado às 00.29 p.m. Curiosamente, esta notícia e concomitante estudo do Conselho Nacional de Educação, no relatório Estado da Educação 2017, aborda o envelhecimento da classe docente. Qual a relação entre o 2.º CEB (Ciclo do Ensino Básico) e o envelhecimento da classe docente?

 

 

"Tendo em conta o envelhecimento da população docente e a redução na procura dos cursos de formação de professores, urge fazer e divulgar rapidamente um estudo da necessidade de novos professores para os diversos grupos de recrutamento", lê-se no documento que será hoje aprovado pelos conselheiros. 

(...) Comparativamente com os outros estados membros da União Europeia só a Grécia tem menos professores com menos de 30 anos do que Portugal. A somar a este cenário nunca houve tão poucos candidatos a cursos de Educação Básica. Este ano letivo, após as três fases do concurso nacional de acesso, num total de 21 licenciaturas em 12 ingressaram menos de dez estudantes. O Politécnico da Guarda não recebeu nenhum aluno e no de Portalegre apenas entrou um.

Cf. a notícia referida

 

   Ainda de acordo com o noticiado por Alexandra Inácio, Maria Emília Brederode Santos, a eliminação do 2.º CEB facilitaria a transição entre ciclos e reduziria os níveis de retenção, ainda elevados. "Um ano para entrar, outro para sair" - é assim que é definido o 2.º ciclo, composto pelo 5.º e 6.º anos, sem que Maria Emília Brederode Santos assuma uma nova fórmula.

 

   O 2.ºCEB foi criado com o intuito de preparar os alunos para os ciclos seguintes (antigo unificado e secundário). A metodologia de ensino, as práticas de avaliação e o envolvimento com a comunidade educativa é idêntica à dos Ciclos precedentes, quebrando barreiras com o importantíssimo 1.º CEB. Não será importante apurar quais as causas do insucesso apontado e clarificar o que se entende pelo mesmo? A autora refere "Apesar dos níveis de reprovação terem atingido mínimos históricos ainda são um problema. (...) E em Portugal, quem mais chumba são alunos de estratos sociais, económicos e culturais abaixo da média. O que leva a presidente do CNE a defender que o sistema "ainda é discriminatório".

 

   Esta constatação não se verifica nos restantes níveis de ensino? De novo, em contradição ou sem qualquer sentido "A taxa de retenção no 2.º ano (primeiro em que é possível reprovar) foi em 2016/2017 de 7,4%, a segunda mais alta do Ensino Básico, só superada pelos chumbos no 7.º ano (11,4%)". Imaginem-se os resultados no 7.º ano sem a preparação levada a cabo durante o 2.ºCEB.

 

   Os professores do 2.ºCEB têm preparação específica para trabalhar com os níveis etários em causa, facilitando a transição entre ciclos. Preocupados que estão, os estudiosos "de gabinete", com o envelhecimento da classe docente, qual o destino pretendido para os docentes do 2.ºCEB? Que estes preencham as vagas nas Escolas Superiores e Universidades, por forma a dar trabalho aos professores universitários, incumbidos da formação de professores, mas sem alunos nos dias que correm? Tal já se verificou, em muitos casos, relativamente à aquisição de competências para lecionar inglês no 1.ºCEB.

Quais são as reais preocupações dos "inovadores" para com as aprendizagens dos discentes e concomitante preparação para a vida ativa, preconizadas no Perfil do Aluno à Saída do Ensino Básico? Qual o investimento na educação? 

   Sejamos francos, há muito entendemos que é apanágio deste governo e anteriores a transição dos alunos de forma facilitista. Há muito que os professores e pais empenhados entenderam-o. Entretanto, nada se fala a respeito de alterações curriculares. Desajustados dos interesses e nível etário dos alunos, insiste-se no erro. Não tivessem estes resultado do trabalho de muitos "estudiosos". Sempre os tais, claro. Aqueles de "gabinete". Resta perguntar, que futuro? Que país?

 

 

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Ao sabor do vento, os vencimentos dos deputados e os dos professores

Remunerações dos deputados 2017

 

 

   O que faz com que muitos deixem a suas carreiras, optando pela política? Trabalhar pela defesa e direitos da sua terra/região? 

No que diz respeito ao interior do país, cada vez mais desertificado, pouco ou nada se nota.

   Curiosamente, a este respeito, os média não fazem qualquer referência. De facto, o melhor é alimentar estudos dúbios a respeito do vencimento dos docentes. O poder político desvia de si todas as atenções. Por outro lado, está infiltrado com tentáculos de vária ordem, em sistemas respeitados e considerados pela sociedade.

   Só que, por estranho que possa parecer, de vencimentos muito mais há a dizer. Cargos que auferem mais do que os senhores PM ou PR. Continuemos parvos, atacando professores, médicos e outros e deixemos que a "máfia" se intensifique. Em banda larga...

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A utópica reflorestação do país

 

 

 

 

 

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   Quero acreditar que na memória dos portugueses ainda está presente os acontecimentos em Pedrogão Grande e em grande parte da região Centro do país, no infernal outubro de 2017. De forma assustadora, os incêndios devastaram ecossistemas, vidas, bens materiais e da naturais. Falou-se em ordenamento do território, em espécies autóctones, ... Os métodos preventivos são sempre os melhores.

   O que se constata, por exemplo, na região de Santa Comba Dão, entre tantas outras?

 


   A par dos fetos, os eucaliptos propagam-se. Os primeiros, fazem parte de uma sucessão ecológica. Os segundos, sem lei nem apoios, sitiam-nos para, quem sabe, voltarmos a reviver, de novo, o pesadelo  dos incêndios.

O que é feito dos castanheiros, cerejeiras, e outras espécies? É necessário ter presente novo atentado podemos ser dizimados...

 

   Algo que não fotografei para esta publicação, mas que posso fazê-lo, caso pretendam, prende-se com as bermas das estradas não limpas. Ao cidadão trivial são aplicadas coimas por situações de diferente ordem. Pelo contrário, o Estado não cuida do que é seu.

 

   Nas fotografias que se seguem pode verificar a disseminação dos eucaliptos,  sem intervenção humana. Verifique-se ainda ao renascer de novos ramos saudáveis nas árvores outrora afetadas. Atenda ainda que, no que diz respeito ao pinheiro bravo, por exemplo, não se constatam quaisquer réplicas, apesar de também esta não ser a árvore ideal para a nossa floresta, ainda que com menor grau combustível.

 

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A supremacia dos Raros ao sabor do país

   A respeito do caso Raríssimas, acabei de ler um artigo no Jornal i, no qual o Ex-presidente do Conselho Fiscal defende Paula Brito e Costa.

 

 

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É difícil acreditar que a dirigente de uma instituição tão importante quanto a citada possa ter cometido os abusos de que é acusada. Só que "difícil" não significa "impossível". Aquilo que somos, os nossos valores e a nossa educação podem tornar-nos abutres deslumbrados, alheios à realidade, independentemente das nossas origens. Neste caso, a Sr.ª em causa começou por trabalhar num quiosque, como se pode ler aqui. O anseio por uma vida de luxo parece cativar muitos. Operar metamorfoses, inclusive.  São felizes?

 

   Do parecer do ex-presidente do Conselho Fiscal considero hilariantes as afirmações, de acordo com a publicação mencionada:

 

- "Existindo essas coisas como compra de roupa e compras de gambas... tudo isso no cômputo geral não tem expressão"

 

- "Uma pessoa nestas funções tem de estar em reuniões, receber convidados, nunca fui questionado se devia ou não comprar vestidos ou pô-los na contabilidade, mas compreendo que uma pessoa nestas funções tem necessariamente de andar de uma maneira luxuosa, tem de andar bem vestida"

 

   Por acaso, nos nossos dias, estar apresentável exige tamanhos dispêndios? Tenhamos como exemplo alguns elementos das Casas Reais da Europa. O que visto e o que como devem advir de rendimentos que não me pertencem? A isto não se chama roubo? Ou é mais elegante dizer "abuso do poder"?

Qualquer pessoa que trabalhe com crianças e sobretudo com determinados portadores de deficiência, dificilmente consegue estar "impecável". Refiro-me a quem trabalha no terreno, onde incluo assistentes sociais e todo um conjunto de técnicos. Esta é uma forma de distinguir quem exerce funções para cativar os outros e que de facto se preocupa, toca, brinca, dá comida, dá a mão... Tanto há a dizer a este respeito, mas fico-me por aqui.

 

   Acredito que todos nós já ouvimos histórias acerca de abusos cometidos nesta e naquela instituição. Casos pontuais, ou não, quase sempre abafados por algum superior que ameaça o futuro de quem denuncia, ainda que dentro da instituição. Felizmente, e com conhecimento de causa, existem sempre aqueles que ajudam dentro das instituições. Muitas vezes, pessoas que quase não têm para elas, mas que de casa levam bens essenciais, contentado-se com o sorriso ou afeto de quem ajudam ou dividem o que têm. Pessoas que não se destacam ou valoriam nas redes sociais por atos de mérito. Neste ponto, comprova-se que não podemos generalizar o todo.

 

Todavia, há que ter presente que "a perfeição não existe". 

Não deixemos de lutar contra os "raros" que proliferam, na defesa de quem realmente merece os nossos cuidados e serviços. E esta é uma das instituições que deve ser acarinhada, como se pode ler aqui, bem como tantas outras. Medidas de fiscalização e outras perentórias devem ser levadas avante, para que um povo sólidário, não deixe de acreditar.

 

 

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Paisagens Deslumbrantes 2017 ou...

   Histórias de vida, sem encanto, mas com história.

Lugares de dádiva e de sofrimento.

As eternas antíteses.

 

Esta publicação é uma resposta ao desafio lançado pelo Sapo Blogs , com algumas das minhas piores fotografias, é certo, deste ano, por razões técnicas e emocionais, mas também pelos momentos que retratam. Todavia, são momentos que marcam (recuso-me a utilizar o passado) o ano e que não podem ser esquecidos. Todas elas em Santa Comba Dão, no distrito de Viseu.

 

 

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 Fotografia 1 - Olhar que mostra a acentuada descida das águas na Senhora da Ribeira, Santa Comba Dão, em setembro, como consequência da seca

 

 

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 Fotografia 2 - Apesar da acentuada falta de água, parte daquela que "mata a sede" a 3 concelhos do interior, incluindo o de Viseu. Um olhar no qual, perante o excesso de luz, dada a hora do dia da fotografia, utilizei-a, de forma a acentuar a calamidade. Localização - Senhora da Ribeira/ Barregem da Agueira.

 

 

IMG_20171016_Incêndio de 15 e 16 de outubro em SCD by PP

Fotografia 3 -  15 de outubro à noite e 16 durante o dia. Sem que o meu telemóvel quisesse ligar. Neste caso, frente à minha casa, sem eletricidade, sem água e sem bombeiros (não por culpa destes, manifestamente insuficientes para toda a calamidade que se fez sentir). Um pedaço de inferno na Terra. Que haja luz para os que quase tudo ou tudo perderam e que as vítimas mortais descansem em paz. As políticas de prevenção aos incêndios mudarão no nosso país? Quando é que os verdadeiros criminosos serão castigados? Quantos são os interessados em tamanhas calamidades?

 

IMG_20171017_Chuva para quando by PP

 Fotografia 4 - Ao final do dia 17 de outubro, já com uma paisagem vestida de negro, os "céus" indicavam chuva. Consigo, a pouca pluviosidade que se fez sentir tornou o ar ainda mais pesado, a dor mais intensa e em nada facilitou os processos de luto por aquilo que um dia foi nosso. 

 

 

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