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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

15
Mar19

Aquele juiz. Sim, o tal!


por P. P.

    Aquele que deveria envergonhar-se dos seus atos, de não saber fazer citações da Bíblia,  que não representa o espírito de muitos de nós, homens (gajos, se assim quiserem), muito menos respeita as mulheres e os afetos, capaz de envergonhar a justiça deste país, ... Agora, uma vez mais, num tom de quem não tem capacidade para refletir a respeito do seu Eu, recorreu da advertência. Ou seja, há um séquito...

 

O tal juíz by Facetoons

Fonte da imagem : Facetoons

09
Fev19

Da violência à Educação


por P. P.

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    Normalmente, tenho por hábito não categorizar os problemas sociais por género, dado o silêncio que a sociedade impõe, sobretudo, a um deles. Aquele que é associado à força, valentia, ausência de sentimentos nobres e atos pouco subtis.

    Esta foi a semana de Nove Mortes Anunciadas. E ao que parece, Portugal parou para refletir acerca deste flagelo. Até quando? A inércia e os brandos costumes que nos caracterizam levam-me a não ter fé no progresso na adoção de medidas. 

    O problema da violência doméstica ou entre familiares encontra-se plasmada nas Sagradas Escrituras. Como tal, a dimensão desta problemática não é recente. Todos conhecemos um ou outro exemplo, que acompanhamos em silêncio, intervimos de forma física ou por palavras ou que denunciamos. Por vezes, ao adotamos esta última medida, o(a) agressor(a) teve conhecimento da nossa envolvência, por parte daqueles que nos devem proteger... Esta é uma situação com a qual convivemos diariamente nas nossas Escolas. A violência não está patente somente entre progenitores. Por outro lado, toma diferentes dimensões, que não apenas a física: a psicológica, sexual, inibidora da liberdade do ser humano e seus direitos,...

    Apesar da forte pressão que a Igreja Católica Romana exerce em muitos de nós, há muito esta tem-se demonstrado infrutífera. A descrença ou caminhos alternativos na fé tomam lugar, sem que uma real mobilização rumo a respostas profícuas sejam levadas a cabo.

    Impõe-se intervir na violência entre géneros, os mais velhos, os escravos sexuais e não sexuais, os doentes, em contexto laboral, ... Urge adotar medidas que, a meu ver, passam pela educação, papel primordial dos nossos professores, profissionais de saúde e agentes de segurança. Simultaneamente, da adoção de medidas preventivas. Entretanto, quais são as medidas a tomar? A Escola dos nossos dias prepara os alunos para reagir perante a frustração ou uma reação não desejada por parte do outro? Claro que não! E eis-me perante outro tipo de violência, a menos falada: a de filhos sobre os pais. 

    Claro que podia dar continuidade a esta reflexão. Adensar-se-iam factos, fatores e evidências, numa bola de neve densa. Importa referir, que o aqui exposto, não representa uma classe social ou casos com um ou outro tipo de toxicodependências. A realidade é bem mais generalizada e abrangente. 

    Será altura de darmos as mãos e dizer não ao ritmo desta sociedade sem valores, repleta de máscaras? Ou não será este um tema, agora abordado pelos nossos meios de comunicação, que cedo cairá, uma vez mais no esquecimento?

 

Aguardemos as próximas selfies...

 

Sugestões de leitura

Entre Marido e Mulher Ninguém Mete a Colher

Não! Não Somos Todos Jamaica e as nossas Forças da Autoridade não são Racistas

 

 

05
Fev19

A Jamaica portuguesa e o nosso Presidente da República.


por P. P.

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Photo by Fancycrave.com from Pexels

 

    A Jamaica não é um país insular, no mar das Caraíbas, tantas vezes reproduzido em séries e filmes, como James Bond ou Miami Vice? Não, esta não é a nossa Jamaica, o bairro português com amor e arte.

 

    As características económicas, sociais, culturais, geográficas e das promessas políticas esquecidas, num meio de assimetrias, frequentemente descurado pelos responsáveis deste nosso país, induzem idiossincrasias, por vezes, nefastas, numa incapacidade entre julgar o bem e o mal. Contudo, em meu entender, os órgãos responsáveis pela nossa segurança devem ser respeitados. Vivemos em sociedade e precisamos de normas, por forma a usufruir de deveres e direitos. Reações que muitas das vezes implicam violência acarretam e justificam a perda de razão. 

    A um Ministro fica bem dizer que Jamaica Somos Todos Nós. Certamente esteve a par do Me Too. No entanto, esqueceu tantas das componentes que constroem a personalidade de um ser, capaz de o distinguir dos restantes, assim como aspetos de ordem genética, filosófica... É óbvio que não é só discriminação, o que implica aqueles que apregoam a bosta do politicamente correto. O mediatismo raramente acarreta coerência, pelo que a cobertura do caso foi sobejamente criticada. Na verdade, nas nossas vilas ou cidades, sejam elas grandes ou pequenas, todos nós conhecemos um ou dois bairros da Jamaica. Concomitantemente, nestes meios, é do nosso conhecimento que entre pessoas de práticas pouco claras e de assertividade duvidosa, destacam-se aqueles que primam pela honestidade e qualidades humanas.

    Não quero acreditar que as nossas forças policiais agiram de forma grosseira, uma vez que, na generalidade, esta não é a preparação que recebem. Enquanto nada for dito em contrário, após averiguações idóneas, acredito que a PSP agiu em resposta a uma situação devidamente contextualizada. Em relação ao sucedido, até o nosso Primeiro-ministro teve o seu momento de suma humildade.

 

    E o que realmente importa?

Uma vez mais, continua (e continuará) esquecido, engavetado ou prestes a sê-lo. Enquanto isso, para acalmar os ânimos, o nosso presidente da república, ao seu estilo selfie, tal Evita Peron que é, visitou, de forma inesperada o bairro em causa, ao qual pretende voltar. O importante é preparar desde já a próxima candidatura, sem preocupar-se com o facto de afrontar as forças policiais. É que, Marcelo está a gostar demais de ser Presidente. Entretanto, questiono: e o que é feito das respostas cabais por parte de quem tem tais incumbências, no que às várias "Jamaicas" do país diz respeito?

Talvez quando "um santo cair do altar"...

 

    A ouvir proponho Jamaica também é Portugal, uma reportagem da Antena 1.

02
Fev19

A polémica do ministro do ambiente e os carros a gasóleo


por P. P.

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    Dizem que o ministro do ambiente tem razão e explicam o porquê.

Todos estamos cientes das alterações climáticas que se verificam, fruto de erros do passado, da industrialização desmedida e da sede do homem pelo lucro fácil. Algumas das causas ainda persistem. A questão dos carros a diesel é a solução para o problema? Claro que não. Existem inúmeros comportamentos a adotar. De momento, sabe-se que Na Alemanha já se testa um gásoleo "limpo" que reduz as emissões de CO2 em 65%.

    O que leva Portugal a não otimizar um sistema eficaz de transportes públicos? Será porque da direita à esquerda ninguém quer saber do interior do país, pois este não dá votos? Um exemplo prático. Para percorrer 3,5 km, a minha mãe apenas tem ao dispor o serviço de táxi, cuja viagem de ida e volta pode rondar os 20€. O mesmo se aplica aos percursos destinados a peões e/ou biciletas, domados por ervas, roubados pelo alcatrão das estradas, sem qualquer atenção por parte da Câmara Municipal que... "não tem dinheiro". 

    Todo o meu 12.º ano foi realizado de bicicleta ou a pé. Nos nossos dias, aqui e ali, independentemente das escolas, proliferam os carros de pais junto às escolas, interferindo no trânsito local. Os jovens não podem viajar de autocarro. "É coisa de pobre", ao bom estilo de uma novela brasileira. Entretanto, ao nível da política dos 4R, o que tem sido feito nos diferentes municípios? A quantos km distam os pontos verdes? Relativamente à reflorestação do país, quais são as medidas que têm sido implemententadas? 

    Por vezes, a política segue caminhos insensatos, sem explicações, nem o devido contributo para a mudança de comportamentos. O poder local continua centralizado e o interior esquecido...

21
Jan19

Petição para limitar os TPC entre Deus e o Diabo


por P. P.

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Photo by Beto Franklin from Pexels

    José Eduardo Moniz, conceituado jornalista português, atualmente em funções na TVI, lançou uma petição para limitar os TPC (trabalhos para casa, que costumo designar como Sugestões de Tarefas para Casa), na sua rúbrica Deus e o Diabo, no Jornal das 8 do dia 28/12/18. Como consta da sua página, no Facebook:

 

Petição de José Eduardo Moniz contra os TPC

    

    Para José Eduardo Moniz, de acordo com o noticiado no sítio eletrónico TVI24, "o que se exige é uma reflexão sobre o papel da escola, à luz das evoluções que as sociedades modernas vêm registando e dos desafios que se colocam às novas gerações em contextos cada vez mais concorrenciais, que abalam estruturas familiares e o equilíbrio psicológico dos mais jovens. É uma situação que reclama grande flexibilidade e enorme capacidade de adaptação. É por causa do que fica expresso que tomei a iniciativa de lançar uma petição pública dirigida aos nossos deputados, no sentido de legislarem em benefício dos portugueses mais novos, em particular, dos que frequentam os primeiro e segundo ciclos."

 

     De acordo com Margarida Davim (2018), na Revista Sábado, citando Moniz  (2018) "os tempos livres, o seu bom aproveitamento e uma conjugação ajustada entre obrigações de aprendizagem e espaços para lazer constituem fator determinante para um equilibrado crescimento intelectual e físico das crianças", pelo que se exige "uma reflexão sobre o papel da escola, à luz das evoluções que as sociedades modernas vêm registando e dos desafios que se colocam às novas gerações em contextos cada vez mais concorrenciais, que abalam estruturas familiares e o equilíbrio psicológico dos mais jovens".

Dando continuidade à linha de pensamento do mentor, Margarida Davim afirma "O que o jornalista pede à Assembleia da República é que legisle, citando-o, "em benefício dos portugueses mais novos, em particular, dos que frequentam os primeiro e segundo ciclos", numa petição que defende que "a brincadeira e os jogos fazem parte não só atividade quotidiana [das crianças], como são elemento central para o seu desenvolvimento e processo de socialização". "Como tal, a escola (pública ou privada) deve fazer com que se cumpra esse "direito ao ócio e ao desporto", tendo por dever organizar as atividades de aprendizagem de forma a que não ponham em causa esse direito dos alunos à participação na vida social e familiar."

 

    Serão estes os únicos e verdadeiros problemas que se colocam às nossas crianças e adolescentes? Ou será esta uma tentativa subtil de denegrir a imagem dos professores, os maus da fita?

 

    De facto, em alguns casos, assiste-se a um exagero nas propostas de tarefas para casa. Pior, é querer que estas sejam realizadas com correção, quando aprendemos pelo erro. Mas, será que nós, professores temos tempo para explorar o erro? 

     No caso da matemática, por exemplo, o treinamento sistemático é condição essencial ao sucesso na disciplina. Costumo propor exercícios a repetir em casa, levando os alunos, da faixa etária mencionada pelo jornalista, a assinalá-los como "importantes", assinalando-os, por exemplo, com "I". Somente resolvo tarefas pertinentes e gosto de explorar várias formas de raciocínio.

 

     Do que se esqueceu José Eduardo Moniz?

A extansão dos programas, a complexidade, a inadequação dos mesmos ao desenvolvimento inteletual e emocional dos alunos, ... No que à matemática diz respeito, esta parece estar a ser revirada do avesso.

O número de horas passados na escola e a carga horária de docentes e discentes, a falta de tempo dos professores para explorar novas metodologias de ensino, os pais que despejam os filhos na Escola como se esta fosse uma "reserva" de crianças e jovens, com os deveres de educá-los, alimentá-los, fornecer materiais escolares,...

A falta de tempo para brincar e saber fazê-lo nos intervalos escolares, conversar,... Estas competências terão de vir a ser treinadas uma vez que os alunos já não as dominam. Nos intervalos, os mais pequenos, caso possam, refugiam-se na sala de aula. Os outros brincam e namoram com telemóveis, alheios ao que se passa em seu redor. Muitos vivem num mundo de princepes e princesas, alheios ao sofrimento dos outros, às realidades da vida, ao respeito para com os mais velhos e aos pares... A proteção exagerada e doentia é assustadora. 

     Fala-se, por exemplo, em implementar Empriendorismo no 1.ºCEB (1.º ciclo do ensino básico). Ideias para projetar alguns senhores dos gabinetes. Queremos crianças e jovens alegres, com prazer por aprender, preparados para a vida ativa. 

 

     Para quando uma educação saudável desprovida dos sabores governamentais?

 

O que tem a dizer a respeito da educação e escolas dos nossos dias?

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