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[in]Sensato

Momentos [in] sensatos de reflexão, opinião e entretenimento

A Jamaica portuguesa e o nosso Presidente da República.

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Photo by Fancycrave.com from Pexels

 

    A Jamaica não é um país insular, no mar das Caraíbas, tantas vezes reproduzido em séries e filmes, como James Bond ou Miami Vice? Não, esta não é a nossa Jamaica, o bairro português com amor e arte.

 

    As características económicas, sociais, culturais, geográficas e das promessas políticas esquecidas, num meio de assimetrias, frequentemente descurado pelos responsáveis deste nosso país, induzem idiossincrasias, por vezes, nefastas, numa incapacidade entre julgar o bem e o mal. Contudo, em meu entender, os órgãos responsáveis pela nossa segurança devem ser respeitados. Vivemos em sociedade e precisamos de normas, por forma a usufruir de deveres e direitos. Reações que muitas das vezes implicam violência acarretam e justificam a perda de razão. 

    A um Ministro fica bem dizer que Jamaica Somos Todos Nós. Certamente esteve a par do Me Too. No entanto, esqueceu tantas das componentes que constroem a personalidade de um ser, capaz de o distinguir dos restantes, assim como aspetos de ordem genética, filosófica... É óbvio que não é só discriminação, o que implica aqueles que apregoam a bosta do politicamente correto. O mediatismo raramente acarreta coerência, pelo que a cobertura do caso foi sobejamente criticada. Na verdade, nas nossas vilas ou cidades, sejam elas grandes ou pequenas, todos nós conhecemos um ou dois bairros da Jamaica. Concomitantemente, nestes meios, é do nosso conhecimento que entre pessoas de práticas pouco claras e de assertividade duvidosa, destacam-se aqueles que primam pela honestidade e qualidades humanas.

    Não quero acreditar que as nossas forças policiais agiram de forma grosseira, uma vez que, na generalidade, esta não é a preparação que recebem. Enquanto nada for dito em contrário, após averiguações idóneas, acredito que a PSP agiu em resposta a uma situação devidamente contextualizada. Em relação ao sucedido, até o nosso Primeiro-ministro teve o seu momento de suma humildade.

 

    E o que realmente importa?

Uma vez mais, continua (e continuará) esquecido, engavetado ou prestes a sê-lo. Enquanto isso, para acalmar os ânimos, o nosso presidente da república, ao seu estilo selfie, tal Evita Peron que é, visitou, de forma inesperada o bairro em causa, ao qual pretende voltar. O importante é preparar desde já a próxima candidatura, sem preocupar-se com o facto de afrontar as forças policiais. É que, Marcelo está a gostar demais de ser Presidente. Entretanto, questiono: e o que é feito das respostas cabais por parte de quem tem tais incumbências, no que às várias "Jamaicas" do país diz respeito?

Talvez quando "um santo cair do altar"...

 

    A ouvir proponho Jamaica também é Portugal, uma reportagem da Antena 1.

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A polémica do ministro do ambiente e os carros a gasóleo

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    Dizem que o ministro do ambiente tem razão e explicam o porquê.

Todos estamos cientes das alterações climáticas que se verificam, fruto de erros do passado, da industrialização desmedida e da sede do homem pelo lucro fácil. Algumas das causas ainda persistem. A questão dos carros a diesel é a solução para o problema? Claro que não. Existem inúmeros comportamentos a adotar. De momento, sabe-se que Na Alemanha já se testa um gásoleo "limpo" que reduz as emissões de CO2 em 65%.

    O que leva Portugal a não otimizar um sistema eficaz de transportes públicos? Será porque da direita à esquerda ninguém quer saber do interior do país, pois este não dá votos? Um exemplo prático. Para percorrer 3,5 km, a minha mãe apenas tem ao dispor o serviço de táxi, cuja viagem de ida e volta pode rondar os 20€. O mesmo se aplica aos percursos destinados a peões e/ou biciletas, domados por ervas, roubados pelo alcatrão das estradas, sem qualquer atenção por parte da Câmara Municipal que... "não tem dinheiro". 

    Todo o meu 12.º ano foi realizado de bicicleta ou a pé. Nos nossos dias, aqui e ali, independentemente das escolas, proliferam os carros de pais junto às escolas, interferindo no trânsito local. Os jovens não podem viajar de autocarro. "É coisa de pobre", ao bom estilo de uma novela brasileira. Entretanto, ao nível da política dos 4R, o que tem sido feito nos diferentes municípios? A quantos km distam os pontos verdes? Relativamente à reflorestação do país, quais são as medidas que têm sido implemententadas? 

    Por vezes, a política segue caminhos insensatos, sem explicações, nem o devido contributo para a mudança de comportamentos. O poder local continua centralizado e o interior esquecido...

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Pagar ou não propinas no 1.º ciclo de estudos académicos

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    Uma nova situação divide a esquerda da direita, aqui representada pelo PSD: pagar ou não as propinas no primeiro ciclo de estudos académicos.

    Nos meus tempos, apenas aqueles cujos pais tinham um rendimento superior a determinada quantia pagavam propinas. Recentemente, o Presidente da República (PR), o mesmo que aprovou que estas fossem pagas por todos, independentemente do contexto social, afirmou: "<<[O fim das propinas] significa dar um passo para terminar o que é um drama, que é o número elevadíssimo de alunos que terminam o secundário e não têm dinheiro para o ensino superior, porque as famílias não têm condições, portanto, têm de trabalhar, não podem permitir-se aceder ao ensino superior>>" - Marcelo Rebelo de Sousa, PR, Convenção Nacional do Ensino Superior, 7 de janeiro de 2019. O BE já deu os primeiros passos neste sentido, mas mesmo entre socialistas, nem todos corroboram desta ideia. O ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior afirmou que dentro de 10 anos esta medida será possível de implementar. Entretanto, no próximo ano letivo, estas baixarão €212.

 

    De acordo com Nuno Crato, "o fim das propinas é um erro e significa que o país inteiro estaria a financiar os jovens que estão a estudar.” No Twitter, foi Rui Rio, líder do PSD, quem considerou que acabar com as propinas significaria por os portugueses que não frequentam a universidade a pagar pelos que a frequentam. “A justiça social faz-se pela ação social, nunca desta forma.”

 

 

Na argumentação de Rui Rio, Nuno Crato e Marçal Grilo há uma lógica comum, explicada pelo antigo ministro socialista: “Abolir as propinas é um erro porque é manifestamente injusto. E é injusto pelo seguinte: as propinas são uma forma das pessoas contribuírem para a sua formação e para a sua valorização pessoal e profissional e é um investimento que tem um alto retorno. Porque é que não devem ser abolidas? Ao abolir transfere-se dinheiro dos mais pobres para os mais ricos. Sabe porquê? Porque se ninguém paga propinas, significa que o Estado paga tudo e se o Estado paga tudo são os nossos impostos, diretos e indiretos, que contribuem para esse bolo. Os mais pobres pagam impostos — mesmo que não pagam os diretos como o IRS, pagam os indiretos. Uma medida destas é injusta porque vai penalizar aqueles que são mais desfavorecidos.
Nuno Crato defende que as desigualdades sociais no acesso ao ensino superior se combatem através do reforço “das bolsas de ação social” ou na “construção de habitação” para os alunos — uma das fatias mais gordas dos custos de um aluno deslocado. Marçal Grilo vai mais além e acredita que o importante é aumentar o leque de quem tem direito a receber a ação social.
O Estado o que tem de fazer é o seguinte: dizer que ninguém deve ficar de fora por razões económicas e financeiras e deve ter um sistema de ação social escolar, como tem, mas mais generoso para as pessoas poderem ter acesso a mais coisas e abranger um maior número de estudantes. Há, de facto, uma camada da população que pode não estar ao alcance da ação social escolar, mas que também não tem condições para pagar as propinas”, diz o antigo ministro da Educação, lembrando que as propinas são apenas uma parte da fatura de quem estuda longe de casa. Há ainda os custos de habitação, deslocação, refeições.
“A bolsa tem é de cobrir tudo isso. E veja-se que os miúdos que têm ação social escolar já não pagam propinas. Esta é uma medida errada porque é injusta. As propinas não são um factor de desigualdade social. Se forem bem compensadas com um sistema de ação social escolar são um sistema de maior igualização das pessoas”, conclui.

 

in Observador, extraído em 09/01/2019, às 22h.21min

 

Qual é a sua opinião no que concerne a esta temática?

Quais são as alternativas?

 

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Ao sabor do vento, os vencimentos dos deputados e os dos professores

Remunerações dos deputados 2017

 

 

   O que faz com que muitos deixem a suas carreiras, optando pela política? Trabalhar pela defesa e direitos da sua terra/região? 

No que diz respeito ao interior do país, cada vez mais desertificado, pouco ou nada se nota.

   Curiosamente, a este respeito, os média não fazem qualquer referência. De facto, o melhor é alimentar estudos dúbios a respeito do vencimento dos docentes. O poder político desvia de si todas as atenções. Por outro lado, está infiltrado com tentáculos de vária ordem, em sistemas respeitados e considerados pela sociedade.

   Só que, por estranho que possa parecer, de vencimentos muito mais há a dizer. Cargos que auferem mais do que os senhores PM ou PR. Continuemos parvos, atacando professores, médicos e outros e deixemos que a "máfia" se intensifique. Em banda larga...

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