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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

16
Mar19

Em nome da Irmandade - parte de um sistema que corrói o interior do país

por P. P.

    Aqui, onde a minha aldeia, entre tantas outras deste município, é chamada "bairro de cidade" e a vila é denominada "cidade", constatam-se os frutos pecaminosos das políticas que avaliam, indevidamente, as localidades em função da densidade populacional e área. Em termos ambientais, as águas já não são límpidas e muita da flora e fauna do meu passado escasseiam.

   Dos magníficos sons da natureza, aqueles que ecoam ao sabor da introdução de espécies não autóctones carnívoras ou omnívoras, até os insetos dão provas da sua fragilidade, numa missiva de provável extinção. O desconhecimento não abona a favor dos anjos, mas da destruição massiva, indepentemente do período de tempo.

   Aqui, no desalinhamento dos transtornos de personalidade daqueles que chamam a si honorários sem tempo nem lugar, envoltos no egocentrismo e  ganância, as medidas preventivas e o convívio entre elementos da mesma faixa etária não são implementadas, uma vez que não ativam a máquina. Aquela que gera votos. A da política dúbia, cruel, sem dimensões humanas, mas de compadrios inauditos, no incentivo à santa estupidez de todos aqueles que dela bebem e que a alimentam.  A manutenção do sistema, num circuito fechado e sem mutações.

   Nem todas as palavras podem ser ditas e o mutismo é a arma de quem não quer confrontos. Processos que evitam a dialética e incentivam almas pacóvias, que facilmente se vendem, em nome de uma máscara.

 

 

 

 

14
Mar19

A política do abandono e os brandos costumes

por P. P.

20190312_dizem que é uma cidade by PP

 

    A caminho de casa, com destino ao meu bairro de cidade, o qual insisto chamar  "aldeia", uma vez que esta é uma falsa cidade, decidi parar o carro e guardar o meu olhar. Aquele que persiste, há meses, sem que ninguém (?) se aperceba ou responsabilize pela queda daquele poste. Isto para não referir outras questões...

    Quem são os responsáveis? Não, não sei, mas estou convicto de que o desleixe advém de quem diz amar a sua "terra" e tudo fazer pelo progresso e bem-estar dos cidadãos. 

    Não, não somos cegos. Muito menos deixamo-nos iludir pelos convívios semanais ou mensais, que não deixam de abranger uma componente partidária, no intuito de conquistar votos para uma máquina política cada vez mais estaferma.

 

13
Mar19

O ribeiro da minha aldeia e a desertificação do interior

por P. P.

Aldeia não.

Bairro de cidade, se faz favor.

 

 

    No passado, a densidade populacional e a área do munícipio ditaram que a vila onde nasci se tornasse cidade. Entretanto, ao que tudo indica, não existem critérios que avaliem a designação de tais estruturas no país, rentáveis para alguns políticos e técnicos das autarquias, com vencimentos idênticos aos daqueles que exercem as mesmas funções nas capitais de distrito; prejudiciais aos habitantes, sem condições de empregabilidade e com uma taxa de impostos superior à devida

 

    Um exemplo prático, sucinto e simplista

 

 

    Os idílicos sons da natureza , naquele que deveria ser um curso de água cuidado e preservado pela autarquia local. Como se constata, pela vegetação e água turva , a poluição é evidente. Numa das margens, os esgotos não tratados, numa obra obsuleta, estranhamente designada ETAR

   Pilares como a saúde, o ambiente, a educação e a equidade social esgotam-se após as campanhas eleitorais, preenchidas por convívios saloios, suscetíveis de manipular algumas mentalidades .


    O interior do país está condenado à desertificação, por parte dos elementos que o representam?

 

11
Mar19

Quantas pontes entre nós

por P. P.

Quantas pontes entre nós by PP

     A ponte, a passagem para outra margem, naquela floresta, há pouco mais de um ano dizimada pelo fogo feroz, num 15 de outubro de 2017 enfeitiçado, fruto da ganância do homem e de um governo desprovido de medidas ambientais e preventivas. 

 

    Uma ponte que une extremos, no que à dimensão das consequências diz respeito, mas não deixa de sentir o pulmão dolente e sufocado, as perdas na flora e na fauna,... Um elo que evidencia a destruição. 

 

    Um dia, de nada adiantará rezar. A revolta dos anjos despojará as preces dos criminosos e de todos aqueles que não lutaram, nós! 

 

                                                                         Fotografia do meu arquivo pessoal 

 

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