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[in]Sensato

Momentos [in] sensatos de reflexão, opinião e entretenimento

Entre a guerra dos pais e o orgulho

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    Quando existem filhos, Há que ponderar Quando o Melhor a Fazer é o Divórcio.  Sobretudo, se estes forem pequenos ou adolescentes. 

   Ninguém é de ninguém, pelo que lutar de forma desonesta pela custódia dos descendentes, não atender aos seus sentimentos, suas motivações, torná-los elementos de confronto e não propiciar um ambiente tranquilo, com algum diálogo e decisões conjuntas não contraditórias, por parte dos pais, não se pode tratar de amor. O egoísmo individual supera sentimentos nobres que os progenitores devem manifestar em relação às suas crias.

 

   Num destes dias, sabendo que os pais estiveram a discutir a sua custódia no tribunal, as dores de barriga, a desorientação e o desespero de X foram evidentes. A certa altura, vomitou. Às auxiliares pedi que, naquele dia, apesar de todas as partidas que lhes prega, num misto de miúdo reguila e inteligente, nele vissem um filho. E assim foi. Na aula, chamei-o para junto de mim, por vezes sentei-o na minha perna e não exigi que acompanhasse a matéria lecionada. O facto de estar perto do professor, ainda que de apoio, e exercer tarefas de suporte à prática do docente, levaram-o, por momentos, a esquecer a dolente incerteza, a não chegada do professor titular, de quem esperava uma resposta em relação ao incerto. 

    Naquela sessão, X não foi ouvido. Nele, não é evidente aquilo que pretende. Gosta dos progenitores. Nesta ou naquela manhã, pouco importa, chegou-nos atrasado, relativamente agressivo e a queixar-se da vida. Uma vez mais sentei-o na perna e tentei explicar-lhe que nunca nos devemos sentir as pessoas mais infelizes do mundo. Dei-lhe o meu exemplo de vida e o de tantos alunos que já tive, inclusive aqueles aos quais levei escondido produtos de higiene básica. Aqueles que com o apoio da professora de Ciências, partilhávamos o lanche. Aqueles em que os cinco irmãos e os pais tomavam banho na mesma água, aquecida uma só vez, numa terra de muito frio, numa casa sem aquecimento. 

 

   Como aliviar a dor de X perante a minha hipocrisia ao saber que, em função do decidido pelos órgãos competentes, facilmente liderará grupos com comportamentos não assertivos, que o mundo das toxicodependências aproximar-se-à como um nevoeiro suave que nos acaricia o rosto e que, como tal, provavelmente e não tirará partido das magníficas competências que detém?

 

   Nesta manhã ou na outra chegou-nos com um nível de ansiedade superior ao normal. A certa altura, após ir à casa de banho, confidenciou-nos "ter-se sujado". Por sorte, está numa escola onde há sempre roupa para eventuais emergências.  

 

   Apesar das relações humanas, sobretudo entre adultos, não serem fáceis, até que ponto é justo desencadear tamanho grau de sofrimento, sinais e sintomas? Para quando uma escola de pais, também útil para outros aspetos, na qual se ensine que amar um filho não implica obsessão, vingança ou a perceção de que este é um objeto?

 

   Cultivemos a tolerância.

Nem que seja por eles!

 

 

 

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Um novo alerta da PSP - O Desafio MOMO no WhatsAPP

MOMO dos WhatsAPP

 

   Este é um post cujo tema, seguramente, a Célia saberá dar-vos mais pormenores. O que aqui partilho teve como ponto de partida uma notícia que acabei de ler há pouco, no MSN, seguindo-se a consulta da página do Facebook da PSP.

 

   A respeito deste tema, para pais, educadores e jovens deixo o texto que acompanha a imagem com a qual ilustrei esta publicação:

 

<<Desafio Momo do Whatsapp

Na imagem encontra-se a foto de uma escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tokyo.

A mesma imagem tem sido associada a Momo, um contacto que através do Whatsapp pede para adicionar e entra em grupos de conversação. Recebem-se respostas de cariz ameaçador e perturbador. Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir.

Riscos:

- roubo de informações pessoais;
- incitação à violência e suicídio;
- assédio;
- extorsão;
- perturbações várias decorrentes de manipulação e coação.

Para os pais:

- educar sempre no sentido da responsabilidade no digital, protegendo dados pessoais, passwords e informações privadas;
- educar no sentido de nunca se adicionar contactos estranhos ou desconhecidos, em todas as plataformas;
- acompanhar a atividade dos filhos nos smartphones e tablets;
- incluir regras para um uso moderado;
- em caso de suspeita ou crime, denunciar à PSP.>>

 

Fonte PSP

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O Início da Vida - The Beginnig of Life

The beginnig of Life

   The Beginning of Life é uma série documental, lançada em 5 de maio de 2016, a qual pode encontrar em dividida em 6 episódios, na Netflix ou como filme de 2h, com o título O Começo da Vida.

 

   Como série ou filme é totalmente recomendável a futuros pais, pais, educadores, profissionais de saúde, pedagogos,... De seguida, abordarei esta documentário como série dado ter sido a forma como encontrei e visualizei esta fonte de saber. 

 

Do FB de O Começo da Vida

 

 

   Nela, em estrita articulação com padrões da neurociência, demostra-se que os bebés são mais inteligentes do que pensamos e o poder do afeto e dos cuidados para o desenvolvimento de novos estruturas neurológicas, o que não se constata, por exemplo, em crianças abandonadas ou sem afetos disponíveis, como tantas vezes sucede nas instituições (e não só!). Isto é demonstrado inclusive, com ratos e gatos, em laboratório. Também o pai cuidador, nos primeiros meses de vida, pode ganhar novas estruturas neurológicas, como se uma tendência da nossa espécie fosse quebrada. Uma criança que receba pouco afeto, e como tal veja comprometida o desenvolvimento de estruturas neurológicas, em princípio, futuramente, como progenitor(a) também não saberá dá-lo aos seus descendentes. “As recordações emocionais tanto para o bem quanto para o mal têm um peso muito maior durante este período, que é um tempo de formação, criação e estruturação de indivíduos”, diz Estela Renner, diretora da série.

 

Da página do FB - O Começo da Vida

 

   As famílias monoparentais ou homossexuais são também estudadas e apresentadas.

   Esta série mostra ainda como o ambiente da criança, durante os primeiros anos de vida, pode moldar o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social. A série apresenta entrevistas com especialistas mundias em desenvolvimento na primeira infância e de famílias de diversas origens culturais, étnicas e sociais, incluindo a super-modelo Gisele Bündchen e Phula, uma menina que cuida sozinha de seus irmãos na Índia (um exemplo de vida e sobrevivência).

 

   Claro que os modelos de ensino/aprendizagem e currículos com que nos deparamos, nas nossas escolas, deixam-nos a pensar se  queremos futuros agentes inovadores ou seres tristes, sem curiosidade. Uma situação extremamente peculiar, nem sempre levada a cabo por educadores, intra e extramuros, por culpa do Ministério da Educação e limitações colocadas por muitos Agrupamentos de Escolas (e/ou pais), consiste na exploração de pinhais ou terrenos próximos dos Jardins de Infância. Por esta razão, no 2.º CEB, em ciências naturais, no decorrer dos anos, os meus alunos têm vindo a manifestar desconhecimento na identificação de um musgo ou de um feto, desconheçam as sementes da maçã e respetiva função, ...  Também no 1.ºCEB, o ensino da classificação das raízes, por exemplo, sem recurso ao meio envolvente, traz consequências. Não bastasse muitos ensinarem, de forma errada, o que são raízes tuberculosas.

 

   Questiono os conhecimentos a respeito do desenvolvimento infantil, inclusive na adolescência, de quem lavra os programas curriculares em vigor.

 

Do FB - O Começo da Vida

 

   O Começo da Vida é uma produção da Maria Farinha Filmes, em associação com vários colaboradores, dentre os quais a Fundação Bernard van Leer.

“Nós apoiamos O Começo da Vida para difundir uma mensagem urgente: dar a todas as crianças um bom começo na vida é crucial para a construção de sociedades pacíficas, prósperas e criativas – e o que marca a diferença são as pessoas que se fazem presentes na vida das crianças pequenas”, acrescenta Michael Feigelson, diretor executivo da Fundação.

 

 

 

A ver!

 

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