Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

12
Jul19

A série Trust Me da BBC na HBO

por P. P.

Trust me é uma série dramática-médica, em 2 temporadas de 4 episódios cada, disponibilizada na HBO Portugal, produzida pela BBC.

Com a qualidade a que a BBC nos habituou, as histórias das duas temporadas são diferentes, mas com denominadores comuns: o ambiente nos hospitais, o relacionamento entre profissionais da saúde, a mentira e as causas dos erros médicos. Uma série muito recomendada, dadas as componentes humana e de mistério.

Na 1.ª temporada deparamo-nos com uma enfermeira que, ao denunciar algumas práticas médicas dúbias, no serviço de urgências, acaba por ser despedida. Numa tentativa de sobrevivência, decide apoderar-se dos dados da melhor amiga, tais como o nome, profissão (médica) e currículo. O seu desempenho como médica é excelente, mas as práticas clínicas de grande parte dos colegas e as urgências, num espírito defensor da “verdade” pode não surtir o efeito desejado…

Trust Me - S1

 

Com esta temporada, podemos melhor compreender a realidade dos nossos médicos, do serviço de saúde, as causas de eventuais erros médicos, … Veja o trailer.

 

Já o início da 2.ª temporada decorre num cenário de guerra. Os traumas dos ex-combatentes, as causas do número crescente de mortes num hospital, a perspetiva do sistema de saúde perante aqueles que apresentem doença mental – depressão, ansiedade … - e as amizades perigosas, entre as chefias, são evidenciados durante os 4 episódios, repletos de mistério.

Trust Me - S2

A empatia de uma jovem médica junto dos doentes e enfermeiros, com sinais de depressão, gera algum desconforto por parte de alguns dos seus pares. Quando ela descobre, com a ajuda do ex-combatente, um padrão comum nas mortes ocorridas na urgência do hospital, a sua vida corre perigo, assim como a do ex-combatente, entretanto paraplégico. A não perder, como pode ver no trailer.

08
Jul19

Próximo ano letivo: o 1.º dia de aulas

por P. P.

De acordo com o Decreto-Lei n.º 85/2019, de 1 de julho, os funcionários públicos terão falta justificada para acompanhar um filho menor de 12 anos, no primeiro dia de aulas de cada ano letivo.

Esta medida peca por abranger somente os funcionários públicos. Curiosamente, os professores, também eles funcionários públicos e com filhos, não poderão usufruír desta vantagem. E todos os outros trabalhadores, não têm este direito porque...

Não entendo! Uma lei que não é abrangente, justa nem democrática.

25
Jun19

Euphoria - a série que retrata a vida de muitos dos nossos jovens

por P. P.

euphoria

 

Na semana passada, na HBO Portugal, foi lançado o 1.º episódio da série Euphoria (veja o trailer). A cada segunda-feira, um novo episódio. Hoje vi o segundo. Uma série sobre droga, sexo e violência (sem esquecer a virtual), para maiores de 18 anos, sem falsos pudores e bem realista, destinada a um público adolescente. Nos EUA, já foi pedido o seu cancelamento, como pode ler aqui.

Assim, como a classificação etária refere, ela deve ser vista por adultos. Na verdade, considero-a excelente para os pais e para que estes se façam acompanhar dos seus filhos, debatendo as temáticas.  A intensidade das situações e a forma como são retratadas estão muito mais consistentes do que em Por 13 Razões - 13 Reasons Why  -, através de cenas realistas, bem interpretadas e ousadas. O ideal para os pais que vêem os filhos como anjos. 

Uma juventude que pouco ou nada lutou para alcançar objetivos e metas que nunca definiram. O mundo da droga tal como ele é. Em ambos os episódios, senti a minha geração e parte do meu grupo, agradecendo por nunca ter-me sentido motivado para tal dependência. Na verdade, os temas são, em parte, baseados na própria batalha com a droga do seu criador, Sam Levinson. É impossível ficar indiferente aos momentos de ressaca, há necessidade da dose diária por parte dos toxicodependentes. Para quem está habituado à exploração da nudez feminina, também neste aspeto Euphoria pauta pela diferença: no 1.º episódio é bem evidente uma ereção e no 2.º, uma cena de balneário que mostra muitas e muitas serpentes (como alguém disse).

De referir que muitos dos aspetos relacionados com as nudes, sexo virtual e as novas tecnologias devem servir de aprendizagem/reflexão aos mais velhos, uma realidade ainda muito atual.

Nesta obra, tal como acontece nos nossos dias, muitas são as vezes em que os rapazes pedem para conversar, enquanto elas exigem sexo. Evidência de que o desejo sexual feminino é superior ao dos homens?

 

22
Jun19

As cuecas, a serpente e o Padre

por P. P.

A fotografia do Padre de Pedrogão Grande @FB da TVI24

 

   Nunca umas cuecas causaram tanta polémica quanto as do Padre de Pedrogão Grande. Nunca uma “serpente”, de género duvidoso, foi tão falada e comentada quanto a deste caso, à exceção, claro está, da do Antigo Testamento. Já o facto de a Igreja Católica não acompanhar os nossos tempos, parece não se aludir o suficiente.

   Um Padre é um homem, com a fisiologia e morfologia idênticas à de qualquer outro homem. Recordo, no meu 11.º ano, quando obrigado pelo meu pai a frequentar as aulas de EMRC, contra a minha vontade e princípios, questionar, com uma amiga, o professor, também ele padre, enquanto este defendia a abstinência sexual durante o celibato e ser virgem. “O Sr. Padre, nunca se masturbou?”. Relativamente à virgindade, o meu pai nasceu e morreu virgem.

 

   A sexualidade está presente em todos nós. As suas dimensões diferem em grau e qualidade. À semelhança de qualquer rapaz adolescente (e não só!), os testículos de um Padre produzem espermatozoides que se acumulam nos epidídimos e quando em excesso… Splash! Quem sabe, durante um sonho de prazer, finalizado de forma algo molhada. Ainda a respeito das dimensões da sexualidade, tal como os outros homens, os Padres sentem necessidade de contacto íntimo e afetos por parte de alguém do sexo oposto ou do mesmo. E não, não são serpentes. Casamento, porque não?

 

   À nossa semelhança, os Padres também têm o direito de se sentir bem com o seu corpo, de se mimar… São humanos, reitero. No que diz respeito à roupa interior, cada um usa aquilo que quer e com que se sente bem. Eu preferia não usar nada, não fosse algo ficar perdido nas calças, ao som de La Bamba , deambulando e deambulando, acabando por gerar uma dor atroz ao entrançar a perna de forma descuidada. Na verdade, as cuecas e afins, sobretudo nas senhoras, apenas servem para estimular os maus-odores e alguns fungos.

 

   Admiro este padre pois assumiu o que fez. Admiro-o por considerar-se imperfeito, ter cedido à tentação, mas enquanto Padre, ter dado o melhor de si à sua Paróquia e Igreja. Atinente à posição da Igreja, uma vez mais inusitada, condeno a forma como agiu. Ah!... Já me esquecia: protejam-se os pedófilos, enquanto se desvia a atenção para aqueles que se limitam a ser gente. Uma Igreja que, em termos de canais por cabo, não conseguiu levar a cabo/manter o projeto Angelus, o único canal católico do nosso país. De facto, uma igreja que reparte os “tesouros” de forma que não nos é dada a conhecer. A História assim o diz e está dotada de revelações bombásticas...

21
Jun19

Série Chernobyl - uma realidade tão recente

por P. P.

Chernobyl

 

Num ambiente deprimente, assistimos a alguém que não consegue viver com o passado. No limite, enforca-se. Assim, surge, em silêncio, o nome da minissérie, em 5 episódios, Chernobyl da HBO.


Ao viajarmos até à 2.ª metade dos anos 80, concretamente 1986, na Ucrânia, são-nos dados pormenores acerca de um acidente, consequência de mentiras, na central nuclear de Chernobil. Dados realistas com alguma ficção, por forma a enriquecê-la. Cenas com diálogos longos e credíveis, como se de um documentário se tratasse. Um acontecimento ainda tão recente e com consequências assoladoras para o mundo. Afinal, como referido, trata-se de um processo que envolveu radioatividade letal para os seres vivos, encontrada ainda hoje, até nos não vivos.


Do argumento, enquanto o mundo lamenta o ocorrido, o cientista Valery Legasov (Jared Harris), a física Ulana Khomyuk (Emily Watson) e o vice-presidente do Conselho de Ministros Boris Shcherbina (Stellan Skarsgård) tentam descobrir as causas do acidente. Nos seus 3.º e 4.º episódios, a realidade dura e crua é-nos finalmente apresentada. Considero que as imagens em questão deveriam ser mais chocantes e traumatizantes, no intuito de alertar para os perigos de uma guerra nuclear. Por outro lado, deste modo, continuaria a não fugir à realidade.


Tenho dificuldade em compreender o anseio de muitos em visitar Chernobil após o lançamento da série. Talvez por não ter ficado evidente, nem de forma marcante, que a radioatividade ainda está presente, as suas consequências nos embriões, nos solos, nos organismos…. Pelo exposto, a série peca, não obstante seja grandiosa enquanto memória e documento histórico.

Veja o trailer.

27
Abr19

As Escolas estão doentes

por P. P.

    As Escolas estão doentes, dada a desvalorização dos seus atores principais, as incumbências assumidas, mas que não são suas; as fragilidades de um ministério, um orçamento de estado e políticas "elitistas"; programas curriculares inóspitos, fruto dos prazeres e devaneios, entre quatro paredes; a falta de democracia e liberdade, estabelecidas por uma hierarquização nem sempre percetível...

 

    As Escolas estão doentes, ao promoverem bailes de máscaras e disfarces, numa paz podre que derrama o veneno naqueles que se mantêm fieis aos seus princípios e valores; o que implica consequências na Saúde. 

 

    As Escolas estão podres, uma vez que os Vampiros sugam as diferentes seivas, enquanto os cleptoparasitas sitiam a essência, num fanatismo dúbio e as cobras dançam, em redor da fogueira de um estranho processo inquisitório. O regozijo perante o desmoronamento social e da esfera dos valores.  

 

    As Escolas estão podres...

 

poverty-1148934_1920

 

22
Abr19

A série Special - uma abordagem diferente à Paralisia Cerebral

por P. P.

Special - Season 1

 

      Na sua 1.ª temporada, lançada a 12 de abril deste ano, com 8 episódios de apróximadamente 15 minutos/cada, Special é uma série de humor, baseada no livro semiautobiográfico I’m Special: And Other Lies We Tell Ourselves (O’Connell, Ryan : 2015). Além de autor, Ryan é também o ator principal, autor, produtor e roteirista.

     Portador de paralisia cerebral (PC), num grau entre o leve e o moderado, Ryan revela competências no seu comportamento adaptativo, socialização e mentais. Homossexual, a sua principal dificuldade está em aceitar a sua deficiência.

      Temas pertinentes e pouco usuais norteiam a série: a sexualidade na deficiência, a auto-aceitação, os outros e a deficiência, as mães/cuidadoras,... Ingredientes suficientes para "espreitar" este momento, cujo trailer encontra aqui. Uma série não recomendada a xenóbofos, racistas e todo um conjunto de atributos que resumo à primeira por mim mencionada.

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Sussure-nos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Direitos

Ainda que procure uma utilização cautelosa e não abusiva de textos, imagens e sonoridades, poderá haver lugar à utilização indevida de obras objeto de direitos de autor. Contudo, apesar do recurso às hiperligações de origem, sempre que a legislação o implique ou seja devidamente informado, de imediato procederei a reajustes. Os textos e fotografias sem referência bibliográfica são da minha autoria.

Wook