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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

21
Jul18

Ninguém é de Ninguém

por P. P.

   Um crime.

Um dia que morreu cedo demais, para dar lugar a uma noite pautada pelo ciúme

De acordo com a imprensa, álcool, drogas e o ciúme, numa relação já terminada, a discussão que deu lugar ao terminus de uma vida. Uma lua com retalhos de sangue e algumas perfurações. Ninguém tem o direito de roubar a vida ao seu semelhante. Somente, de acordo com a crença de cada um, uma força Divina. Mas quem somos nós para condenar?

 

   Insisto na falta de educação para os afetos, vulga "Educação Sexual", nas nossas Escolas. Nos preconceitos e receios na respetiva abordagem. Que a orientação sexual não é uma escolha. Insisto que, nas nossas Escolas, os alunos estão demasiado tempo nas salas de aula, não aprendendo a interagir, reagir e resolver conflitos. Saltam-se estadios do desenvolvimento, em nome de programas curriculares absurdos. Talvez por estas razões, associadas a hábitos académicos que fazem parte de algumas instituições ou minorias, da discussão passou-se às facadas.  O chamamento do manto negro.

 

Como entender que ninguém é de ninguém?

Todos nascemos do ventre de uma mãe. Quase todas nos acolhem e cuidam até estarmos preparados para "voar". O mesmo acontece no reino animal, destacando, por exemplo, os pássaros e gatos.

O crescimento e as dimensões da sexualidade jogam entre si, tornando-nos adultos. É importante salientar que os erros que fazem parte de determinada idade/estadio do desenvolvimento, quando não praticados nos respetivos momentos, manifestar-se-ão, na fase adulta, de forma inusitada. 

 

Os vídeos que a seguir disponibilizo já foram por mim aplicados em turmas do 6.º ano, na unidade da Reprodução Humana, em aulas/momentos de educação sexual. Alerto que o conteúdo pode ferir a sensibilidade de alguns leitores. Em ambos, de acordo com a orientação sexual, os amores, conflitos, frustrações,... rumo a um final que se pretende feliz ou equilibrado. 

 

 

 

 

As fotografias que ilustram esta publicação são do Facebook do Miguel Ribeiro, em modo público.

 

27
Abr18

O verniz estalou - os "Paneleirotes" da Cinha Jardim

por P. P.

 

SS7 TVI 2018

 

 

 

 

   Apesar de nunca ter sido apreciador de programas como o Big Brother, Quinta das Celebridades, Secret Story, entre muitos outros, o atual SS7 tem cativado alguma da minha atenção, dadas as semelhanças com a versão francesa, sem esquecer o leque de concorrentes, que desta vez não parece originário de um underground

 

   Gosto do Late Night Show dado o humor dos intervenientes, apesar da conduta de Cinha Jardim e Helena Isabel, vencedora do SS6, nem sempre me parecerem adequadas. Frequentemente, assistimos ao julgamento dos comportamentos dos concorrentes, esquecendo as suas atitudes durante este tipo de programas, no passado. O "jogo" parece quase tudo justificar. A análise especializada levada a cabo pela Iolanda e Quintino Aires são dignas de atenção. Os humoristas, divertem-nos.

 

   Pela 1.ª vez na televisão portuguesa, assistimos à participação de um casal homossexual, até ao momento com uma conduta irrepreensível. Sobretudo para quem, no seu direito, devido a certas bandeiras e acenos, tem em mente que uma relação homossexual é suja, com episódios sucessivos de sexo e desprovida de sentires. Isto, como se nos casais heterossexuais todas as condutas sejam assertivas, sem a sombra do pecado. 

 

   Após Marta Cardoso elogiar o casal em causa, dada a integridade, postura e relação desprovida de ciúmes, eis que a "tia" - minha não é -, que se diz desprovida de preconceitos e nada homofóbica, talvez por não apreciar a prestação do casal ou os elogios tecidos, no lugar de gays ou homossexuais, referiu-se a eles como "paneleirotes". Se Ana Isabel, ainda que com algum humor, em outras ocasiões, ao citá-los como "bichas" - é preciso ter em atenção que a formação base desta ex-concorrente é Direito -, denota alguma falta de educação, o estalar de verniz da tia, à semelhança do que já acontecera no passado, em outros contextos, com Alexandre Frota e não só, foi um momento triste e degradante na televisão portuguesa.

 

 

 

 

 

   Considero o momento degradante e de suma falta de educação uma vez que, mesmo após um breve intervalo, a "tia" não teve capacidade de pedir desculpa aos telespetadores, dada a palavra/designação proferida. Disse ainda ter utilizado o termo de forma carinhosa. O orgulho mata

   Ter-se-à tratado de um reflexo da estrema direita? Num comentário de incentivo a CJ, no seu Facebook pessoal, pode ler-se <<...de facto há que ter “paciência de jó” para aguentar todos os desafios que os autonomeados infringidores das leis da natureza nos semeiam no caminho...>>. Refira-se que até às 19h do dia 26 deste mês, Cinha não respondeu e espero que não o faça, mas o pedido de desculpa, no momento oportuno, não daria origem a comentários de ódio para com a diferença. Afinal, qual é o prazer em de estar forma da norma, ... esse "ser diferente"?

 

   Todos temos dias menos bons, todos dizemos palavras irrefletidas, todos...

Na maioria das situações, todos temos a capacidade de corrgir o erro. Basta um pedido de desculpas.

26
Dez17

Análise do documentário Dream Boat

por P. P.

   Dream Boat (2017) é um filme ao estilo documentário, de 1h 35 min de duração, dirigido por Tristan Ferland Milewski, para maiores 18 anos, com o apoio dos canais ArteCanal + francês. É falado em inglês, alemão, francês e árabe, fruto da origem dos seus intervenientes, pessoas com um denominador comum, a orientação sexual. Por cá, encontramo-lo desde dezembro, na Netflix

 

   Uma vez por ano, o Dream Boat, o único cruzeiro para homossexuais masculinos, na Europa, parte numa viagem marítima pela costa do Mediterrâneo. Mais de 2 500 passageiros aguardam a sua partida.

 

Dream Boat

 

 

 

Entre eles estão cinco homens, de cinco países diferentes, num processo libertador de ócio que assenta à fuga do quotidiano, às restrições familiares e políticas. No fundo, mantêm-se as questões pessoais, as dúvidas e problemas, como se de endoparasitas se tratasse. Quando se vive acorrentado, a dor está sempre presente, independentemente do ambiente  alegre (gay) e do glamour. Veja o trailer:

 

 

 

 

   A ação começa com o embarque dos passageiros em flip-flops e tops. Um par com roupas náuticas cumprimenta velhos amigos com beijos e taças de champanhe. Já no cruzeiro, a conversa cresce à medida que pequenas multidões se formam, num grande mar de sorrisos excitados. Aqui, assistimos a um movimento da câmara que da multidão acaba por focalizar-se nos 5 homens citados. Destes, fazem parte um passageiro indiano, no seu primeiro cruzeiro gay, um francês portador de deficiência que está determinado a divertir-se, um polaco que procura a alma gémea, um palestino que se mudou para a Bélgica, por forma a libertar-se dos movimentos políticos e religiosos e um fotógrafo austríaco, bem parecido, para o qual todos posam. Desconhecendo o nome destes personagens, estes homens começam a surgir através de suas histórias.

 

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   Tristan Milewski não aborda diretamente questões de raça e origem étnica, mas explora os pensamentos dos intervenientes sobre o amor e o status de HIV. A cultura mainstream gay é também retratada. 

 

 

   Algumas das entrevistas mais "difíceis" sugerem que Milewski gostaria que Dream Boat fosse mais substancial, impulso mantido, parte do tempo, com cenas de festas noturnas, campeonatos de corrida em salto alto, engates à beira da piscina e os passageiros repletos de acessórios, o que, em meu entender, por vezes se confunde com o mundo transformista.

 

DreamBoat 2

 

DREAMBOAT 1-master768.jpg

 

 

 

Esta necessidade de capturar tantas perspetivas diferentes dilui a intensidade de alguns dos sentimentos de solidão dos homens e o medo da rejeição. Contudo, são exatamente estes sentimentos e medos que validam este documentário, mostrando que uma orientação sexual não é uma escolha.

   

 

 

08
Jul17

As capas das revistas Cristina

por P. P.

   É importante causar impacto e alertar a sociedade para a necessidade de uma novo postura, com comportamentos adequados e ajustados a quem é "diferente". Recorro às aspas, uma vez que, para mim, todos são iguais. O importante é construir um mundo melhor e disseminar toda a espécie de guerras. Infelizmente, a diferença ainda choca.

 

   Há muitos anos acompanho o trabalho de fotógrafos portugueses. O talento e a técnica são grandes. Para o tipo de fotografia utilizado, neste mês, na capa da Revista Cristina, destaco os trabalhos e talento de Paulo César e Paulo Casaca ( galeria no Instagram aqui), por exemplo. Seguramente, teriam sido bem mais originais ao apelar ao respeito pela diversidade e no impacto visual, não recorrendo a capas já vistas, como acontece entre a atual desta publicação e a de 8 de abril, de 2013, da Revista Time. Tire as suas conclusões.

 

Em abril de 2013 eram estas as capas da revista Time.

 

 

Capa da Revista Time em 8 de abril de 2013

 

Em julho de 2017 são assim as capas da revista Cristina

 

 

 

Capa revista Cristina - julho 17

 

   Lamentavelmente, apesar das semelhanças, passados 4 anos, a diferença ainda choca e impulsiona as vendas.

08
Jul17

A Diferença ainda Choca

por P. P.

 

   Técnica de marketing ou verdadeiro interesse na defesa dos direitos das pessoas LGBT, a capa da revista Cristina, liderada por Cristina Ferreira, tornou-se viral.

 

Capa revista Cristina - julho 17

 

 

   Lamentavelmente, logo se ergueram vozes escondidas em perfis falsos e atrás de um monitor, na forma de  comentários com a predominância do ódio e do rancor. A orientação sexual ainda choca os portugueses, não obstante os progressos registados no nosso país. A orientação sexual ainda é encarada como escolha ou doença. Não o é! Contudo, o que não entendo, prende-se com a incapacidade de projeção dos xenófobos, também designados por homofóbicos. Os seus filhos, sobrinhos, ... qualquer ente querido pode nascer "diferente".

 

 

Mas o que é ser diferente?

   Não obedecer à norma, mas ao longo da história, a mudança e o progresso foram levadas avante por parte de quem não obedeceu à norma. Já pensou nisso?

 

 

   Infelizmente, na capa ou artigos, não há nenhum casal portador de deficiência. A sexualidade dos portadores de deficiência é algo que continua a ser abnegado e escondido.

 

  Quebremos barreiras, deixemos os estereopidos de séculos passados e caminhemos rumo ao amor, aceitação e paz. Não continuemos a criar e promover guerras. Existe um perfil típico de quem tem como orientação sexual a não heterossexualidade? Assista ao vídeo e tire as suas conclusões.

 

Sugiro ainda a leitura deste artigo do Fred que tão bem elucida acerca daquilo que ainda "choca" no nosso país.

 

 

 

05
Jul17

Cinema - Holding The Man

por P. P.

  Ontem, ao fim da tarde, decidi assistir ao filme Holding the Man.

De 2015, este filme autobiográfico Australiano, está disponível no serviço da Netflix.

 

Holding the man

 

 

    A ação decorre nos anos 70, com cenários e figurinos bastante bons, e a primeira metade dos anos 80. É nesta que incide a magnífica banda sonora, com êxitos como I Feel Love, Dreamer, Forever and a Year, (Don´t Fear) The Reaper ou This Time .

 

    Ao longo do filme, somos convidados a conhecer a história de amor vivida entre o escritor Timothy Conigrave e o atleta John Caleo. Um romance com idas e voltas, preconceito e superação, até a SIDA (AIDS) imprimir marcas bem dramáticas e definitivas no relacionamento. Em alguns aspetos, o filme pode comparar-se  com Filadélfia 

 

   A intensidade e veracidade impostas pelos seus protagonistas, Ryan Corr e Craig Stott, são as principais valias desta obra cinematográfica. Considero que domínios menos abordados ou explorados neste filme dariam uma excelente série, com o dramatismo e veracidade de 13 Reasons Why.

 

   Veja o trailer:

 

 

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