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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

05
Mai19

Para uma mãe

por P. P.

De um aluno do 3.o ano

 

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    No início de um caminho repleto de aventuras e magia, pela escrita criativa, bálsamo de tantas mágoas, partilho convosco dois momentos dos meus alunos de apoio. A cor, nada mais do que sugestões. O traço vermelho pode tornar-se agressivo, e a falta de diálogo com os potenciais jovens escritores, castradora. Nem eu nem eles estamos corretos. Importa o espírito crítico e aquilo que se diz. Em simultâneo, o enriquecimento

     Nos rascunhos de muitos dos discentes, encontrei momentos válidos e belos para dar a conhecer, mas o tempo não era muito. Como tal, estes dois, representam todos aqueles que deambularam e registaram sentimentos sem amarras ao materialismo supérfulo e  doentio. Afinal, uma mãe é "um ninho", o "conforto", a "compreensão" e a mulher pela qual, desde cedo, nos apaixonamos. "Fonte de luz e de amor", de encantos ímpares, com capacidades inacessíveis ao progenitor, que também é capaz de educar, amar e dar a vida, por um amor maior.

 

Feliz dia da mãe!

O meu agradecimento ao professor titular, capaz de deixar-me voar e por, também ele, valorizar os afetos e a discussão.

 

 

 

24
Dez18

(dis)Sabor de natal

por P. P.

 

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    Nem todos os natais têm sabor a Natal.

    Hoje, entendo porque devemos manter viva a existência do Pai Natal, a esperança no que possa vir a surgir no sapatinho deixado à lareira, o alimentar de algumas tradições... De maneira alguma, do ponto de vista consumista. 

    Aquele lugar vazio, na mesa da consoada, as histórias distanciadas da realidade que se faz sentir, o bom e o mau, somente são valorizados pela perda. Crescemos abnegando-a. Por vezes, somos protegidos. Mas as perdas fazem-se sentir, tal como as histórias que divagam pela mente.

    Da vida, quantas incógnitas.

O que é entendido como "processo natural" nem sempre se verifica. Há que agradecer. E tentar entender aquele lugar que permanece vazio, aceitando-o, no espaço e no tempo, à medida que um bálsamo alivia-nos as dores da alma. Profundas e intemporais.

26
Set17

Naquele semicírculo

por P. P.

   Ao levantar-se sentiu que alguém, talvez de uma outra dimensão, lhe dizia para não sair de casa. 

Refutou aquele que sempre foi um dos seus pontos fortes: o instinto. Talvez porque, longe dali, estaria em contacto com o mundo da fantasia, de pensamentos não filtrados e jogos infindáveis. Por vezes, há que procurar sair da galáxia que não escolheu, repleta de gemidos ou gritos de dor, fragmentos da sua enorme impotência.

 

   Na sua vida, nunca um semicírculo fora tão perfeito. Na 4.ª velocidade, o sentir-se rumo a um abismo, numa sensação que confirmou a falta de vontade de viver. Não teve medo. O veículo rodopiou 180.º no sentido dos ponteiros do relógio ao pisar algum tipo de lubrificante no piso, em nada semelhante aos destinados ao prazer sexual. Talvez a transparência. 

 

   Em hora de ponta, no sentido oposto ao da sua direção, pode contar com a ajuda de um só condutor. Aquele que, ao parar por forma a que nova meia-volta fosse dada, recebeu a buzinadela de quem se encontrava atrás dele, dificilmente sem conseguir ter assistido ao breve espetáculo matemático ocorrido. Os valores e a educação também se observam pelos pequenos gestos. 

 

   Conseguiu seguir, não deixando de pisar segmentos de reta com e sem tracejado. Durante o dia, o instinto inicial adquiriu novo significado. 

 

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Viver não é fácil.

Então quando norteado por quem anseia sangue e semear a discórdia...

24
Set17

Voar sem Enguiço

por P. P.

Olhar o quê e procurar o porquê, para quê?

Dos meus olhos brota a inércia de um ódio não consentido, sem ponta de viso. 

 

Naqueles tempos, o amanhã perdeu o sentido. 

Hoje, os loucos controlam o mundo, desde o micro ao macrocosmos, com um nefasto riso. 

 

Já eu, esse ser desprovido de razão, anseio um voo leve e sem sofrimento. 

Agora, aqui ou ali... Sem sinais, lágrimas ou enguiço.

 

 

Na Serra da Estrela by PP @ Flickr

 

05
Ago17

Fotografia - Olhar sedento

por P. P.

   Longe vão os dias em que ousava retocar os seus lábios de vermelho sangue.

Insensata à luz da sedução, aquele cruzar de pernas rendia-lhe o paraíso jamais ambicionado pelos moradores de rua.

Naquela dia, sedenta do elixir fálico do amante, enquanto o carro preto servia de esconderijo aos segredos mais profundos da sua condição, nada a fizera prever que a sua mão iria ao encontro de algo hirto e relativamente grosso. O punhal que se inteirou do seu corpo, no rodopio dos segredos de um certo senhor do Estado, para o qual a verdade da mentira jamais podia emerger.

P.P. 

 

 

IMG_20170804_153008_508 do meu arquivo pessoal

 

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