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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

24
Jun19

Homens com Estilo - Pedro on TOP

por P. P.

   Pedro Coimbra (@peter.cbr_official) é um modelo de 47 anos, embaixador da Altamira em Portugal, bloguista e influenciador ao nível da moda para homem. Para mim, um gajo porreiro. Com estilo, oferece resistência a uma sociedade que sacrifica aqueles que já passaram dos 40.

Pedro Coimbra

Todas as fotografias desta publicação têm direitos reservados por parte do entrevistado


Vamos conhecê-lo melhor.

 

P.P. : Quando e como nasceu em ti o gosto pela moda masculina, atendendo a que, na tua geração, o preconceito era muito evidente?
P.C.: Sempre fui anti-correntes. Em casa, até se diz que tenho a "mania de ser diferente", apesar de gostar de arte e design. A minha mudança, porque sim, houve uma mudança, aconteceu tarde:  apenas há uns 4 anos.

 

Pedro Coimbra - Fonte Instagram

P.P.: Numa sociedade que valoriza o efémero, como se a juventude fosse eterna e o nosso corpo não sofresse alterações, de que forma consegues pautar pela diferença e quais os obstáculos com que te deparas?
P.C.: Sinceramente, penso que a minha diferença deve-se apenas à genética e nesse aspeto estou muito grato. Contudo, creio que todos podem desenvolver um certo charme ao nível da imagem/estilo que se quer passar.

Obstáculos propriamente ditos,  não os sei enumerar. Na verdade, os obstáculos estão nas nossas cabeças. Por exemplo, tive um seguidor que há tempos me escreveu, referindo que adora a minha maneira de vestir e o meu estilo, mas não tinha coragem para o fazer. Dá que pensar!

Pedro Coimbra @Instagram

P.P.: Quais são as tuas principais dicas para que um homem depois dos 40 mantenha o estilo?
P.C.: Quer queiramos quer não, a profissão que ocupamos terá sempre influência na altura de escolher a roupa. Porém, podemos trabalhar no sentido de encontrar um equilíbrio. Ou então fazer como eu faço: se gosto da peça visto-a, vejo-me no reflexo de uma monta e se me agradar, continuo a usar.

Aos quarenta não é boa ideia sentirmo-nos a tentados a parecer que temos vinte, mas também devemos ser arrojados e arriscar. O Instagram e outras plataformas dão-nos muita inspiração. Depois, é só sair do armário e pensar por si. A vida é muito curta para dar importância a velhos do restelo.

PC @instagram Oficial

P.P.: Os Homens podem ou devem ser vaidosos? Quais são os cuidados a ter?
P.C.: Claro que sim, assim como as mulheres. "Vaidoso" é valorizares-te, mostrares ao outro que estás bem na tua pele e consequentemente isto vai, de algum modo, também influenciar a atitude do outro. Os cuidados passam essencialmente por: alimentação cuidada , hidratação e algum desporto.

PC @IG oficial

P.P.: Objetivos futuros/metas …
P.C.: Algumas coisas…. Viajar, trabalhar, curtir e esperar que a vida não nos separe dos que amamos.

 

 

 

 

 

 

21
Dez18

Luís Covas, o fotógrafo que não teme o mundo a preto e branco

por P. P.

Luís Covas por Nuno Guerra

Luís Covas por Nuno Guerra

 

    Luís Covas (L.C.) fotografa o seu mundo. Este, nem sempre é colorido, possuíndo tonalidades a preto e branco.
    A natureza, a cidade, as pessoas e os seus gatos são prioridades ao olhar, trabalho de luz.

Vamos conhecê-lo melhor?

 

P.P.: – Quem é o Luís Covas?


L.C.: – Sou designer gráfico de profissão e um amante incondicional de fotografia. Para mim, é impossível passar pelo mundo sem olhar em redor e imaginar tudo o que vejo no enquadramento de uma lente, seja ela o telemóvel ou da minha câmara fotográfica.

 

6219-2. de Luís Covas

 

 

P.P.: – Qual é a origem do teu fascínio pela fotografia?


L.C.: – O meu pai . Lembro-me de ver fotos a preto e branco da Madeira (onde nasci) tiradas, reveladas e ampliadas por ele. Na altura não havia câmaras digitais, usavam-se rolos e as fotos eram reveladas e ampliadas/ impressas em laboratório. Quando estudei na Faculdade de Belas Artes de Lisboa tive oportunidade de fazer o mesmo, e diria que a verdadeira incursão neste mundo começou nessa altura.

 

João Galrão por Luís Covas

 


P.P.: – Constato, na tua galeria, expressões faciais humanas e a solidão.
Os Homens estão cada vez mais sós? Porquê?


L.C.: – Sem dúvida devido à revolução digital e à internet. Ao mesmo tempo que fez do mundo uma aldeia, tornou-nos cada vez mais virtuais e cada vez menos humanos. Nota-se isso no dia-a-dia, no contacto que evitamos perante a facilidade com que trocamos uma mensagem sem ter que nos mostrarmos, de revelar as nossas vulnerabilidades perante os outros. Isso isola-nos cada vez mais e distancia-nos da nossa condição humana. Falta-nos o toque, a emoção de um olhar trocado frente a frente, uma conversa, um abraço...

 

Fotografia de Luís Covas

 


P.P.: – Quais são os teus projetos presentes e futuros?

Onde podemos encontrar os teus trabalhos?


L.C.: – Sempre quis explorar este lado humano no meu trabalho como fotógrafo. Seja quando viajo, quando no dia-a-dia percorro as ruas da cidade ou em estúdio.
   Por outro lado, a beleza do nu fotográfico sempre me atraiu. Nesse sentido, criei um projeto chamado My Undressed Soul , onde desafio homens a ‘despirem as suas almas’ e tornarem-se vulneráveis perante a minha lente. Despido de roupa, o modelo torna-se o centro de um cenário onde a sua personalidade passará sem necessidade de acessórios. No decurso de uma conversa informal, trocamos impressões, falamos das nossas emoções e experiências de vida. O dedo nunca sai do botão e o obturador vai disparando, revelando a alma que habita aquela pele nua. Seja uma sexualidade estonteante no olhar, uma pose reveladora de um carácter desafiador ou a doçura de um olhar parcialmente oculto num corpo másculo, tudo isso transparecerá no resultado final.

   Por enquanto este projeto existe apenas no Instagram, onde podem encontrar as fotografias aqui divulgadas e outras. Numa vertente menos condicionada pelo imposto moralismo das redes sociais, apresento também versões não censuradas de algumas das imagens no meu perfil no FlickrEste perfil destina-se a um público adulto, livre de preconceitos.

   Neste perfil exploro também as relações humanas do ponto de vista da sexualidade. Não vejo razão para não mostrar um pénis (erecto ou não) se este for tão belo ou intenso quanto um olhar. É apenas mais uma vertente da nossa condição humana e também um exercício visual onde exploro a luz e a sombra, contados através do dramatismo e do contraste do preto e branco.

   Em termos futuros pretendo explorar cada vez mais a humanidade como tema. Talvez criar um projeto apenas com retrato de rosto, correr o mundo em busca dessa nossa condição, onde quer que ela exista.

 

Na galeria algumas fotografias do projeto mais recente do Luís Covas.

 

O Insensato agradece a tua colaboração e participação.

 

 Nesta publicação respeitou-se o não recurso ao A.O. por parte do entrevistado.

Todas as fotografias estão sujeitas a direitos de autor - Luís Covas

23
Dez17

A Nu - o Fotógrafo Luís Lobo Henriques

por P. P.

   Luís Lobo Henriques (LLH) é professor do ensino secundário. Tal, não o impediu de ser modelo, na década de 80 e fotógrafo, desde sempre.

 

Luís Lobo Henriques

 

PP: — Quem é o Luís Lobo Henriques?

 

LLH: — Sou certamente um homem interessado em diversos tipos de arte, especialmente em fotografia. Todas as artes visuais, em particular, me estimulam os sentidos. Sou um homem de emoções fortes, racional q.b., mas um apaixonado por certas causas. Defendo as minhas ideias até ao fim, assim como as pessoas que amo. Sou professor por vocação desde miúdo e faço fotografia por paixão incontrolável e incontornável desde os 18 anos. Tudo o que fiz, considero que podia fazer melhor, poucas vezes me sinto satisfeito e ando sempre à procura daquilo que será a perfeição. Vejo muitas obras de arte em fotografia que gostaria de ter sido eu a fazer... Leio muitos textos que gostaria de ter sido eu a escrever...Oiço muitas peças musicais que gostaria de ter sido eu a compor...e por aí fora. Mas com o que mais sonho é poder viajar e fotografar o planeta e as suas gentes!

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

PP: — Como surgiu a moda na tua vida e quais as principais memórias que guardas desses tempos? Tratando-se de um modelo masculino, de um país com pouca abertura, como enfrentaste o preconceito?

 

LLH: — Aos 11 anos eu desenhava vestidos de alta costura para imagens da minha musa na altura: Riquita Bauleth, a primeira Miss Angola e Miss Portugal 71. Hoje tratamo-nos por “irmãos” e vejo-a como uma mulher que marcou a minha vida toda. Se antes, aos 8, já eu posava para o meu pai, também ele um sério interessado em fotografia, aos 18 posava eu para um ou outro fotógrafo e me interessava cada vez mais por moda e por fotografia. Estar à frente das objetivas ou atrás delas? Eu pensava: “entre les deux, mon coeur balance”! Nunca me preocupei muito com preconceitos porque era elogiado e estimulado para essa vertente.

 

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

 

PP: — Em que momento a fotografia foi além de um mero passatempo? Porquê?

 

LLH: — Quando entrei para a faculdade de Letras em Coimbra, fiz um curso de fotografia (1980) e comecei a participar em concursos de fotografia e exposições coletivas. De repente, tinha as minhas colegas a comprarem rolos Kodak para eu as fotografar e tornei-me para elas uma espécie de Rei do Retrato. Em 1984 já tinha uma fotografia publicada na prestigiada PHOTO francesa que era uma das minhas bíblias sagradas, onde eu ia beber inspiração e aprender com os meus grandes mestres de fotografia. De lá até hoje, foi uma escalada vertiginosa, só interrompida com tarefas muito exigentes que pelo meio surgiram como ser pai por duas vezes.

 

Chocolate-com-areia de Luís Lobo Henriques

 

 

PP: — Quais são as tuas categorias de fotografia preferidas?

 

LLH:  — Fixo-me muito em produção de moda, em nu artístico, em paisagem e retrato. Não foi por acaso que deixei a categoria Retrato para o fim... é que os últimos são sempre os primeiros; por isso a ordem é aleatória. Dirigir modelos é a minha grande temática. Comunicar com as pessoas, vê-las “crescer” perante as minhas objetivas e senti-las felizes por posarem, autoconfiantes e belas. É como “roubar-lhes” a alma no melhor sentido. Para a eternizar. É isso que me faz apaixonar por fotografia, assim como ter aquela luz certa, aquele momento decisivo em plena natureza para captar uma bela imagem.

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

PP: — Caso fosses convidado para regressar ao trabalho no mundo da moda, como modelo ou fashion adviser a tua resposta seria…

 

LLH: — Já fui e aceito sempre. Sem qualquer hesitação. Há dois anos desfilei com a minha amiga Angélica Rosado, também ela ex-Miss Portugal, numa jantar de solidariedade, na Costa da Caparica. Nunca deixei de ser um fashion advisor para amigos e modelos, tal como nunca deixei de posar para amigos e fotógrafos em eventos sociais.

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

Obrigado Luís, pela colaboração.

 

No modo de galeria, acompanhemos outros trabalhos do fotógrafo, que podemos encontrar no 500px.

 

 

 

19
Dez17

A Nu - o Fotógrafo Paulo Madeira

por P. P.

   Paulo Madeira (P.M.) é um fotógrafo português que prima pela ousadia nas suas produções. Ao seu olhar, um falo pode adquirir uma dimensão artística significativa.

Pessoalmente, adoro os seus trabalhos a P&B. Uma das suas galerias está disponível, online, aqui.

 

Vamos conhecê-lo melhor?

Preparem-se para, além de conhecer o fotógrafo, aprender.

 

Fotógrafo Paulo Madeira

 

 

 

 

P.P.: — Quem é o fotógrafo Paulo Madeira?


P.M.: —
A luz é por defeito o agente primordial do universo visual, dela dependem todos os mecanismos de ver e de olhar...Por vezes, as relações presentes no meu trabalho, passam particularmente pelo registo do tempo num processo criativo, descobrindo a beleza do corpo humano e os seus gestos eróticos nas suas sombras mais subtis, desde a intimidade silenciosa, meditação até ao desejo confessado e dedicação sem limites!
Tenho 39, sou de Alcobaça e sempre fui um apaixonado por fotografia, aliás tudo o que esteja relacionado com as artes eu tenho um certo jeito! Fiz ballet clássico e contemporâneo, mas, foi na fotografia que expressei mais a minha veia artística, transpondo por norma, personagens criadas por mim ou imaginadas, nas pessoas que fotografo. Sou uma pessoa igual a muitas outras, em que a criatividade parece fluir sem ter fim!

 

De Paulo Madeira

 

P.P.: — Quais são os tipos de trabalhos que preferes realizar?

P.M.: — Dentro de muita coisa, possível e imaginária que se possa fotografar, é nas pessoas que a minha veia artística mais se nota. Particularmente nos retratos! Fazer um bom retrato é quase que absorver a alma da pessoa e transpô-la para a fotografia.

 

Retrato por Paulo Madeira

 

P.P.: — Regra geral, o corpo da mulher é mais fotografado do que o do homem. Alguns autores defendem a beleza nas simetrias, outros a harmonia num só corpo. A tua fotografia incide sobretudo em modelos masculinos. Que aspetos valorizas no corpo do homem como veículo artístico?

P.M.: — Penso que tanto no Homem, como na Mulher o veículo artístico é o mesmo, a sensualidade, o olhar, a forma do corpo, seja ele magro, gordo ou definido… O olhar é que manda e é ele que transmite para a fotografia a sensualidade da imagem que vemos. Muitas vezes fotografamos Homens com corpos esculturais e depois não conseguem expressar sensualidade com o olhar, logo poucas fotos se conseguem aproveitar, porque o bolo é um todo, como a fotografia é feita com luz e sombra!

 

Fotografia de Paulo Madeira

 

 

P.P.: — Enquanto artista, quais são as dificuldades com que te deparas?

P.M.: — Grande parte das pessoas que fotografo, são pessoas amadoras, que vem fazer fotografia porque o amigo também veio e ficou bem, ou porque gostam do meu trabalho e querem experimentar e assim ficam com fotografia de qualidade! Um dos problemas que encontro é esse mesmo, é ter de ser eu a montar o boneco todo, desde a escolha das roupas, dar um toque no cabelo, make up, direcionar o modelo para conseguir os melhores ângulos, faze-lo rir, chorar, gritar, corar…deitar cá para fora tudo aquilo que eu quero registar! E nem por vezes é fácil.

Depois, outro problema com que me deparo, é que por mais que divulgues os trabalhos, ainda há quem pense que fazemos fotografia para passar o tempo, e que não tem custos! Hoje em dia, a oferta fotográfica é enorme, e cada vez menos as pessoas gastam dinheiro para vir fazer sessões de fotos!

 

Fotografia de Paulo Madeira

 

P.P.: — Os Portugueses ainda revelam muitos complexos com a sua sexualidade?

P.M.: — Sim! Grande parte dos Portugueses não mostram aquilo que na verdade são. Aí está um outro problema! A falta de confiança em si mesmo, a afirmação…. Em não se darem a conhecer aos outros por causa da sociedade, da religião, credo,... sei lá. Muitos andam camuflados e vivem aterrorizados com medos disto e daquilo.

A fotografia como terapia nestes casos funciona, e através dela as pessoas mostram o que na vida real ou no mundo lá fora nunca vão mostrar. Fora isso, o Homem português continua a ser o mais inibido e a esconder algo que todos os homens têm igual. É nisso que são complexados, no tamanho de pénis: uns porque é grande, outros porque é pequeno.. Lá está, conhecem-se mal a eles próprios!

 

Fotografia de Paulo Madeira

 

Muito obrigado, Paulo pela colaboração e cedência das obras para o blogue.

 

Para finalizar, um slideshow com algumas obras deste excelente fotógrafo.

 

 

 

 

 

15
Out17

O JT tem um Sonho

por P. P.

 

   O José Teixeira tem 23 anos e vive em Rans, Penafiel, Porto. Desde cedo sonha tornar-se modelo fotográfico.

O seu Instagram é @josecunha_teixeira

 

José Teixeira - foto cedida pelo próprio

 

 

 

PP: — Como nasceu o teu interesse pela moda?

JT: — O meu interesse pela moda nasceu aos meus 12 anos, com o intuito de me evidenciar, expressar o meu mundo, libertar alguns problemas e sobretudo exorcizá-los. Desde então, dada uma fase muito complicada na minha vida e desenvolvimento, um simples clique consegue libertar partes fechadas em mim, com entusiasmo e liberdade. Como se de um ato de representação se tratasse, apesar de estarmos perante o mesmo José.

 

 

José Teixeira - foto cedida pelo próprio

 

 

PP: — Por que razão o teu fascínio prende-se com o de ser modelo fotográfico? Quais os trabalhos que gostarias de desenvolver?

JT: — Porque é com as posições e os outfits que mais me identifico.

Ser capa de revista, campanhas de moda em estilo clássico. Ser conhecido em blogues.

 

 

Obrigado pelo teu contributo.

 

Vejamos algumas fotografias da tua galeria que nos cedeste.

 

 

 

 

10
Out17

Entrevista ao Fotógrafo Paulo César, a Nu

por P. P.

   Paulo César é um dos principais fotógrafos portugueses responsável pela emancipação do homem no nosso país, antes designado por metrossexual. Ao seu olhar, sem pudores, a nudez masculina adquiriu beleza e ultrapassou fronteiras. Domínios antes só ao alcance das mulheres.

Vamos conhecê-lo melhor.

 

 

Paulo César - Foto cedida pelo autor

 

 

 

PP: — Quem é Paulo César?

Paulo César:  Um eterno insatisfeito. Em tudo dou o meu melhor e tento que as pessoas se superem. A fotografia é, desde sempre, uma das minhas paixões. Já foram inúmeras as exposições que fiz, algumas delas fora do país, publicações em livros, capas de CD, centenas de portfólios, etc.

A revista Online Sexy Magazine, projeto para o qual fui convidado para ser o fotógrafo principal e que de imediato aceitei, tinha a mais valia de ser a primeira, não apenas vocacionada para o desporto, a dar destaque ao homem. Depois de um interregno de muitos meses, devido a questões que nada têm a ver com a revista, vai regressar em breve. Desde já, convido todos os modelos e fotógrafos, profissionais ou amadores, com portfólios de nus e seminus, a enviarem os mesmos para sexymagazine.pt@gmail.com. As pessoas que se queiram propor a fazer sessão devem enviar algumas fotos para o mesmo e-mail

 

De Paulo César, cedida por PC

 

 

PP: — De que forma surgiu o interesse por fotografar a nudez masculina, quebrando barreiras e intervir em concursos, até então desconhecidos no nosso país, como o Mister Facebook ?

Paulo César: — Para que o nosso trabalho e paixão comecem a fazer parte do nosso dia a dia e do nosso trabalho não basta ser bom, não basta ter sorte, há que ser diferente, e o nu e a seminudez masculina não eram de facto regra, naqueles tempos, num país de falsos pudores e moralismos. O portal Olhares fez-me ver algumas das coisas que se faziam e bem por cá. Naqueles tempos, o único fotógrafo que fotografava o nu masculino e bem era o João Pedro Sousa do Porto, e eu quis ser um dos bons, um dos que mostrasse sem pudores e sem falsos moralismos o potencial de qualquer pessoa, para fotos sensuais, artísticas, e algumas até ousadas.

O concurso Miss & Mister Facebook Portugal foi o primeiro a aparecer online e à escala nacional, com eventos ao vivo e com Finais ao vivo. De lá saíram muitas participantes que fizeram carreira ao nível da imagem, outros melhoraram a autoestima, muitos fotógrafos criaram os seus portfólios e adquiriram experiência. Os concorrentes do nosso país chegaram a ser os vencedores internacionais do concurso.

 

De Paulo César. cedida por PC

 

 

PP: — Uma prova de fogo levou-te à escrita de uma sentida obra cheia de sentimento. O que nos podes dizer a respeito desse momento e produção?

Paulo César: — A vida está longe de ser linear, e por mais que se façam planos e definam metas, muitas vezes somos surpreendidos, nem sempre positivamente. Estes quase dois de pausa deram-me tempo para pensar muito para não pensar também, e tempo para reunir e escolher textos, e o meu primeiro livro " Vendedor de Lágrimas " foi editado o ano passado. 101 textos escritos desde 2001.

São reflexões e estados de espírito. Algo muito pessoal, com as pessoas a reverem-se em muitos dos textos. Acabo por ajudá-las em exercícios de introspeção, a não terem pudores em deixarem os sentimentos à flor da pele, a não terem problemas em se tornarem humanos, frágeis e sentimentais, mas com toda a garra e coragem para seguirem caminho

 

De Paulo César, cedida por PC

 

 

PP: — O teu recente projeto consiste em retomar/renascer a Sexy Magazine, por onde passaram muitos dos participantes dos Reality Shows. Quais são os teus objetivos a curto e longo prazo? Nesta revista, apenas há lugar para corpos dentro da norma?

Paulo César: — É curioso como ao longo dos anos quer no concurso Miss& Mister Fashion Beauty Portugal e na revista online Sexy Magazine estiveram pessoas que depois chegaram ao mundo  dos reality shows-

Quero que a revista online regresse, apesar de me dar imenso trabalho- Trata-se de um projeto que abracei e que hoje em dia é meu, o qual pretendo cada vez melhor. Conto com o apoio e colaboração de todos os que estejam disponíveis para tal- Espero, cada vez mais. portfólios de outros fotógrafos, modelos consagrados e de pessoas que queiram vir a ser modelos.  Quero que seja abrangente, plural e também sem pudores ao continuar a ter portfólios sem filtro.

 

De Paulo César. cedida pelo autor

 

 

Para finalizar, um pouco de sensualidade, na nossa galeria.

 

 

 

 

 

 

Muito obrigado pela colaboração e tempo despendido.

Sê sempre bem-vindo.

Este espaço é também teu!

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