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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

15
Mai19

Aquela ereção - o que é isto?

por P. P.

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    Estava eu sentado e calmo, na sala de aula, quando o meu pénis decidiu crescer. "Agora? O que é que eu faço? Só tenho 10 anos."

    A meu lado, a menina à qual os professores frequentemente dizem "Calma, C.! Controla as hormonas". Não sei o que são hormonas, mas ela é tão gira. Então quando salta e deixa que... Isto não interessa.

    Não sei ao certo, mas algo levou-me a mostrar a minha "preocupação" e volume nas calças àquela miúda tão gira. Para meu azar, o professor apercebeu-se. De acordo com a expressão facial dele, julgo que ficou em dúvida a respeito do que eu estava a exibir. Coitado, só porque é mais velho deve pensar que tem uma pila maior com a minha!... Não me parece. Se assim fosse, daqueles calções rasgados sairia um "nariz".

 

    Fiquei confuso quando disse-me que tudo o que estava a acontecer comigo é normal, na pré e na adolescência. Passarei a andar com dois narizes, um mais desenvolvido, podendo exibi-lo a todas as meninas da escola. 

 

    Não pude acreditar quando, uma vez mais, o professor apercebeu-se que eu continuava a mostrar aquela elevação à C. Foi então que, sem que os outros entendessem, disse-me que existiam formas de disfarçar algo ... tão agradável. Comecei por cruzar a perna, tal como ele sugeriu, e quando chamado ao quadro, tentei puxar a minha camisola até àquela região. Só que ela era curta! Quase que me senti a brincar com "uma fralda". Mas eles disse-me "Está à vontade pois não se nota nada". E os meus colegas sem compreenderem o nosso diálogo. Se todos oa rapazes têm aquilo que ele chamou "ereção", inicialmente difícil de controlar, passarei a andar numa permanente luta de espadas com os meus colegas? Não, não pode ser. Eu só quero a C. Ela é aquela paixão... Minha e de mais ninguém!

12
Mai19

No teste de Ciências de alguns anos atrás

por P. P.

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    Esta é uma situação verídica, da qual o(a) aluno(a), agora adulto, tem conhecimento do meu registo.

    Da prova de avaliação de ciências naturais 6, que apliquei naquele ano, constava a pergunta:

"Apresente, uma razão pela qual a progenitora não deve fumar, justificando-a."

Resposta: - "O fumo passa para o filho e quanto mais ela fumar, mais moreno o filho ficará."

    Logo pensei, não contendo uma gargalhada (sim, naqueles tempos ainda ria): "A minha mãe nem fumadora passiva foi!"

 

09
Mai19

A preto e branco

por P. P.

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    Por vezes, insistem em pintar-nos de preto e branco. Enquanto isso, nós permanecemos na nossa vida, com as nossas circunstâncias. Parece-me que, nos nossos dias, a falta de egocentrismo é prejudicial. Inusitado, mas real. Inclusive nas nossas áreas de conhecimento e profissionais.

  Estranho, pois, no meu caso, em termos de interesses e profissionais, a ciência é um conhecimento em permanente atualização, assim como as metodologias a utilizar. A discussão, fonte salutar para o progresso quando entre elementos com interesses semelhantes, surte efeitos. Com outros intervenientes, gera-se uma instabilidade insana. Isto porque, "eu sei mais do que tu", "eu sou melhor do que tu" e a eterna mentira do "eu faço"; sem que tal se verifique.
Será possível ensinar sem explorar as temáticas, refletir nos procedimentos, tirar dúvidas?.... Ah, as vidas dos nossos dias são uma novela: "Eu sei, posso e mando!"


    Lamento, mas este não é o meu mundo. Não, não sou melhor do que ninguém e muito aprendo com os alunos, independentemente do nível etário.

05
Mai19

Para uma mãe

por P. P.

De um aluno do 3.o ano

 

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    No início de um caminho repleto de aventuras e magia, pela escrita criativa, bálsamo de tantas mágoas, partilho convosco dois momentos dos meus alunos de apoio. A cor, nada mais do que sugestões. O traço vermelho pode tornar-se agressivo, e a falta de diálogo com os potenciais jovens escritores, castradora. Nem eu nem eles estamos corretos. Importa o espírito crítico e aquilo que se diz. Em simultâneo, o enriquecimento

     Nos rascunhos de muitos dos discentes, encontrei momentos válidos e belos para dar a conhecer, mas o tempo não era muito. Como tal, estes dois, representam todos aqueles que deambularam e registaram sentimentos sem amarras ao materialismo supérfulo e  doentio. Afinal, uma mãe é "um ninho", o "conforto", a "compreensão" e a mulher pela qual, desde cedo, nos apaixonamos. "Fonte de luz e de amor", de encantos ímpares, com capacidades inacessíveis ao progenitor, que também é capaz de educar, amar e dar a vida, por um amor maior.

 

Feliz dia da mãe!

O meu agradecimento ao professor titular, capaz de deixar-me voar e por, também ele, valorizar os afetos e a discussão.

 

 

 

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