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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

08
Abr19

Doutores e Palhaços

por P. P.

Doutores e Palhaços

 

     Ontem, no Filmin Portugal, decidi ver Doutores e Palhaços. O trailer encontra-se aqui

Recordei o N. , entre 2002-2006. Uma leucemia atroz num menino ainda tão pequenino. Uma imagem que dói e que nos faz questionar tantos princípios.

  Um dia, enquanto apoiava um aluno que começava a mergulhar no mundo das toxicodependências, deparei-me com o N. fechado num átrio, sem qualquer adulto ou colega. Ele a ardia de febre. Após o toque e algumas palavras, não pude evitar a lágrima que queimou-me o rosto...

 

19
Mar19

O Desaparecimento de Madeleine MacCann

por P. P.

 

   O Desaparecimento de Madeleine MacCann é um documentário, em 8 episódios, lançado no passado sábado, ao qual assisti, sem dificuldade. Trata-se de uma obra com sequência, conteúdo e qualidade. 

    Não deixam de serem curiosos os comentários que  podem-se ler no YouTube, a respeito do caso. As opiniões divergem e convergem entre ingleses e portugueses. Na MAGG pode ler Os Maiores Mitos sobre o Caso, clicando na hiperligação. Por outro lado, a insinuação de que os raptores de Maddie foram os mesmos da pequena Joana Cipriano.

 

    O que lhe pareceu a ação da GNR e da PJ neste caso? 

    Como avaliar a participação, neste caso, de Gonçalo Amaral?

 

 

 

 

23
Fev19

Quando a resposta à violência doméstica gera humor - Lorena

por P. P.

Lorena

 

      Em 1993, após outra noite de agressão por parte do marido, nos EUA, Lorena Bobbitt foi à cozinha, durante a noite, enquanto este dormia embriagado e pegou numa faca. Com esta, cortou os genitais de John Bobbitt. Chamados os órgãos idóneos, iniciou-se uma busca ao pénis perdido, lançado em algum lado, uma vez que, ela não se lembrava do que tinha feito. Até que algo a fez com que se recordasse de um campo, no qual um polícia, muito religioso, acabou por pisar o "instrumento", dizendo, com algum constrangimento à sua equipa "Está aqui!". Munidos dos materiais necessários, conseguiram levar atempadamente o membro do John, até à clínica de um cirurgião que, pela primeira vez, levou a cabo um implante.

 

    Este caso tornou-se mediático e deu origem a vários programas de sátira. Naqueles tempos, questionou-se o que seria mais importante: a vida ou um pénis. Na generalidade, pelo que vi e ouvi, a maioria dos homens, defendeu "o pénis". Este caso encontra-se documentado na Amazon Prime Video, no documentário Lorena. Caso pretenda assistir ao trailer basta seguir a seguinte hiperligação, aqui

 

    Graças à participação em diferentes programas e a todo o mediatismo, afinal era o "homem", de que ainda me recordo, em 1996, depois de mandar aumentar e engrossar o "instrumento" já funcional, John participou num filme pornográfico Frankenpenis. O que maior receita gerou naquele ano. 

 

    Do julgamento, ambos foram absolvidos. 

Se quiser saber um pouco mais acerca de A história dramática da castração que chocou (e divertiu) o mundo, basta aceder à hiperligação aqui partilhada.

 

    Antes de cortar, pense duas vezes. Já não estamos nos anos 90 e é de extrema importância que, perante a 1.ª agressão, a vítima demarque a sua posição. Denunciar não pode ser esquecido. Independentemente do género.

 

26
Dez17

Análise do documentário Dream Boat

por P. P.

   Dream Boat (2017) é um filme ao estilo documentário, de 1h 35 min de duração, dirigido por Tristan Ferland Milewski, para maiores 18 anos, com o apoio dos canais ArteCanal + francês. É falado em inglês, alemão, francês e árabe, fruto da origem dos seus intervenientes, pessoas com um denominador comum, a orientação sexual. Por cá, encontramo-lo desde dezembro, na Netflix

 

   Uma vez por ano, o Dream Boat, o único cruzeiro para homossexuais masculinos, na Europa, parte numa viagem marítima pela costa do Mediterrâneo. Mais de 2 500 passageiros aguardam a sua partida.

 

Dream Boat

 

 

 

Entre eles estão cinco homens, de cinco países diferentes, num processo libertador de ócio que assenta à fuga do quotidiano, às restrições familiares e políticas. No fundo, mantêm-se as questões pessoais, as dúvidas e problemas, como se de endoparasitas se tratasse. Quando se vive acorrentado, a dor está sempre presente, independentemente do ambiente  alegre (gay) e do glamour. Veja o trailer:

 

 

 

 

   A ação começa com o embarque dos passageiros em flip-flops e tops. Um par com roupas náuticas cumprimenta velhos amigos com beijos e taças de champanhe. Já no cruzeiro, a conversa cresce à medida que pequenas multidões se formam, num grande mar de sorrisos excitados. Aqui, assistimos a um movimento da câmara que da multidão acaba por focalizar-se nos 5 homens citados. Destes, fazem parte um passageiro indiano, no seu primeiro cruzeiro gay, um francês portador de deficiência que está determinado a divertir-se, um polaco que procura a alma gémea, um palestino que se mudou para a Bélgica, por forma a libertar-se dos movimentos políticos e religiosos e um fotógrafo austríaco, bem parecido, para o qual todos posam. Desconhecendo o nome destes personagens, estes homens começam a surgir através de suas histórias.

 

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   Tristan Milewski não aborda diretamente questões de raça e origem étnica, mas explora os pensamentos dos intervenientes sobre o amor e o status de HIV. A cultura mainstream gay é também retratada. 

 

 

   Algumas das entrevistas mais "difíceis" sugerem que Milewski gostaria que Dream Boat fosse mais substancial, impulso mantido, parte do tempo, com cenas de festas noturnas, campeonatos de corrida em salto alto, engates à beira da piscina e os passageiros repletos de acessórios, o que, em meu entender, por vezes se confunde com o mundo transformista.

 

DreamBoat 2

 

DREAMBOAT 1-master768.jpg

 

 

 

Esta necessidade de capturar tantas perspetivas diferentes dilui a intensidade de alguns dos sentimentos de solidão dos homens e o medo da rejeição. Contudo, são exatamente estes sentimentos e medos que validam este documentário, mostrando que uma orientação sexual não é uma escolha.

   

 

 

28
Ago17

Diana 7 Days - O documentário

por P. P.

 

 

No funeral de Lady Di

 

 

 

   Teço estas linhas após ter visto, na BBC1, o documentário Diana 7 Days. Já tinha escrito acerca da Presença de Diana , por quem nutro admiração e respeito. 

 

 

 

   Este documentário não é sensionalista. Acompanha os 7 dias que se iniciaram com a morte da princesa do povo. Recorre a uma luz e fundo musical um pouco dramáticos, remetendo-nos, com respeito, para alguém que merece descansar em paz, sem o sensionalismo de mordomos e afins que, em meu entender, pretendem ganhar dinheiro fácil com quem já não se pode defender. Cheguei 30 minutos atrasado, mas penso ter captado a essência do documentário.

 

   Parece-me difícil não ficar sensibilizado com os olhares, ainda de dor, dos filhos de Diana. Para mim, o ponto máximo desta obra, a 1.ª que contou com a presença destes, sem Camelas (perdão, Camilas) e afins. Saliento o "sem". Isto porque, na generalidade, os documentários acerca de Diana tendem a adquirir algo de sensionalista, repletos de excessos nada interessantes, alimentados pela ganância e ódio. Faz sentido ouvir aqueles que, ao saberem da morte trágica da mãe, em público nunca choraram. E que hoje, admiram-se de tal feito, como podemos constatar nas palavras dos seus descendentes. 

 

   Uma amiga referiu que apesar da princesa ter tido uma cerimónia fúnebre maravilhosa, não deixou de a considerar ao estilo de Hollywood. E aqui ficou algo que não entendi, talvez pelo inglês ou por a receção de satélite ter falhado... Pareceu-me que esta observação se estendeu à atuação de Elton John.

 

 

 

   Saliento o ponto de vista dos herdeiros, relativamente aos fotógrafos e jornalistas de empresa cor-de-rosa. Aqueles que a viram morrer, sem nada fazer, enquanto limitavam-se a fotografar, procurando a melhor fotografia. Aquela que, certamente, a alguns garantiu uma vida repleta de regalias, sem qualquer peso de consciência. Os abutres continuam por aí.

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