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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

12
Dez17

Não os deixem morrer, nem a nós

por P. P.

    Era uma vez, num planeta distante, uma comunidade de ursos que, aos poucos, foi perdendo o seu território. O feiticeiro Homem ordenara que todo o gelo que estivesse relacionado com a procura de alimentos, brincadeiras e reprodução destes animais deixasse de existir. Certo estava que o feitiço não se viraria contra si. Mas, passados alguns anos...

   

 

 

My entire @Sea_Legacy team was pushing through their tears and emotions while documenting this dying polar bear. It’s a soul-crushing scene that still haunts me, but I know we need to share both the beautiful and the heartbreaking if we are going to break down the walls of apathy. This is what starvation looks like. The muscles atrophy. No energy. It’s a slow, painful death. When scientists say polar bears will be extinct in the next 100 years, I think of the global population of 25,000 bears dying in this manner. There is no band aid solution. There was no saving this individual bear. People think that we can put platforms in the ocean or we can feed the odd starving bear. The simple truth is this—if the Earth continues to warm, we will lose bears and entire polar ecosystems. This large male bear was not old, and he certainly died within hours or days of this moment. But there are solutions. We must reduce our carbon footprint, eat the right food, stop cutting down our forests, and begin putting the Earth—our home—first. Please join us at @sea_legacy as we search for and implement solutions for the oceans and the animals that rely on them—including us humans. Thank you your support in keeping my @sea_legacy team in the field. With @CristinaMittermeier #turningthetide with @Sea_Legacy #bethechange #nature #naturelovers This video is exclusively managed by Caters News. To license or use in a commercial player please contact info@catersnews.com or call +44 121 616 1100 / +1 646 380 1615”

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   Negadas por muitos ou entendidas como processo cíclico do nosso Planeta, as evidências das alterações climatéricas são cada vez maiores. 

   Desde a Revolução Industrial e concomitante aumento da poluição, alguns efeitos fizeram-se notar bem cedo. Recorde-se, por exemplo, o smog de Londres, estudado nas aulas de História. Com o aumento populacional, o aumento dos agentes poluentes relacionados com as alterações do clima (e não só).  Sem controle e com previsões futuristas aliciantes, a Terra doente, acorrentada e impaciente manifestou-se antes do previsto.   

   A relação entre a saúde do planeta e a nossa parece-me óbvia. À nossa semelhança, o mesmo se aplica aos restantes seres vivos. Ao longo da história do planeta, muitas espécies desapareceram e outras sofreram adaptações por forma a resistir. Contudo, neste momento, devemos esperar que o nosso organismo se adapte a uma realidade em mudança ou é tempo de dar sentido às medidas preventivas e lutar pelo que é nosso e não do Estado?

 

   Paul Nicklend, fotógrafo da NG e a sua equipa criaram impacto ao mostrar a morte de um urso polar branco, como consequência do aquecimento global. O animal, já com maselas musculares e desnutrido, procura, em vão, alimento em zonas secas. A realidade deve ser mostrada tal como é. Para o fotógrafo, nos próximos 100 anos estes animais estarão extintos.

 

 

A verdade simples é esta - se a terra continuar a aquecer, vamos perder ursos e a totalidade dos ecosistemas polares. Este grande urso não era velho e certamente morreu horas depois deste momento. Mas há soluções. Temos de reduzir a nossa pegada de carbono, comer a comida certa, parar de cortar as nossas florestas e começar a por a Terra , a nossa casa, em primeiro lugar.

Paul Nicklend

 

   

 

 

 

My entire @Sea_Legacy team was pushing through their tears and emotions while documenting this dying polar bear. It’s a soul-crushing scene that still haunts me, but I know we need to share both the beautiful and the heartbreaking if we are going to break down the walls of apathy. This is what starvation looks like. The muscles atrophy. No energy. It’s a slow, painful death. When scientists say polar bears will be extinct in the next 100 years, I think of the global population of 25,000 bears dying in this manner. There is no band aid solution. There was no saving this individual bear. People think that we can put platforms in the ocean or we can feed the odd starving bear. The simple truth is this—if the Earth continues to warm, we will lose bears and entire polar ecosystems. This large male bear was not old, and he certainly died within hours or days of this moment. But there are solutions. We must reduce our carbon footprint, eat the right food, stop cutting down our forests, and begin putting the Earth—our home—first. Please join us at @sea_legacy as we search for and implement solutions for the oceans and the animals that rely on them—including us humans. Thank you your support in keeping my @sea_legacy team in the field. With @CristinaMittermeier #turningthetide with @Sea_Legacy #bethechange #nature #naturelovers This video is exclusively managed by Caters News. To license or use in a commercial player please contact info@catersnews.com or call +44 121 616 1100 / +1 646 380 1615”

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   Para os portugueses mais céticos e ligados ao seu umbigo, esta informação pouco importa. Afinal, não vivemos nos Pólos. É necessário apelar à sensibilidade. A elevação dos níveis da água do mar conduzirão ao desaparecimento de parte da nossa costa. Por outro lado, os animais estão dependentes uns dos outros, criando-se teias alimentares. O ser mais aberrante é sempre necessário ao equilibrio de uma população ou ecossistema. Tanto há ainda por dizer...

Somos seres racionais, sociais, mas não supremos.

26
Nov17

Paisagens Deslumbrantes 2017 ou...

por P. P.

   Histórias de vida, sem encanto, mas com história.

Lugares de dádiva e de sofrimento.

As eternas antíteses.

 

Esta publicação é uma resposta ao desafio lançado pelo Sapo Blogs , com algumas das minhas piores fotografias, é certo, deste ano, por razões técnicas e emocionais, mas também pelos momentos que retratam. Todavia, são momentos que marcam (recuso-me a utilizar o passado) o ano e que não podem ser esquecidos. Todas elas em Santa Comba Dão, no distrito de Viseu.

 

 

IMG_20170901_Praia fluvial Senhora da Ribeira by PP

 Fotografia 1 - Olhar que mostra a acentuada descida das águas na Senhora da Ribeira, Santa Comba Dão, em setembro, como consequência da seca

 

 

IMG_20170908_Senhora da Ribeira by PP

 Fotografia 2 - Apesar da acentuada falta de água, parte daquela que "mata a sede" a 3 concelhos do interior, incluindo o de Viseu. Um olhar no qual, perante o excesso de luz, dada a hora do dia da fotografia, utilizei-a, de forma a acentuar a calamidade. Localização - Senhora da Ribeira/ Barregem da Agueira.

 

 

IMG_20171016_Incêndio de 15 e 16 de outubro em SCD by PP

Fotografia 3 -  15 de outubro à noite e 16 durante o dia. Sem que o meu telemóvel quisesse ligar. Neste caso, frente à minha casa, sem eletricidade, sem água e sem bombeiros (não por culpa destes, manifestamente insuficientes para toda a calamidade que se fez sentir). Um pedaço de inferno na Terra. Que haja luz para os que quase tudo ou tudo perderam e que as vítimas mortais descansem em paz. As políticas de prevenção aos incêndios mudarão no nosso país? Quando é que os verdadeiros criminosos serão castigados? Quantos são os interessados em tamanhas calamidades?

 

IMG_20171017_Chuva para quando by PP

 Fotografia 4 - Ao final do dia 17 de outubro, já com uma paisagem vestida de negro, os "céus" indicavam chuva. Consigo, a pouca pluviosidade que se fez sentir tornou o ar ainda mais pesado, a dor mais intensa e em nada facilitou os processos de luto por aquilo que um dia foi nosso. 

 

 

07
Set17

Contra um mundo de alterações climáticas

por P. P.

   Em Portugal, quase tudo se esquece. Há que dar prioridade à vaidade de um umbigo, exibindo extravagâncias ou alimentando o que pouco importa. 

 

   O Homem não detém o controle nem a chave da Natureza. 

Esqueçam-se os incêndios, menosprezem-se as consequências, entenda-se o aquecimento do planeta com uma repetição do passado ou forma de manter o bronzeado, não se cultive um mundo para os nossos descendentes.

 

 

Adianta falar nisto?

 

 

 

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