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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

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Team Strada, Ministério Público, Parentalidade e Ilusão

Julho 28, 2019

P. P.

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Certamente, neste espaço, sou um dos poucos, que não conhece o Team Strada nem o respetivo manager. Tenho de averiguar. É sabido que "O manager do Team Strada beijou um youtuber menor e a polémica inundou as redes sociais".

No que diz respeito ao beijo, esse nada me chocou. Na verdade, não fosse a polémica instalada e não me teria apercebido. Julgava tratar-se de um beijo longo e de língua. Um homem de 36 anos e outro de 17. Afinal, um beijo nos lábios, tipo "chapinha". Logo se falou (e fala) em "pedofilia" (assim citado nos diferentes recursos que utilizei, uma vez que esta doença envolve crianças até aos 14 anos). Mas um jovem de 17 anos já sabe aquilo gosta e quer. Ao nível da orientação sexual, pode até estar a construir o seu modelo, a experimentar... Pelo exposto, para mim, "pedofilia" não faz sentido. Abuso, ainda é requer o apuraramento de fatores e factos. Claro que, atendendo ao que vi no vídeo. Um jovem que me parece carente de afetos, o conforto de um abraço. Outro há, no qual parecem-me apaixonados. Preconceito para com a diferença de idades ou finalmente a falsa aceitação dos LGBTI+ fez com que o vulcão manifestasse atividade explosiva e não efusiva?

Reitero que quase nada sei a respeito desta equipa e seu mentor. Assim sendo, questiono o papel e a função dos pais destes adolescentes. "Influenciadores digitais", o que são e quem são? O que leva os pais a embarcarem neste "sonho", provavelmente deles, o qual nunca lhes foi permitido, projetando-se nos filhos?

Não é alguém cujas práticas desconheço que incute-me a compra de um creme, de determinada roupa, comportamento,... Para isso, serve a conversa com as pessoas certas, nos locais certos. Mesmo que se falhe.

Na passada sexta-feira, no supermercado, a minha mãe deu prioridade a uma senhora e seus dois netos, pois levávamos muitos produtos. Além da senhora não ter agradecido, algo a que começo a habituar-me nesta vila designada por cidade, não pude deixar de reparar nas compras da neta, uma menina com idade para ser minha aluna no 6.º ou 7.º ano: esponjas e pincéis de maquilhagem. Compreendo esta aquisição, inclusive por parte de um rapaz/homem, quando há problemas de pele e os corretivos ajudam a preservar alguma autoestima. Numa menina(o), com uma pele fantástica, não. Devo referir que os olhos pintados é algo cada vez mais frequente já nas meninas do 5.º ano, e os batons nas do 4.º ano. A que se deve a necessidade de sexualizar as crianças, desde tão cedo?

Os riscos das redes sociais estão bem plasmados na série Euphoria. Já os vimos também em Por 13 Razões, Além das Razões e Élite. O que é que ainda falta? Talvez, como a minha mãe sempre fez, não obstante a sua 4.ª classe, que os pais acompanhem os filhos durante a visualização de certos conteúdos e falar a respeito, de forma natural, mas assertiva. É verdade que, na qualidade de professor, obrigo-me a ver as séries que os meus alunos acompanham, a criar uma conta nas redes sociais que vão surgindo, a respeito das quais vão-me falando... Pode parecer estranho, mas garanto-vos de que até os desenhos animados podem influenciar o comportamento dos jovens. O que dizer das séries?... Da minha experiência, não posso esquecer quando surgiram os Morangos com Açúcar. A mudança comportamental, de atitudes e práticas que se verificaram em jovens do 2.º e 3.º Ciclos.

Entretanto, aguardemos pelo desenvolvimento do caso Team Strada.

Para saber mais, pode ler o artigo

[Atualização: "E quando rebentar a bolha da ilusão"]

Aquela ereção - o que é isto?

Maio 15, 2019

P. P.

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    Estava eu sentado e calmo, na sala de aula, quando o meu pénis decidiu crescer. "Agora? O que é que eu faço? Só tenho 10 anos."

    A meu lado, a menina à qual os professores frequentemente dizem "Calma, C.! Controla as hormonas". Não sei o que são hormonas, mas ela é tão gira. Então quando salta e deixa que... Isto não interessa.

    Não sei ao certo, mas algo levou-me a mostrar a minha "preocupação" e volume nas calças àquela miúda tão gira. Para meu azar, o professor apercebeu-se. De acordo com a expressão facial dele, julgo que ficou em dúvida a respeito do que eu estava a exibir. Coitado, só porque é mais velho deve pensar que tem uma pila maior com a minha!... Não me parece. Se assim fosse, daqueles calções rasgados sairia um "nariz".

 

    Fiquei confuso quando disse-me que tudo o que estava a acontecer comigo é normal, na pré e na adolescência. Passarei a andar com dois narizes, um mais desenvolvido, podendo exibi-lo a todas as meninas da escola. 

 

    Não pude acreditar quando, uma vez mais, o professor apercebeu-se que eu continuava a mostrar aquela elevação à C. Foi então que, sem que os outros entendessem, disse-me que existiam formas de disfarçar algo ... tão agradável. Comecei por cruzar a perna, tal como ele sugeriu, e quando chamado ao quadro, tentei puxar a minha camisola até àquela região. Só que ela era curta! Quase que me senti a brincar com "uma fralda". Mas eles disse-me "Está à vontade pois não se nota nada". E os meus colegas sem compreenderem o nosso diálogo. Se todos oa rapazes têm aquilo que ele chamou "ereção", inicialmente difícil de controlar, passarei a andar numa permanente luta de espadas com os meus colegas? Não, não pode ser. Eu só quero a C. Ela é aquela paixão... Minha e de mais ninguém!

Sensualidade, pornografia, pedofilia, o que não se fala e o Tumblr

Dezembro 05, 2018

P. P.

Tumblr

   Nesta segunda-feira, eis que muitos dos utilizadores do microblogue Tumblr foram surpreendidos com um comunicado referente à alteração das políticas da plataforma, a qual, no dia 17,  deixará de permitir imagens de nudez, erotismo ou pornografia.  "Conteúdo adulto inclui principalmente fotos, vídeos ou GIFs que mostram genitais humanos reais ou mamilos femininos, e qualquer conteúdo - incluindo fotos, vídeos, GIFs e ilustrações - que retratam atos sexuais."

 

   Devo referir que esta plataforma é das poucas com um sistema que valorizo, no que diz respeito a imagens mais ousadas. Eu, enquanto bloguista de conteúdos para maiores de 18 anos, posso impedir o acesso ao meu microblogue a todos os que não estão registados na plataforma e/ou que nas definições tenham assinalado "não pretendo visualizar conteúdo adulto". Parece que tal não foi suficiente. "Passamos um tempo considerável pesando os prós e contras da expressão na comunidade que inclui conteúdo adulto" , escreveu Jeff D'Onofrio, CEO do Tumblr , como se pode ler no artigo Tumblr Bans Adult Content. “Ao fazer isso, ficou claro que sem esse conteúdo, temos a oportunidade de criar um lugar onde mais pessoas se sintam à vontade para se expressar.”

 

   Já há algum tempo não visitava, de forma atenta, a plataforma pelo que fui apanhado desprevenido. Ao que parece, pelo que li, neste sistema de microblogues foram detetados conteúdos pedófilos, o que levou a APPLE a retirar a APP da sua Apple Store. Curiosamente, ou não, no que ao meu iPad diz respeito, esta sempre se manteve. A meu ver, a pedofilia é um ato hediondo. Nada tem a ver com o sexo entre adultos, a sensualidade, nus artísticos, sexo enquanto forma de manifestação artística,... A equipa falhou, não reconheceu o erro ao nível dos equipamentos utilizados e recursos humanos e agora, todos são postos em causa. É certo que, nesta plataforma, encontramos microblogues dedicados à moda, inclusive no masculino, arte, música... Mas também é verdade que nela se encontram espaços sem qualquer nudez a incentivar a mutilação, os distúrbios alimentares, o bullying entre jovens... Estes três últimos aspetos levaram-me a deambular pela rede uma vez que, numa formação de pedopsiquiatria infantil e da adolescência, constatou-se, de acordo com o pedopsiquiatra e professores, que muitos dos casos que surgiam numa das cidades vizinhas tinham como base o Tumblr. Aliás, no livro "O Coração de Simon contra o Mundo" ou no filme com base neste, "Com Amor, Simon", esta rede é referida. 

 

    Não se lutando contra o bullying, o incentivo à violência, à degradação humana e à infelicidade de muitos jovens e famílias será assim, como refere o CEO, que conseguiremos "a oportunidade de criar um lugar onde mais pessoas se sintam à vontade para se expressar"? Não me parece. Por outro lado, um dos aspetos negativos na plataforma prende-se com a dificuldade em encontrar um artigo. Não existem páginas nem um calendário de referência. Somente, um arquivo no qual vemos imagens ou quase nada a respeito do artigo. Isto no seio de muitos posts... Inserir comentários é outro pesadelo.

 

   De lamentar a forma como procederam por forma a calar manifestações artísticas, sem distinguir variáveis nem refletir de forma ponderada. Parece-me que o fim avizinha-se. Isto é, todos aqueles microblogues adolescentes que referi manter-se-ão. Não mostram mamilos, nem genitais! Acedê-los continuará a ser uma tarefa difícil, dado os nossos jovens divulgarem as hiperligações recorrendo a APP de mensagens de texto.

 

Do nothing or...

 

 

   Nem toda a nudez deve ser condenada.

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   Esta última foto pertence à galeria do artista visual Curro Rodríguez, provavelmente destinada a desaparecer. A arte e a nudez são condenáveis, ao contrário dos aspetos anteriormente mencionados. 

A depressão nos jovens em Malhação - Vidas Brasileiras

Novembro 25, 2018

P. P.

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   As formações que tenho vindo a fazer e um problema de saúde nas duas últimas semanas impediram-me de acompanhar Malhação Vidas Brasileiras, no Canal Globo.

   Foi com grande agrado e satisfação que, nesta sexta-feira, no episódio da manhã, constatei a abordagem da depressão na adolescência, consequências no relacionamento com os outros e aceitação pelos pares e medicação. Se no caso dos adultos, nos nossos dias, fazer a medicação entre pares é complicado, imagine-se o caso das crianças ou adolescentes. Sim, a depressão também abraça crianças, pelo que todos os sinais e sintomas não devem ser descurados.

 

 

   Quase a chegar uma nova edição de Morangos com Açúcar, série portuguesa, da TVI, que sempre detestei e nunca acompanhei, limitando-me a assistir à influência negativa que exerceu nos nossos jovens, sobretudo nas suas primeiras temporadas, espero que, desta vez, se constate a abordagem de temáticas relevantes, com atores de diferentes raças, bonitos,feios... Em suma, que retrate a realidade, à semelhança do que acontece em Vidas Brasileiras. Uma novela, mesmo juvenil, modela comportamentos e pode induzir aprendizagens. Por outro lado, as ilusões geradas não são favoráveis. 

 

   A ilustração que se segue, infelizmente corresponde a uma realidade que muitas vezes se observa nas aulas de ciências da natureza. Mais tarde, abordarei este tema.

 

Na sala de aula de ciências

 

Desafio 52 semanas - Lembra-me a minha adolescência

Novembro 10, 2018

P. P.

 

Desafio 52 semanas

 

 

 

Semana 45 - Lembra-me a minha adolescência

 

   Relativamente à minha adolescência devo considerar 3 etapas: o início, a fase intermédia e a fase final (o jovem adulto). De início, tudo foi muito engraçado. O aparecimento dos pelos e a expetativa de que aparecessem muitos mais, num louro que os fazia "desaparecer" quando à luz solar. Os sonhos e as alterações comportamentais. A 1.ª vez que fiz a barba (aliás, que o meu pai me a fez), entre fragrâncias de lima-limão. Sim, naquela altura, além de brincar a explorar o corpo da colega, na aula de Biologia, e vice-versa, escrevíamos as letras de músicas nos tampos das mesas da escola, enquanto o professor falava de qualquer coisa que seguramente não era sexo. A música e as revistas alemãs de música fizeram parte desta etapa, assim como a leitura de cada livro que fosse proibido ("Sucessões ecológicas"? Para nós seria algo como "Sucessões sexuais"). Não me refiro às revistas de porno ordinário que víamos durante a aula de Português, a quatro, enquanto a professora apenas conversava com "os drugas", explorando as práticas semanais destes, regra geral a destruir jazigos ou a copular nos mesmos. 

   Uma fase de deuses e deusas, na qual tomei consciência de mim próprio e tornei-me obcecado por perfumes. Entretanto, as rádios piratas começaram a progredir. Para bem da música.

 

 

 

 

   Não posso esquecer a fase das mamas.

 

 

 

Assim como do rei e da rainha.

 

 

   Foi nesta fase que comecei a gostar cinema europeu e de autor. 5 Noites 5 Filmes, na RTP2 prevalecia face ao estudo. Joaquim Leitão, Pedro Almodóvar, Bernardo Bertollucci foram alguns nomes presentes.

 

 

Quanto cinema dos anos 60 a 80.

Quanta música...

E a exuberância.

 

   Agora sei, e já consigo falar a respeito, do assédio sexual por parte de um professor de trabalhos manuais ou oficinais, para comigo e uma prima da mesma turma. Tanto fugimos que tivemos negativa no 2.º período. 

 

Com as hormonas mais estabilizadas surgiu uma estrela, que levou-me a adorar o 9.º ano.

 

 

E palavras intemporais, na forma de música.

 

 

Entretanto, a ansiedade foi-se instalando, domando-me.

Caminhei rumo a uma fobia social e tornei-me ainda mais diferente do que já era. Uma etapa antecedida de erros, de estar impedido de ser quem era/como era, de questionamentos e anseio pela chegada do manto negro da morte. 

Adiante...

Para finalizar, ainda que a acne não me tenha abandonado (Forever Young) , a tolerância e um Eu que se formava, ciente dos defeitos (I Want the perfect body/ I want the perfect soul).

Seguiram-se sonhos desencontrados, retornos, abandonos, erros, o bom, o mau, amores impossíveis, improváveis, pedaços e fragmentos de um ser. Uma súmula de pessoas encantadoras, fascinantes, repugnantes e detestáveis. 

 

 

   Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, a Fátima, a Gorduchita, a Hipster Chic, a Happy, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana e a Tita

Por 13 Razões - o alerta para dimensões da terrível adolescência

Maio 24, 2018

P. P.

 

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   Assisti à 1.ª temporada da série pouco tempo depois de ler o livro. Não escondo ter considerado os primeiros episódios aborrecidos. O "meu" Clay, nas palavras do escritor, não correspondeu ao Clay da ficção. No livro, a ação foi mais célere. Mas não me arrependi por ter seguido a série e o livro, que apresentam Hannah Backer com distintas doenças mentais, dentro do mesmo género. Num dos meios, Hannah é portadora de depressão na adolescência e no outro, constatam-se ainda aspetos de fobia social. É importante saber que algumas doenças mentais instalam-se na adolescência, nem sempre sendo identificadas pelo seu portador. Por exemplo, é preciso saber avaliar o tipo de isolamento, causas, frequência... A ajuda dos profissionais de saúde é impreterível para uma vida feliz, conseguindo-se um tratamento eficaz quando realizado atempadamente. 

 

   Para mim, os episódios mais marcantes foram os das violações e o do corte dos pulsos (suicídio), por parte de Hannah. Episódios considerados para um público adulto e inadequados a pessoas sensíveis, estas são realidades às quais pais, professores e adolescentes não podem permanecer alheios. Num dos casos, uma jovem alcoolizada é violada, com "o consentimento" do namorado, também ele drogado, mas sem o seu, e sem força para resistir a um ato que não pretende. Continuo a questionar o que leva os jovens a tais graus de alcoolismo, mas não estou incumbido de julgar. No outro caso, o de Hannah, a ação decorre dentro de um jacuzzi, com uma interpretação fantástica por parte da atriz, na expressão corporal e facial. Em ambos os casos, o mesmo violador. Um jovem a quem, durante o crescimento, não foram impostas regras, rico e com elevado grau de popularidade, sobretudo no meio desportivo do Secundário. 

 

   Não podemos abnegar estas realidades.

Quantos(as) amigos(as) temos que passaram por esta terrível realidade, a da violação? Quantos não assistimos, direta ou indiretamente, ao suicídio de um(a) colega?

 

   Toda a ação decorre durante o ensino secundário americano - High School -, mas na generalidade, no nosso país, considero-a mais evidente no ensino superior. Contudo, sublinho, estes casos existem nas nossas escolas, no ensino básico e secundário, intra e/ou extramuros. Inclusive, em alguns casos, no seio familiar...

 

   Curiosamente, vi o episódio da violação na mesma época em que, no nosso país, na Queima das Fitas do Porto, uma jovem alcoolizada foi masturbada (ou violada?) pelo namorado, com plateia - o grupo de amigos - e direito a vários apelidos pouco simpáticos, num transporte público da cidade.

 

   Antes de falarmos da 2.ª temporada, recordemos o trailer da primeira.

 

 

   De uma temporada de 13 episódios narrada por Hannah Backer, os 13 da segunda temporada, estreados a 18 de maio, no nosso país, são-no, desta vez, por cada um dos seus colegas. 

   Nesta temporada, o bullying mantém-se. Polaroids são divulgadas, dando a conhecer a existência de um local onde as raparigas são drogadas e violadas. A violência continua. Em simultâneo, decorre o julgamento do caso Hannah, dada uma ação levada a cabo pela mãe contra a Escola. Em cada dia do julgamento, uma nova Hannah, até então desconhecida. Em alguns aspetos, uma Hannah que não corresponde à da primeira temporada, uma vez que a doença mental parece ter sido esquecida. Isto é, determinadas ações e atitudes não são prática dos doentes com as problemáticas assinaladas. Hannah é várias vezes mostrada como uma jovem sorridente e integrada no grupo, o que não é verdade. Assistimos às perceções de cada um dos envolvidos. Todos temos segredos. 

 

   Aliás, nesta temporada é feito o apelo para que os pais comuniquem com os seus filhos, tentem ler sinais e que também os jovens recorram a alguém de confiança, por forma a lavar a alma e procurar ajuda. <<No momento em que começares a falar sobre estes temas difíceis, tudo se tornará mais fácil>>, alertam alguns dos atores de Por 13 Razões, logo no início da segunda temporada da série norte-americana que, no ano passado, pôs o mundo a discutir o suicídio juvenil e o assédio sexual, ainda antes do movimento Me Too.

 

   O protagonismo das vítimas de bullying é considerável. De tal forma que, uma delas, do sexo masculino, é agredido na casa de banho, entre murros e pontapés, e com a cabeça mergulhada na sanita, acaba por ser penetrado com o pau de uma vassoura. Chocante? Sim. Real? Infelizmente, também a esta pergunta a resposta é afirmativa. As toxicodependências não foram esquecidas, assim como os contextos e importância de um grupo específico, nesta faixa etária. 

    A utilização de armas, por adolescentes, é um assunto também abordado. Por vezes, no potencial assassino, pode esconder-se quem sofreu abusos...

   Esta série põe em evidência a importância do que já escrevi neste espaço. Nas nossas Escolas, além de psicólogos devem existir professores com o papel de coach junto dos discentes.

 

   Assista ao trailer da 2.ª temporada.

 

 

 

Qual é a sua opinião acerca dos nossos adolescentes e riscos?

 

 

 

Queridos Pais e Mães

Setembro 08, 2017

P. P.

 

 

   Algumas sugestões tão simples, mas que para muitos não são fáceis. 

Os nossos perfis podem não corresponder ao desejado e estar aquém do filho do vizinho. Mas não deixamos de ser gente e ter aspirações. O futuro traça-se tirando partido das potencialidades e procurando melhorar as áreas menos boas.

 

Querida mãe, querido pai

 

Cinema - Parecer do filme Abzurdah

Agosto 08, 2017

P. P.

 

 

 

 

 

 

Abzurdah - O filme

 

   Abzurdah é um filme argentino, de 2015, classificando-se como dramático e biográfico.

Uma vez mais, vi-o na plataforma de streaming Netflix, enquanto o João e o Luís Jesus, do Letras Aventureiras deram-nos a conhecer o  The Bone, Até aos Ossos, cuja visualização ainda não terminei. Uma diferença evidente, a população-alvo. Abzurdah é aconselhado para um público adulto, apesar de baseado na novela autobiográfica homónima de Cielo Latini. Mais tarde, desvendarei um denominador comum entre ambas as obras cinematográficas.

 

 

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   Cielo é uma estudante do ensino secundário, algo descontextualizada dos seus pares. Uma paixão arrebatadora dominia-a. Alejo, um homem mais velho, dá-lhe todo o prazer carnal e frequência que ambiciona. Com o decorrer do tempo, apercebe-se que apenas estão unidos pelo sexo intenso e ardente. Alejo não manifesta empenho no relacionamento e Cielo acaba por desenvolver uma dependência do amante. Mais do que sexo, Cielo sente não conseguir viver sem ele. Julgando-se imperfeita, e como tal indesejada, encontra na mudança dos hábitos alimentares um caminho. Este, impiedoso e sem retorno, leva-a ao mundo dos distúbios alimentares, sendo-nos mostrada a anorexia tal como ela é. O distúrbio acentua-se quando Cielo descobre que o amante tem um filho de meses e mulher. Na verdade, tem mulheres que usa e descarta sem que a esposa interfira, conseguindo assim mantê-lo por perto. 

   Já na faculdade, Cielo começa a não conseguir esconder que algo está errado com ela. E um dia, o desespero leva-a a tropeçar no sinuoso caminho até então percorrido, podendo ser tarde para regressar ao mundo dos vivos. Há que saber dizer não.

 

 

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  Este filme mostra-nos que o cinema argentino recomenda-se. Relativamente à classificação etária, a única justificação que encontro prende-se com as cenas sensuais, muito frequentes no início da película, como no nascer de uma relação de dependência. Saliente-se que são destacados os relacionamentos pela internet, neste caso conducentes à patologia em causa. Como tal, sugiro que esta obra cinematográfica seja vista por pais, educadores, profissionais de saúde e adolescentes, acompanhados pelos respetivos tutores.

   É-nos transmitida uma mensagem de esperança e persistência para o caminho da "vida"

 

 

   Veja o trailer

 

 

Curiosos?

Eis um resumo do que há de escaldante.

 

 

 

 

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