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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, ao deambular entre dois polos

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Série - La Casa de las Flores

No mundo das aparências...

 

 

La casa de las flores

 

   Procura uma comédia bem-disposta, sem preconceitos, leve e em 13 episódios?

A solução pode estar na Netflix, com a sua nova produção mexicana La Casa de las Flores. Lançada no passado dia 10, uma sugestão para o seu fim de semana.

   Recomendada para maiores de 13 anos, tudo começa quando, na Casa das Flores, durante um evento, suicida-se a dona da outra Casa das Flores... Esperem, do enredo principal poucos tinham conhecimento da existência das duas Casas, uma dedicada às flores e forma de representar a família perfeita e a outra, um clube de travestis que, para tanto moralismo, há muito era o sustento dos luxos da aparente família perfeita.

 

   E como a perfeição não existe, esta máxima vai-se acentuando no deambular dos vários episódios. Passemos a alguns dos ingredientes.

O pai, personagem honrada, tinha afinal, uma vida/família paralela. A esposa, ferida no seu orgulho, decide vingar-se levando-o à prisão, sem noção das consequências para a "família perfeita". Um filho que não sabe se é homossexual ou bissexual, mas que não sabe, inclusive trabalhar nem amar quem o ama. Este último, o seu maior defeito. Uma filha que veio da América, no intuito de anunciar o noivado e sentiu-se atraída pelo irmão da "enforcada", narradora da história. Mas há a outra filha, bem mais assertiva e com os pés "assentes na terra", não fosse a mais parecida com o pai, ao nível das atitudes, postura, .... Só que, afinal, é filha de outro e não de quem sempre pensou. O quê? A matriarca da família foi a primeira a trair? Como se não bastasse, ao descobrir a identidade do seu pai, que sem saber, sempre fez parte da sua infância e adolescência, eis que o ex-marido é obrigado a regressar de Madrid. Marido ou "Marida"? É que agora este chama-se Maria José Neste celeuma, um filho adolescente e uma menina, fruto da relação do matriarca com a "enforcada". Uma menina com o talento da verdadeira matriarca para o arranjo de flores e... para confundir o ato sexual com uma forma de cantar. Ah, já esquecia a vizinha coscuvilheira e maledicente que perante um striper descobrirá novos horizontes (ou devo escrever, "outros voos").

 

   Uma série que, apesar do humor permite-nos refletir nos nossos preconceitos para com os outros, na vida de aparências, no amor não correspondido e no valor efémero do dinheiro. Não perca o trailer e a música dos anos 70, de Bacarra, que lhe está associada. Afinal, eu posso dançar...

 

 

 

 

 

 

Fonte da imagem de capa, aqui

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