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Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, no deambular de dois pólos

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Roma, o filme autobiográfico da Netflix

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    Roma é um filme da Netflix que tem cativado os espetadores e os críticos. O seu nome deve-se ao bairro onde decorre a ação, em 1970 e 1971.

 

    A história de Cleo, uma empregada doméstica que trabalha para uma família de classe média, no turbulento México, no início do governo de Luis Echeverría, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e já foi eleita o melhor longa-metragem de 2018 por críticos, em Los Angeles, Nova York, Chicago e São Francisco.

 

     Este filme foi inspirado na infância do seu realizador, Alfonso Cuarón, de 57 anos, na altura com 9 anos, dando ênfase à mulher que o criou, dando lugar a uma metáfora do país e da sua história, do seu passado e do seu presente. Um relato cru e emotivo sobre as realidades, alegrias, tristezas e o quotidiano oculto por trás da vida doméstica e um testemunho desolador – e, ao mesmo tempo, esperançoso – sobre as desigualdades sociais e raciais. Em vários momentos, senti-o como a história de tantas mulheres do interior do nosso país que, naquela década e anteriores, rumaram à capital, à procura de uma vida melhor e forma de ajudar a sustentar os irmãos mais novos, sacrificando-se por conta de outrem, criando os respetivos filhos e engravidando inesperadamente. Um filme de memórias. Aliás, “a memória é o narrador implícito”, argumenta o cineasta à IndieWire.

 

    Do argumento, a devoção de Libo, a ama de Cuáron, aos patrões, inclusive durante a própria crise conjugal destes e que se sobrepõe a todos os problemas pessoais e à agitação social na cidade. 

 

    Um filme artístico, podendo para muitos ser considerado aborrecido. Muito se esconde na imagem a preto e branco, como foi filmado e na densidade de todos os personagens. Deixo-lhe o trailer.

 

 

 

 

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