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O dor dos inocentes

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    Nesta semana, na SIC, foi transmitida uma reportagem de Miriam Alves sobre vítimas de violação. Infelizmente, só contemplou o género feminino, mas a temática não teve, a meu ver, o destaque merecido. Isto porque, Uma violação, é uma violação, é uma violação, é uma violação.

    Nos nossos dias, questiono o que leva alguém a violar. Tenho muita dificuldade em entender. Como pôde um psiquiatra violar uma paciente grávida, medicada e no 5.º mês de gestação? O que leva o violador de uma jovem de 23 anos a sentir prazer pelo ato cometido, em tribunal, apoiado pela esposa? Qual o prazer de uma mulher ao saber que o marido é um violador?

    Situação muito constrangedora, paralisante e socialmente discriminada (a sociedade entende que, regra geral e na maior parte dos casos, "as vítimas assediam os violadores"), não encontra na nossa Lei uma forma de sanção efetiva, para os criminosos. O tempo de apresentar queixa é de 6 meses. Ora o choque, a paralisação da vítima e a vergonha vão além deste período de tempo. Tenha-se em conta, por exemplo, casos de assédio sexual, por exemplo. Após quanto tempo conseguimos falar a este respeito em ambiente clínico? Pode demorar anos. Aliás, eu próprio já passei por tal situação, não deixando de sentir repúdio. Ao nível clínico demorei entre 8 a 10 anos, para falar a respeito. E senti um alívio...

    Retomando as situações de violação, até que ponto a vítima tem uma legislação a seu favor?

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