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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, ao deambular entre dois polos

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Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, ao deambular entre dois polos

O Adamastor e o sopro das utopias

   No Quarto Minguante descobri o tema dos GNTK & Joana Rosa que aqui republico. Até então, por mim, desconhecidos, é relevante a verdade delineada na letra da música.

A imagem do vídeo transmite muito daquilo que ainda se vê. Um tema que me parece esquecido, não fossemos Portugueses, o que se constatou na leitura de muitas publicações da blogosfera no período compreendido entre o natal e o ano novo.

   De facto, até aos incêndios que devastaram a região Centro do país, nunca tinha feito parte de um inferno em chamas, ao estilo de um bom thriller,  que se expandia a cada sopro inusitado e demoníaco. Mas tal, não me impediu de "sentir" Pedrogão Grande. Atendendo ainda ao currículo de Ciências Naturais, em vigor no nosso país, é-me difícil compreender alguns episódios de amnésia. De facto, 2017 foi um ano fantástico!... Na destruição de ecossistemas, qualidade do ar, poluição dos solosdas águas, em seca e no não desenvolvimento de espécies essenciais à nossa alimentação; entre outras. 

   Entre chamas, ao ver casas incendiadas sem nada poder fazer, sem a ajuda de quem tem competência para intervir em tais situações, ao depararmo-nos com pessoas e animais desalojados e órfãos (não refiro queimados pois, felizmente, não os vi), perante a inércia de comandos que julgávamos funcionais, acentua-se a ideia de que definir metas ou traçar um balanço positivo de um ano nefasto para muitos, sobretudo para o planeta, parece-me utópico. 

 

O ser humano não é perfeito.

A vida não é linear nem tem movimento retilíneo uniforme.

Deixemo-nos de mariquices. Bastam-me as minhas!

 

 

A letra da música

 

Eu vi a mata ser queimada com todo o rancor
Vi famílias desoladas sem nada mas dor
E nos olhos da desgraça vi o adamastor, o adamastor

Porquê?
Pergunta a toda hora quem chora...pela herança que outrora não foi lembrança
E agora na esperança de voltar a ver erguida a sua vida consumida pelas chamas chama por quem dê guarida
Casas em casos arrepiantes, nas brasas fulminantes por causas alucinantes
Abraço os manifestantes, à caça desses mutantes
Deixando os lenços brancos, aos nossos governantes

Agora são tantos os empresários com cursos de incendiários, sem custos mas com preçário
Concursos de milionários a fazer de nós otários que falam a nossa língua com cuspo no dicionário

Um fogo armado pra um povo que desarmado
Lutou pelo legado por Dom Dinis deixado então venha agora o sapatinho envernizado pisar o nosso legado no terreno infernizado

Não sei porque é que nos querem tirar a voz, o que querem de nós
X2

Agora vejo equipas de reportagens montagens sentimentais que estas desgraças nos trazem com falsas abordagens por quem cria as nossas leis em mensagens mais vazias do que embalagens de lays
Deixo uma homenagem à coragem deste povo que usavam as próprias lágrimas só pra apagar fogo, vendo as vidas destruídas neste jogo que pede sempre perdes pra recomeçares de novo

Proclamados de come e cala, numa sala onde fatos de gala falam em factos que calam, mas só calam quem tem palas ou pactos que valem bolsos mais cheios do que intactos sacos de pólen
Nós vamos renascer das cinzas tipo fénix
Ouçam o que eu disse, tenho toda a fé nisso
Porque esta fama de país conquistador, já em tempos derrotou um adamastor

Da espada de Afonso Henriques, à enxada do zé povinho, marchar contra esses ricos que acabam com este cantinho e sabem o que é mais triste é ver que pelo caminho ficaram mais do que contos que os contos de verde pinho

Mas sempre combatentes ao cheiro que fumo emana, somos nós o orgulho desta a raça lusitana e engana-se quem nos chama de cobardes na tristeza que eu bato de frente em quem bate à nossa mãe natureza

Não sei porque é que nos querem tirar a voz, o que querem de nós
X2

Eu vi a mata ser queimada com todo o rancor
Vi famílias desoladas sem nada mas dor
E nos olhos da desgraça vi o adamastor, o adamastor
X2   

 

 

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