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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, no deambular entre pólos

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Ao telefonar para o 112 - Ainda as Medidas Preventivas

   Eis-nos perante um dia infernal, sobretudo para quem não reage bem às temperaturas elevadas que se têm feito sentir. 

Cheguei a casa pouco antes das 12h, após, como é normal, na companhia da minha mãe, efetuar as compras essenciais para a casa, sobretudo para a minha avó, e passarmos um pequeno momento a dois, numa esplanada. 

 

   Ao aproximarmo-nos da nossa residência, apercebemo-nos de um senhor que caminhava de forma inusitada, apesar da idade. Felizmente, pronta e atempadamente foi amparado pela minha mãe e vizinho, juntando-se ainda um outro, contrastando com alguns conhecidos que passavam de carro, abnegando a ocorrência. Colocamos o Sr., que todos nós conhecemos, em PLS (Posição Lateral de Segurança) apesar de desconfiarmos de uma quebra de pressão arterial e provável desidratação/consequência secundária das elevadas temperaturas, até porque ele vinha do seu passeio matinal. Independentemente da idade, existem situações de socorro que podem ocorrer em qualquer idade, razão pela qual não indico qualquer aspeto cronológico. Por outro lado, é importante seguir as recomendações deixadas aqui.

 

   A aventura começou ao ligar para o 112

Além de um atendimento impessoal, em várias línguas, chegou a vez de uma sr.ª comunicar comigo. Apesar da minha formação abranger as ciências naturais, no ensino secundário tive a disciplina de Socorrismo, por sinal muito bem lecionada, por parte de um enfermeiro. Após uma sucessão de perguntas ridículas, atendendo à minha formação académica específica, por parte dos serviços do 112, que diziam procurar averiguar a necessidade de uma ambulância, estando nós a 3Km dos bombeiros municipais, já fora de mim, recorri a um tom pouco cordial plasmando o já aqui citado. Afinal, para quê tantas perguntas absurdas? Só faltou perguntarem se o sr. usava cuecas, qual a cor e outros pormenores íntimos. Caso eu estivesse enganado e nos deparássemos com um AVC, o tempo desperdiçado culminaria em morte ou efeitos secundários nefastos e desnecessários. 

 

   Volvidos 10 a 15 minutos, a ambulância chegou

Pergunta daqui, pergunta dali, com as quais até concordo, em certa medida, não tivesse decorrido tanto tempo. A verdade é que, enquanto fiquei a cuidar da minha avó, a minha mãe acompanhou o Sr. na ambulância até à cidade vizinha durante cerca de 7h. O meu diagnóstico confirmou-se, mas não é isso o que importa. Trata-se de uma questão de tempo. Alguns minutos podem custar uma vida.

A verdade é que, ao levar as compras do carro para casa, também eu fui atingido pelos danos das temperaturas em causa. Imaginem querer agarrar uma garrafa de água e não conseguir... Contudo, comigo tudo se resolveu e o que quero destacar é esta forma de funcionamento (triagem?) por parte dos serviços de emergência médica, vulgo 112.  

 

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Photo by rawpixel.com from Pexels 

 

   Os folhetos que se seguem, além de reforçarem o post já aqui publicado , procuram reiterar as medidas de saúde pública preventiva geral, para crianças e idosos.

 

A consultar

 





 

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