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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

30
Ago18

Suburra - A Série


por P. P.

Suburra

 

 

    No catálogo da Netflix, desde outubro de 2017, só agora debrucei-me nesta 1.ª produção da plataforma de streaming em Itália, com o apoio da RAI Fiction. Indicada para maiores de 13 anos, os momentos de ação e tensão são uma constante. Todos os personagens são maus e corruptos, há exceção do pai de uma das personagens principais cujo destino se adivinha...

 

    Como sinopse, temos: uma pequena cidade no litoral de Itália que se torna a capital dos casinos e centro do campo de batalha do clã da cidade, da máfia e de políticos facilmente corruptíveis.Como condimento, personagens do Vaticano "apimentam" a trama.

    A linguagem utilizada corresponde à corrente, com algumas expressões que me "chocaram", dado o meu baixo nível racista. "Sua p#t@ negra", "macaca", entre outras dirigidas a uma rapariga de raça negra. Por outro lado, a linguagem dirigida à comunidade cigana, também esta trivial no nosso país. 

 

    A forma como terminou a temporada deixa em aberto a grande probabilidade de uma 2.ª temporada. 

 

    Esta série é baseada num livro, sendo que um dos autores, Carlo Bonini, participou como argumentista.

 

Romance Suburra

 

    Desta produção, além de novos atores, encontramos estrelas da ficção italiana, como  Alessandro BorghiFrancesco AcquaroliPietro Ragusa

 

Elenco de Suburra

 

    O argumento, a luz, as interpretações e a fotografia, são cativantes, como pode conferir no trailer.

23
Ago18

A Série Penny Dreadful - o regresso dos clássicos do mundo do terror


por P. P.

penny_dreadful_cast_h_2016

 

      Penny Dreadful (2014-2016) é uma série de terror e fantasia, em 3 temporadas, coproduzida entre a Showtime e a Sky UK, já transmitida no nosso país pelo canal premium TV Séries (The House of HBO). O título refere-se aos Penny Dreadfuls, publicações de ficção e terror, com o custo de 1 cent, vendidas na Inglaterra do século XIX. Eram apelidas por "centavos do terror". 

 

      As 3 temporadas disponibilizadas pela Netflix fazem uma ligação entre as histórias clássicas de Drácula, Frankenstein, Dorian Gray,... Personagens que se cruzam, num discurso muito bem construído, com representações excelentes. A 1.ª temporada remeteu-me para O Exorcista, na sua versão original, sem padres aliciados pela prática. Os figurinos, os efeitos especiais e o som da série são outras mais valias. 

 

      Neste convite ao mundo intermediário, definido como estando entre o da nossa realidade e o dos mortos, contamos com a prestação de atores como Timothy Dalton, a deslumbrante Eva GreenRory Kinnear e muitos outros. 

 

      Pessoalmente, considero a 1.ª temporada melhor do que a 2.ª, pela dinâmica e enquadramento. Relativamente à 3.ª irei dar início à respetiva visualização de seguida. Acompanha-me?

 

Veja os trailers.

15
Ago18

Série - La Casa de las Flores


por P. P.

No mundo das aparências...

 

 

La casa de las flores

 

   Procura uma comédia bem-disposta, sem preconceitos, leve e em 13 episódios?

A solução pode estar na Netflix, com a sua nova produção mexicana La Casa de las Flores. Lançada no passado dia 10, uma sugestão para o seu fim de semana.

   Recomendada para maiores de 13 anos, tudo começa quando, na Casa das Flores, durante um evento, suicida-se a dona da outra Casa das Flores... Esperem, do enredo principal poucos tinham conhecimento da existência das duas Casas, uma dedicada às flores e forma de representar a família perfeita e a outra, um clube de travestis que, para tanto moralismo, há muito era o sustento dos luxos da aparente família perfeita.

 

   E como a perfeição não existe, esta máxima vai-se acentuando no deambular dos vários episódios. Passemos a alguns dos ingredientes.

O pai, personagem honrada, tinha afinal, uma vida/família paralela. A esposa, ferida no seu orgulho, decide vingar-se levando-o à prisão, sem noção das consequências para a "família perfeita". Um filho que não sabe se é homossexual ou bissexual, mas que não sabe, inclusive trabalhar nem amar quem o ama. Este último, o seu maior defeito. Uma filha que veio da América, no intuito de anunciar o noivado e sentiu-se atraída pelo irmão da "enforcada", narradora da história. Mas há a outra filha, bem mais assertiva e com os pés "assentes na terra", não fosse a mais parecida com o pai, ao nível das atitudes, postura, .... Só que, afinal, é filha de outro e não de quem sempre pensou. O quê? A matriarca da família foi a primeira a trair? Como se não bastasse, ao descobrir a identidade do seu pai, que sem saber, sempre fez parte da sua infância e adolescência, eis que o ex-marido é obrigado a regressar de Madrid. Marido ou "Marida"? É que agora este chama-se Maria José Neste celeuma, um filho adolescente e uma menina, fruto da relação do matriarca com a "enforcada". Uma menina com o talento da verdadeira matriarca para o arranjo de flores e... para confundir o ato sexual com uma forma de cantar. Ah, já esquecia a vizinha coscuvilheira e maledicente que perante um striper descobrirá novos horizontes (ou devo escrever, "outros voos").

 

   Uma série que, apesar do humor permite-nos refletir nos nossos preconceitos para com os outros, na vida de aparências, no amor não correspondido e no valor efémero do dinheiro. Não perca o trailer e a música dos anos 70, de Bacarra, que lhe está associada. Afinal, eu posso dançar...

 

 

 

 

 

 

Fonte da imagem de capa, aqui

10
Ago18

Série Fariña - o início do narcotráfico na Galiza


por P. P.

 

IMG_20180806_104735_070.jpg

 

   No dia 3 de agosto chegou, à Netflix, uma série que retrata o narcotráfico, na Galiza, durante a década de 80. O início do tráfico de cocaína na Europa, pela Galiza. Uma produção da mesma fonte de La Casa de Papiel, Gran Hotel, entre tantas outras; A3media. 

 

   Naquela altura, em Espanha, o setor da pesca sofreu drásticas alterações e endividou muitos dos pescadores que dependiam do seu trabalho para garantir o sustento das famílias e o próprio. Como tal, muitos deles recorreram ao contrabando de tabaco pelo mar, atividade punida com uma coima insignificante. 

 

   Tudo muda quando surge a oportunidade de enriquecerem ainda mais, através do tráfico de drogas pesadas, como cocaína ou haxixe, produzidas e transportadas pelos traficantes colombianos, liderados por Pablo Escobar. Apesar de a organização criminosa de Galiza decidir não se envolver no tráfico de droga, por sujeitar todos os membros ao risco de prisão, Sito Minãnco (Javier Rey) não acede e estabelece contactos com alguns dos membros do cartel de Medellín, na Colômbia. Esta série é baseada em factos reais e as personagen principais existem, quase todas elas, nos nossos dias, ainda vivas.

 

   De acordo com o The New York Times, “Na Galiza, a crise no setor da pesca e a explosão do narcotráfico são os dois lados da mesma moeda e ‘Fariña’ retrata com sentido e interpretações de muito alto nível esse momento”. Com menos violência do que Narcos, a série mantem-se fiel ao livro e aos factos ocorridos. Por outro lado, os atores têm um desempenho muito bom. Já que toda a história gira em redor do tráfico de tabaco e droga pelo mar, há muitas cenas de perseguições com barcos velozes e muitos disparos de forma dinâmica e devidamente contextualizadas. Destaco ainda, o excelente casting e figurinos.

 

Deixo-vos o trailer.

 

 

E ja agora, conheça todos os narcotraficantes em causa.

 

 

04
Ago18

El Chapo - a terceira e última temporada


por P. P.

   El Chapo é uma série Netflix, acerca do poderoso narcotraficante Mexicano conhecido pelo mesmo nome, dado ter uma estatura baixa. Pode ler aqui, a minha opinião acerca das duas primeiras temporadas. Aquelas que considerei, em vários níveis, superiores a Narcos.

 

El-Chapo

 

   No passado dia 27 de julho estreou entre nós, a útima temporada, cujo trailer pode ver aqui

 

 

 

   Esta temporada retrata acontecimentos entre 2009 e 2017, com destaque para a queda do traficante de drogas e líder do Cartel de Sinaloa. No auge do crime, ele começou a perder forças e domínio junto aos políticos mexicanos, dadas as alianças destes com a DEA, até perder a liberdade e ser extraditado para a América, um dia antes da tomada de pose por Donald Trump.

 

   De uma maneira geral, nestes últimos 13 episódios, dado o período histórico, aborda a captura de El Chapo, sua fuga de uma prisão de segurança máxima e finalmente quando é recapturado e extraditado para os Estados Unidos.

 

   Senti falta da violência e dinâmica presentes nas duas temporadas anteriores da série, mas a forma como o poder político é-nos apresentado levou-me a refletir no que se verifica, ainda que noutras vertentes (aparentemente!), noutros países. Quantas situações similares, devidamente ajustadas, com a nossa história desde o início da chamada "democracia"...

Tudo pelo poder.

 

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