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Momentos [in] sensatos de reflexão, opinião e entretenimento

Petição para limitar os TPC entre Deus e o Diabo

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Photo by Beto Franklin from Pexels

    José Eduardo Moniz, conceituado jornalista português, atualmente em funções na TVI, lançou uma petição para limitar os TPC (trabalhos para casa, que costumo designar como Sugestões de Tarefas para Casa), na sua rúbrica Deus e o Diabo, no Jornal das 8 do dia 28/12/18. Como consta da sua página, no Facebook:

 

Petição de José Eduardo Moniz contra os TPC

    

    Para José Eduardo Moniz, de acordo com o noticiado no sítio eletrónico TVI24, "o que se exige é uma reflexão sobre o papel da escola, à luz das evoluções que as sociedades modernas vêm registando e dos desafios que se colocam às novas gerações em contextos cada vez mais concorrenciais, que abalam estruturas familiares e o equilíbrio psicológico dos mais jovens. É uma situação que reclama grande flexibilidade e enorme capacidade de adaptação. É por causa do que fica expresso que tomei a iniciativa de lançar uma petição pública dirigida aos nossos deputados, no sentido de legislarem em benefício dos portugueses mais novos, em particular, dos que frequentam os primeiro e segundo ciclos."

 

     De acordo com Margarida Davim (2018), na Revista Sábado, citando Moniz  (2018) "os tempos livres, o seu bom aproveitamento e uma conjugação ajustada entre obrigações de aprendizagem e espaços para lazer constituem fator determinante para um equilibrado crescimento intelectual e físico das crianças", pelo que se exige "uma reflexão sobre o papel da escola, à luz das evoluções que as sociedades modernas vêm registando e dos desafios que se colocam às novas gerações em contextos cada vez mais concorrenciais, que abalam estruturas familiares e o equilíbrio psicológico dos mais jovens".

Dando continuidade à linha de pensamento do mentor, Margarida Davim afirma "O que o jornalista pede à Assembleia da República é que legisle, citando-o, "em benefício dos portugueses mais novos, em particular, dos que frequentam os primeiro e segundo ciclos", numa petição que defende que "a brincadeira e os jogos fazem parte não só atividade quotidiana [das crianças], como são elemento central para o seu desenvolvimento e processo de socialização". "Como tal, a escola (pública ou privada) deve fazer com que se cumpra esse "direito ao ócio e ao desporto", tendo por dever organizar as atividades de aprendizagem de forma a que não ponham em causa esse direito dos alunos à participação na vida social e familiar."

 

    Serão estes os únicos e verdadeiros problemas que se colocam às nossas crianças e adolescentes? Ou será esta uma tentativa subtil de denegrir a imagem dos professores, os maus da fita?

 

    De facto, em alguns casos, assiste-se a um exagero nas propostas de tarefas para casa. Pior, é querer que estas sejam realizadas com correção, quando aprendemos pelo erro. Mas, será que nós, professores temos tempo para explorar o erro? 

     No caso da matemática, por exemplo, o treinamento sistemático é condição essencial ao sucesso na disciplina. Costumo propor exercícios a repetir em casa, levando os alunos, da faixa etária mencionada pelo jornalista, a assinalá-los como "importantes", assinalando-os, por exemplo, com "I". Somente resolvo tarefas pertinentes e gosto de explorar várias formas de raciocínio.

 

     Do que se esqueceu José Eduardo Moniz?

A extansão dos programas, a complexidade, a inadequação dos mesmos ao desenvolvimento inteletual e emocional dos alunos, ... No que à matemática diz respeito, esta parece estar a ser revirada do avesso.

O número de horas passados na escola e a carga horária de docentes e discentes, a falta de tempo dos professores para explorar novas metodologias de ensino, os pais que despejam os filhos na Escola como se esta fosse uma "reserva" de crianças e jovens, com os deveres de educá-los, alimentá-los, fornecer materiais escolares,...

A falta de tempo para brincar e saber fazê-lo nos intervalos escolares, conversar,... Estas competências terão de vir a ser treinadas uma vez que os alunos já não as dominam. Nos intervalos, os mais pequenos, caso possam, refugiam-se na sala de aula. Os outros brincam e namoram com telemóveis, alheios ao que se passa em seu redor. Muitos vivem num mundo de princepes e princesas, alheios ao sofrimento dos outros, às realidades da vida, ao respeito para com os mais velhos e aos pares... A proteção exagerada e doentia é assustadora. 

     Fala-se, por exemplo, em implementar Empriendorismo no 1.ºCEB (1.º ciclo do ensino básico). Ideias para projetar alguns senhores dos gabinetes. Queremos crianças e jovens alegres, com prazer por aprender, preparados para a vida ativa. 

 

     Para quando uma educação saudável desprovida dos sabores governamentais?

 

O que tem a dizer a respeito da educação e escolas dos nossos dias?

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Arte - E ele disse

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(s/ referência ao autor)

 

E ele disse que o desejo e a cópula não são atos merecedores de todo e qualquer tipo de ovação. 

Entre as quatro paredes que sitiam um mar de emoções, movimentos e gemidos, a vulgarização torna-os atos miseráveis.

Daquele copo de vinho, o sangue derramado por todos os que alimentam bandeiras, não dignificando o que não foi uma escolha. Talvez, porque a aceitação se concretize por gestos e atos, não representados.

Um dia, toda a máscara cai.  

 

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Dogs of Berlim - o submundo numa das maiores cidades europeias

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    Dogs of Berlim ("Cães de Berlim", na tradução à letra) é a 2.ª produção alemã da Netflix. Em 10 episódios, de cerca de 1h, a violência que se observa em algumas das diferentes cidades europeias, num drama policial, sem heróis perfeitos. O papel da segurança social, a luta pela sobrevivência, a inclusão de jovens reclusos no meio de trabalho, a luta entre diferentes nacionalidades, uma cidade multicultural e racial, os neonazis, o racismo, o lado escuro do mundo do futebol, a ilegalidade das casas de apostas e as lutas entre gangues são alguns dos aspetos abordados. Motivos mais do que suficientes para uma reflexão sociológica e o que se passa no nosso país. 

 

    Tudo começa com um jogador da seleção alemã, de origem turca, que aparece assassinado, e sem algumas falanges que foram... comidas pelo seu cão.

 

     Do elenco fazem parte Feliz Kramer e Fahri Yardim, que interpretam os papéis dos dois polícias pouco convencionais na capital alemã. E ainda,  Katharina SchüttlerAnna Maria MüheKatrin SassHannah Herzsprung, Antonio WannekMišel MatičevićJasna Fritzi Bauer e Constantin von Jascheroff. Um corpo de atores capaz de dar resposta às exigências desta série, com um argumento bastante bom, luz e fotografia. Para os mais preconceituosos, tal como na vida real, o nu frontal está presente. Dogs of Berlin conta-nos a história de dois detetives com personalidades diferentes. Um deles mantém conexões com um lado do mundo do crime... Contrariados, veem-se obrigados a formar uma equipa e a trabalhar, conjuntamente, no submundo da capital alemã. O desafio que se lhes põe vai obrigá-los a confrontarem as suas fraquezas humanas e as atividades criminosas. Surge um dilema: afinal, de que lado da lei estão?

 

    No nosso país, esta série é aconselhada a maiores de 16 anos. Contudo, parece-me necessário atender às características do adolescente. Deixo-lhe o trailer.

 

 

 

 

 

 

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Alguns modelos para O Diário da Gratião

Modelo de diário da gratidão

    Após ter defendido a não banalização do Diário da Gratidão , citando algumas vantagens desta técnica, logo de seguida partilhei um calendário com atitudes a adotar num mês. Neste momento, dado ter-me deparado com leitores que precisam de adotar esta medida, por forma a encontrar o bem-estar, partilho alguns modelos de Diários da Gratidão, respetivas fontes e hiperligações.

 

    Começo por divulgar aquele que me foi dado a conhecer pela minha coach, psicóloga clínica, da MindCoaching.

 

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    Da página Positive Psychology Program, cuja leitura recomendo e na qual pode encontar sugestões de APP e modelos, eis o PDF da imagem aqui partilhada.

  Free_Gratitude_Journal_from_Karla_Silver.pdf

 

    Pode também recorrer a esta página, da qual partilho um modelo.

gratitudejournal.pdf

 

    Não esqueça, o quanto é importante sua saúde.

A pessoal e a coletiva. Pequenos gestos podem evitar o recurso a medicação indesejada, a qual deve ser administrada sempre com a recomendação do seu médico.

 

 

 

 

 

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Baywatch: SOS Matemática

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    Ah, a tão temida matemática. Quem não se lembra de tremer cada vez que a data da próxima ficha de avaliação de matemática se aproximava? Muitas coisas podem ter mudado no Sistema de Ensino Português, mas o medo da matemática permanece. Continuamos a ter maus resultados nos exames internacionais. Em 2018, mais de metade dos alunos do 9º ano tiveram negativa nesta disciplina.

    Para muitos, parece que somos cronicamente incapazes de tirar boa nota a matemática - assim como os espanhóis parecem incapazes de dominar o Inglês. Será que os alunos Portugueses não conseguem aprender e… pronto, não há muito a fazer? Claro que não. Os alunos Portugueses são tão capazes como outros quaisquer. Algumas bases deste problema residem nas atuais diretrizes do Ministério da Educação e na implementação de currículos desajustados ao nível etário dos alunos. Por outro lado, a falta de investimento na educação e ideias preconcebidas a respeito desta disciplina. Como exemplo, o facto dos pais terem sido maus alunos nesta ou noutra disciplina, não significa que os filhos também o sejam. A persistência é muito importante.

    A forma como olhamos para a matemática - esse obstáculo invencível - é só o começo deste problema crónico. Se alguém vos disser que algo é difícil, vão começar com receio logo à partida. E ainda só estão na casa zero! Depois, é preciso reservar espaço para o resto. 

    Ao longo do percurso dos nossos alunos muitos problemas estão à espreita. Infelizmente, nem todas as escolas têm recursos TIC disponíveis para o ensino desta e outras disciplinas, os professores não têm muito tempo para criar novos materiais e implementar diferentes tipos de avaliação, valorizando-se o preenchimento de documentação dúbia e desnecessária, nem todas as escolas têm crédito horário para aulas de apoio,...

    A ver todo este périplo estão os explicadores de matemática. Quais nadadores-salvadores na praia, há dezenas de explicadores do ensino secundário em Lisboa e no Porto prontos a saltar para a água e salvar os alunos em apuros. Antes, este era um privilégio apenas de alguns - só as famílias com algum desafogo podiam pagar explicações - mas agora tornou-se mais acessível. Com meia-dúzia de cliques, conseguem encontrar um explicador para os vossos filhos.

    Claro que continua a ser um investimento, mas está ao alcance de muitos mais bolsos. E acreditem que é um investimento que vale a pena: deixam de fugir da matemática, ajuda a que se preparem convenientemente para os exames, e podem escolher a área que realmente querem. A internet tem coisas fantásticas, não é?

 

Artigo pratricionado e não remunerado pela Fixando,  devidamente reajustado por mim

Fixando Porto e Lisboa

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O Diário da Gratidão - um não à banalização

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    Desde o início deste ano, ao aceder à área Leituras, do Sapo Blogs, tenho vindo a deparar-me com pequenas publicações diárias, referentes à Gratidão. Não as leio. Em meu entender, trata-se de uma prática que não deve ser vulgarizada e que é da esfera pessoal. A partilhar, que se trate de algo que possa ajudar outras pessoas. Afinal, ainda há uma margem entre a blogosfera e a generalidade das redes sociais. Um blogue não deve ser um espaço egocêntrico, capaz de espelhar um Eu repleto de filtros. 

 

    O sentimento de gratidão tem grande importância para a felicidade e para a saúde mental dos indivíduos. Os benefícios são muitos, como por exemplo:
- promover a saúde, ao nível emocional e físico;
- fortalecer os relacionamentos profissionais,
- melhorar o desempenho profissional,
- estimular o impacto social positivo e
- promover o autoconhecimento.

 

 

Nas nossas vidas diárias, devemos perceber que não é a felicidade que nos torna agradecidos, mas é a gratidão que nos faz felizes.

Albert Clarke, fotógrafo britânico

 

    A tarefa em questão permite-nos constatar que há quem não ande, não tenha comida, um teto,... que o melhor da vida não é comprado. Enquanto reclamamos de forma desalmada, há quem esteja preso a uma cama de hospital, morra lenta e dolorosamente, esteja acorrentado,... Quantas barreiras já ultrapassamos até à atualidade?

 

     Como já foi referido, levar avante um diário de gratidão pode ter muitas vantagens. Quando escrevemos algumas frases, antes de dormir, temos a oportunidade de expor e refletir a respeito das nossas alegrias e preocupações, podendo escrever livremente, principalmente nos momentos em que estamos sozinhos e não temos ninguém para nos ouvir. Importa que esta prática torne-se uma pequena terapia gratuita, para a autoajuda e a auto-cura. Desta forma, podemos aprender a valorizar os aspetos positivos da vida, além de seguir um percurso de auto-conhecimento rumo à felicidade. Um diário de gratidão pode-se tornar uma boa oportunidade para observar, reconhecer, aceitar e processar as nossas emoções ao fim de um dia.

 

    Um diário de gratidão pode ser elaborado num caderno, numa agenda, ou caso opte por comprar, tem este na WOOK.

 

 

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Imagine Dragons - Believer

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“Believer” thunders around a percussive backbeat and expressive vocals from Dan Reynolds to bring about a message of embracing pain, and using it as a tool for personal growth. It marks the end of Imagine Dragons' self-imposed hiatus that started in 2016. The song acts as the title for their documentary surrounding LGBT youth and the Mormon church.
The song was released on the first of February as the lead single for their third studio album, ƎVOLVE, and was featured in a commercial for the Nintendo Switch that premiered on Super Bowl LI. The song was also featured in the first trailer for Kenneth Branagh’s Murder on the Orient Express remake.
Nearly two years after its release, the band released a remix of the song alongside Lil Wayne during their 2019 National College Football Championship halftime performance.

 

Extraído de Genius, em 11/11/2019

 

A letra 

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