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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

20
Fev19

II Anos deste blogue Insensato

por P. P.

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Photo by rawpixel.com from Pexels 

 

    Sem pretenções, indeciso entre o charco e a plataforma das palavras, por aqui permaneço há 2 anos. Ao contrário de alguns, não recorro a bandeiras ou rótulos, por forma a cativar leitores. Sou como sou e, sobretudo "Eu sou eu e as minhas circunstâncias", como nos refere o filósofo Ortega y Gasset. 

    O futuro é incerto, mas devo agradecer as amizades que por aqui tenho criado. Não posso esquecer, o que tenho aprendido e aquilo que têm-me possibilitado aprender. Só assim podemos evoluír. O meu profundo agradecimento.

Mais inusitado ainda, foi aqui e nas minhas duas redes sociais que tenho encontrado algum apoio e conforto neste momento de profundo vazio, o qual não sei de devo designar por "luto", "estado depressivo", "desgaste"... O contrário do que sucedeu em meio laboral. Ainda recordo, no corredor, aquele beijo desprovido de tudo e as palavras que não ouvi, desmoronando a minha curta esperança em estar errado.

    Neste Insensato, as palavras, por vezes duras e agrestres, não escondem falsas subtilezas ou pensamentos. Aqui, há extremos, com lugar à assertividade. 

    Muitas vezes considero-me um bloguista pouco amado (sei que o sou nesta plataforma!), sem resposta a diferentes solicitações, mas a frontalidade acarreta desvantagens. Curiosamente, até há poucos anos atrás, não sabia escrever sobre um filme ou uma série. Esta não era a minha zona de conforto.

    Não sei se por aqui continuarei.

Na verdade, neste momento, nem o sentido da vida e a minha missão consigo discernir e esmiuçar dos respetivos antónimos. No entanto, obrigado pela vossa presença.

19
Fev19

Dos Telemóveis de Conan Osiris aos fragmentos da vida

por P. P.

Conan Osiris - 1.ª semifinal do festival da canção PT

 

      Não, não parti o meu telemóvel. Tenho em conta os dispêndios económicos. Afinal agora somos apenas dois, e de pouco adianta utilizá-lo para "comunicar com o céu", que de mim tem roubado entes queridos, privilegiando assim, a solidão que me sitia. Entre "quem mata quem/ quem mata quem", sem dúvida a saudade e o profundo vazio. Estes lançam "flechas" rumo à minha inquietude.

 

    Pouco importa a confusão na classificação das palavras, quanto ao número, no título e no corpo do poema, naquele "E eu vou estragar o telemóvel / Quero viver e escangalhar o telemóvel". Por vezes, apetece-me sim, esmiuçar pequenas variáveis da vida, aquelas que não entendo e ao invés de "destruir", urge reparar fragmentos de um passado perdido.

    Em mim, à semelhança da dança no videoclipe do candidato, ainda não definitivo, a representar Portugal na Eurovisão, a qual conheci numa Caneca de Letras, o receio das memórias perdidas, que deambulam no abismo das noites de insónia.

    "E se a vida ligar/ Se a vida mandar mensagem/ Se ela não parar/ E tu não tiveres coragem de atender", terei de admitir que discordo perante "Tu já sabes o que é que vai acontecer". Na verdade, pelas gavetas do meu passado e no presente, a máscara de Conan Osiris, usada durante a performance, ostenta em mim o sentido inóspito e temporal do meu caminho.

 

    Sim, eu sei "E se eu partir o telemóvel/ Eu só parto aquilo que é meu/ Tou p'ra ver se a saudade morre/ Vai na volta quem morre sou eu", mas o que nos é roubado nem sempre regressa. Não creio que "Eu sei que a saudade tá morta/ Quem mandou a flecha fui eu", uma vez que esta só se conhece, na sua plenitude, quando perdemos quem faz parte de nós, quem partilha um mesmo código genético ou de outra ordem.

 

Este texto resulta de pedaços da letra de Telemóveis e momentos meus.

 

Caso queira conhecer um pouco melhor Conan Osiris, veja a entrevista no Elefante de Letras.

"Oh pah!..."

 

 

25
Jan19

O Mutismo da Despedida - o último capítulo

por P. P.

 

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II.ª parte - O capítulo final

 

     Quando à minha avó foi diagnosticada a doença de Alzheimer, ficando quase logo acamada, por problemas no sistema locomotor, dado trabalhar a 115 Km de distância, o que implicou vê-la quinzenalmente, escrevi as linhas seguintes, no blogue de então, a minha casa.

 

 

Não raramente, pensei que as despedidas pudessem acontecer dentro desta dimensão planetária. Considerava impreterível a inércia de um corpo e a viagem de uma alma entre mundos opostos, dissipados nas verborreias de uma ou outra crença capaz de em nós soltar o abraço da ténue confiança, tão relevante para a cobardia. Afinal, existem despedidas sem adeus. Despedidas encerradas num mutismo elevado ao sentido da dor. Destino ou consequência fisiológica, assim foi a sua.

 Neste outono, num dia trivial, solarengo e chuvoso como tantos outros, fez-se silêncio nas percepções do mundo real. Sem aparentar qualquer sofrimento, com o suporte do chão rochoso, eis que aquele ladrar da cadela serra da estrela sinalizou a sua localização. Caída estava, não naquele lugar, não naquele momento… Ao estender a mão ao genro, para a ajudar a levantar-se, a primeira referência: queria uma mão para com ela atravessar o rio que à sua frente corria . Um rio da sua infância, da sua terra natal. Desde então, sucessivas e constantes abordagens ao passado.

   O regresso não mais se fará.

   Quando de novo a encontrar, ainda me reconhecerá?…

Artigo da minha autoria, datado de 16/11/2011

 

     O tempo passou, entre preocupações, momentos de adaptação mútua, uma aprendizagem contínua, receios... Os apoios, orientações e ajudas foram poucos. Subitamente, com os pais, vimo-nos no papel de cuidadores informais. Mas nem sempre as ações que consideramos corretas são acompanhadas pela justiça dada pela vida.

    No ano seguinte, o cancro da minha mãe foi diagnostico seguindo-se, volvidos 372 dias, a mesma situação, desta vez, na pessoa do meu pai. Dolente e cruel, o mieloma múltiplo do meu progenitor progrediu de forma caótica, deixando-nos marcas que ainda não sararam, desde a sua partida, volvidos 4 anos. Independentemente das circunstâncias e dos momentos/etapas de vida, a minha avó sempre teve a nossa atenção e recebeu os nossos cuidados. 

     A nossa certeza, a partida não seria fruto da demência. Na verdade, o mutismo saliente e evidente fez-se sentir em dezembro. Os intestinos deixaram de funcionar, a alimentação foi feita com recurso a seringas, uma ferida surgiu na orelha, a voz perdeu a potência e na perna, uma isquémia que alastrou, de forma significativa há 4 dias. Com o coração a bater com a força de um passarinho, amputar a perna foi posto de parte. Na quarta, enquanto a minha mãe lhe colocava creme no rosto, os olhos fecharam-se. Não querendo acreditar no sucedido, fizemos diferentes palpações, julgávamos sentir o pulso inexistente, ... A sua paz chegou, levando-a por um manto que não creio negro. Em nós, a dor da saudade. Por parte da sua gata, a homenagem ficando sentada no sofá junto à dona, onde ainda hoje permanece, saindo apenas para comer ou realizar as necessidades fisiológicas. 

    Ontem, foi um dos dias mais duros da minha vida. Como foi doloroso levá-la à sua última morada. Sem rugas, já que a sua vida foi repleta de espinhos, com uns 4 cabelos brancos nos seus 91 anos, assim viajou um corpo cuja alma acredito igual. Transparentes. Debati-me perante aquela que considerei uma segunda mãe e que foi, durante anos, a nossa bébé. Não foi fácil controlar a emoção, perante os meus sentires e os da minha mãe que, agarrada a um corpo sem vida, lamentava já não ter quem cuidar, aquela que foi a Sua mãe e o facto de agora sermos dois. Sim, dois e uma gata. Do futuro, não esperamos facilidades, mas somos fortes para oferecer resistência às vicissitudes que nos forem surgindo.

     Neste momento, dada a minha dificuldade em escrever e organizar o raciocínio, partilho as palavras que utilizei pouco após a sua morte, com ligeiras adaptações. Também elas dotadas de sentimento, sem atenção a critérios ortográficos ou de outra natureza. 

 

 

"Vovó", a última forma que utilizei, por forma a reconhecer-me. Tentei-a, ao ouvir uma amiga mencionar, com carinho, a forma como é abordada pela netinha, uma vez que "avó" já nada significava para a avó E.
"Mãe", assim reconhecia (desculpem a redundância) e chamava a minha, sua filha. Agora, sou só eu e a minha mãe..
O Alzheimer não mata, mas as consequências são devastadoras. A minha avó, connosco ficou, em casa e aos nossos cuidados 7 anos e 3 meses. Rimos, choramos, desesperámos...
Agora descansa em paz.
A paz merecida por uma mulher com M, que foi mãe e pai, apesar de casada, com um homem que jamais a mereceu ou respeitou. Ela que foi das poucas pessoas que sei ter-me amado. E das que me ama...
Um obrigado a todos aqueles que, de uma forma ou de outra ,estiveram connosco, neste longo período de sofrimento, que evidencia o quanto a vida não é justa. Pelo menos, para alguns...

 

Que deus te dê o eterno descanso.

 

03
Jul18

Naquele Inverno, Naquele Inferno

por P. P.

 

monumento de homenagem aos combatentes do ultramar by PP

 Monumento de homenagem aos ex-combatentes na Guerra do Ultramar, Santa Comba Dão, por PP

 

   A Guerra do Ultramar é uns dos momentos que mais dificuldade tenho em compreender na nossa história. Jovens, muitos deles sem nunca terem saído das suas pequenas aldeias e meios rurais, viram-se condenados a uma viagem, para muitos sem retorno, para um Continente desconhecido, com diferentes culturas, hábitos... Jovens que nunca tinham utilizado uma arma e muito menos matado alguém para sobreviver. Jovens submetidos à lei da Selva cujos traumas persistiram (persistem) até ao último suspiro. 

   Recordo, do álbum de fotografias do meu pai, referente a esta fase, algumas sinalizadas com "aqui vi a morte". Adolescentes que pisaram minas e de um futuro promissor nada restou. Talvez a lágrima e o sufoco dos familiares. 

 

   Se a Guerra não teve sentido, o prémio recebido por representar a Pátria (qual?) foi ainda mais dúbio, nada, nem uma medalha de cortiça. Assim se apaga o passado e perpetuou a dor de muitos. 

 

   Um dos melhores temas e letras a respeito deste tema que conheço pertence aos Delfins. Aqui, deixo a interpretação original seguida da dos Resistência, ao vivo. 

 

 

 Uma homenagem a todos os nossos heróis esquecidos!

 

Fonte da capa, aqui

A letra 

 

09
Jun18

A mãe faz anos e esta é diferente de muitas

por P. P.

Postal de Aniversário by PP

 

 

Não é fácil escrever a respeito da minha mãe.

Nem todos parecem abençoados nesta vida.

 

   O pai, um GNR que tudo gastava em amantes e na bebida, nada depositou no futuro das filhas. Como tal, a mãe, de quem agora é cuidadora, foi mãe e pai ao mesmo tempo. O ambiente de violência doméstica sempre a envergonhou pelo que talvez por isso tenha acabado por casar cedo, com o único namorado. 

 

   Mãe aos 19 anos, não estava preparada para um marido com traumas de guerra. Quem é que neste país estaria? Algo que soubemos bem tarde, quando começou-se a falar das consequências psicológicas dos ex-combatentes do Ultramar.. Como tal, também ela foi vítima de violência doméstica, inclusive quando com o filho portador de deficiência nos braços, perante os sogros que o e a abnegavam, procurando incendiar a relação. O bebé acabou por morrer. Já ela, quase perdeu a voz, com a paralisação das cordas vocais. Nem todos choramos...

Foi então que da casa dos sogros, onde pagavam uma renda elevada para a época e ainda consumíveis, o casal acabou por ir viver para uma pequena casa, de parcas condições. Aí fui concebido e ainda lá vivi alguns anos da 1.ª infância. Entretanto, na Alemanha, o meu pai trabalhou na Mercedes Benz, por forma a ter a sua própria casa. Um erro. Não devemos apostar tudo numa casa, numa grande casa. Tudo sofre alterações, algumas das quais nefastas. 

 

Talvez com a pequena "casita" tenhamos aprendido que não é preciso muito para sermos felizes. Em todo o percurso, sempre a seu lado, a minha madrinha e a filha, minha prima, de quem já vos apresentei algumas obras de arte. A irmã, personagem que venerei até aos meus 19 anos, estabeleceu uma relação sem amor, a não ser pelo próprio umbigo. Por vezes, o nosso coração impede-nos de ler os olhos dos outros e de acreditar no óbvio.

 

   Em 1981, no intuito de acompanhar a meu percurso escolar e com o receio de que me tornasse como o meu avó, eis que o meu pai veio para Portugal. Foram postas de lado as hipóteses de todos irmos viver para a Alemanha ou eu ficar em Portugal, com os avós, uma vez que ela temia que eu viesse a passar pelo que vivenciou até casar. Na Alemanha, com as regras de então, não sofreríamos muito do que o destino nos reservou, destacando a minha componente pessoal e social.

 

   Já em 1982, quando ainda poucas mulheres portuguesas trabalhavam fora de casa, eis que iniciou funções num matadouro, no qual o meu pai era responsável pelos serviço levados a cabo por mecânicos e motoristas. Quando aborrecido com o trabalho, ambos tremíamos. Sim, vi o meu pai bater na minha mãe, assim como muitas vezes levei, sem nada de errado ter feito e fui humilhado. A humilhação causar uma dor superior às agressões físicas, dado perpetuar-se. Ela, com o ambiente de um matadouro, ditou algumas das sentenças ao nível da sua saúde.

 

   Com falta de vaidade, a comida  foi sempre a sua libertação, algo que herdei. Quer dizer, no que à vaidade diz respeito, no meu caso, esta começou a morrer, lentamente, em 2009. Todos devemos alimentar o nosso lado extravagante, de prazeres, sem olhar aos ecos ocos e cínicos de alguns séquitos. O trabalho no campo, o contacto com a natureza e animais relaxavam-na. Sempre se sacrificou por mim.

 

   Mudadas algumas variáveis no contexto familiar, dado o meu crescimento, presenciamos o desemprego na família, sem que eu soubesse que tinha direito a bolsa de estudo. Tal uniu-nos. Sempre comprámos os bens a pronto e por vezes, dividíamos o custo de algo mais dispendioso. Entretanto, aprendi que amigos são de facto aqueles que permanecem nas horas difícieis. No entanto, admito sempre ter disfarçado e até representado, uma vez que "ter pena é não gostar de alguém".

 

   A sua submissão e anulação das vontades foram a sua imagem de marca. Todos devemos ousar, negociando os limites com a pessoa amada ou portadora de ciúmes doentios, que mais não são do que "falta de confiança em si próprio". Sei que, naqueles tempos, não se falava em traumas de guerra e ela não pretendia alimentar discussões semelhantes às que presenciara até casar, ... O mesmo já tinha feito a mãe, esta com tantas razões para divorciar-se, mas sempre pos em primeiro lugar as filhas. Já eu, perdi-me. A ansiedade crónica e a depressão vestiram-me com seus lençóis encardidos.

 

Quando comecei a trabalhar muito mudou. Ou pelo menos alguma coisa, dadas as dificuldades nas colocações, o mês de setembro sem trabalhar e com futuro incerto, sem qualquer contagem do tempo de serviço ou subsídio de desemprego. Assim, passamos 4 anos. Todavia, tornou-se mais fácil mimá-la. Difícil mesmo foi perder a fobia da condução. 

 

   Em 2011 veio a Doença de Alzheimer da minha avó. Sem qualquer apoio da irmã (onde está mesmo o iogurte que esta lhe trouxe até à data?) e acamada, transformamos o meu escritório num quarto onde a acolhemos. Os procedimentos para se tornar sua tutora, entre outros aspetos, foram de tal forma infernizados por quem devia amar a minha avó... Um ano depois, foi diagnostico um tumor numa glândula salivar da minha mãe. Nesta fase, apesar de colocado a 110 km de casa, eu e o meu pai, com a ajuda de uma senhora, conseguimos levar avante os cuidados essenciais junto da minha avó. As notícias dos progressos eram-me feitas chegar pela minha prima, sobrinha do meu pai, uma vez que o homem forte e duro, afinal não o era. As nossas máscaras caem com o tempo ou temos que mudá-las.

   Esta foi uma fase de mudança para a minha progenitora. De forma alguma pela positiva. Nunca se libertou dos fantasmas do período durante o qual esteve entubada, no aspeto monstruoso que foi melhorando com o decorrer do tempo, graças a um excelente cirurgião que a acompanhou, o magníco Dr. Canas. O facto de não poder usar prótese dentária e um pequeno declive no canto dos lábios esquerdos, o qual deve ver ampliado, geraram complexos em quem não os tinha. Quem sou eu para criticar?

   Passado um ano, eis-nos perante o diagnóstico do cancro do meu pai, mieloma múltiplo. Não escondi o que o futuro nos e lhe reservava. Pelo contrário, escondemo-lo dele. Foram dias de intenso sofrimento para quem não estava habituado a mentir ou ocultar a realidade, no seio familiar. Os dias seus dias, a caminho da morte, foram repletos de sangue, feridas, gemidos estridentes, médicos que não davam uma palavra de alento e ainda ousavam mentir, desconhecendo a minha área de formação. E tanto há a dizer. Não imagino o estado do corpo que ela deve ter encontrado na morgue do hospital. Fez questão de o vestir... Qualquer filme de terror é menos assustador. Contudo, o corpo foi tratado e trabalhado e conseguimos realizar um funeral digno. Difícil foi o nosso processo de luto embora, se nada acontece por acaso, a minha avó tenha sido o nosso estímulo, durante estes três anos, dado estar totalmente de nós. 

 

   Desde então, pelo menos 1 vez por ano, eis-nos perante um novo "susto" e o receio de novo cancro. 

   Acredito que não tenha sido o filho esperado/desejado e sei não corresponder às expetativas. As imposições das colocações de professores levaram-me a não dar continuidade à família. Não posso esconder o receio de cometer erros pelos quais passei e outros aos quais assisti. A hereditariedade não deixa de ser um fenómeno complexo. Isto sem esquecer o domínio mental, implícito em tantos acontecimentos nefastos.

 

   Temos conseguido sobreviver, com dignidade e algum alento. Por vezes, deixámo-nos abater, sobretudo quando a minha avó piora. Não fazemos questão da presença de quem não venha por bem. Antes sós.

 

Em suma, tenho uma mãe resiliente 

 

A música escolhida para o seu dia está repleta de sofrimento, não só na história como nos acordes iniciais.

 

 

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