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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

31
Jan19

Sex Education - o humor deambula pelos problemas da sexualidade

por P. P.

Sex-Education

 

    A comédia dramática Sex Education, da Netflix, que estreou a 11 de Janeiro, e que é da autoria de Laurie Nunn, retrata a vida de Otis Milburn, interpretado por Asa Butterfield. Ele, que é filho de um casal de terapeutas sexuais que se divorciaram recentemente, vive com a sua mãe, Jean (Gillian Anderson, a eterna Scully de a série “The X-Files”) cresceu a ouvir em casa, e às escondidas, as consultas da sua progenitora com os seus pacientes.

 

   Otis Milburn é um adolescente, naquela fase em que todos os jovens começam a pensar no início da sua atividade sexual, e Jean é uma terapeuta sexual, que fala abertamente com o seu filho sobre o tema, seria de esperar que Otis fosse mente aberta relativamente ao assunto. Na teoria até é, mas na prática …. No entanto, as coisas mudam de figura quando Otis conhece Maeve, papel interpretado por Emma Mackey.

 

    Em oito episódios, com uma excelente dose de humor, são abordadas temáticas da nossa adolescência e da dos outros. Algumas problemáticas referentes à sexualidade podem deixar o espetador "espantado", dado nunca ter pensado na existência das mesmas. Assim sendo, entre outros, são abordados temas como:

- os problemas, durante o coito, dos homens (rapazes) com o pénis grande;

- a dificuldade de alguns em tocarem nos seus genitais, considerando-os "nojentos";

- a virgindade de hetero e homossexuais;

- as atitudes adotadas por forma a integrar um grupo;

- os comportamentos entre grupos e a frieza que muitas vezes adotamos, durante esta etapa;

- o crescimento dos adolescentes, sem a presença dos pais;

- o reflexo dos pais nos filhos, obrigando-os à prática de atividades que não são do agrado deles;

- a masturbação;

- o sofrimento daqueles(as) que não se encontram ao mesmo nível de maturação sexual que a dos seus pares;

- as consequências, a longo prazo, de quando se assiste à cópula de um progenitor com outra pessoa;

- etc.

 

    Ingredientes mais do que suficientes para pais, adolescentes, professores e psicólogos, numa série bem contextualizada, com sequência, interpretações e roteiro muito bons e uma banda sonora, também ela magnífica, a qual acenta em músicas dos anos 80. A ver

19
Jan19

Dogs of Berlim - o submundo numa das maiores cidades europeias

por P. P.

Dogs of Berlin S1

 

    Dogs of Berlim ("Cães de Berlim", na tradução à letra) é a 2.ª produção alemã da Netflix. Em 10 episódios, de cerca de 1h, a violência que se observa em algumas das diferentes cidades europeias, num drama policial, sem heróis perfeitos. O papel da segurança social, a luta pela sobrevivência, a inclusão de jovens reclusos no meio de trabalho, a luta entre diferentes nacionalidades, uma cidade multicultural e racial, os neonazis, o racismo, o lado escuro do mundo do futebol, a ilegalidade das casas de apostas e as lutas entre gangues são alguns dos aspetos abordados. Motivos mais do que suficientes para uma reflexão sociológica e o que se passa no nosso país. 

 

    Tudo começa com um jogador da seleção alemã, de origem turca, que aparece assassinado, e sem algumas falanges que foram... comidas pelo seu cão.

 

     Do elenco fazem parte Feliz Kramer e Fahri Yardim, que interpretam os papéis dos dois polícias pouco convencionais na capital alemã. E ainda,  Katharina SchüttlerAnna Maria MüheKatrin SassHannah Herzsprung, Antonio WannekMišel MatičevićJasna Fritzi Bauer e Constantin von Jascheroff. Um corpo de atores capaz de dar resposta às exigências desta série, com um argumento bastante bom, luz e fotografia. Para os mais preconceituosos, tal como na vida real, o nu frontal está presente. Dogs of Berlin conta-nos a história de dois detetives com personalidades diferentes. Um deles mantém conexões com um lado do mundo do crime... Contrariados, veem-se obrigados a formar uma equipa e a trabalhar, conjuntamente, no submundo da capital alemã. O desafio que se lhes põe vai obrigá-los a confrontarem as suas fraquezas humanas e as atividades criminosas. Surge um dilema: afinal, de que lado da lei estão?

 

    No nosso país, esta série é aconselhada a maiores de 16 anos. Contudo, parece-me necessário atender às características do adolescente. Deixo-lhe o trailer.

 

 

 

 

 

 

05
Jan19

A Fugitiva - a série dramática que evidência a violência doméstica

por P. P.

 

A-fugitiva

 

    A Fugitiva (La Fugitiva) é uma série espanhola de 2018, produzida pela RTVE e divulgada pela Netflix. Esta obra, decorrente do drama e concomitantes consequências, e violência, em 10 episódios, com cerca de 1h/cada, na sua primeira temporada. 

 

    Com direção de Joaquin Oristrell, do elenco faz parte Paz Vega, Julio Bracho, Arantza Ruiz; entre outros. O inespererado prende o telespetador do início ao fim. 

 

    A trama tem como plano de fundo a violência doméstica, o machismo e o poder. Esta produção conta a história de Magda Escudero (Paz Vega), esposa de Alejandro (Julio Bracho), que abusa dela constantemente. A vítima, no entanto, à semelhança de tantas outras mulheres, permanece casada com ele por causa dos três filhos do casal. Mas, uma guerra de lideranças e um sequestro vai mudar a vida de todos.
    A temporada decorre num intervalo de 90 horas e acompanha a fuga de Magda e dos filhos, do México, os quais tentam assumir uma nova identidade, em Espanha enquanto são perseguidos por criminosos e pelo marido abusivo e algo obsecado. Perante a violência doméstica, a narrativa aborda os relacionamentos abusivos. A má formação do ser humano, o cinismo e a sede pelo poder são elementos em destaque. 

 

    Argumento, casting, figurinos, direção, fotografia e luz muito bons.

4,5 

 

Veja o trailer.

 

03
Jan19

Perfume - a série da Netflix baseada no livro de Patrick Süskind

por P. P.

netflix-perfume

 

 

 

    Perfume (Parfum) é uma série, de 6 episódios, adaptada da obra com o mesmo título de Patrick Süskind. Este romance, que deu origem ao longa-metragem Perfume - A História de um Assassino, é ambientado em França, durante o Século XVIII e acompanha as práticas de um assassino em série, com um olfato absurdamente apurado, e que desenvolve uma maneira de engarrafar, conservando, os odores das suas vítimas, transformando-os em perfumes. A procura de uma poção mágica capaz de enfeitiçar todos. Nesta série, a ação decorre na Alemanha dos nossos dias, fazendo referência ao passado de um grupo de jovens estudantes com 13 anos, em 1997.

 

    Na ação, uma investigadora e sua equipa, amante do detetive que a coordena, procuram descobrir e impedir a atividade do serial killer que regressou, matando uma cantora, membro de um grupo de antigos alunos de um colégio católico na década de 90, do qual era o elemento mais sensual e desejado. Cortes específicos, remoção das glândulas sudoríparas, dos genitais e pedaços de cabelo eram prática recorrente deste. Desta forma, a investigação ruma ao passado, levado-nos ao grupo de amigos desta personagem, o qual experimentou, naqueles tempos, manipular fragrâncias humanas. Simultâneamente, a descoberta da sexualidade.

 

    Até ao momento, todas as críticas que li a respeito desta série foram positivas. 

<<O Perfume é uma série mais densa do que o público fã dos mistérios da Netflix está acostumado. Na verdade, aqueles que buscarem apenas a tensão e a intriga do mistério principal, podem acabar se decepcionando com o ritmo lento da investigação, e com a dispersão da trama, que não hesita em deixar o mistério de lado para contextualizar alguma ação dos protagonistas. Os flashbacks acabam sendo complementos eficientes para a trajetória dos personagens, não só revelando pontos cruciais para a investigação, mas proporcionando uma intimidade maior ao espectador.>> - Observatório do Cinema, em 03/01/2019, às 19h 06 min.

 

    Contudo, para mim, esta não é uma série cativante, à semelhança de outras da Netflix. Cada episódio, com cerca de 1h, tem um ritmo lento, tornando-se, por vezes, confuso. Com excelente qualidade de luz e fotografia, o mesmo não se aplica a grande parte dos figurinos. As roupas referentes a 1997 não são, em todos os casos, as de então. Relativamente aos efeitos especiais, todos os corpos mutilados parecem uma boneca insuflável, sem o pormenor da boca. Da escolha de atores, pessoas que deveriam estar na faixa dos 30 ou início dos 40 anos, muitos deles são bem mais velhos. 

    Os episódios têm pouca dinâmica, apesar da riqueza das personagens, terror e o mistério acaba por tornar-se irritante. Deixo-vos o trailer, aguardando as vossas opiniões.

 

 

 

 

30
Dez18

You - do livro à série

por P. P.

you-season-two-renewed-lifetime

 

 

    Inesperadamente, deparei-me com a série You (Tu) na Netflix. 

Ao ler a sinopse logo pensei "é o meu estilo". Confesso que o 1.º episódio não me conquistou, mas depois do 2.º... senti-me, de novo a ler Aqueles que Merecem Morrer. Viciante!

    Em 10 episódios, You é baseada no best-seller literário de Caroline Kepnes. Considerei boa esta difícil conversão de obra literária em série. Um elenco muito bom, numa história bem estruturada, cativante e bem realizada.

 

 

Guinevere Beck é uma aspirante a escritora, que vê a sua vida mudar completamente ao entrar numa livraria em East Village, onde Joe trabalha. Assim que a conhece, Joe tem certeza de que ela é a mulher dos seus sonhos e ele fará de tudo para conquistá-la.

A partir daí, uma série de acontecimentos estranhos tomam conta da vida dos dois.

 

Extraído daqui.

 

   You expõe a linha ténue entre o amor e a obsessão num relacionamento amoroso. Ao mesmo tempo, este drama crítica, de forma assertiva, a utilização das redes sociais e respetiva influência nas relações humanas. À semelhança de Por 13 Razões também aqui temos um narrador - o psicopata. Como tal, temos que ter cuidado com as suas perceções...

 

 

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