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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

13
Dez17

A supremacia dos Raros ao sabor do país

por P. P.

   A respeito do caso Raríssimas, acabei de ler um artigo no Jornal i, no qual o Ex-presidente do Conselho Fiscal defende Paula Brito e Costa.

 

 

matrix-2953862_1920.jpg

 

 

É difícil acreditar que a dirigente de uma instituição tão importante quanto a citada possa ter cometido os abusos de que é acusada. Só que "difícil" não significa "impossível". Aquilo que somos, os nossos valores e a nossa educação podem tornar-nos abutres deslumbrados, alheios à realidade, independentemente das nossas origens. Neste caso, a Sr.ª em causa começou por trabalhar num quiosque, como se pode ler aqui. O anseio por uma vida de luxo parece cativar muitos. Operar metamorfoses, inclusive.  São felizes?

 

   Do parecer do ex-presidente do Conselho Fiscal considero hilariantes as afirmações, de acordo com a publicação mencionada:

 

- "Existindo essas coisas como compra de roupa e compras de gambas... tudo isso no cômputo geral não tem expressão"

 

- "Uma pessoa nestas funções tem de estar em reuniões, receber convidados, nunca fui questionado se devia ou não comprar vestidos ou pô-los na contabilidade, mas compreendo que uma pessoa nestas funções tem necessariamente de andar de uma maneira luxuosa, tem de andar bem vestida"

 

   Por acaso, nos nossos dias, estar apresentável exige tamanhos dispêndios? Tenhamos como exemplo alguns elementos das Casas Reais da Europa. O que visto e o que como devem advir de rendimentos que não me pertencem? A isto não se chama roubo? Ou é mais elegante dizer "abuso do poder"?

Qualquer pessoa que trabalhe com crianças e sobretudo com determinados portadores de deficiência, dificilmente consegue estar "impecável". Refiro-me a quem trabalha no terreno, onde incluo assistentes sociais e todo um conjunto de técnicos. Esta é uma forma de distinguir quem exerce funções para cativar os outros e que de facto se preocupa, toca, brinca, dá comida, dá a mão... Tanto há a dizer a este respeito, mas fico-me por aqui.

 

   Acredito que todos nós já ouvimos histórias acerca de abusos cometidos nesta e naquela instituição. Casos pontuais, ou não, quase sempre abafados por algum superior que ameaça o futuro de quem denuncia, ainda que dentro da instituição. Felizmente, e com conhecimento de causa, existem sempre aqueles que ajudam dentro das instituições. Muitas vezes, pessoas que quase não têm para elas, mas que de casa levam bens essenciais, contentado-se com o sorriso ou afeto de quem ajudam ou dividem o que têm. Pessoas que não se destacam ou valoriam nas redes sociais por atos de mérito. Neste ponto, comprova-se que não podemos generalizar o todo.

 

Todavia, há que ter presente que "a perfeição não existe". 

Não deixemos de lutar contra os "raros" que proliferam, na defesa de quem realmente merece os nossos cuidados e serviços. E esta é uma das instituições que deve ser acarinhada, como se pode ler aqui, bem como tantas outras. Medidas de fiscalização e outras perentórias devem ser levadas avante, para que um povo sólidário, não deixe de acreditar.

 

 

26
Nov17

Paisagens Deslumbrantes 2017 ou...

por P. P.

   Histórias de vida, sem encanto, mas com história.

Lugares de dádiva e de sofrimento.

As eternas antíteses.

 

Esta publicação é uma resposta ao desafio lançado pelo Sapo Blogs , com algumas das minhas piores fotografias, é certo, deste ano, por razões técnicas e emocionais, mas também pelos momentos que retratam. Todavia, são momentos que marcam (recuso-me a utilizar o passado) o ano e que não podem ser esquecidos. Todas elas em Santa Comba Dão, no distrito de Viseu.

 

 

IMG_20170901_Praia fluvial Senhora da Ribeira by PP

 Fotografia 1 - Olhar que mostra a acentuada descida das águas na Senhora da Ribeira, Santa Comba Dão, em setembro, como consequência da seca

 

 

IMG_20170908_Senhora da Ribeira by PP

 Fotografia 2 - Apesar da acentuada falta de água, parte daquela que "mata a sede" a 3 concelhos do interior, incluindo o de Viseu. Um olhar no qual, perante o excesso de luz, dada a hora do dia da fotografia, utilizei-a, de forma a acentuar a calamidade. Localização - Senhora da Ribeira/ Barregem da Agueira.

 

 

IMG_20171016_Incêndio de 15 e 16 de outubro em SCD by PP

Fotografia 3 -  15 de outubro à noite e 16 durante o dia. Sem que o meu telemóvel quisesse ligar. Neste caso, frente à minha casa, sem eletricidade, sem água e sem bombeiros (não por culpa destes, manifestamente insuficientes para toda a calamidade que se fez sentir). Um pedaço de inferno na Terra. Que haja luz para os que quase tudo ou tudo perderam e que as vítimas mortais descansem em paz. As políticas de prevenção aos incêndios mudarão no nosso país? Quando é que os verdadeiros criminosos serão castigados? Quantos são os interessados em tamanhas calamidades?

 

IMG_20171017_Chuva para quando by PP

 Fotografia 4 - Ao final do dia 17 de outubro, já com uma paisagem vestida de negro, os "céus" indicavam chuva. Consigo, a pouca pluviosidade que se fez sentir tornou o ar ainda mais pesado, a dor mais intensa e em nada facilitou os processos de luto por aquilo que um dia foi nosso. 

 

 

17
Out17

Pouco mais do que Olá

por P. P.

20171017_desvirtuado como a minha alma by PP

 

   A madrugada desta segunda foi assustadora. Fogo por tudo quanto era lado, numa povoação que, a certa altura, se viu sem eletricidade e sem água. Disto falarei quando finalmente tiver internet.

 

   Neste triste fado, entre chamas que se propagavam ao sabor do vento, e inusitados sons de algo que rebentava, em muitos pontos do país, os heróis foram o povo que lutou com bravura desmedida, independentemente da idade, classe social e tantos outros estigamas, sem apoio dos parcos meios dos Soldados da Paz, em número insuficiente para uma guerra desigual.

 

 

  Passadas 19h do pior dos cenários, por aqui, a eletricidade ainda falha, a rede e a internet móvel funcionam mal, não há sinal da linha do telefone nem da internet fixa.

Muito mais há de importante do que tais futilidades. O que antes era verde e azul, agora é azul e preto. Um azul fugaz já que o leito dos rios é pequeno.

 

   Além do meu abraço, deixo-vos o meu olhar às 19h de hoje.

Espero poder regressar em breve. 

 

   Entretanto, é tempo de acomodação e despedida. Despedida não só daqueles monumentos que fizeram parte da nossa história, assim como dos rostos que foram vencidos pelas chamas de um Inferno de Dante.

22
Ago17

Escolho o Centro de Portugal

por P. P.

   Escolho o Centro de Portugal é um filme destinado a promover o turismo no Centro do nosso país. Uma região do país tantas vezes esquecida e com tanto para descobrir aos níveis geomorfológico, termal, histórico e cultural. Entre outros, desta região fazem parte o centro histórico de Viseu, os vinhos, o Mosteiro da Batalha, os amores e saberes de Coimbra, a botânica e a história da Serra do Buçaco, a petrologia das Serras do Caramulo e da Estrela; esta última repleta de pormenores das diferentes áreas do saber, culturas, saberes e pormenores gastronómicos ímpares. Não podemos esquecer as poderosas fontes de geotermalismo, nem sempre devidamente exploradas e promovidas. Uma região única, tantas vezes abdicada pelos próprios habitantes viciados no turismo de massas, em que todos os caminhos do país levam-nos ao Algarve. São esquecidos lugares fabulosos da nossa costa, como Aveiro e Nazaré.

 

 

   Escolho o Centro de Portugal foi dedicado às vítimas do grande incêndio que deflagrou a 17 de junho deste ano, em Pedrógão Grande, que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos. A obra foi distinguida no 50º Festival Internacional de Filme e Vídeo, que se realizou em Los Angeles.

 

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