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[in]Sensato

Momentos [in] sensatos de reflexão, opinião e entretenimento

A segunda temporada de O Marginal

 

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   Já escrevi acerca de O Marginal (El Marginal). Nesta semana, pela Netflix chegou-nos a 2.ª temporada da série. A ação decorre na prisão de alta-segurança de San Onofre, 3 anos antes da conclusão da 1.ª temporada. Ou seja, acompanhamos o processo de chegada à liderança, da maioria dos gangues dos prisioneiros, pelos irmãos Borges. 

 

   A violência e o calão estão presentes em todos os episódios, de forma sempre contextualizada. Afinal, a série retrata a realidade de muitas prisões na América Latina. Dinâmica, ação, corrupção, prostituição, sexo entre homens, tráfico de droga, motins e mentes assassinas são ingredientes de O Marginal. Saliente-se ainda, a forma como os reclusos são conduzidos para uma prisão de alta-segurança, a qual é levada a cabo sem critérios, o que, perante uma ineficaz inserção no mundo real, implica o aumento da criminalidade. Por outro lado, pessoas que praticaram pequenos delitos, inseridas no seio de criminosos muito perigosos, por forma a sobreviverem naquele espaço, são obrigadas a cometer outros delitos ou suicidarem-se.

 

   Veja o trailer.

 

 

 

 

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A série Ingovernável

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   Já escrevi acerca da primeira temporada de Ingovernável

Um pouco tarde, no passado dia 14, chegou-nos a 2.ª temporada desta série dirigida pela também atriz principal  Kate del Castillo, aquela que foi a primeira La Reina del Sur (A Rainha do Sul). 

 

   O genérico faz lembrar o dos velhos James Bond. O deambular entre o vermelho e o preto e os corpos que oscilam, ora flutuando, ora se agarram e logo se afastam. O reencontro com uma das personagens de Sense 8 - Eréndira Ibarra -, com uma prestação invejável e o Pote de A Rainha do Sul.

 

   Esta 2.ª temporada é muito mais dinâmica do que a 1.ª, repleta de cenas de ação e mistério.

O México condena a anterior e querida 1.ª dama, culpabilizando-a pela morte do marido e participação em atos terrorristas. Enquanto isso, a nossa heroína procura descobrir o paradeiro da filha e depara-se com o perfil do pai, totalmente diferente daquilo que esperava. 

"Como a guerra traz dinheiro", frase utilizada em certo momento deste drama político, diferentes cartéis procuram domar os mexicanos, alcançando o poder. Para tal, ninguém melhor do que uma poderosa narcotraficante americana. Mas a antiga primeira dama e o seu pequeno grupo de "marginais" continuará a lutar pela paz.

O retrato crítico, ainda que fictício, de um país, infelizmente, como tantos outros.

   Um ponto negativo é o 7.º episódio, no qual nos perdemos (ou assim pensamos) quando, tudo não passou de um devaneio...

 

 

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A terceira temporada de As Telefonistas

Las Chicas del Cable

 

 

 

 

 

   A terceira temporada da série da plataforma Netflix, Las Chicas del Cable (As Telefonistas) mantém a qualidade das anteriores. 

   Desta vez, Eva, a filha de Lídia é supostamente raptada, após um incêndio inusitado no seu casamento. Com uma vilã que nos deixa enfurecidos, mesmo atendendo à idade, todo e qualquer elemento da sua família pode ser vítima do seu perfil maquiavélico.

   Mantém-se a luta pelos direitos das mulheres e a formação de grupos que disseminam o terror, ao invés de mostrar os objetivos que os move. Outra situação caricata, com os personagens mais cómicos da série, prende-se com o aparecimento de um irmão gémeo. E quando uma esposa não distingue o marido do irmão? 

 

   Como a vida é feita de conquistas e perdas, o alcance de um objetivo pode levar à provável morte de alguém amado. E assim, fica em aberto uma nova temporada.

 

Eis o trailer.

 

 

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Série "A Catedral do Mar"

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    A Catedral do Mar (La Catedral del Mar, 2018) foi uma das melhores séries de ficção que vi neste verão. Dramática, violenta, histórica e com provas de amor, baseia-se na obra de Ildefonso Falcones, cujo livro pode adquirir aqui. A ação decorre em pleno século XIV e a coprodução ficou a cargo da Atresmedia, TVC e da Netflix.

 

    Com cenários, figurinos e atores muito bons, alguns momentos são bastante emocionantes. Como ficar indiferente à peste negra, à condição do povo em contraste com a nobreza mimada e caótica, os direitos (?)  das mulheres e dos judeus?... E à relação de cumplicidade entre pai e filho?

 

    Amores impossíveis, guerra, a separação forçada de mães e seus filhos, ainda bebés, e dois heróis que nos agarram e geram admiração, não só pela valentia, mas sobretudo pelos valores e atitudes.

 

     Em Espanha, esta foi a série com maior êxito da temporada, como pode ler aqui. Resta saber se a Antena 3 ou a Netflix decidem adaptar a segunda parte da novela, Los Herederos de la Tierra.

 

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Se quiser saber mais a respeito desta série, pode ler aqui

Deixo-lhe o trailer.

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Série - La Casa de las Flores

No mundo das aparências...

 

 

La casa de las flores

 

   Procura uma comédia bem-disposta, sem preconceitos, leve e em 13 episódios?

A solução pode estar na Netflix, com a sua nova produção mexicana La Casa de las Flores. Lançada no passado dia 10, uma sugestão para o seu fim de semana.

   Recomendada para maiores de 13 anos, tudo começa quando, na Casa das Flores, durante um evento, suicida-se a dona da outra Casa das Flores... Esperem, do enredo principal poucos tinham conhecimento da existência das duas Casas, uma dedicada às flores e forma de representar a família perfeita e a outra, um clube de travestis que, para tanto moralismo, há muito era o sustento dos luxos da aparente família perfeita.

 

   E como a perfeição não existe, esta máxima vai-se acentuando no deambular dos vários episódios. Passemos a alguns dos ingredientes.

O pai, personagem honrada, tinha afinal, uma vida/família paralela. A esposa, ferida no seu orgulho, decide vingar-se levando-o à prisão, sem noção das consequências para a "família perfeita". Um filho que não sabe se é homossexual ou bissexual, mas que não sabe, inclusive trabalhar nem amar quem o ama. Este último, o seu maior defeito. Uma filha que veio da América, no intuito de anunciar o noivado e sentiu-se atraída pelo irmão da "enforcada", narradora da história. Mas há a outra filha, bem mais assertiva e com os pés "assentes na terra", não fosse a mais parecida com o pai, ao nível das atitudes, postura, .... Só que, afinal, é filha de outro e não de quem sempre pensou. O quê? A matriarca da família foi a primeira a trair? Como se não bastasse, ao descobrir a identidade do seu pai, que sem saber, sempre fez parte da sua infância e adolescência, eis que o ex-marido é obrigado a regressar de Madrid. Marido ou "Marida"? É que agora este chama-se Maria José Neste celeuma, um filho adolescente e uma menina, fruto da relação do matriarca com a "enforcada". Uma menina com o talento da verdadeira matriarca para o arranjo de flores e... para confundir o ato sexual com uma forma de cantar. Ah, já esquecia a vizinha coscuvilheira e maledicente que perante um striper descobrirá novos horizontes (ou devo escrever, "outros voos").

 

   Uma série que, apesar do humor permite-nos refletir nos nossos preconceitos para com os outros, na vida de aparências, no amor não correspondido e no valor efémero do dinheiro. Não perca o trailer e a música dos anos 70, de Bacarra, que lhe está associada. Afinal, eu posso dançar...

 

 

 

 

 

 

Fonte da imagem de capa, aqui

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Série Fariña - o início do narcotráfico na Galiza

 

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   No dia 3 de agosto chegou, à Netflix, uma série que retrata o narcotráfico, na Galiza, durante a década de 80. O início do tráfico de cocaína na Europa, pela Galiza. Uma produção da mesma fonte de La Casa de Papiel, Gran Hotel, entre tantas outras; A3media. 

 

   Naquela altura, em Espanha, o setor da pesca sofreu drásticas alterações e endividou muitos dos pescadores que dependiam do seu trabalho para garantir o sustento das famílias e o próprio. Como tal, muitos deles recorreram ao contrabando de tabaco pelo mar, atividade punida com uma coima insignificante. 

 

   Tudo muda quando surge a oportunidade de enriquecerem ainda mais, através do tráfico de drogas pesadas, como cocaína ou haxixe, produzidas e transportadas pelos traficantes colombianos, liderados por Pablo Escobar. Apesar de a organização criminosa de Galiza decidir não se envolver no tráfico de droga, por sujeitar todos os membros ao risco de prisão, Sito Minãnco (Javier Rey) não acede e estabelece contactos com alguns dos membros do cartel de Medellín, na Colômbia. Esta série é baseada em factos reais e as personagen principais existem, quase todas elas, nos nossos dias, ainda vivas.

 

   De acordo com o The New York Times, “Na Galiza, a crise no setor da pesca e a explosão do narcotráfico são os dois lados da mesma moeda e ‘Fariña’ retrata com sentido e interpretações de muito alto nível esse momento”. Com menos violência do que Narcos, a série mantem-se fiel ao livro e aos factos ocorridos. Por outro lado, os atores têm um desempenho muito bom. Já que toda a história gira em redor do tráfico de tabaco e droga pelo mar, há muitas cenas de perseguições com barcos velozes e muitos disparos de forma dinâmica e devidamente contextualizadas. Destaco ainda, o excelente casting e figurinos.

 

Deixo-vos o trailer.

 

 

E ja agora, conheça todos os narcotraficantes em causa.

 

 

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El Chapo - a terceira e última temporada

   El Chapo é uma série Netflix, acerca do poderoso narcotraficante Mexicano conhecido pelo mesmo nome, dado ter uma estatura baixa. Pode ler aqui, a minha opinião acerca das duas primeiras temporadas. Aquelas que considerei, em vários níveis, superiores a Narcos.

 

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   No passado dia 27 de julho estreou entre nós, a útima temporada, cujo trailer pode ver aqui

 

 

 

   Esta temporada retrata acontecimentos entre 2009 e 2017, com destaque para a queda do traficante de drogas e líder do Cartel de Sinaloa. No auge do crime, ele começou a perder forças e domínio junto aos políticos mexicanos, dadas as alianças destes com a DEA, até perder a liberdade e ser extraditado para a América, um dia antes da tomada de pose por Donald Trump.

 

   De uma maneira geral, nestes últimos 13 episódios, dado o período histórico, aborda a captura de El Chapo, sua fuga de uma prisão de segurança máxima e finalmente quando é recapturado e extraditado para os Estados Unidos.

 

   Senti falta da violência e dinâmica presentes nas duas temporadas anteriores da série, mas a forma como o poder político é-nos apresentado levou-me a refletir no que se verifica, ainda que noutras vertentes (aparentemente!), noutros países. Quantas situações similares, devidamente ajustadas, com a nossa história desde o início da chamada "democracia"...

Tudo pelo poder.

 

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O Chapo (El Chapo) - o narcotraficante que um dia quis ser rico

El Chapo

 

 

 

   Nunca o narcotráfico foi tão falado e abordado pela 7.ª arte quanto nos nossos tempos.

Após o sucesso de Narcos, El Chapo (O Chapo) tem vindo a impor-se. No próximo dia 27, a Netflix lançará a 3.ª temporada desta série. Na verdade, as duas primeiras temporadas passaram-me desapercebidas, dado confundir o nome desta produção da americana Univision para a Netflix com o de uma outra, estilo novela, que também procura relatar alguns aspetos deste narcotraficante. Assim que comecei a ver os primeiros episódios da primeira temporada, o vício logo se instalou. 

 

   Baseada em factos reais, relatados pela imprensa de então, a vida de El Chapo é-nos descortinada com sequência, dinamismo, violência e uma certa dose de humanismo que nos faz torcer por ele, na luta entre cartéis e fações criminosas.

 

   De origem muito humilde, explorado pelo pai, em adolescente a nossa personagem partiu à procura de um cartel que o aceitasse. Posto à prova, matou um vizinho que carinhosamente lhe perguntou "O que queres a estas horas, Chapito?". A primeira temporada desta série (veja o trailer), assenta na forma como o criminoso é tratado numa prisão de alta segurança, até conseguir fugir. Constatei semelhanças com o filme O Expresso da Meia-noite, apesar dos contextos diferentes. Já na segunda temporada (veja o trailer), a conquista de novos territórios e a luta entre cartéis é a prioridade. É-nos dada a conhecer a realidade política e social do México, com níveis de corrupção inauditos. A sua produtora, Univision, como referi no início deste artigo, tem já preparada a terceira temporada, como pode ver através do trailer.

 

   Uma série a não perder!

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Série Jogos Sagrados - o crime organizado na Índia

 

Jogos Sagrados

 

 

 

  Ontem, chegou-nos uma nova série original da Netflix, desta feita indiana, Jogos Sagrados (Sacred Games).

Desengane-se quem espera filmes com príncipes e princesas que cantam e dançam, onde tudo é paz, amor e música. Esta é uma série violenta, tal como a realidade que traduz, por muitos de nós desconhecida. 

  

 

   Situada em Mumbai, Sacred Games investiga a complexa rede do crime organizado, corrupção, política e espionagem da cidade que se esconde por baixo do renascimento económico da Índia. Esta é de grande opulência e poder que entrelaça as vidas das pessoas mais privilegiadas, famosas, infortunadas e sanguinárias. A série é baseada no best-seller de Vikram Chandra.

 

   A primeira temporada conta com 8 episódios. Conta-nos a história de Sartaj Singh (Saif Ali Khan), um polícia que vive sob a sombra de seu falecido pai, na procura  da validação de uma força policial que ele detesta. Quando Singh recebe uma denúncia anónima sobre o paradeiro de Ganesh Gaitonde (Nawazuddin Siddiqui), um senhor do crime desaparecido há 16 anos, ele toma as rédeas e penetra no escuro submundo da Índia. Veja o trailer.

 

Se quiser saber mais, eis a review no Metro

 

"- Todas as religiões dizem o mesmo.

Nelas está implícito o destino."

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Sense8 - Amor Vincit Omnia ou O Amor Vence Tudo

Together until the end

 

 

 

   Já escrevi acerca da série Sense8 . Na altura, na minha opinião reuni as 2 temporadas, a qual pode ler clicando na hiperligação, uma vez que aquela que realmente me cativou foi a segunda. Eis que no dia 8, à escala mundial, chegou-nos o 12.º episódio ou o episódio final, após várias exigências dos fãs, intitulado O Amor Vence Tudo (Amor Vincit Omnia).

 

   Com 151 minutos de duração, encarando-o como um telefilme, o tempo pareceu demais para atar todas as pontas soltas que tinham ficado das últimas temporadas. Porém, as cenas de ação fazem jus a muitos 007 e tudo ficou devidamente explicado e consolidado. Apreciei o cuidado da equipa técnica e realizadores por terem trazido personagens secundárias de cada uma das temporadas anteriores. Afinal, também elas têm qualidade e deram força à trama.

 

   Em mim persiste a sensação de que a série poderia-nos brindar com mais temporadas, apesar do desfecho apresentado conseguir responder às perguntas que foram deixadas em aberto e ainda emocionar.

   Não gosto de dizer que Sense8 abraça a comunidade LGBT, mas o Amor livre, sem preconceitos e a influência dúbia da sociedade. O ideal. Ou pelo menos, um dos meus aspetos pessoais ideais. Todavia, cada uma das personagens de diferente orientação sexual foram trabalhadas de forma digna e cuidada. Neste final, as cenas sensuais são em menor número, mas igualmente bem realizadas e cuidadas, com a luz ideal; o que confere beleza e arte.

 

   De acordo com  Ana Gordo, para o NIT.<<O humor não foi esquecido. "Lito (Miguel Ángel Silvestre) continua fiel a si mesmo, o ator drama queen que não sabe ao certo para que lado se virar e Capheus (Toby Onwumere) sempre com demasiada energia e a acreditar genuinamente que Sun é a encarnação viva de Jean-Claude Van Damn. O episódio final traz de volta mais uma personagem para aliviar os momentos tensos, Rajan (Purab Kohli), o marido de Kala (Tina Desai), que nos consegue arrancar umas quantas gargalhadas.>>

 

 Ludovico Einaudi - Time Lapse

 

   O episódio começa com o rapto de Wolfgang, onde terminou o episódio 11,  pela BPO, a organização criada para proteger os Homo sensorium , e que se distanciou desse propósito para passar a capturar e exterminar todos os não Homo sapiens deste mundo. Há que salvá-lo. Para isso, Will Gorski (Brian J. Smith), Sun Bak (Doona Bae), Kala Dandekar (Tina Desai), Nomi Marks (Jamie Clayton), Riley Blue (Tuppence Middleton), Lito Rodriguez e Capheus Onyango finalmente conseguem-se reunir em Paris, para traçar um plano com vista a entregar o vilão Sussurros (Terrence Mann) e acabar de uma vez com todas com a iminente extinção da sua espécie. Um momento, episódio ou telefilme ao nível das grandes produções de Hollywood

 

Assista ao trailer

 

 

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