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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

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O documentário I Love You, Now Die

Julho 14, 2019

P. P.

I Love You Now Die

 

O documentário I Love You, Now Die, da HBO, já se encontra totalmente disponível na respetiva plataforma, em 2 episódios, o último destes lançado nesta semana.

A adolescência, o mundo virtual, os antidepressivos, as doenças (ou perturbações) mentais, o homicídio e o suicídio são variáveis abordadas nesta obra, que se debruça num caso verídico americano, de forma imparcial, ao contrário do que sucedeu com o do caso Madeleine MacCann, da Netflix.

Conrad (18 anos) foi encorajado a matar-se pela namorada (?) Michelle (na altura, com 17 anos). Ambos marcados por infância e adolescência marcantes e dolentes. Michelle, sem amigos no liceu, com prováveis perturbações de personalidade, levou a que o "namorado", com acentuadas tendências homicidas, voltasse ao local onde pretendia terminar com a vida, conseguindo-o.

 

Terá sido o ato de Michelle intencional, por forma a ser falada pelas colegas e a assumir o papel de viúva, à semelhança do que acontecera na sua série preferida, Glee? Ou, será que procurou ajudar Conrad a chegar ao fim do ato, por forma a que este encontrasse "paz"? Michelle é uma criminosa, uma doente ou ambas? Terá a medicação influenciado os seus atos? O desenvolvimento do córtex cerebral destes adolescentes ter-se-ia processado por completo? Estas e outras questões levantam-se, durante o documentário. É ainda evidente a "negligência" dos pais  e todo um sistema perante sinais de doença mental ou comportamentos suicidas dos filhos. Pode ler ainda mais a respeito deste documentário aqui , cujo trailer partilho nestas duas hiperligações.

 

Na sua opinião, qual é a melhor forma de ajudar um adolescente ou jovem adulto, numa rede social, desconhecido e com tendência homicida, a não praticar o suicídio?

A série Trust Me da BBC na HBO

Julho 12, 2019

P. P.

Trust me é uma série dramática-médica, em 2 temporadas de 4 episódios cada, disponibilizada na HBO Portugal, produzida pela BBC.

Com a qualidade a que a BBC nos habituou, as histórias das duas temporadas são diferentes, mas com denominadores comuns: o ambiente nos hospitais, o relacionamento entre profissionais da saúde, a mentira e as causas dos erros médicos. Uma série muito recomendada, dadas as componentes humana e de mistério.

Na 1.ª temporada deparamo-nos com uma enfermeira que, ao denunciar algumas práticas médicas dúbias, no serviço de urgências, acaba por ser despedida. Numa tentativa de sobrevivência, decide apoderar-se dos dados da melhor amiga, tais como o nome, profissão (médica) e currículo. O seu desempenho como médica é excelente, mas as práticas clínicas de grande parte dos colegas e as urgências, num espírito defensor da “verdade” pode não surtir o efeito desejado…

Trust Me - S1

 

Com esta temporada, podemos melhor compreender a realidade dos nossos médicos, do serviço de saúde, as causas de eventuais erros médicos, … Veja o trailer.

 

Já o início da 2.ª temporada decorre num cenário de guerra. Os traumas dos ex-combatentes, as causas do número crescente de mortes num hospital, a perspetiva do sistema de saúde perante aqueles que apresentem doença mental – depressão, ansiedade … - e as amizades perigosas, entre as chefias, são evidenciados durante os 4 episódios, repletos de mistério.

Trust Me - S2

A empatia de uma jovem médica junto dos doentes e enfermeiros, com sinais de depressão, gera algum desconforto por parte de alguns dos seus pares. Quando ela descobre, com a ajuda do ex-combatente, um padrão comum nas mortes ocorridas na urgência do hospital, a sua vida corre perigo, assim como a do ex-combatente, entretanto paraplégico. A não perder, como pode ver no trailer.

Próximo ano letivo: o 1.º dia de aulas

Julho 08, 2019

P. P.

De acordo com o Decreto-Lei n.º 85/2019, de 1 de julho, os funcionários públicos terão falta justificada para acompanhar um filho menor de 12 anos, no primeiro dia de aulas de cada ano letivo.

Esta medida peca por abranger somente os funcionários públicos. Curiosamente, os professores, também eles funcionários públicos e com filhos, não poderão usufruír desta vantagem. E todos os outros trabalhadores, não têm este direito porque...

Não entendo! Uma lei que não é abrangente, justa nem democrática.

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