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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

09
Fev19

Da violência à Educação

por P. P.

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    Normalmente, tenho por hábito não categorizar os problemas sociais por género, dado o silêncio que a sociedade impõe, sobretudo, a um deles. Aquele que é associado à força, valentia, ausência de sentimentos nobres e atos pouco subtis.

    Esta foi a semana de Nove Mortes Anunciadas. E ao que parece, Portugal parou para refletir acerca deste flagelo. Até quando? A inércia e os brandos costumes que nos caracterizam levam-me a não ter fé no progresso na adoção de medidas. 

    O problema da violência doméstica ou entre familiares encontra-se plasmada nas Sagradas Escrituras. Como tal, a dimensão desta problemática não é recente. Todos conhecemos um ou outro exemplo, que acompanhamos em silêncio, intervimos de forma física ou por palavras ou que denunciamos. Por vezes, ao adotamos esta última medida, o(a) agressor(a) teve conhecimento da nossa envolvência, por parte daqueles que nos devem proteger... Esta é uma situação com a qual convivemos diariamente nas nossas Escolas. A violência não está patente somente entre progenitores. Por outro lado, toma diferentes dimensões, que não apenas a física: a psicológica, sexual, inibidora da liberdade do ser humano e seus direitos,...

    Apesar da forte pressão que a Igreja Católica Romana exerce em muitos de nós, há muito esta tem-se demonstrado infrutífera. A descrença ou caminhos alternativos na fé tomam lugar, sem que uma real mobilização rumo a respostas profícuas sejam levadas a cabo.

    Impõe-se intervir na violência entre géneros, os mais velhos, os escravos sexuais e não sexuais, os doentes, em contexto laboral, ... Urge adotar medidas que, a meu ver, passam pela educação, papel primordial dos nossos professores, profissionais de saúde e agentes de segurança. Simultaneamente, da adoção de medidas preventivas. Entretanto, quais são as medidas a tomar? A Escola dos nossos dias prepara os alunos para reagir perante a frustração ou uma reação não desejada por parte do outro? Claro que não! E eis-me perante outro tipo de violência, a menos falada: a de filhos sobre os pais. 

    Claro que podia dar continuidade a esta reflexão. Adensar-se-iam factos, fatores e evidências, numa bola de neve densa. Importa referir, que o aqui exposto, não representa uma classe social ou casos com um ou outro tipo de toxicodependências. A realidade é bem mais generalizada e abrangente. 

    Será altura de darmos as mãos e dizer não ao ritmo desta sociedade sem valores, repleta de máscaras? Ou não será este um tema, agora abordado pelos nossos meios de comunicação, que cedo cairá, uma vez mais no esquecimento?

 

Aguardemos as próximas selfies...

 

Sugestões de leitura

Entre Marido e Mulher Ninguém Mete a Colher

Não! Não Somos Todos Jamaica e as nossas Forças da Autoridade não são Racistas

 

 

07
Fev19

Do séc. XX - Senza una donna

por P. P.

Let love sparkle #love #valentine #sparkle #pink # by PP

 

Naqueles tempos, a violência doméstica já existia. Todavia, não tão dissiminada como nos nossos dias.

Naqueles dias, as relações ainda eram providas de amor. Havia quem lutasse por alimentá-lo e levá-lo até ao túmulo.

Naqueles tempos, quando os homens não podiam chorar, o romantismo, mesmo que efémero, deambulava entre corações.

Naqueles tempos...

 

 

Quais são as suas memórias daqueles tempos?

 

As noites ao som do Oceano Pacífico, os devaneios, as quimeras e os sonhos desencontrados; eventuais frustrações futuras.

 

Letra

 

05
Fev19

A Jamaica portuguesa e o nosso Presidente da República.

por P. P.

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Photo by Fancycrave.com from Pexels

 

    A Jamaica não é um país insular, no mar das Caraíbas, tantas vezes reproduzido em séries e filmes, como James Bond ou Miami Vice? Não, esta não é a nossa Jamaica, o bairro português com amor e arte.

 

    As características económicas, sociais, culturais, geográficas e das promessas políticas esquecidas, num meio de assimetrias, frequentemente descurado pelos responsáveis deste nosso país, induzem idiossincrasias, por vezes, nefastas, numa incapacidade entre julgar o bem e o mal. Contudo, em meu entender, os órgãos responsáveis pela nossa segurança devem ser respeitados. Vivemos em sociedade e precisamos de normas, por forma a usufruir de deveres e direitos. Reações que muitas das vezes implicam violência acarretam e justificam a perda de razão. 

    A um Ministro fica bem dizer que Jamaica Somos Todos Nós. Certamente esteve a par do Me Too. No entanto, esqueceu tantas das componentes que constroem a personalidade de um ser, capaz de o distinguir dos restantes, assim como aspetos de ordem genética, filosófica... É óbvio que não é só discriminação, o que implica aqueles que apregoam a bosta do politicamente correto. O mediatismo raramente acarreta coerência, pelo que a cobertura do caso foi sobejamente criticada. Na verdade, nas nossas vilas ou cidades, sejam elas grandes ou pequenas, todos nós conhecemos um ou dois bairros da Jamaica. Concomitantemente, nestes meios, é do nosso conhecimento que entre pessoas de práticas pouco claras e de assertividade duvidosa, destacam-se aqueles que primam pela honestidade e qualidades humanas.

    Não quero acreditar que as nossas forças policiais agiram de forma grosseira, uma vez que, na generalidade, esta não é a preparação que recebem. Enquanto nada for dito em contrário, após averiguações idóneas, acredito que a PSP agiu em resposta a uma situação devidamente contextualizada. Em relação ao sucedido, até o nosso Primeiro-ministro teve o seu momento de suma humildade.

 

    E o que realmente importa?

Uma vez mais, continua (e continuará) esquecido, engavetado ou prestes a sê-lo. Enquanto isso, para acalmar os ânimos, o nosso presidente da república, ao seu estilo selfie, tal Evita Peron que é, visitou, de forma inesperada o bairro em causa, ao qual pretende voltar. O importante é preparar desde já a próxima candidatura, sem preocupar-se com o facto de afrontar as forças policiais. É que, Marcelo está a gostar demais de ser Presidente. Entretanto, questiono: e o que é feito das respostas cabais por parte de quem tem tais incumbências, no que às várias "Jamaicas" do país diz respeito?

Talvez quando "um santo cair do altar"...

 

    A ouvir proponho Jamaica também é Portugal, uma reportagem da Antena 1.

04
Fev19

Do séc. XX - Já não há heróis

por P. P.

    Não é fácil ficar indiferente a muitos dos êxitos da década de 80. Neste caso, na sua 2.ª metade, altura em que ouvir música portuguesa deixou de ser algo fora de moda, decadente, ... 

Esta banda, In Loco, teve como principal êxito Já não há heróis, em 1987. Tal como se deu a conhecer, desapareceu do panorama musical. Uma atenção especial à letra e aos teclados.

 

 

Ainda há heróis?

 

Letra

 

02
Fev19

A polémica do ministro do ambiente e os carros a gasóleo

por P. P.

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    Dizem que o ministro do ambiente tem razão e explicam o porquê.

Todos estamos cientes das alterações climáticas que se verificam, fruto de erros do passado, da industrialização desmedida e da sede do homem pelo lucro fácil. Algumas das causas ainda persistem. A questão dos carros a diesel é a solução para o problema? Claro que não. Existem inúmeros comportamentos a adotar. De momento, sabe-se que Na Alemanha já se testa um gásoleo "limpo" que reduz as emissões de CO2 em 65%.

    O que leva Portugal a não otimizar um sistema eficaz de transportes públicos? Será porque da direita à esquerda ninguém quer saber do interior do país, pois este não dá votos? Um exemplo prático. Para percorrer 3,5 km, a minha mãe apenas tem ao dispor o serviço de táxi, cuja viagem de ida e volta pode rondar os 20€. O mesmo se aplica aos percursos destinados a peões e/ou biciletas, domados por ervas, roubados pelo alcatrão das estradas, sem qualquer atenção por parte da Câmara Municipal que... "não tem dinheiro". 

    Todo o meu 12.º ano foi realizado de bicicleta ou a pé. Nos nossos dias, aqui e ali, independentemente das escolas, proliferam os carros de pais junto às escolas, interferindo no trânsito local. Os jovens não podem viajar de autocarro. "É coisa de pobre", ao bom estilo de uma novela brasileira. Entretanto, ao nível da política dos 4R, o que tem sido feito nos diferentes municípios? A quantos km distam os pontos verdes? Relativamente à reflorestação do país, quais são as medidas que têm sido implemententadas? 

    Por vezes, a política segue caminhos insensatos, sem explicações, nem o devido contributo para a mudança de comportamentos. O poder local continua centralizado e o interior esquecido...

01
Fev19

O dor dos inocentes

por P. P.

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    Nesta semana, na SIC, foi transmitida uma reportagem de Miriam Alves sobre vítimas de violação. Infelizmente, só contemplou o género feminino, mas a temática não teve, a meu ver, o destaque merecido. Isto porque, Uma violação, é uma violação, é uma violação, é uma violação.

    Nos nossos dias, questiono o que leva alguém a violar. Tenho muita dificuldade em entender. Como pôde um psiquiatra violar uma paciente grávida, medicada e no 5.º mês de gestação? O que leva o violador de uma jovem de 23 anos a sentir prazer pelo ato cometido, em tribunal, apoiado pela esposa? Qual o prazer de uma mulher ao saber que o marido é um violador?

    Situação muito constrangedora, paralisante e socialmente discriminada (a sociedade entende que, regra geral e na maior parte dos casos, "as vítimas assediam os violadores"), não encontra na nossa Lei uma forma de sanção efetiva, para os criminosos. O tempo de apresentar queixa é de 6 meses. Ora o choque, a paralisação da vítima e a vergonha vão além deste período de tempo. Tenha-se em conta, por exemplo, casos de assédio sexual, por exemplo. Após quanto tempo conseguimos falar a este respeito em ambiente clínico? Pode demorar anos. Aliás, eu próprio já passei por tal situação, não deixando de sentir repúdio. Ao nível clínico demorei entre 8 a 10 anos, para falar a respeito. E senti um alívio...

    Retomando as situações de violação, até que ponto a vítima tem uma legislação a seu favor?

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