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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, ao deambular entre dois polos

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The Grinch e o contributo para um Natal diferente

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    The Grinch foi o filme escolhido pela minha Escola, por forma a proporcionar uma manhã diferente aos alunos, sobretudo aos mais carenciados, num Centro Comercial.

 

    Os filmes de animação há muito têm vindo a conquistar crianças e adultos. Este é um desses filmes. À animação (e humor!) junta-se a música, devidamente contextualizada. Porém, na versão portuguesa, a este nível, e atendendo ao público-alvo, a não tradução destes temas é uma falha evidente. O mesmo se passa com alguns elementos animados, com conteúdos em inglês e que deveriam constar na nossa língua. 

 

    O filme está muito bem traduzido e escrito. Há uma história, entre rimas, que recorda a nossa  infância. Eis o argumento:

 

 

O mesquinho Grinch odeia o Natal e quer tornar todos os Whos da cidade de Whoville tão infelizes quanto ele. Ele tenta todos os ardilosos truques que consegue imaginar para roubar qualquer vestígio da data festiva, mas não consegue.

 

      A reflexão e a discussão, as quais devem estar associadas a qualquer obra de mérito, são-nos possibilitadas. Para começar, temos algumas das razões que induzem muitas pessoas a abnegarem ou sentirem-se tristes, nesta época. Por outro lado, a prioridade não são os presentes, algo tão entranhado na nossa sociedade, mas o convívio entre todos, além do familiar. De referir, a criança que não quer um presente físico, mas a presença da mãe cujo mérito e esforço no trabalho reconhece. Quantos filhos refletem a respeito do sofrimento e esforça dos pais, no dia a dia, num ou vários empregos, por forma a proporcionar-lhes algum conforto?

    Dia 20 começa a época natalícia. Já pensou quantas pessoas estão imensamente sós, escondidas entre sorrisos e as paredes de uma casa? O que pensa a respeito do individualismo que se tem apoderado do ser social, que aparenta querer a sua ilha, sem qualquer outro elemento que não alimente o respetivo egocentrismo?

 

    Deixo-lhe o trailer do filme

Sensualidade, pornografia, pedofilia, o que não se fala e o Tumblr

Tumblr

   Nesta segunda-feira, eis que muitos dos utilizadores do microblogue Tumblr foram surpreendidos com um comunicado referente à alteração das políticas da plataforma, a qual, no dia 17,  deixará de permitir imagens de nudez, erotismo ou pornografia.  "Conteúdo adulto inclui principalmente fotos, vídeos ou GIFs que mostram genitais humanos reais ou mamilos femininos, e qualquer conteúdo - incluindo fotos, vídeos, GIFs e ilustrações - que retratam atos sexuais."

 

   Devo referir que esta plataforma é das poucas com um sistema que valorizo, no que diz respeito a imagens mais ousadas. Eu, enquanto bloguista de conteúdos para maiores de 18 anos, posso impedir o acesso ao meu microblogue a todos os que não estão registados na plataforma e/ou que nas definições tenham assinalado "não pretendo visualizar conteúdo adulto". Parece que tal não foi suficiente. "Passamos um tempo considerável pesando os prós e contras da expressão na comunidade que inclui conteúdo adulto" , escreveu Jeff D'Onofrio, CEO do Tumblr , como se pode ler no artigo Tumblr Bans Adult Content. “Ao fazer isso, ficou claro que sem esse conteúdo, temos a oportunidade de criar um lugar onde mais pessoas se sintam à vontade para se expressar.”

 

   Já há algum tempo não visitava, de forma atenta, a plataforma pelo que fui apanhado desprevenido. Ao que parece, pelo que li, neste sistema de microblogues foram detetados conteúdos pedófilos, o que levou a APPLE a retirar a APP da sua Apple Store. Curiosamente, ou não, no que ao meu iPad diz respeito, esta sempre se manteve. A meu ver, a pedofilia é um ato hediondo. Nada tem a ver com o sexo entre adultos, a sensualidade, nus artísticos, sexo enquanto forma de manifestação artística,... A equipa falhou, não reconheceu o erro ao nível dos equipamentos utilizados e recursos humanos e agora, todos são postos em causa. É certo que, nesta plataforma, encontramos microblogues dedicados à moda, inclusive no masculino, arte, música... Mas também é verdade que nela se encontram espaços sem qualquer nudez a incentivar a mutilação, os distúrbios alimentares, o bullying entre jovens... Estes três últimos aspetos levaram-me a deambular pela rede uma vez que, numa formação de pedopsiquiatria infantil e da adolescência, constatou-se, de acordo com o pedopsiquiatra e professores, que muitos dos casos que surgiam numa das cidades vizinhas tinham como base o Tumblr. Aliás, no livro "O Coração de Simon contra o Mundo" ou no filme com base neste, "Com Amor, Simon", esta rede é referida. 

 

    Não se lutando contra o bullying, o incentivo à violência, à degradação humana e à infelicidade de muitos jovens e famílias será assim, como refere o CEO, que conseguiremos "a oportunidade de criar um lugar onde mais pessoas se sintam à vontade para se expressar"? Não me parece. Por outro lado, um dos aspetos negativos na plataforma prende-se com a dificuldade em encontrar um artigo. Não existem páginas nem um calendário de referência. Somente, um arquivo no qual vemos imagens ou quase nada a respeito do artigo. Isto no seio de muitos posts... Inserir comentários é outro pesadelo.

 

   De lamentar a forma como procederam por forma a calar manifestações artísticas, sem distinguir variáveis nem refletir de forma ponderada. Parece-me que o fim avizinha-se. Isto é, todos aqueles microblogues adolescentes que referi manter-se-ão. Não mostram mamilos, nem genitais! Acedê-los continuará a ser uma tarefa difícil, dado os nossos jovens divulgarem as hiperligações recorrendo a APP de mensagens de texto.

 

Do nothing or...

 

 

   Nem toda a nudez deve ser condenada.

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   Esta última foto pertence à galeria do artista visual Curro Rodríguez, provavelmente destinada a desaparecer. A arte e a nudez são condenáveis, ao contrário dos aspetos anteriormente mencionados.