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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

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You - do livro à série

Dezembro 30, 2018

P. P.

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    Inesperadamente, deparei-me com a série You (Tu) na Netflix. 

Ao ler a sinopse logo pensei "é o meu estilo". Confesso que o 1.º episódio não me conquistou, mas depois do 2.º... senti-me, de novo a ler Aqueles que Merecem Morrer. Viciante!

    Em 10 episódios, You é baseada no best-seller literário de Caroline Kepnes. Considerei boa esta difícil conversão de obra literária em série. Um elenco muito bom, numa história bem estruturada, cativante e bem realizada.

 

 

Guinevere Beck é uma aspirante a escritora, que vê a sua vida mudar completamente ao entrar numa livraria em East Village, onde Joe trabalha. Assim que a conhece, Joe tem certeza de que ela é a mulher dos seus sonhos e ele fará de tudo para conquistá-la.

A partir daí, uma série de acontecimentos estranhos tomam conta da vida dos dois.

 

Extraído daqui.

 

   You expõe a linha ténue entre o amor e a obsessão num relacionamento amoroso. Ao mesmo tempo, este drama crítica, de forma assertiva, a utilização das redes sociais e respetiva influência nas relações humanas. À semelhança de Por 13 Razões também aqui temos um narrador - o psicopata. Como tal, temos que ter cuidado com as suas perceções...

 

 

Vencer o Cancro é mais fácil quando rodeados de amor

Dezembro 27, 2018

P. P.

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    Este é um vídeo publicitário perante o qual não ficamos indiferentes. Isto é, "alguns de nós". Verdade seja dita. 

A "rodeados de amor", pela experiência cá em casa, acrescento "com um sorriso nos lábios".

Experiência dolente para portadores, cuidadores e afetos. No entanto, apesar dos conhecimentos, ainda há quem pense que este se transmite tal como uma gripe, se herde ou implique a morte. "Luta", isso sim. É uma luta comum, que se quer cercada de afetos. 

 

 

 

Roma, o filme autobiográfico da Netflix

Dezembro 26, 2018

P. P.

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    Roma é um filme da Netflix que tem cativado os espetadores e os críticos. O seu nome deve-se ao bairro onde decorre a ação, em 1970 e 1971.

 

    A história de Cleo, uma empregada doméstica que trabalha para uma família de classe média, no turbulento México, no início do governo de Luis Echeverría, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e já foi eleita o melhor longa-metragem de 2018 por críticos, em Los Angeles, Nova York, Chicago e São Francisco.

 

     Este filme foi inspirado na infância do seu realizador, Alfonso Cuarón, de 57 anos, na altura com 9 anos, dando ênfase à mulher que o criou, dando lugar a uma metáfora do país e da sua história, do seu passado e do seu presente. Um relato cru e emotivo sobre as realidades, alegrias, tristezas e o quotidiano oculto por trás da vida doméstica e um testemunho desolador – e, ao mesmo tempo, esperançoso – sobre as desigualdades sociais e raciais. Em vários momentos, senti-o como a história de tantas mulheres do interior do nosso país que, naquela década e anteriores, rumaram à capital, à procura de uma vida melhor e forma de ajudar a sustentar os irmãos mais novos, sacrificando-se por conta de outrem, criando os respetivos filhos e engravidando inesperadamente. Um filme de memórias. Aliás, “a memória é o narrador implícito”, argumenta o cineasta à IndieWire.

 

    Do argumento, a devoção de Libo, a ama de Cuáron, aos patrões, inclusive durante a própria crise conjugal destes e que se sobrepõe a todos os problemas pessoais e à agitação social na cidade. 

 

    Um filme artístico, podendo para muitos ser considerado aborrecido. Muito se esconde na imagem a preto e branco, como foi filmado e na densidade de todos os personagens. Deixo-lhe o trailer.

 

 

 

 

(dis)Sabor de natal

Dezembro 24, 2018

P. P.

 

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    Nem todos os natais têm sabor a Natal.

    Hoje, entendo porque devemos manter viva a existência do Pai Natal, a esperança no que possa vir a surgir no sapatinho deixado à lareira, o alimentar de algumas tradições... De maneira alguma, do ponto de vista consumista. 

    Aquele lugar vazio, na mesa da consoada, as histórias distanciadas da realidade que se faz sentir, o bom e o mau, somente são valorizados pela perda. Crescemos abnegando-a. Por vezes, somos protegidos. Mas as perdas fazem-se sentir, tal como as histórias que divagam pela mente.

    Da vida, quantas incógnitas.

O que é entendido como "processo natural" nem sempre se verifica. Há que agradecer. E tentar entender aquele lugar que permanece vazio, aceitando-o, no espaço e no tempo, à medida que um bálsamo alivia-nos as dores da alma. Profundas e intemporais.

Série O Recluso

Dezembro 24, 2018

P. P.

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    El Recluso é uma série mexicana baseada numa outra, de grande sucesso, O Marginal. Acerca desta, opinei aqui e aqui

    Os primeiros 6 episódios são muito semelhantes aos de O Marginal, com outro foco ao nível da história.

 

    

Um antigo fuzileiro faz-se passar por recluso numa prisão mexicana para se infiltrar num gangue suspeito de ter raptado a filha adolescente de um juiz americano, com o objetivo de a salvar. O inferno da prisão envolta em corrupção vai colocar em perigo a vida deste homem.

 

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    Nos restantes 7 episódios, a chantagem, os conflitos e uma história mais consistente do que a dos primeiros 5 a 6 episódios toma lugar. Tendo como pontos fortes a atuação de Serricchio, a direção de arte e a fotografia meio granulada e suja de Jaime Reynoso – veterano de séries americanas – a série  da Netflix O Recluso tem como ponto fraco uma queda no seu roteiro, mais ou menos pelo meio dos episódios, o que acaba por gerar sequências em que nada acontece para levar a trama adiante. Contudo, tal acaba por corrigir-se e o final, inesperado, deixa em aberto uma 2.ª temporada.

 

 

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Direitos

Ainda que procure uma utilização cautelosa e não abusiva de textos, imagens e sonoridades, poderá haver lugar à utilização indevida de obras objeto de direitos de autor. Contudo, apesar do recurso às hiperligações de origem, sempre que a legislação o implique ou seja devidamente informado, de imediato procederei a reajustes. Os textos e fotografias sem referência bibliográfica são da minha autoria.

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