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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

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Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

Mamma Mia, Where We Go Again ... ou não

Novembro 29, 2018

P. P.

 

Mamma Mia 2

 

 

   Neste fim de semana, recorrendo ao videoclube do MEO, vi o filme Mamma Mia 2 ou Mamma Mia, Here We Go Again.

   Com uma história pobre, mas boas interpretações, o filme sobrevive e alegra-nos trazendo novos êxitos dos ABBA, incluindo alguns menos conhecidos. A contextualização do filme deixou-me algumas dúvidas. Apesar da ação decorrer em Grécia, onde constam as formações rochosas típicas e o relevo evidenciado no primeiro filme?

   Um filme a ver, num momento em que se procure serenidade e alegria.

 

 

Entre a guerra dos pais e o orgulho

Novembro 29, 2018

P. P.

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    Quando existem filhos, Há que ponderar Quando o Melhor a Fazer é o Divórcio.  Sobretudo, se estes forem pequenos ou adolescentes. 

   Ninguém é de ninguém, pelo que lutar de forma desonesta pela custódia dos descendentes, não atender aos seus sentimentos, suas motivações, torná-los elementos de confronto e não propiciar um ambiente tranquilo, com algum diálogo e decisões conjuntas não contraditórias, por parte dos pais, não se pode tratar de amor. O egoísmo individual supera sentimentos nobres que os progenitores devem manifestar em relação às suas crias.

 

   Num destes dias, sabendo que os pais estiveram a discutir a sua custódia no tribunal, as dores de barriga, a desorientação e o desespero de X foram evidentes. A certa altura, vomitou. Às auxiliares pedi que, naquele dia, apesar de todas as partidas que lhes prega, num misto de miúdo reguila e inteligente, nele vissem um filho. E assim foi. Na aula, chamei-o para junto de mim, por vezes sentei-o na minha perna e não exigi que acompanhasse a matéria lecionada. O facto de estar perto do professor, ainda que de apoio, e exercer tarefas de suporte à prática do docente, levaram-o, por momentos, a esquecer a dolente incerteza, a não chegada do professor titular, de quem esperava uma resposta em relação ao incerto. 

    Naquela sessão, X não foi ouvido. Nele, não é evidente aquilo que pretende. Gosta dos progenitores. Nesta ou naquela manhã, pouco importa, chegou-nos atrasado, relativamente agressivo e a queixar-se da vida. Uma vez mais sentei-o na perna e tentei explicar-lhe que nunca nos devemos sentir as pessoas mais infelizes do mundo. Dei-lhe o meu exemplo de vida e o de tantos alunos que já tive, inclusive aqueles aos quais levei escondido produtos de higiene básica. Aqueles que com o apoio da professora de Ciências, partilhávamos o lanche. Aqueles em que os cinco irmãos e os pais tomavam banho na mesma água, aquecida uma só vez, numa terra de muito frio, numa casa sem aquecimento. 

 

   Como aliviar a dor de X perante a minha hipocrisia ao saber que, em função do decidido pelos órgãos competentes, facilmente liderará grupos com comportamentos não assertivos, que o mundo das toxicodependências aproximar-se-à como um nevoeiro suave que nos acaricia o rosto e que, como tal, provavelmente e não tirará partido das magníficas competências que detém?

 

   Nesta manhã ou na outra chegou-nos com um nível de ansiedade superior ao normal. A certa altura, após ir à casa de banho, confidenciou-nos "ter-se sujado". Por sorte, está numa escola onde há sempre roupa para eventuais emergências.  

 

   Apesar das relações humanas, sobretudo entre adultos, não serem fáceis, até que ponto é justo desencadear tamanho grau de sofrimento, sinais e sintomas? Para quando uma escola de pais, também útil para outros aspetos, na qual se ensine que amar um filho não implica obsessão, vingança ou a perceção de que este é um objeto?

 

   Cultivemos a tolerância.

Nem que seja por eles!

 

 

 

Um adeus a Bernardo Bertolucci

Novembro 26, 2018

P. P.

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   Realizador e roteirista italiano, Bernardo Bertolucci marcou a minha adolescência com 1900 e O Último Tango em Paris, filme considerado erótico, que encaro como dramático.

Foram tantas as outras obras deste e de outros realizadores europeus. Sim, o nosso continente tem uma história cinematográfica muito rica e reflexiva. Convido-vos a explorarem-a. 

Além do YouTube, uma vez que a RTP já não transmite ciclos de cinema tão nobres, podem recorrer à plataforma Filmin.

 

 

RIP

 

A depressão nos jovens em Malhação - Vidas Brasileiras

Novembro 25, 2018

P. P.

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   As formações que tenho vindo a fazer e um problema de saúde nas duas últimas semanas impediram-me de acompanhar Malhação Vidas Brasileiras, no Canal Globo.

   Foi com grande agrado e satisfação que, nesta sexta-feira, no episódio da manhã, constatei a abordagem da depressão na adolescência, consequências no relacionamento com os outros e aceitação pelos pares e medicação. Se no caso dos adultos, nos nossos dias, fazer a medicação entre pares é complicado, imagine-se o caso das crianças ou adolescentes. Sim, a depressão também abraça crianças, pelo que todos os sinais e sintomas não devem ser descurados.

 

 

   Quase a chegar uma nova edição de Morangos com Açúcar, série portuguesa, da TVI, que sempre detestei e nunca acompanhei, limitando-me a assistir à influência negativa que exerceu nos nossos jovens, sobretudo nas suas primeiras temporadas, espero que, desta vez, se constate a abordagem de temáticas relevantes, com atores de diferentes raças, bonitos,feios... Em suma, que retrate a realidade, à semelhança do que acontece em Vidas Brasileiras. Uma novela, mesmo juvenil, modela comportamentos e pode induzir aprendizagens. Por outro lado, as ilusões geradas não são favoráveis. 

 

   A ilustração que se segue, infelizmente corresponde a uma realidade que muitas vezes se observa nas aulas de ciências da natureza. Mais tarde, abordarei este tema.

 

Na sala de aula de ciências

 

Eliminar o 2.º Ciclo para reduzir o número de retenções nas nossas Escolas?

Novembro 21, 2018

P. P.

 

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Photo by Joanna Kosinska on Unsplash

 

   Ainda estou atónito após a leitura do artigo de Alexandra Inácio, na secção Educação, do Jornal de Notícias, com o título "Proposta eliminação do 2.º ciclo para reduzir número de chumbos", atualizado às 00.29 p.m. Curiosamente, esta notícia e concomitante estudo do Conselho Nacional de Educação, no relatório Estado da Educação 2017, aborda o envelhecimento da classe docente. Qual a relação entre o 2.º CEB (Ciclo do Ensino Básico) e o envelhecimento da classe docente?

 

 

"Tendo em conta o envelhecimento da população docente e a redução na procura dos cursos de formação de professores, urge fazer e divulgar rapidamente um estudo da necessidade de novos professores para os diversos grupos de recrutamento", lê-se no documento que será hoje aprovado pelos conselheiros. 

(...) Comparativamente com os outros estados membros da União Europeia só a Grécia tem menos professores com menos de 30 anos do que Portugal. A somar a este cenário nunca houve tão poucos candidatos a cursos de Educação Básica. Este ano letivo, após as três fases do concurso nacional de acesso, num total de 21 licenciaturas em 12 ingressaram menos de dez estudantes. O Politécnico da Guarda não recebeu nenhum aluno e no de Portalegre apenas entrou um.

Cf. a notícia referida

 

   Ainda de acordo com o noticiado por Alexandra Inácio, Maria Emília Brederode Santos, a eliminação do 2.º CEB facilitaria a transição entre ciclos e reduziria os níveis de retenção, ainda elevados. "Um ano para entrar, outro para sair" - é assim que é definido o 2.º ciclo, composto pelo 5.º e 6.º anos, sem que Maria Emília Brederode Santos assuma uma nova fórmula.

 

   O 2.ºCEB foi criado com o intuito de preparar os alunos para os ciclos seguintes (antigo unificado e secundário). A metodologia de ensino, as práticas de avaliação e o envolvimento com a comunidade educativa é idêntica à dos Ciclos precedentes, quebrando barreiras com o importantíssimo 1.º CEB. Não será importante apurar quais as causas do insucesso apontado e clarificar o que se entende pelo mesmo? A autora refere "Apesar dos níveis de reprovação terem atingido mínimos históricos ainda são um problema. (...) E em Portugal, quem mais chumba são alunos de estratos sociais, económicos e culturais abaixo da média. O que leva a presidente do CNE a defender que o sistema "ainda é discriminatório".

 

   Esta constatação não se verifica nos restantes níveis de ensino? De novo, em contradição ou sem qualquer sentido "A taxa de retenção no 2.º ano (primeiro em que é possível reprovar) foi em 2016/2017 de 7,4%, a segunda mais alta do Ensino Básico, só superada pelos chumbos no 7.º ano (11,4%)". Imaginem-se os resultados no 7.º ano sem a preparação levada a cabo durante o 2.ºCEB.

 

   Os professores do 2.ºCEB têm preparação específica para trabalhar com os níveis etários em causa, facilitando a transição entre ciclos. Preocupados que estão, os estudiosos "de gabinete", com o envelhecimento da classe docente, qual o destino pretendido para os docentes do 2.ºCEB? Que estes preencham as vagas nas Escolas Superiores e Universidades, por forma a dar trabalho aos professores universitários, incumbidos da formação de professores, mas sem alunos nos dias que correm? Tal já se verificou, em muitos casos, relativamente à aquisição de competências para lecionar inglês no 1.ºCEB.

Quais são as reais preocupações dos "inovadores" para com as aprendizagens dos discentes e concomitante preparação para a vida ativa, preconizadas no Perfil do Aluno à Saída do Ensino Básico? Qual o investimento na educação? 

   Sejamos francos, há muito entendemos que é apanágio deste governo e anteriores a transição dos alunos de forma facilitista. Há muito que os professores e pais empenhados entenderam-o. Entretanto, nada se fala a respeito de alterações curriculares. Desajustados dos interesses e nível etário dos alunos, insiste-se no erro. Não tivessem estes resultado do trabalho de muitos "estudiosos". Sempre os tais, claro. Aqueles de "gabinete". Resta perguntar, que futuro? Que país?

 

 

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Direitos

Ainda que procure uma utilização cautelosa e não abusiva de textos, imagens e sonoridades, poderá haver lugar à utilização indevida de obras objeto de direitos de autor. Contudo, apesar do recurso às hiperligações de origem, sempre que a legislação o implique ou seja devidamente informado, de imediato procederei a reajustes. Os textos e fotografias sem referência bibliográfica são da minha autoria.

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