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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, ao deambular entre dois polos

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Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, ao deambular entre dois polos

A série Red Oaks

Red Oaks 2014-17

 

 

 

   É apaixonado pela década de 80?

Gosta de humor com uma carga sensual? Não dispensa os êxitos musicais dos 80s?

Aprecia uma série ligeira, com episódios que não chegam aos 30 minutos?

 

Pois bem, as três temporadas de Red Oaks, entre 2014 e 2017, estão disponiveis na Prime Video , em UHD e HDR.

O regresso ao passado permite-nos recordar as "formas de engate" de então, os agora ridículos exercícios físicos praticados, a troca de olhares, nos balneários, entre os "em forma" e gordos, as plásticas, o que se perdeu com o deambular dos tempos, a evolução, ...

 

De seguida, deixo-lhe os trailers das 3 temporadas.

 

Temporada 1

 

 

Temporada 2

 

 

Temporada 3

 

 

Não é Não

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   Nada entendo de futebol. O mesmo se aplica aos seus praticantes e adeptos. Contudo, conheço CR7.

A semana passada foi algo agitada quanto a acontecimentos, como pode ler neste artigo do JN. Poucos são os portugueses que se insurgiram contra o craque, da mesma forma que o diretor de informação da RTP, opinaram como Miguel Sousa Tavares (aqui) ou Manuela Moura Guedes (aqui).

 

   Não tenho o direito de julgar. Tal como Miguel Sousa Tavares referiu, ambos são culpados, no caso da violação. O reconhecimento por parte do craque já foi levado a cabo, como se pode ler no Der Spiegel (ler aqui). Admiro a coragem para relatar o acontecido. A mesma posição não tenho perante o tempo de negação embora compreenda.

 

   Porém, não posso concordar com movimentos de defesa do futebolista, aos quais assistimos nas redes sociais, levados a cabo apenas porque é Português. E se fosse Espanhol? Em causa está uma violação e reitero "ambos são culpados", mas há que interiorizar que, mesmo perante trabalhadores do sexo, "um não é não".

 

   Para finalizar, tal como referiu Manuela Moura Guedes, na SIC, não posso deixar de salientar os perigos do movimento #metoo.

 

Um post para leitura, incluindo a interação nos comentários, é este, do Triptofano.

A série Élite - problemas de identidade, sexo e...

 

Netflix-Elite

 

 

 

 

   Ontem, pela Netflix, estreou a segunda produção espanhola desta produtora, Elite. Em oito episódios, com atores de A Casa de PapelMaría PedrazaMiguel Herrán e Jaime Lorente, ao trio junta-se Itzan EscamillaMiguel BernardeauArón PiperEster Expósito ou Mina El Hammani. A série foi criada por Darío Madrona e Carlos Montero .

 

   Em Elite encontramos pontos comuns a Por 13 Razões . Insere-se na categoria de thriller para adolescentes/ jovens adultos, com classificação "para maiores de 13 anos".

 

   Após um terramoto ter destruído uma Escola pública, os alunos são distribuídos por outras. A uma privada, de elite, chamada Las encinas, chegam 3 rapazes e uma rapariga, de classes média-baixa. O choque logo se faz sentir. Por muitos, estes são encarados como uma praga. É então que tudo gira em torno de um assassinato e na procura do assassino. O que somos capazes de fazer para sermos aceites pela elite?

 

   Nesta série são abordadas questões tais como a xenofobia, as minorias religiosas e culturais, a homossexualidade e o islamismo, o consumo de drogas, o sexo a três, a corrupção, o mundo da falta de afetos, a vida precária dos professores e o que as redes sociais podem dizer a nosso respeito. 

 

   Com magníficas representações e banda sonora, Elite tem algo de "americano". Aliás, apesar da ação decorrer numa Escola Secundária, no nosso contexto tal aplica-se, sobretudo, à faculdade. Comparativamente a outras séries que vi, pouco traz de novo para reflexão e aprendizagem. O final é, a meu ver, fantástico, deixando em aberto uma próxima temporada.

 

 

Ser Professor por João Pedro Mésseder

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Ser professor,

Se não houvesse espelhar de olhos no primeiro dia de aulas, ser professor não seria um sonho.


Se um fio de beleza não pudesse soltar-se daqueles dedos, daquelas vozes cantoras, daqueles corpos em movimento, ser professor não seria um sonho.


Se nunca um verso ganhasse asas no fresco dos seus lábios, ser professor não seria um sonho.


Se um livro, uma pintura, um ambiente virtual ou um filme não abrissem uma porta até então fechada, ser professor não seria um sonho.


Se o tédio não pudesse emagrecer, ser professor não seria um sonho.


Se o saber não construísse pessoas melhores, ser professor não seria um sonho.


Se Arte e Jogo, Língua e Ciência não pudessem ser nomes próprios, nobres palavras, ser professor não seria um sonho.


Se um certo olhar não sorrisse ao conseguir ler pela primeira vez uma frase, fazer uma descoberta, resolver um problema, ser professor não seria um sonho.


Se um rosto não se iluminasse ao ouvir “muito bem!”, “está bem visto!”, “um passe perfeito!”, ser professor não seria um sonho.


Se uma mão negra e outra branca e outra morena não pudessem tocar-se, ser professor não seria um sonho.


Se várias cabeças não conseguissem pensar melhor do que uma, ser professor não seria um sonho.


Se o silêncio e o asseio, a sobriedade e a ordem não pudessem ser aprendidos, ser professor não seria um sonho.


Se o medo e a violência, a solidão e a pobreza não pudessem ser combatidos, ser professor não seria um sonho.


Se justiça e democracia, fraternidade e autoridade não pudessem ser aprendidas, ser professor não seria um sonho.


Se na escola não pudesse germinar a paz e a entreajuda, em vez da competição, ser professor não seria um sonho.


Se a escola não ajudasse a reordenar o mundo, ser professor não seria um sonho.


Se a inteligência não pudesse guiar o sonho, se este não pudesse guiar a inteligência, ser professor não seria um sonho.


Quando nas lides te iniciaste, ser professor tinha a forma de um sonho? Se não tinha, o tempo deu-lhe essa forma. Para muitos, ser professor é tornar real um sonho. O de ajudar a crescer, a fazer do mundo um lugar melhor para se viver.


E não há ofensas, nem indignidades – provindas de efémeros poderes –, nem rankings, nem propagandas capazes de matar esse sonho.


Nem distâncias, nem sacrifícios, nem desassossego, nem noites em claro…


Sem vozes de crianças e jovens à tua volta, sem humana relação, ser professor não seria um sonho.



João Pedro Mésseder, no Dia do Professor 2018

Leya Editora

 

Pode ainda ler:

World Teacher's Day 2018 - Internacional Conference

 

Um adeus a Charles Aznavour

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   Hoje, entre concertos, partiu uma das maiores estrelas da música francesa, aos 94 anos. Trata-se de Charles Aznavour.

De acordo com o El Pais, a sua vida pode resumir-se a 5 canções:

 

 

   A música francesa teve grande presença no nosso país, fruto da emigração. A qualidade de alguns dos seus intérpretes é inolvidável. Aznavour foi o Frank Sinatra francês. O intérprete de She, na língua do amor.

 

La Boheme

 

 

 

 

A segunda temporada de O Marginal

 

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   Já escrevi acerca de O Marginal (El Marginal). Nesta semana, pela Netflix chegou-nos a 2.ª temporada da série. A ação decorre na prisão de alta-segurança de San Onofre, 3 anos antes da conclusão da 1.ª temporada. Ou seja, acompanhamos o processo de chegada à liderança, da maioria dos gangues dos prisioneiros, pelos irmãos Borges. 

 

   A violência e o calão estão presentes em todos os episódios, de forma sempre contextualizada. Afinal, a série retrata a realidade de muitas prisões na América Latina. Dinâmica, ação, corrupção, prostituição, sexo entre homens, tráfico de droga, motins e mentes assassinas são ingredientes de O Marginal. Saliente-se ainda, a forma como os reclusos são conduzidos para uma prisão de alta-segurança, a qual é levada a cabo sem critérios, o que, perante uma ineficaz inserção no mundo real, implica o aumento da criminalidade. Por outro lado, pessoas que praticaram pequenos delitos, inseridas no seio de criminosos muito perigosos, por forma a sobreviverem naquele espaço, são obrigadas a cometer outros delitos ou suicidarem-se.

 

   Veja o trailer.