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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

15
Ago18

Série - La Casa de las Flores

por P. P.

No mundo das aparências...

 

 

La casa de las flores

 

   Procura uma comédia bem-disposta, sem preconceitos, leve e em 13 episódios?

A solução pode estar na Netflix, com a sua nova produção mexicana La Casa de las Flores. Lançada no passado dia 10, uma sugestão para o seu fim de semana.

   Recomendada para maiores de 13 anos, tudo começa quando, na Casa das Flores, durante um evento, suicida-se a dona da outra Casa das Flores... Esperem, do enredo principal poucos tinham conhecimento da existência das duas Casas, uma dedicada às flores e forma de representar a família perfeita e a outra, um clube de travestis que, para tanto moralismo, há muito era o sustento dos luxos da aparente família perfeita.

 

   E como a perfeição não existe, esta máxima vai-se acentuando no deambular dos vários episódios. Passemos a alguns dos ingredientes.

O pai, personagem honrada, tinha afinal, uma vida/família paralela. A esposa, ferida no seu orgulho, decide vingar-se levando-o à prisão, sem noção das consequências para a "família perfeita". Um filho que não sabe se é homossexual ou bissexual, mas que não sabe, inclusive trabalhar nem amar quem o ama. Este último, o seu maior defeito. Uma filha que veio da América, no intuito de anunciar o noivado e sentiu-se atraída pelo irmão da "enforcada", narradora da história. Mas há a outra filha, bem mais assertiva e com os pés "assentes na terra", não fosse a mais parecida com o pai, ao nível das atitudes, postura, .... Só que, afinal, é filha de outro e não de quem sempre pensou. O quê? A matriarca da família foi a primeira a trair? Como se não bastasse, ao descobrir a identidade do seu pai, que sem saber, sempre fez parte da sua infância e adolescência, eis que o ex-marido é obrigado a regressar de Madrid. Marido ou "Marida"? É que agora este chama-se Maria José Neste celeuma, um filho adolescente e uma menina, fruto da relação do matriarca com a "enforcada". Uma menina com o talento da verdadeira matriarca para o arranjo de flores e... para confundir o ato sexual com uma forma de cantar. Ah, já esquecia a vizinha coscuvilheira e maledicente que perante um striper descobrirá novos horizontes (ou devo escrever, "outros voos").

 

   Uma série que, apesar do humor permite-nos refletir nos nossos preconceitos para com os outros, na vida de aparências, no amor não correspondido e no valor efémero do dinheiro. Não perca o trailer e a música dos anos 70, de Bacarra, que lhe está associada. Afinal, eu posso dançar...

 

 

 

 

 

 

Fonte da imagem de capa, aqui

10
Ago18

Série Fariña - o início do narcotráfico na Galiza

por P. P.

 

IMG_20180806_104735_070.jpg

 

   No dia 3 de agosto chegou, à Netflix, uma série que retrata o narcotráfico, na Galiza, durante a década de 80. O início do tráfico de cocaína na Europa, pela Galiza. Uma produção da mesma fonte de La Casa de Papiel, Gran Hotel, entre tantas outras; A3media. 

 

   Naquela altura, em Espanha, o setor da pesca sofreu drásticas alterações e endividou muitos dos pescadores que dependiam do seu trabalho para garantir o sustento das famílias e o próprio. Como tal, muitos deles recorreram ao contrabando de tabaco pelo mar, atividade punida com uma coima insignificante. 

 

   Tudo muda quando surge a oportunidade de enriquecerem ainda mais, através do tráfico de drogas pesadas, como cocaína ou haxixe, produzidas e transportadas pelos traficantes colombianos, liderados por Pablo Escobar. Apesar de a organização criminosa de Galiza decidir não se envolver no tráfico de droga, por sujeitar todos os membros ao risco de prisão, Sito Minãnco (Javier Rey) não acede e estabelece contactos com alguns dos membros do cartel de Medellín, na Colômbia. Esta série é baseada em factos reais e as personagen principais existem, quase todas elas, nos nossos dias, ainda vivas.

 

   De acordo com o The New York Times, “Na Galiza, a crise no setor da pesca e a explosão do narcotráfico são os dois lados da mesma moeda e ‘Fariña’ retrata com sentido e interpretações de muito alto nível esse momento”. Com menos violência do que Narcos, a série mantem-se fiel ao livro e aos factos ocorridos. Por outro lado, os atores têm um desempenho muito bom. Já que toda a história gira em redor do tráfico de tabaco e droga pelo mar, há muitas cenas de perseguições com barcos velozes e muitos disparos de forma dinâmica e devidamente contextualizadas. Destaco ainda, o excelente casting e figurinos.

 

Deixo-vos o trailer.

 

 

E ja agora, conheça todos os narcotraficantes em causa.

 

 

07
Ago18

On Top na Prostituição... Não é Fácil de Entender

por P. P.

   No dicionário da Priberam procurei o significado de "prostituição".

Eis o resultado:

 

 

(prostituir + -ção)

nome feminino

1. Ato ou efeito de prostituir.

2. Atividade de quem obtém lucro através da oferta de serviços sexuais.

3. Vida desregrada de devassidão. = LIBERTINAGEM

4. O conjunto das pessoas que se prostituem.

5. Profanação.

6. Servilismo degradante.

 


"prostituição", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa , 2008-2013,
 
  

bear-ceramic-bear-ceramic-figure-165746.jpg

 Photo by Mabel Amber from Pexels

 
 
 
   Como definir um programa da TVI, cujo nome remete-nos a "Acima de Tudo, o Amor", para o qual os participantes são contratados, por forma a praticar sexo, entre elementos de diferentes géneros? E o que dizer a respeito dos intervenientes? 
 
   Penso nunca ter visto este programa na íntegra, no canal generalista, mas ontem, dediquei algumas horas a visualizar o canal específico da TVI, dedicado a este programa. Em certo momento, um rapaz disse: -"Aquela que mais me seduz é a que tem uma tatuagem na bunda." Outro questionou-o, rindo com os restantes: - "O que tu queres é ver a tatuagem que tem à frente!". Deixemo-nos de moralismos. De facto, é o que ele e os outros pretendem dada a faixa etária e valores. Mas o que aprendemos com este programa? Que algumas mulheres gostam de ser encaradas como objetos de desejo? Que uns homens com o corpo cuidado dos pés à cabeça repudiam uma brincadeira mais ousada por parte de outro colega, dado comprometer, ao que parece, a sua masculinidade? Que...
 
   Para mim, não é fácil entender.
Intervenientes que se dedicam à prostituição na televisão e concomitante promoção dos serviços?
 
Um público que se excita e/ou masturba perante corpos trabalhados, independentemente das sinapses e do número de palavras proferidas por minuto? 
 
É isto?
O que vos parece?
 
10.º blogue mais comentado do dia.
04
Ago18

El Chapo - a terceira e última temporada

por P. P.

   El Chapo é uma série Netflix, acerca do poderoso narcotraficante Mexicano conhecido pelo mesmo nome, dado ter uma estatura baixa. Pode ler aqui, a minha opinião acerca das duas primeiras temporadas. Aquelas que considerei, em vários níveis, superiores a Narcos.

 

El-Chapo

 

   No passado dia 27 de julho estreou entre nós, a útima temporada, cujo trailer pode ver aqui

 

 

 

   Esta temporada retrata acontecimentos entre 2009 e 2017, com destaque para a queda do traficante de drogas e líder do Cartel de Sinaloa. No auge do crime, ele começou a perder forças e domínio junto aos políticos mexicanos, dadas as alianças destes com a DEA, até perder a liberdade e ser extraditado para a América, um dia antes da tomada de pose por Donald Trump.

 

   De uma maneira geral, nestes últimos 13 episódios, dado o período histórico, aborda a captura de El Chapo, sua fuga de uma prisão de segurança máxima e finalmente quando é recapturado e extraditado para os Estados Unidos.

 

   Senti falta da violência e dinâmica presentes nas duas temporadas anteriores da série, mas a forma como o poder político é-nos apresentado levou-me a refletir no que se verifica, ainda que noutras vertentes (aparentemente!), noutros países. Quantas situações similares, devidamente ajustadas, com a nossa história desde o início da chamada "democracia"...

Tudo pelo poder.

 

04
Ago18

Um novo alerta da PSP - O Desafio MOMO no WhatsAPP

por P. P.

MOMO dos WhatsAPP

 

   Este é um post cujo tema, seguramente, a Célia saberá dar-vos mais pormenores. O que aqui partilho teve como ponto de partida uma notícia que acabei de ler há pouco, no MSN, seguindo-se a consulta da página do Facebook da PSP.

 

   A respeito deste tema, para pais, educadores e jovens deixo o texto que acompanha a imagem com a qual ilustrei esta publicação:

 

<<Desafio Momo do Whatsapp

Na imagem encontra-se a foto de uma escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tokyo.

A mesma imagem tem sido associada a Momo, um contacto que através do Whatsapp pede para adicionar e entra em grupos de conversação. Recebem-se respostas de cariz ameaçador e perturbador. Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir.

Riscos:

- roubo de informações pessoais;
- incitação à violência e suicídio;
- assédio;
- extorsão;
- perturbações várias decorrentes de manipulação e coação.

Para os pais:

- educar sempre no sentido da responsabilidade no digital, protegendo dados pessoais, passwords e informações privadas;
- educar no sentido de nunca se adicionar contactos estranhos ou desconhecidos, em todas as plataformas;
- acompanhar a atividade dos filhos nos smartphones e tablets;
- incluir regras para um uso moderado;
- em caso de suspeita ou crime, denunciar à PSP.>>

 

Fonte PSP

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