Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

17
Mai18

6 razões para não bater no seu filho

por P. P.

   No Psiconlinebrasil é possível aceder a uma imagem informativa que aponta 6 razões para não batermos nos nossos filhos.

Concorda?

Passemos a uma breve reflexão.

 

6 razões para não bater no seu filho

 

   Uma palmada pode trazer as consequências citadas na imagem? 

As crianças não têm a capacidade de distinguir o correto do incorreto, quando a uma palmada diz respeito, por parte de quem devem obedecer e respeitar?

 

   É certo que existem, estando devidamente plasmados,  Direitos e Deveres, estes últimos muitas vezes esquecidos, das Crianças. Parece-me que os traumas alimentados pela psicologia, no passado, trouxeram consequências a muitas das atuais gerações, facto reconhecido por muitos psicólogos. Nas nossas Escolas, a falta de respeito para com os pares e adultos é notória. O mesmo acontece por parte dos filhos para com a maioria dos pais. Mesmo assim, conheço escolas nas quais é proibido, ao corpo docente, levantar a voz, mesmo que o docente ou auxiliar esteja a ser agredido. Ou para que se faça silêncio, em salas lotadas de alunos, num sistema de ensino com conteúdos desajustados ao desenvolvimento cognitivo. Por estranho que possa parecer, e caso não o tivesse constatado, dado não se tratar do meu nível de ensino, no pré e no 1.ºCEB assistimos a alguns alunos capazes de pontapear aqueles a quem devem obediência, chamam nomes, mordem ... Escusado será dizer que o mesmo ou pior se constata quando junto dos pais, também estes agredidos, muitas vezes sorrindo perante as evidências. 

   Refira-se que grande parte destes alunos não são portadores de necessidades educativas especiais (NEE) ou economicamente carenciados. De este leque de alunos também não fazem parte os "autistas" (portadores de Perturbação do Espetro Autista - PEA), cujas "birras", na realidade, não o são. Nestes casos, trata-se de uma incapacidade de comunicação, de um mal-estar,... Do leque ao qual me refiro, muitos acabam por ser medicados como hiperativos, sem efeitos notórios por parte da medicação, não esquecer os efeitos secundários da medicação. Ou seja, serão mesmo "hiperativos"? O que tem levado ao aumento da venda deste tipo de drogas, nas nossas farmácias, apesar da correta informação por parte da maioria dos farmacêuticos? 

   

 

   Será a palmada capaz de gerar medo, traumas, raiva, o entendimento de que o amor se expressa pela violência e que esta é o caminho para o entendimento?

 

Em meu entender, não. Claro, há que atender à frequência, força aplicada e respetivos contextos. Não será a humilhação superior à dor física?

 

Para que conste, na minha infância e adolescência conheci a agressão física e psicológica. E não foram palmadas...

A dor passa. Já a agressão psicológica deixa marcas, muitas das quais irreversíveis, sobretudo quando indevida e injusta.

 

 

Foto da capa by Brett Sayles from Pexels

16
Mai18

A. D. Kingdom and Empire - A Bíblia continua...

por P. P.

ad

 

 

   Esta foi a minha série, de 12 episódios, do passado fim de semana, baseada no Novo Testamento.

Apaixonante, envolvente, dramática, épica; estes são alguns dos seus atributos.

Esta série começa com a crucifixação de Jesus Cristo, sua ressurreição, seguindo-se todo o papel desempenhado pelos apóstolos, até ao momento, inclusive, de Calígula imperar. Como tal, adivinham-se cenas com certo grau de violência, não só pelas atrocidades, bem como pela realidade daqueles tempos. O leque de atores é excelente, apresentando alguns apóstolos e Maria Madalena de raça negra, o que faz muito sentido dada a região onde a ação decorre. 

 

   A religião ou fé não são impreteríveis para o visionamento dos 12 episódios. Pessoalmente, aprendi muito, uma vez que, na generalidade, as restantes séries apresentam o papel dos apóstolos de forma muito subtil ou referem o Império Romano. Por outro lado, admito ter esquecido muito do Novo Testamento.

 

   Infelizmente, A.D. Kingdom and Empire (2015) teve apenas, até ao momento, 1 temporada. Acaba de forma inesperada, deixando-nos a querer saber o que irá aconteceu de seguida. 

 

Imperdível!

 

Avaliação: 4,5  de 5.

 

Veja um dos trailers disponíveis.

 

 

12
Mai18

Eis-nos All Aboard

por P. P.

 

vip-pt-31684-noticia-eurovisao-2018-os-looks-das-a

 

 

 

   No nosso país, a magia do festival da eurovisão da canção cessou nos anos 90, até ao fenómeno Salvador Sobral. As más classificações, as votações com intuito político, o estilo de música foram massacrando este espetáculo, antes aguardado com enorme expetativa. 

 

 

 

   A comunidade LGBTI, e sobretudo os homossexuais foram alimentando o gosto por este espetáculo, contribuindo assim para que não caísse no esquecimento dos portugueses. Afinal, este é um momento de cor, "vedetismo", exuberância,...

 

   No meu parecer, uma vez que permaneci anos sem ver este momento televisivo, ao ouvir os nossos representantes, no ano passado, Salvador Sobral levou uma musicalidade diferente, contrariando as tendências, com uma letra com conteúdo. Desta feita, neste ano, no nosso país, muitos foram os países que ousaram fugir à rotina e inovar. 

 

 

 

 

   Portugal tem vindo a mostrar que tem bons profissionais e sabe levar a cabo momentos televisivos que em nada nos envergonham. Ok, não aprecio muito o inglês de Catarina Furtado, atendendo a que viveu e estudou alguns anos em Londres, adoro Filomena Cautela e Daniela Ruah, mas o que interessa é o produto final. No momento em que escrevo estas linhas, encontra-se a atuar a 26.ª canção, pelo que não posso tecer juízos a respeito das votações e vencedores. Contudo, senti maior empatia com os temas da 1.ª parte do que os desta 2.ª parte, da qual destaco, pela positiva, a atuação italiana, pelas memórias idílicas desencadeadas por aquelas vozes. 

 

   Para quem já perdeu um ente querido, penso que a atuação e letra do intérprete alemão não passa indiferente.

 

 

Destaco ainda a Austrália e Áustria, sem esquecer o nosso país.

 

 

 

 

 

 

 

Viva a diferença!

 

 

   É bom constatar que Portugal deu destaque a diferentes musicalidades do nosso país, sem esquecer o lado africano tão presente em nós.  

 

 

 

11
Mai18

Desafio 52 Semanas - As séries da minha vida

por P. P.

Desafio 52 semanas by Fátima Bento

 Semana 19 - As séries da minha vida

 

 

 

   Na 1.ª infância as séries de animação ocuparam o 1.º lugar. Depois, ainda criança e sem perceber o que era dito, Super Homem e Super Mulher  ocuparam lugar de destaque. Seguiu-se O Homem da AtlântidaVerão Azul, Dallas, Dinastia, Galáxia, Espaço 1999, O Fugitivo, Os Contos de Alfred Hitchcock, Os CincoAgatha ChristieEra uma vez a vida  e algumas alemãs e inglesas, na 2.ª metade dos anos 80.

 

 

   Com a entrada na adolescência e as hormonas saltitantes, Red Shoe Diaries preencheu alguns dos meus prazeres secretos, admirando, sobretudo a cinematografia de Zalman King. Não posso esquecer algumas brasileiras, sobretudo as da extinta Rede Manchete, como Ilha das Bruxas, ou da Rede Globo, de que são exemplo, Riacho Doce e Malhação (a respeito desta série escrevi aqui)

 

   Seguiu-se um longo período com prioridade dada ao cinema de autor e de referência. Títulos clássicos, irreverentes, ousados, do cinema novo; falado em várias línguas, desmarcando-me do lado comercial daqueles que provinham dos USA. Este é um hábito que ainda conservo. 

 

   Com acesso a canais de televisão estrangeiros, via satélite, uma série "agarrou-me" anos mais tarde, Queer As Folk América (a versão inglesa e original é deveras pouco ousada e com preconceitos que não combinam comigo).

 

 

   Esta série apresentou novas dinâmicas, ainda hoje inovadoras, histórias de amor, drogas, ... pessoas comuns, não obstante as diferenças. Permitiu-me compreender melhor o mundo trangénero, como relatei aqui. Seguiu-se Nip Tuck. O fascínio pela perfeição, o lado bom e o oculto em nós. Em ambas as séries, devorei todas as temporadas. 

 

 

De seguida, pela história, irreverência, planos de filmagem, ousadia... Spartacus.

 

 

   Apenas com o aparecimento da Netflix tornei-me fã de séries. Encontram-as, neste blogue, com as tags "netflix" e/ou "opinião"

 

Atualmente, no Tv Séries, tenho acompanhado The Leftovers , da HBO. Perdi vários episódios ao deixar de assinar o canal e em todo o período sem televisão por cabo, satélite ou Internet (ainda se lembram dos incêndios em outubro?)

 

 

   Curiosamente, ao pesquisar no blogue a última hiperligação sinalizada, fui ao encontro de duas publicações pessoais e em meu entender importantes, ignoradas pela equipa do Sapo, talvez porque apenas devamos mostrar o lado bom da vida (ironia!), Preconceitos Inauditos para com a Doença Oncológica e   A fotografia que decidi não publicar.

   Destaco ainda The Affair.

 

 

   Atualmente, acompanho uma série bíblica na Netflix e na SIC Radical, O Negócio, da HBO Brasil.

 

 

Em suma, o meu estilo abrange dimensões humanas, com uma forte dose de análise do comportamento humano e da História no passado e presente. Nesta publicação, não fiz referência às séries de domínio científico, também elas muito importantes.

 

   Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana e a Tita

Visitem os respetivos espaços ou sigam "desafio 52 semanas".

 

 

11
Mai18

A respeito da autodeterminação da identidade e expressão de género

por P. P.

 

sharon-mccutcheon-658466-unsplash

 Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

 

 

   Neste texto de opinião, não me preocuparei com as diferentes designações que têm vindo a ser atribuídos aos transexuais. Importa que o leitor entenda do que se fala, com simplicidade e clareza.

 

   Há muitos anos atrás, quase 20, tive contacto com a 1.ª amiga transexual. Na altura, admito que não sabia do que se tratava. Naqueles tempos, estes casos apenas eram confidenciados a amigos íntimos e por vezes, a um ou outro técnico de saúde.  De maneira geral, em meu entender, vivia-se na ignorância acerca da realidade dos transexuais

Uma vez que, por razões profissionais e familiares, esta minha amiga nunca fez tratamento hormonal nem de mudança de sexo, tenho vindo a acompanhar o sofrimento mais profundo de quem se sente de outro género, não podendo, em contextos triviais, manifestá-lo. O viver num mundo que não o seu, acorrentado num corpo com o qual nunca se identificou. Posso exemplificar, a recusa em usar soutien, a aversão às mamas, quantas vezes apertadas por forma a não se evidenciarem, a preferência pelas roupas masculinas e todo um conjunto de hábitos não muito associados ao género feminino, o repúdio pela menstruação e genitais,...

Que fique claro, na transexualidade não estamos perante uma orientação sexual. A minha amiga sente atração por mulheres, como homem. Toda a forma de galanteio, mimos e cortesias numa relação são "masculinas". Como tal, não há atração por uma lésbica. Dentro do corpo de uma mulher, há um homem. 

 

   O sofrimento de um transexual é atroz. O bullying começa bem cedo na escola, a rejeição pelos familiares, colegas, "amigos"... Destes atores, há quem se recuse a ver o óbvio. Também há quem procure exorcizar a identidade e a expressão de género, sem qualquer pergunta ao sujeito em causa. 

 

   Entendo que, ao longo dos tempos, o conceito e sofrimento dos transexuais tem vindo a ser "denegrido" pela pornografia. Muitas vezes, são chamados de transexuais ou até mesmo de hermafroditas, quando os "atores" estão em fase de mudança de sexo. Tal não é correto. Um transexual não tem os dois sexos e quando tal acontece, é porque um deles ainda não foi removido. Conste ainda que os transexuais não sentem atração física ou sexual por ambos os géneros. Regra geral, assistimos a "atrizes e atores" que procuram na pornografia, o dinheiro necessário à continuidade dos tratamentos. 

 

   Por mais palavras que utilize, é indescritível o sofrimento das pessoas nesta "condição". Até a religião pode ser (é!) castradora. Porém, não é de ânimo leve que se deve decidir mudar de sexo. Ao longo da adolescência existem várias dualidades e devaneios. A própria educação pode influenciar a criança/adolescente no encontro da sua identidade. Em suma, para "rotular" um transexual, é necessário passar por uma equipa de especialistas, de diferentes áreas, que emitam esse parecer. Assim, foi com a minha amiga, há tantos anos atrás. Como tal, concordo com o veto exercido pelo nosso PR à lei proposta para a mudança de sexo aos 16 anos, 

 

   Que a sociedade aprenda a respeitar os transexuais. O processo é lento, tanto a nível social como a nível das transformações no sujeito. Há que saber respeitar e compreender o que é viver acorrentado num corpo com um sexo com o qual não nos identificamos

 

evan-kirby-101570-unsplash

 Photo by Evan Kirby on Unsplash

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Sussure-nos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Direitos

Ainda que procure uma utilização cautelosa e não abusiva de textos, imagens e sonoridades, poderá haver lugar à utilização indevida de obras objeto de direitos de autor. Contudo, apesar do recurso às hiperligações de origem, sempre que a legislação o implique ou seja devidamente informado, de imediato procederei a reajustes. Os textos e fotografias sem referência bibliográfica são da minha autoria.

Wook