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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

09
Ago17

A presença de Diana

por P. P.

Diana and kids

 

 

 

 

   Ainda pequeno, pela televisão assisti, ao casamento daquela que viria a ser considerada a Princesa do Povo e o inusitado, Príncipe Carlos. Decorridos alguns anos, pela mesma via assisti à sua morte violenta, nunca apurada na íntegra.

   A bonita educadora de infância, desde sempre, foi ao encontro do povo, afastando-se do cinzentismo de uma Casa Real há muito assombrada e mal humorada. À semelhança de muitos adolescentes, desenvolveu um distúrbio alimentar, como muitos, padecia do síndrome do pânico, e como todos, chorava. Desde cedo, os atributos de Diana, dignos de uma história para crianças, causaram impacto. Esta foi uma personagem sem receio de pegar e tocar em crianças portadoras de HIV e/ou com diferentes carências, por exemplo. De se locomover em terrenos anteriormente minados, dizer o que devia e não devia, afastando-se do cinismo associado a determinados protocolos. 

   Muito se fala da sua vida amorosa, das traições e de eventuais jogos. Diana morreu há quase 20 anos e a sua presença ainda vende e assola uma Casa Real que, não duvido, queira denegrir a imagem desta que foi uma intrusa no passado, ainda tão presente. Como tal, dado os mortos merecerem o nosso respeito, não entendo como passado todo este tempo, ainda há quem lucre com a morte deste ser humano, pelas piores razões, sem que ela se possa defender. Parece que, acima de tudo, a princesa viveu rodeada de traidores. Se não se respeita a memória de quem já partiu, obviamente também não se respeitam os familiares diretos. Como designar aqueles que se dedicam ao jornalismo sensionalista?

   Traidores em maior ou menor escala, isso não importa. Diana continua presente nas nossas vidas.

08
Ago17

Cinema - Parecer do filme Abzurdah

por P. P.

 

 

 

 

 

 

Abzurdah - O filme

 

   Abzurdah é um filme argentino, de 2015, classificando-se como dramático e biográfico.

Uma vez mais, vi-o na plataforma de streaming Netflix, enquanto o João e o Luís Jesus, do Letras Aventureiras deram-nos a conhecer o  The Bone, Até aos Ossos, cuja visualização ainda não terminei. Uma diferença evidente, a população-alvo. Abzurdah é aconselhado para um público adulto, apesar de baseado na novela autobiográfica homónima de Cielo Latini. Mais tarde, desvendarei um denominador comum entre ambas as obras cinematográficas.

 

 

Abzurdah poster.jpg

 

 

   Cielo é uma estudante do ensino secundário, algo descontextualizada dos seus pares. Uma paixão arrebatadora dominia-a. Alejo, um homem mais velho, dá-lhe todo o prazer carnal e frequência que ambiciona. Com o decorrer do tempo, apercebe-se que apenas estão unidos pelo sexo intenso e ardente. Alejo não manifesta empenho no relacionamento e Cielo acaba por desenvolver uma dependência do amante. Mais do que sexo, Cielo sente não conseguir viver sem ele. Julgando-se imperfeita, e como tal indesejada, encontra na mudança dos hábitos alimentares um caminho. Este, impiedoso e sem retorno, leva-a ao mundo dos distúbios alimentares, sendo-nos mostrada a anorexia tal como ela é. O distúrbio acentua-se quando Cielo descobre que o amante tem um filho de meses e mulher. Na verdade, tem mulheres que usa e descarta sem que a esposa interfira, conseguindo assim mantê-lo por perto. 

   Já na faculdade, Cielo começa a não conseguir esconder que algo está errado com ela. E um dia, o desespero leva-a a tropeçar no sinuoso caminho até então percorrido, podendo ser tarde para regressar ao mundo dos vivos. Há que saber dizer não.

 

 

abzurdah-la-pelicula-basada-en-una-historia-real

 

  Este filme mostra-nos que o cinema argentino recomenda-se. Relativamente à classificação etária, a única justificação que encontro prende-se com as cenas sensuais, muito frequentes no início da película, como no nascer de uma relação de dependência. Saliente-se que são destacados os relacionamentos pela internet, neste caso conducentes à patologia em causa. Como tal, sugiro que esta obra cinematográfica seja vista por pais, educadores, profissionais de saúde e adolescentes, acompanhados pelos respetivos tutores.

   É-nos transmitida uma mensagem de esperança e persistência para o caminho da "vida"

 

 

   Veja o trailer

 

 

Curiosos?

Eis um resumo do que há de escaldante.

 

 

 

 

06
Ago17

Leitura - De Negro Vestida

por P. P.

   Este é o livro que a minha mãe, nos seus 66 anos, devorou num ápice. De João Paulo Videira, da Chiado Editora, um retrato de muitas mulheres da sua geração.

 

A respeito desta obra, na contracapa da minha edição, José Cabeleira Gomes refere:

 

(...) Este romance, ao dar voz à mulher, ajusta contas com o homem. Incapaz de distinguir o sexo do amor, incapaz de respeitar a mãe dos seus filhos. O homem cobridor!" ...

 

 

 

20170805_De Negro Vestida por PP

 

Atualização, em 25 de setembro de 2017

 

Para saber mais, a respeito da obra, leia esta publicação, no blogue do autor.

05
Ago17

Fotografia - Olhar sedento

por P. P.

   Longe vão os dias em que ousava retocar os seus lábios de vermelho sangue.

Insensata à luz da sedução, aquele cruzar de pernas rendia-lhe o paraíso jamais ambicionado pelos moradores de rua.

Naquela dia, sedenta do elixir fálico do amante, enquanto o carro preto servia de esconderijo aos segredos mais profundos da sua condição, nada a fizera prever que a sua mão iria ao encontro de algo hirto e relativamente grosso. O punhal que se inteirou do seu corpo, no rodopio dos segredos de um certo senhor do Estado, para o qual a verdade da mentira jamais podia emerger.

P.P. 

 

 

IMG_20170804_153008_508 do meu arquivo pessoal

 

03
Ago17

O preconceito é sinal de desconhecimento

por P. P.

 

 

A dança também é "coisa" de homens.

 

 

André Branco

 

 

 

   O título desta publicação é uma afirmação de André Branco, dançarino e coreógrafo, que todos já tivemos a oportunidade de acompanhar, por exemplo, em Dança com as Estrelas, da TVI. Desta vez, surge em destaque num artigo do blogue de João Montez, Pela Fechadura. A apresentação está tão bem conseguida que, a meu ver, nada mais há a acrescentar. 

 

 

Sou apaixonado pelo que faço.

E tu,

Podes dizer o mesmo?

 

                                                               André Branco

 

 

   Vejam o vídeo seguinte, com atenção, acompanhem o blogue do João e não esqueçam: o preconceito é sinal de desconhecimento.

 

 

 

 

Vídeo

Realização e Edição: João Pereira
Ass. de Realização: Fábio Mestre
Ass. de Produção: Rui Marques

 

Não esqueçam: continuem a inscrever os vossos filhos em atividades extracurriculares que correspondem aos vossos sonhos, às palavras da sociedade e não às reais potencialidades e interesses das vossas crianças/adolescentes. 

 

 

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