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Insensato

(In)correto com sentimento.

(In)correto com sentimento.

Insensato

02
Set17

Série #10 Mar de Plástico

PP

Mar de plástico da Antena 3

 

 

   Mar de Plástico é uma série Espanhola, que se desenrola em 2 temporadas, da Antena 3, que podemos ver na Netflix. Sem dúvida, uma das minhas preferidas, nas férias de verão.

 

   Mistério, crime, psicopatas, diferenças culturais, tráfico humana e droga são ingredientes que se misturam numa série que por vezes recorda Twin Peaks, dos anos 90.

Tudo começa quando, ao ligar o sistema de rega das estufas, ao invés de água límpida é projetada água com sangue de origem desconhecida. Mais tarde, no tanque da água, descobre-se a cabeça cortada de uma rapariga desaparecida...

Muitos são os suspeitos, sobretudo aqueles que nos ocorrem na nossa mente até ao último episódio da 1.ª temporada. Da 2.ª temporada fazem parte cenas mais ousadas e uma trama que continua muito bem organizada e sustentada. Uma vez mais, voltamos a ficar surpreendidos com o criminoso e... nunca sabemos quem será a próxima vítima. 

   Um aspeto interessante, é o destaque dado às minorias que povoam o país vizinho e à sua convivência; o que não deve diferir muito do nosso país. 

 

Veja os trailers.

24
Ago17

Série #9 A série Ingobernable

PP

 

 

 

Ingobernable

 

 

 

 

   Ingobernable é uma série mexicana, da Netflix, lançada em março deste ano e com a segunda temporada prevista para 2018. É protagonizada pela verdadeira La Reina del Sur (2010), Kate Del Castillo.

   O suspense está presente do princípio ao fim, num mundo onde nem tudo é o que parece ser. Ao dar vida à 1.ª dama do México, a personagem principal, Emília será suspeita do assassinato do marido, dado um cenério previamente delineado. Quem matou o Presidente do México? À nossa agora ex-primeira dama resta fugir e continuar a descobrir a verdade...

 

A ver, o trailer.

15
Ago17

Série #8 As Telefonistas

PP

 

las chicas del cable

 

 

 

   Las Chicas del Cable (Telefonistas) é uma produção da Netflix Espanha, cujas temporadas 2 e 3 já estão agendadas.

   Com figurinos e adressos fantásticos, à semelhança de Gran Hotel, o argumento cativa o espetador, que por vezes caí no estilo "folhetim". A ação decorre em Madrid de 1928 e acompanha as personagens Lidia, Carlota, Ángeles e Marga, na sua emancipação, se assim se pode chamar, ao trabalharem como telefonistas numa empresa telefónica. No único lugar que representa progresso e modernidade para as mulheres da época, elas aprendem a lidar com inveja e traição, enquanto embarcam na busca do sucesso. 

 

O papel da mulher na sociedade de então está muito bem retratado, enfatizando a violência doméstica, não se tratando de uma obra feminista ou sexista. Algumas cenas acabam por se tornarem chocantes face ao contraste entre a atualidade e os direitos e deveres de então.

Destaco ainda o genérico, moderno e clássico conjugados de forma exemplar.

 

Veja o trailer.

 

 

14
Ago17

Série #7 Opinião sobre "O Marginal"

PP

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   El Marginal (O Marginal) é uma série de 13 episódios argentina, nas categorias de drama e policial. Acima de tudo, trata-se de uma obra que critica o sistema judicial que se pratica na América Latina, favorecendo uns, destruindo outros e que dá lugar à corrupção.  Esta série foi bastante aclamada pela crítica francesa encontrando-se, atualmente, a ser transmitida, por exemplo, pelo Canal + francês.

 

   O seu início é algo lento, mas com o decorrer dos episódios, a ação e o drama tomam conta do espetador. Há a somar a magnífica interpretação do ator principal. 

 

   Da sinopse consta um polícia que consegue, através de uma identidade falsa, ser preso, por forma a obter informações sobre o rapto da filha de um juíz. Esta série termina de forma bastante boa, à semelhança de um bom filme de cinema, deixando-nos ansiosos por uma 2.ª temporada, ainda não confirmada.

 

  Destaco positivamente a escolha dos atores, a forma como a série foi filmada e a luz utilizada.

Veja o trailer.

 

 

 

 

 

 

18
Jul17

Série #6 Historia de un Clan

PP
 

historia-de-um-cla.jpg

 

 
 

 

   A sociedade está repleta de psicopatas. Na sua maioria, esta patologia não foi diagnosticada ou nem é acompanhados pelas diferentes instâncias sociais e de saúde. Em a “História de um Clã” (El Clan, 2015), filme que se tornou série da Netflix dirigida por Luis Ortega, são dados contributos para a compreensão desta perturbação da personalidade e do comportamento. Como ponto de partida, a história da família Puccio que atormentou Buenos Aires na década de 80.

 

Arquímedes (Guillermo Francella) é o patriarca da família Puccio, um homem singular que varre a calçada todos os dias e cumprimenta simpaticamente os vizinhos de San Isidro, nos arredores de Buenos Aires. O filho mais velho, Alejandro (Peter Lanzani) é um popular jogador de râguebi. A família conta ainda com outro rapaz, que no decorrer da ação revela-se muito similar ao pai, apreciando toda a dinâmica associada aos raptos e mortes, e duas meninas; sempre unidos e fazendo as suas orações antes de cada refeição.

O que a sociedade de Buenos Aires de então não imaginava é que, durante anos, o sotão da residência dos Puccio estave constantemente ocupado. Arquímedes valeu-se da experiência como ex-agente da ditadura para chefiar esquema de sequestro de familiares de empresários.

O filho primogénito foi obrigado pelo pai a participar dos sequestros, entre eles o de um amigo do clube de râguebi. Alexandre vê-se em crise, contrariado e profundamente angustiado pelas pressões de um pai absolutamente manipulador e maquiavélico.

Embora fingissem uma vida normal e de desconhecimento do que estava a acontecer, a família ouvia os gritos das pessoas sequestradas e torturadas por Arquímedes e seus cúmplices. Estas pessoas acabavam mortas, mesmo após o pagamento do resgate pelos familiares”

Extraído e adaptado por P.P.  de Wikipedia, às 24h de 30/03/17

Assista a uma síntese dos atos praticados aqui. e/ou aqui

   Esta série conta com interpretações muito boas, bom argumento e reconstituição histórica. A banda sonora, no que aos temas em inglês diz respeito, nem sempre está devidamente contextualizada nos anos 80, mas é fantástica. Possibilita a reflexão e discussão acerca de temáticas atuais. Em alguns aspetos românticos ou humorísticos, remeteu-me para “Como Água para Chocolate“.

 

 

09
Jul17

Série #5 Gypsy

PP

   Gypsy é designado como um thriler psicológico da Netflix, com uma temporada de 10 episódios. Pessoalmente, considero tratar-se de uma drama, dada a monotonia e a dinâmica da série não conseguirem ir ao encontro do desejado para um thriler. No nosso país, a estreia foi no passado dia 30 de junho.

 

   Penso que esta série será do agrado de psicólogos e psiquiatras, dada a instabilidade vivida por Jean (Naomi Watts), uma terapeuta que se envolve nos dramas dos seus doentes, indo ao encontro, em meu entender, do seu subconsciente. Contudo, 10 episódios são excessivos para aquilo que decorre lentamente. Esta história daria lugar a um bom telefilme.

 

 

Gypsy - cena da série

 

 

 

“Há uma força mais poderosa que o livre arbítrio: o subconsciente. Nunca somos quem realmente dizemos ser. Provavelmente somos alguém completamente diferente."

 

Frase que dá início à série, emitida pela personagem Jean

Jean de Gypsy

 

 

   Ao longo da trama, a protagonista vai usar um método que é levada ao extremo no caso de Sam (Karl Glusman), um paciente que não consegue ultrapassar o fim relacionamento com a ex-namorada Sidney (Sophie Cookson). Jean frequenta o Rabbit Hole, o local de trabalho de Sidney, e além de criar uma nova identidade, inicia com a jovem uma relação que anda entre o erótico e o perturbador. Nestas cenas assiste-se a um toque erótico bem conseguido.

  Além da falta de ética que rege a sua vida profissional, a sua vida pessoal não é menos complicada. Michael, o marido de Jean, lida diariamente com a sedução da assistente Alexis (Melanie Liburd) e a filha, Dolly, questiona a formatação de género e começa a dar sinais de se identificar como rapaz, causando inquietação na escola e nos pais dos colegas. Este é um dos pontos fortes da série, ao abordar, com naturalidade, uma eventual transexualidade de uma criança (sim, as crianças também têm sexualidade!). Ainda há lugar para uma doente com comportamentos aditivos, contexto que podia ter sido melhor explorado, e a de uma mãe que tem dificuldade em fazer o luto e desprender-se da filha

   “O drama da Netflix com Naomi Watts centra-se em temas de auto-ilusão e obsessão que ecoam Mulholland Drive, só que tudo é muito óbvio e bastante aborrecido”, escreve a Hollywood Reporter, que compara o círculo de amigas de Jean com as mães de Big Little Lies.

   Ao contrário do que tem sido apontado por muitos, considero o desempenho dos atores muito bom, resultado de um bom casting. Onde esta série falha não é, a meu ver, no grupo de atores. A banda sonora é outro aspeto muito positivo a destacar, a qual pode escutar no Spotify, aqui. O  tema do genérico, dos Fleetwood Mac, em 1982, encontra aqui.

 

"Quem és quando ninguém te vê?"

 

Assista ao trailer desta série.

 

 

02
Jul17

Série #4 Sense8

PP

Sense 8 - Netflix

 

   Neste artigo, apresento a minha opinião acerca da série Sense8, transmitida na Netflix, em duas temporadas, prevendo-se um episódio de 2 h, por forma a satisfazer os anseios dos fãs. 

 

   Sense8 foi criada pelos irmãos Wachowski, The Matrix, e por J. Michael Straczynski, Babylon 5. De início tive dificuldade em compreender a narrativa e a definição da história. Ela desafia e explora vários conceitos e realidades em simultâneo, deixando vários pontos de interrogação a pairar durante toda a 1.ª temporada. Os primeiros episódios são lentos e a trama demora a organizar-se. Esta segue a história de oito indivíduos de oito cidades diferentes, Chicago, São Francisco, Londres, Cidade do México, Seoul, Berlim, Nairobi e Mumbai, enquanto estes descobrem que estão ligados intrinsecamente uns aos outros pelos seus sentidos.

 

 

 

 

   Considero que esta série valoriza a amizade, a igualdade, o espírito de grupo e a tolerância sexual, social e religiosa. Nela é inegável a qualidade técnica atrativa e as personagens com dramas humanos bastante reais e identificáveis. Em alguns aspetos, a história tem uma dimensão de ficção científica, mas é no erotismo, ação, drama e algum suspense que consegue o seu exponencial. Algumas razões para ver esta série são a ousadia e a diferença, perfil dos personagens, apresentação de diferentes realidades (LGBT, culturais, sociais, religiosas, sexuais,...) e a banda sonora. Destaco,

 

What's up das 4 non Blondes;

 

Kettering dos The Antlers;

- Mute dos Youth Lagoon;

- Mad World por Marius Furche e

Knockin’ On Heaven’s Door por Antony & The Johnsons.

 

   Do mistério envolvendo os sensitivos, a série começou a dar lugar ao desenvolvimento da vida dos protagonistas, deixando de lado a componente inicial. Assim se desenvolveu a 1.ª temporada enfatizando as orgias, os encontros sensoriais e as cenas de ação. A primeira metade da segunda temporada concentrou-se em estabelecer as descobertas dos sensitivos a respeito da organização secreta que os persegue, entre muitos flashes que informam ao público a derradeira verdade sobre as capacidades dos protagonistas. O mistério cessou, ainda que esta tenha sido a minha preferida. 

 

 

   Alguns dos personagens passam quase toda a temporada em função do mistério e outros não. As narrativas mais interessantes acabam sendo a de Lito, Miguel Ángel Silvestre, que decorre quase toda por fora da trama central  e a de Nomi, Jamie Clayton, a única personagem que consegue unir perfeitamente seu envolvimento com o mistério e com a própria vida pessoal. Não por coincidência, esses dois personagens são ligados às causas LGBT. 

 

Miguel Angel Silvestre

 

Jamie Clayton

 

 

   Sense8 tem muitos aspetos positivos e a sua existência é importante sobretudo para as causas das minorias. O "dar explicações", evidente na 2.ª temporada, ao invés do "como" ou saber o porquê é uma crítica apontada por muitos. Contudo, como já referi, esta temporada foi a minha preferida. 

29
Jun17

Série #3 Gran Hotel

PP

  Só neste mês tive oportunidade de ver a série Gran Hotel da Antena 3 , através do magnífico serviço de streaming Netflix .

Dado prefir séries Europeias ou da América Latina, decidi investir neste projeto, de forma aleatória, com 3 temporadas, em cerca de 60 episódios.

Não me arrependi!

 

Alicia e Julio - personagens principais de Gran Hotel

 

 

   Ao longo de todos os episódios, o mistério, drama e humor misturam-se na devida proporção. Assim é conseguida uma história que prende desde o 1.º episódio. Naquele hotel predominam segredos há muito guardados, chantagens, diferenças de classes sociais, amores proibidos e até um serial killer. O início do século XX está retratado de forma exemplar, com adressos, figurinos e cenários de fazer inveja. 

 

   E você, já deu uma oportunidade a esta série?

 

 

Assista ao trailer da 1.ª temporada.

 

 

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