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Insensato

(In)correto com sentimento.

(In)correto com sentimento.

Insensato

24
Set17

Voar sem Enguiço

2P

Olhar o quê e procurar o porquê, para quê?

Dos meus olhos brota a inércia de um ódio não consentido, sem ponta de viso. 

 

Naqueles tempos, o amanhã perdeu o sentido. 

Hoje, os loucos controlam o mundo, desde o micro ao macrocosmos, com um nefasto riso. 

 

Já eu, esse ser desprovido de razão, anseio um voo leve e sem sofrimento. 

Agora, aqui ou ali... Sem sinais, lágrimas ou enguiço.

 

 

Na Serra da Estrela by PP @ Flickr

 

16
Set17

Lamento à Incógnita

2P

 

Close Door by PV - Flickr

 

 

   Quantas vezes o sofrimento é mensurável? 

A matemática da vida não permanece objetiva e o conjunto solução é tantas vezes vazio ou infinito. 

 

   Nos acordes das notas de sangue, em Dó maior, a dor da alma arrisca-se a anular as fragrâncias que aquela porta encerra, a par das memórias de uma vida, agora quase sem cor. 

De que adianta gritar, quando o mundo desvirtualiza o que é nosso?

 

Assim, aos poucos se morre.

Na espera.

Na oração.

Da esperança.

 

Temporariamente sós, até àquele lapso da vida que nos remete para a incógnita.

 

 

07
Set17

Contra um mundo de alterações climáticas

2P

   Em Portugal, quase tudo se esquece. Há que dar prioridade à vaidade de um umbigo, exibindo extravagâncias ou alimentando o que pouco importa. 

 

   O Homem não detém o controle nem a chave da Natureza. 

Esqueçam-se os incêndios, menosprezem-se as consequências, entenda-se o aquecimento do planeta com uma repetição do passado ou forma de manter o bronzeado, não se cultive um mundo para os nossos descendentes.

 

 

Adianta falar nisto?

 

 

 

01
Set17

Música #29 Ké - Strange World

2P

 

 

1427592464597o4

 

 

  Esta música, quando lançada, foi de encontro à minha forma de sentir e estar. Não que muito tenha mudado. Porém, naqueles tempos, sentia-me sufocado e com tantas perguntas sem resposta... Dava entrada no mundo da mentira, traição e competição.

De início, desconhecia o videoclip. Com a instalação da parabólica, que então possibilitou-me a entrada noutras culturas e soniridades, provavelmente no então alemão Viva (ou Viva II ) deparei-me com nova projeção do meu ser. Simples, o videoclip de Strange World vai ao encontro, ainda (!), dos nossos dias.

 

O que pensa a respeito desta música/videoclip?

 

 

O videoclip original

 

 

Quase uma década depois, os HIM realizaram um cover deste tema, o qual não é do meu agrado, mas...

 

 

 

A letra 

30
Ago17

Ontem fizemos parte do Blogs Quentes

2P

Sapo Blogs - os quentes

 

 

   Ontem, com um tema da atualidade, analisado pelo ponto de vista de um professor, o Insensato fez parte dos quentes do dia. Ou seja, dos blogues e artigos mais comentados do dia aqui, no Sapo Blogs

Sem qualquer destaque atribuído pela equipa, o artigo Dois Blocos Pedagógicos da Porto Editora - O que realmente importa foi o 9.º mais debatido desta plataforma. E, em meu entender, para isso serve a blogosfera: o debate sempre salutar e construtivo a respeito de diferentes temas.

 

Obrigado leitores e seguidores. 

28
Jul17

Ela e as bolas de sabão

2P

   

soap-bubble-1873433_1920 @ Pixabay

 

 

 

 

   Ainda há pouco tempo, as bolas de sabão despertavam-lhe um sorriso.

 

- Que bonitas - dizia.

 

Seguramente, estas bolas de sabão não fizeram parte da sua infância, entre serras e ovelhas, com a Escola tão longe que acabou por não a frequentar. Além do trabalho, tinha de cuidar dos irmãos mais novos. As brincadeiras decorriam à beira rio e pela linha do caminho de ferro.

 

   Naqueles tempos, em plena década de 30, era tão raro ver-se, por aqueles montes de xisto, cabelos de ouro que muitas pessoas, com as suas malas, paravam nos caminhos, e queriam tocar-lhe nos fios de cabelo. Julgavam tratar-se do metal precioso, por todos ambicionado. Ela tinha medo de desconhecidos. Fora preparada para não confiar no bicho homem e respetivas intenções. 

 

   Frequentes eram as inundações, dada a subida das águas do rio. E o caudal tornava-o perigoso pois corria com raiva, escondendo aquelas rochas traidoras. Da aparente abundância, em pleno Estado Novo, num ápice ficava-se sem nada, à mercê de um Deus omnipotente. Um dia, ao dormir, não se apercebeu da roda de fogo que a rodeava, lançando vários braços em tons de vermelho laranja que a queriam diabolicamente abraçar. Os fios de ouro que cobriam a sua cabeça e deslizavam pelas costas deviam ser entregues ao seu mestre. Contudo, num ato de coragem, foi socorrida atempadamente. Da casa nada restou. Uma vez mais, sem nada. O rio ali ao lado e o caminho de ferro. Das cinzas, a família teve de renascer. Tempos em que o espírito de entreajuda e camaradagem predominavam, apesar dos nadas materialistas que se apontam à época.

 

   Estes momentos permaneceram no seu interior por mais de 8 décadas. Descobrimo-los ao associar factos, durante os longos períodos em que de si parece emergir uma outra pessoa, de voz forte e sempre desesperada. Durante tempos, as bolas de sabão e um creme de rosto foram acalmando este ser assustado ou apavorado.

 

   Com o decorrer do tempo, o esquecimento mais significativo. Agora, já não há fogo, cheias, incêndios, terrenos que se alagam, nem cremes ou bolas de sabão que a façam sorrir. À semelhança das suas memórias, também o seu corpo vai encolhendo e as frases dão lugar a palavras. Há o rebentar da bola de sabão, onde também nós permanecemos, numa ali ao lado, persistindo e alimentando a ilusão.

 

 

Estes são alguns fragmentos da vida da minha avó, Doente de Alzheimer

#doençadealzheimer

 

 

22
Jul17

Poesia #1 Eu e Ela

2P

flowers-677371 @ Pixabay

 

 

 

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más idéias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.

Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distração,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiro,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou apagãos, via à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de Faublas...

 

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'

 

 

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