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Insensato

(In)correto com sentimento.

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Insensato

12
Out17

Livro #1 | Vendedor de Lágrimas

PP

 

Vendedor de Lágrimas de Paulo Guerra

 

 

 

 

   A publicação dos trabalhos de Paulo César levaram alguns leitores a questionarem-me acerca da aquisição do seu livro Vendedor de Lágrimas. Pois bem, a obra tem uma página no Facebook, através da qual podem contactar o autor.

 

Com a autorização do Paulo, que não utiliza o AO, deixo-vos as palavras iniciais deste Vendedor de Lágrimas.

 

 

 

Há anos que fotografo usando Paulo César como nome, desde sempre a paixão pela fotografia e também o acto de escrever fizeram parte de mim.

Quando escolhi o nome como fotógrafo optei apenas pelos meus nomes próprios, queria ser apenas eu, começar do zero, sem herança genética, sem passado, apenas presente e futuro.

Como escritor sou Paulo Nascimento Guerra, sou eu, com passado, presente e futuro, com a herança genética, com as memórias, com os esquecimentos, com todas as virtudes e todas as falhas destes anos desta vida.

Mas sempre eu, e todos os eus que vivem em mim.

Desde há muito que existe o sonho de ter um livro de textos.
Estes meses de pausa do início de 2016 fizeram-me ter tempo para escolher e rever textos escritos desde 2001. Concluí que devo direccionar mais a atenção, o tempo e a energia para mim, para as minhas coisas, para tornar os meus sonhos concretos e reais.

O nome "Vendedor de Lágrimas" surgiu há uns dois anos, sem eu saber o porquê, e sem ter no momento um texto que o justificasse, ou sequer, ter a noção de quem seria esse tal vendedor, ao escrever o texto descobri que sou eu o Vendedor de Lágrimas, o "que passa a vida a secá-las nos rostos dos outros"... E que "morrerei um dia afogado porque as limpo e as seco".

De início foi estranho, não tinha a noção de quem seria, mas o juntar das letras, o formar das palavras... As frases fizeram todo o sentido e sim... Sou eu o "protagonista" do meu livro, tal como devemos ser todos da nossa própria vida, os obreiros de nós mesmos.

Vivi uma vida emprestada nestes meses, esta que me acompanhou, preencheu e secou neste início de ano. É óbvio que existiu toda uma vida antes deste "empréstimo", existem e existirão muitos meses desta "nova" vida, a todas estou grato.
Estou grato por ter uma alma que, sem reclamações, se ajustou ás várias formas que o meu corpo assumiu na vida emprestada. Não sei como conseguiu tal ginástica, reduzindo-se e encaixando num corpo que eu não reconhecia de todo.

O meu segundo livro já tem nome: "Liturgia das Almas", gosto da ideia de alma, acredito apesar de não ser palpável, é algo que ninguém em concreto e absoluto consegue definir o que pode ser, e sobre o qual escrevo muitas vezes.
Deste primeiro retirei todos os textos onde a palavra alma aparecia.

Porquê o segundo livro com o nome de "Liturgia das Almas"? Não sei, tal como o "Vendedor de Lágrimas", o título veio até mim.

Sei que a escrita terá um papel importante nesta "nova" vida, sei que nesta minha caminhada, em que muitas vezes caminhar é voltar para trás e seguir um outro caminho, sempre haverá textos. De agora em diante deixarão de ser apenas meus, serão nossos, vossos.

Ambiciono que a minha escrita faça a diferença.

Espero que alguns textos vos façam ir aos vossos sótãos de memórias empoeiradas (de muitas delas só queremos o esquecimento), que com outros vos provoque "murros no estômago", por vos fazer sentir coisas que não queriam, mas também que vos façam sorrir, sonhar, e acima de tudo dar forças e querer, para conseguirem viver os vossos sonhos de peito cheio e de olhos abertos.

Num ápice tudo pode mudar, sei que desperdiçamos demasiado do nosso tempo com nadas, que fazemos os outros desperdiçar tempo, mas é fácil fazer mais. É fácil fazermos melhor. É fácil sermos melhores e uns pelos outros, sem egos inflamados, e umbigos do tamanho do mundo.

Somos nadas, e a imagem de que existem mais estrelas no céu do que grãos de areia em todas as praias do mundo, diz muito da nossa pequenez, e também da nossa grandeza. Esta é tanto maior quanto mais e melhor fizermos por nós e pelos outros, isto será seguramente um dos sentidos maiores do meu viver, pelo menos que seja destas minhas vidas.

Estou grato.
Dizem que o melhor que temos na vida são os amigos. É quase isso, o melhor só pode mesmo ser Nós mesmos... E todas as pessoas que trazemos no coração. Há as especiais, que até podem passar anos que continuam assim mesmo, especiais para nós, são aqueles que apelido de habitantes do meu coração, felizmente tenho muitos, nenhum sobra, nenhum faltará, haverá sempre espaço para todos aqueles que esta vida me trouxer, e também o desprendimento suficiente para deixar partir quem tiver de partir.

Tenho sorte, muita sorte, e estou grato à vida mesmo com todos os pesares.Grato à vida apesar das pausas, dos dissabores, dos contratempos, mas também de tantas coisas boas que me fazem sorrir.

Estou grato a todos, aos que me amam (a vossa presença nos momentos difíceis, seja de que modo for, seguramente torna os dias mais fáceis) e também muito aos outros, eu não quero ser como vocês, eu sou apenas o que sou, e sei que em cada dia quero ser melhor do que aquilo que já fui antes.

Estou grato à minha mãe, por tudo. Pela companhia, pelo amor, pelo afecto, pelas horas a dar-me a mão no hospital, pelo orgulho que tem em mim, pelos silêncios quanto ás coisas que não gosta, também grato pelos momentos maus. Estamos todos longe da perfeição, mas sei que está comigo, do mesmo modo incondicional que estou com ela.

Acredito que tudo na vida tem um propósito maior, mesmo que não seja tangível, nem entendamos o porquê, sei que esta vida "emprestada" que felizmente se desvanece fez com que este Vendedor de Lágrimas nascesse mais rapidamente.

Espero que gostem, se comovam. E que de uns quantos não gostem também, aguardo os comentários. Esse retorno será importante para mim.

A todos entrego estes meus textos, que a partir de agora são nossos.

Sejam gratos, façam a diferença.
Paulo Nascimento Guerra

 

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