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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

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O (in)correto deambula entre nós

Ainda a utilização dos telemóveis e/ou smartphones nas Escolas

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   Promovidos pelo Sapo Blogs, tive a oportunidade de ler alguns artigos a respeito da utilização dos telemóveis nas Escolas. Daqueles que li, em destaque, confunde-se "telemóvel" com "smartphone". O primeiro tem acentuadas limitações comparativamente com o 2.º.

 

   Ambos, não devem servir como forma dos alunos manterem a dependência dos pais, apresentarem a sua versão dos factos perante uma ocorrência, utilizar recursos proibidos na sala de aula, ... Porém, em todos os casos, todas as Escolas têm um Regulamento Interno a ser cumprido por pais, professores e alunos. 

 

   Relativamente aos smartphones, na inexistência de um número insuficiente de tablets (e portáteis) nas Escolas, ao nível do 2.º Ciclo e níveis seguintes, estes podem ser um meio para utilizar aplicativos destinados à educação. Como exemplo, o Geogebra, aplicativo de Geometria dinâmica. Outras aplicações permitem consolidar conhecimentos, fazer registos... Recordo uma, com a qual, ao fotografar uma planta obtenho os seus diferentes grupos taxonómicos, incluindo a nomenclatura binomial. E utilizar o excel em simultâneo que o professor? Em suma, há que atender ao grupo turma com o qual nos deparamos, assim como aos valores transmitidos pelos pais. 

 

   Para finalizar, como professor colocado a distâncias superiores a 100 Km de casa, regressando cada quinzena ou mês, mesmo efetivo, até ao momento, ainda não tive de proibir a utilização do telemóvel aos meus alunos. Ainda que em modo vibratório, desde a 1.ª aula coloco-os a par da situação. Como ter o smartphone desligado quando os pais têm cancro ou antes, e em simultâneo, a avó, acamada, portadora da Doença de Alzheimer? Orgulho-me quando os "meus pequenos" correspondem à minha sinceridade: "Senhor Professor, a minha mãe está doente. Posso ter o telemóvel ligado, por forma caso piore, telefone-me?" ou "Posso telefonar-lhe às 9h?". Ambos os exemplos são reais e referem-se a alunos que têm autocarro entre as 6h 30min e 7h. Como dizer não a gesto tão nobre e pouco usual nos nossos dias? Em alguns Agrupamentos de Escolas, temos alunos que distam 25 Km da Escola, com maus acessos, os mesmos pelos quais nos aventuramos nas viagens.

Contudo, certo é que tenho sido abençoado, até à data,  com a grande maioria dos alunos.

As crianças/adolescentes tendem a imitar os nossos comportamentos. Como tal... 

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