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Insensato

(In)correto com sentimento.

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02
Jul17

A série Sense8

PP

Sense 8 - Netflix

 

   Neste artigo, apresento a minha opinião acerca da série Sense8, transmitida na Netflix, em duas temporadas, prevendo-se um episódio de 2 h, por forma a satisfazer os anseios dos fãs. 

 

   Sense8 foi criada pelos irmãos Wachowski, The Matrix, e por J. Michael Straczynski, Babylon 5. De início tive dificuldade em compreender a narrativa e a definição da história. Ela desafia e explora vários conceitos e realidades em simultâneo, deixando vários pontos de interrogação a pairar durante toda a 1.ª temporada. Os primeiros episódios são lentos e a trama demora a organizar-se. Esta segue a história de oito indivíduos de oito cidades diferentes, Chicago, São Francisco, Londres, Cidade do México, Seoul, Berlim, Nairobi e Mumbai, enquanto estes descobrem que estão ligados intrinsecamente uns aos outros pelos seus sentidos.

 

 

 

 

   Considero que esta série valoriza a amizade, a igualdade, o espírito de grupo e a tolerância sexual, social e religiosa. Nela é inegável a qualidade técnica atrativa e as personagens com dramas humanos bastante reais e identificáveis. Em alguns aspetos, a história tem uma dimensão de ficção científica, mas é no erotismo, ação, drama e algum suspense que consegue o seu exponencial. Algumas razões para ver esta série são a ousadia e a diferença, perfil dos personagens, apresentação de diferentes realidades (LGBT, culturais, sociais, religiosas, sexuais,...) e a banda sonora. Destaco,

 

What's up das 4 non Blondes;

 

Kettering dos The Antlers;

- Mute dos Youth Lagoon;

- Mad World por Marius Furche e

Knockin’ On Heaven’s Door por Antony & The Johnsons.

 

   Do mistério envolvendo os sensitivos, a série começou a dar lugar ao desenvolvimento da vida dos protagonistas, deixando de lado a componente inicial. Assim se desenvolveu a 1.ª temporada enfatizando as orgias, os encontros sensoriais e as cenas de ação. A primeira metade da segunda temporada concentrou-se em estabelecer as descobertas dos sensitivos a respeito da organização secreta que os persegue, entre muitos flashes que informam ao público a derradeira verdade sobre as capacidades dos protagonistas. O mistério cessou, ainda que esta tenha sido a minha preferida. 

 

 

   Alguns dos personagens passam quase toda a temporada em função do mistério e outros não. As narrativas mais interessantes acabam sendo a de Lito, Miguel Ángel Silvestre, que decorre quase toda por fora da trama central  e a de Nomi, Jamie Clayton, a única personagem que consegue unir perfeitamente seu envolvimento com o mistério e com a própria vida pessoal. Não por coincidência, esses dois personagens são ligados às causas LGBT. 

 

Miguel Angel Silvestre

 

Jamie Clayton

 

 

   Sense8 tem muitos aspetos positivos e a sua existência é importante sobretudo para as causas das minorias. O "dar explicações", evidente na 2.ª temporada, ao invés do "como" ou saber o porquê é uma crítica apontada por muitos. Contudo, como já referi, esta temporada foi a minha preferida. 

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