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Insensato

(In)correto com sentimento.

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09
Jul17

Opinião da Série Gypsy

PP

   Gypsy é designado como um thriler psicológico da Netflix, com uma temporada de 10 episódios. Pessoalmente, considero tratar-se de uma drama, dada a monotonia e a dinâmica da série não conseguirem ir ao encontro do desejado para um thriler. No nosso país, a estreia foi no passado dia 30 de junho.

 

   Penso que esta série será do agrado de psicólogos e psiquiatras, dada a instabilidade vivida por Jean (Naomi Watts), uma terapeuta que se envolve nos dramas dos seus doentes, indo ao encontro, em meu entender, do seu subconsciente. Contudo, 10 episódios são excessivos para aquilo que decorre lentamente. Esta história daria lugar a um bom telefilme.

 

 

Gypsy - cena da série

 

 

 

“Há uma força mais poderosa que o livre arbítrio: o subconsciente. Nunca somos quem realmente dizemos ser. Provavelmente somos alguém completamente diferente."

 

Frase que dá início à série, emitida pela personagem Jean

Jean de Gypsy

 

 

   Ao longo da trama, a protagonista vai usar um método que é levada ao extremo no caso de Sam (Karl Glusman), um paciente que não consegue ultrapassar o fim relacionamento com a ex-namorada Sidney (Sophie Cookson). Jean frequenta o Rabbit Hole, o local de trabalho de Sidney, e além de criar uma nova identidade, inicia com a jovem uma relação que anda entre o erótico e o perturbador. Nestas cenas assiste-se a um toque erótico bem conseguido.

  Além da falta de ética que rege a sua vida profissional, a sua vida pessoal não é menos complicada. Michael, o marido de Jean, lida diariamente com a sedução da assistente Alexis (Melanie Liburd) e a filha, Dolly, questiona a formatação de género e começa a dar sinais de se identificar como rapaz, causando inquietação na escola e nos pais dos colegas. Este é um dos pontos fortes da série, ao abordar, com naturalidade, uma eventual transexualidade de uma criança (sim, as crianças também têm sexualidade!). Ainda há lugar para uma doente com comportamentos aditivos, contexto que podia ter sido melhor explorado, e a de uma mãe que tem dificuldade em fazer o luto e desprender-se da filha

   “O drama da Netflix com Naomi Watts centra-se em temas de auto-ilusão e obsessão que ecoam Mulholland Drive, só que tudo é muito óbvio e bastante aborrecido”, escreve a Hollywood Reporter, que compara o círculo de amigas de Jean com as mães de Big Little Lies.

   Ao contrário do que tem sido apontado por muitos, considero o desempenho dos atores muito bom, resultado de um bom casting. Onde esta série falha não é, a meu ver, no grupo de atores. A banda sonora é outro aspeto muito positivo a destacar, a qual pode escutar no Spotify, aqui. O  tema do genérico, dos Fleetwood Mac, em 1982, encontra aqui.

 

"Quem és quando ninguém te vê?"

 

Assista ao trailer desta série.

 

 

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