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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

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O (in)correto deambula entre nós

Série En Immersion - no mundo das drogas a preto e branco

 

 

 

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   En Emmersion (2016) é uma minissérie francesa, em 3 episódios, coproduzida pelo canal ARTE, que vi na Netflix, na semana passada. Uma viagem ao novo mundo das drogas e das alucinações. O percurso de um polícia à paisana, demitido, no mundo violento do narcotráfico, filmado a preto e branco - em meu entender, o melhor desta minissérie, a par das cenas de alucinação -, envolvendo elementos de diferentes estratos sociais.

 

   Michel vive sozinho, com a filha de 16 anos. Ao ter noção de que esta tornara-se num caso de toxicodependência grave e sabendo que a morte se aproxima, dada uma doença neurológica, o nosso policial entra "imersão", para se infiltrar numa rede de concessionários, que está prestes a inundar Paris com um novo produto mortal... Muitos dos elementos desta "história" foram baseados em factos reais. Como tal, deparamo-nos com mecanismos atuais acerca de toda uma teia que abala todos os países

 

   Destaco a perspetiva perante os imigrantes ilegais e os abusos cometidos para com eles, com interpretações intensas.

 

O trailer

 

 

Avaliação: 3 em 5 estrelas.

 

Desafio 52 Semanas - Sinto saudades de...

Desafio 52 semanas by Fátima Bento

   A falta de tempo e o estado de espírito têm-me afastado deste desafio.

Eis-me de regresso.

 

Semana 18 - Sinto saudades 

 

- Ver a minha avó sem doença de Alzheimer e brincar com ela.

 

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 - Dos tempos de criança e pré-adolescente

 

444H

 

- De ser um professor livre em criar as aulas, desenvolver o currículo

 

433H

 

- Dos tempos em que não imperava o egocentrismo

 

304H

 

- Das flores e cores da natureza, ainda sem efeito dos incêndios, pesticidas e diversas formas de poluição

 

316H

- De sentir-me feliz

 

414H

 

- De não conhecer o cancro e a doença de Alzheimer na prática, com sequência cronológica tão desgastante e concomitantes consequências.

 

399H

 

- De Amigos e conseguir sorrir, reconquistando o brilho do meu olhar.

 

242H

 

 

  Neste desafio participam, para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana e a Tita

Visite-os também.

 

 

 

 

Sunshine Blogger Award

Sunshine-Blogger-Award

 

Para este desafio fui nomeado pela Psicogata, a quem agradeço nomeação.

 

As regras deste desafio são:

* Agradecer à Blogger que te nomeou.

* Responder às 11 perguntas que te foram dadas.

* Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas.

* Colocar as regras e incluir o logótipo do prémio no post.

 

Passemos a responder às 11 perguntas colocadas.

 

1 – Cortavas o dedo mindinho por 100 milhões de euros?

Não. O dinheiro não justifica tudo e nem sempre traz felicidade. 

Já se a quantia contribuisse para a saúde de alguém próximo, creio que seria capaz de fazê-lo.

 

2 – Se pudesses eliminar uma pessoa da face da terra quem seria e porquê?

Eliminar pessoas não é um direito nosso, mas por vezes sentimos vontade de o ter. E assim, revelando o meu lado pouco angelical, não eliminaria uma mas várias: corruptos, violadores, grande parte da classe política, psicopatas, pedófilos, quem não respeita a doença do seu semelhante, nem os animais.

 

3 – Qual a pior mentira que já disseste a alguém?

Desde pequeno interiorizei "não se deve mentir". Se o fizesse, por mais pequena que fosse a desculpa, uma sova esperar-me-ia. A verdade é que nem ao telefone ou por e-mail consigo mentir. Claro que já terei dito uma ou outra, mas tão pouco relevante que não consigo lembrar-me.

 

4 – Tens algum arrependimento na vida?

Muitos. Praticamente de todo o meu percurso desde o 9.º ano, das minhas fragilidades, de como sou, de não ter sido preserverante e de não me ter imposto quando devia.

 

5 – Se soubesses que tinhas dois meses de vida o que farias?

Comeria, comeria, comeria. Mas, quem sabe quantos meses, semanas ou dias de vida temos? Uma pergunta profunda.

 

6 – Como gastavas os 100 milhões de euros sem o mindinho?

Além de contribuir para obras de solidariedade ou tentar levar a cabo algumas, creio que mudaria de país e abandonaria o ensino.

 

7 – Se o mundo estivesse para acabar e tivesses de escolher entre salvar a raça humana e a pessoa que mais amas no mundo quem salvarias?

Como seres sociais que somos, de afetos e afinidades, penso que optaria pela pessoa amada. Contudo, estou certo que esta pedir-me-ia para optar pelos outros seres humanos.

 

8 – Já alguma vez sentiste que ias morrer? Quando?

Não, mas já-me senti no (e perante o) abismo.

 

9 – Tens algum sonho por realizar? Qual?

Tantos. Muitos dos quais fazem parte do mundo: ter um leque de Amigos, deixar de ser portador de ansiedade crónica e suas consequências, ser feliz, gostar de mim e de viver, a mudança positiva no setor educativo, um país verdejante; sem lixo, o fim da corrupção no nosso país e das assimentrias acentuadas, viajar,...

 

10 – Tens alguma “mania” pela qual és conhecido (a)? Qual?

Ansioso, dar "tiros nos pés" e dizer/pensar "eu não sei".

 

11 – Se pudesses mudar uma coisa no mundo, o que mudarias?

As mentalidades.

 

E agora, eis as minhas perguntas para os bloguistas a desafiar.

 

  1. Qual é o seu defeito que considera mais frustrante por não o conseguir corrigir?
  2. Quais são as valias que encontra enquanto bloguista na plataforma Sapo?
  3. Concorda com a mudança de sexo? Porquê?
  4. O que torna alguns bloguistas sedentos pela fama conquistada por algumas da nossa "praça"?
  5. O que valoriza no ser humano?
  6. Prefere a Super Nanny ou o "lapso" de Cinha Jardim, num canal público, ao designar por paneleirotes um casal homossexual?
  7. Para o homem atual, os bolsos das calças são suficientes no quotidiano, sem consiederar o trabalho?
  8. Os Homens podem, devem ou não utilizar maquilhagem básica, como corretivo de olheiras e creme com cor? Porquê?
  9. O que faz com que a ADSE seja um sistema tão invejado/desejado? As pessoas do interior do país terão as mesmas oportunidades de tirar partido deste sistema, comparativamente com os das metrópoles?
  10. Atualmente quase todos escrevem acerca de domínios que não são os seus. Qual é o seu parecer perante esta constatação? Como reagir perante observações infundamentadas?
  11. Qual é a sua posição perante a existência de zonas para nudistas, em praias e albufeiras, sem que beneficiem de um título específico? A nudez é um pecado, normal ou fator de desejo, conducente à proibição ou limitação em zonas específicas?

 

Este desafio fica disponível para quem a ele queira responder.

 

Destaco, de forma aleatória: Triptofano, José da XâEstúpido Aluga-se , Sílex, HD, PântanoDessarrumada , Alice Alfazema, SofiaManú e O Informador.

A série 3%

3porcento

 

O Mundo de Lá 

O Processo ainda não está concluído!

 

   Este é um artigo de opinião alusivo à série 3% da Netflix, lançada em novembro de 2016 e realizada no Brasil. Como principais intérpretes encontramos Bianca Comparato, João Miguel, Michel Gomes e Rodolfo Valente. A primeira temporada tem 8 episódios. Nesta semana temos disponível a segunda. 3% insere-se no género de ficção científica.

 

   No Brasil, depois do Apocalipse, numa região denominada Continente, a falta de tudo leva os jovens, quando concretizam 20 anos a procurar a mudança para "o mundo de lá". Este chama-se Maralto, mas nem todos conseguem passar no “processo”. Os candidatos deparam-se com severas provas físicas e psíquicas, sendo avaliados por elementos do Processo.

   Considerei o 1.º episódio da 1.ª temporada aborrecido. O meu interesse começou quando faltavam cerca de 20 minutos para este acabar, mantendo-se até ao final da temporada. Até ao 8.º episódio não consegui deixar de dissociar a série da religião: Maralto correspondia ao Paraíso, o Processo aos nossos sacrifícios e o chefe do processo,  a um deus. Contudo, no 8.º episódio um ato deletou esta minha opinião…

   No decorrer das provas do Processo, somos chamados a refletir. Se estivéssemos fechados dentro de uma casa, ao estilo Big Brother, mas completamente trancados e com a comida racionada, dada em função do desempenho do grupo, qual seria o nosso comportamento? Daqui pode advir o que há de pior no humano? Outra questão, colocada ou que me surgiu foi, “as crianças são de todos nós ou só dos pais?”

   Para quem gosta de refletir, esta é a série ideal. Bem realizada e com boas interpretações. O guarda roupa é relativamente pobre (mas isso importa?) e os atores, na sua maioria, pouco conhecidos, mas com elevado desempenho. Para ver de uma vez só ou dividida em dois a três dias.

 

 

 

serie-3-porcento-netflix

 

 

 

   A confirmação da segunda temporada justificou um aumento de orçamento, algo que, de facto, fica nítido desde os primeiros minutos da nova remessa de episódios. Pedro Aguilera, criador e showrunner da atração, prometeu em entrevistas voltar maior no novo ano - e cumpriu isso com êxito.

   Se a primeira temporada se foca nas contradições e desdobramentos de uma seleção desumana que escolhe os poucos merecedores de um mundo perfeito, enquanto o restante segue relegado à miséria, a segunda expande os mundos que orbitam ao redor desse processo. Há um nítido investimento em cenários, figurinos e efeitos especiais na hora de dar vida tanto ao precário Continente quanto ao utópico e paradisíaco Maralto. 

   O roteiro da série, de modo geral, cresceu e entregou dez episódios dinâmicos e bem distribuídos - o programa não estende suas narrativas além do necessário, não deixa o espetador entediado e nem perde tempo dando voltas. A princípio, parece que a trama entregou a sua maior reviravolta na primeira metade, mas o público é surpreendido por outra guinada, tão inesperada quanto, já na reta final da temporada. A história é nada óbvia em todas as suas decisões criativas, das mais simples até as mais impressionantes.

   A condução dos personagens também surpreende: a série consegue entregar evoluções pouco maniqueístas, mostrando a ação de traumas e dinâmicas psicológicas complicadas agindo sobre os protagonistas, de modo que cada um deles atravessa uma montanha-russa que lhes confere complexidade. É difícil construir uma história em que todos seus protagonistas repensem diversas vezes suas ações e mudem de lado de acordo com o contexto sem arriscar a coerência na construção dos personagem, mas, mesmo com tantas viradas, em nenhum momento é possível questionar os rumos da trama.

   Além disso, se no primeiro ano as relações entre todos eles - com exceção, talvez, de Ezequiel (João Miguel) e Michele (Bianca Comparato) - operam em níveis superficiais, optando por se focarem nas motivações individuais, no novo ano isso é subvertido. Cada personagem ganha o seu próprio núcleo, colocando-os em jornadas pessoais enquanto, paralelamente, enfrentam um inimigo comum. Desenvolver melhor a relação de Michele e Joana (Vaneza Oliveira) ou de Rafael (Rodolfo Valente) e Fernando (Michel Gomes) foi um ponto alto, mas o que deu à série uma atmosfera de ter evoluído foram as tramas de cada um deles com novos rostos. Entre os personagens novos, o destaque fica com Marcela, de Laila Garin.

   

   Quem se incomodou com aspetos como diálogos truncados e coloquialidade muitas vezes forçada na fala dos personagens, provavelmente continuará torcendo o nariz para o projeto - esse problema melhorou, mas ainda está lá. Contudo, assim como no primeiro ano, o saldo é positivo. O universo da trama se expandiu - deixando espaço para crescer ainda mais em uma possível próxima temporada - e a história principal se tornou mais densa e complexa. Mesmo com problemas recorrentes, 3% aparou várias arestas e entregou um conteúdo divertido e empolgante. 

 

 

 

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