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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, no deambular entre pólos

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Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, no deambular entre pólos

Desafio 52 Semanas - As séries da minha vida

Desafio 52 semanas by Fátima Bento

 Semana 19 - As séries da minha vida

 

 

 

   Na 1.ª infância as séries de animação ocuparam o 1.º lugar. Depois, ainda criança e sem perceber o que era dito, Super Homem e Super Mulher  ocuparam lugar de destaque. Seguiu-se O Homem da AtlântidaVerão Azul, Dallas, Dinastia, Galáxia, Espaço 1999, O Fugitivo, Os Contos de Alfred Hitchcock, Os CincoAgatha ChristieEra uma vez a vida  e algumas alemãs e inglesas, na 2.ª metade dos anos 80.

 

 

   Com a entrada na adolescência e as hormonas saltitantes, Red Shoe Diaries preencheu alguns dos meus prazeres secretos, admirando, sobretudo a cinematografia de Zalman King. Não posso esquecer algumas brasileiras, sobretudo as da extinta Rede Manchete, como Ilha das Bruxas, ou da Rede Globo, de que são exemplo, Riacho Doce e Malhação (a respeito desta série escrevi aqui)

 

   Seguiu-se um longo período com prioridade dada ao cinema de autor e de referência. Títulos clássicos, irreverentes, ousados, do cinema novo; falado em várias línguas, desmarcando-me do lado comercial daqueles que provinham dos USA. Este é um hábito que ainda conservo. 

 

   Com acesso a canais de televisão estrangeiros, via satélite, uma série "agarrou-me" anos mais tarde, Queer As Folk América (a versão inglesa e original é deveras pouco ousada e com preconceitos que não combinam comigo).

 

 

   Esta série apresentou novas dinâmicas, ainda hoje inovadoras, histórias de amor, drogas, ... pessoas comuns, não obstante as diferenças. Permitiu-me compreender melhor o mundo trangénero, como relatei aqui. Seguiu-se Nip Tuck. O fascínio pela perfeição, o lado bom e o oculto em nós. Em ambas as séries, devorei todas as temporadas. 

 

 

De seguida, pela história, irreverência, planos de filmagem, ousadia... Spartacus.

 

 

   Apenas com o aparecimento da Netflix tornei-me fã de séries. Encontram-as, neste blogue, com as tags "netflix" e/ou "opinião"

 

Atualmente, no Tv Séries, tenho acompanhado The Leftovers , da HBO. Perdi vários episódios ao deixar de assinar o canal e em todo o período sem televisão por cabo, satélite ou Internet (ainda se lembram dos incêndios em outubro?)

 

 

   Curiosamente, ao pesquisar no blogue a última hiperligação sinalizada, fui ao encontro de duas publicações pessoais e em meu entender importantes, ignoradas pela equipa do Sapo, talvez porque apenas devamos mostrar o lado bom da vida (ironia!), Preconceitos Inauditos para com a Doença Oncológica e   A fotografia que decidi não publicar.

   Destaco ainda The Affair.

 

 

   Atualmente, acompanho uma série bíblica na Netflix e na SIC Radical, O Negócio, da HBO Brasil.

 

 

Em suma, o meu estilo abrange dimensões humanas, com uma forte dose de análise do comportamento humano e da História no passado e presente. Nesta publicação, não fiz referência às séries de domínio científico, também elas muito importantes.

 

   Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana e a Tita

Visitem os respetivos espaços ou sigam "desafio 52 semanas".

 

 

A respeito da autodeterminação da identidade e expressão de género

 

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 Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

 

 

   Neste texto de opinião, não me preocuparei com as diferentes designações que têm vindo a ser atribuídos aos transexuais. Importa que o leitor entenda do que se fala, com simplicidade e clareza.

 

   Há muitos anos atrás, quase 20, tive contacto com a 1.ª amiga transexual. Na altura, admito que não sabia do que se tratava. Naqueles tempos, estes casos apenas eram confidenciados a amigos íntimos e por vezes, a um ou outro técnico de saúde.  De maneira geral, em meu entender, vivia-se na ignorância acerca da realidade dos transexuais

Uma vez que, por razões profissionais e familiares, esta minha amiga nunca fez tratamento hormonal nem de mudança de sexo, tenho vindo a acompanhar o sofrimento mais profundo de quem se sente de outro género, não podendo, em contextos triviais, manifestá-lo. O viver num mundo que não o seu, acorrentado num corpo com o qual nunca se identificou. Posso exemplificar, a recusa em usar soutien, a aversão às mamas, quantas vezes apertadas por forma a não se evidenciarem, a preferência pelas roupas masculinas e todo um conjunto de hábitos não muito associados ao género feminino, o repúdio pela menstruação e genitais,...

Que fique claro, na transexualidade não estamos perante uma orientação sexual. A minha amiga sente atração por mulheres, como homem. Toda a forma de galanteio, mimos e cortesias numa relação são "masculinas". Como tal, não há atração por uma lésbica. Dentro do corpo de uma mulher, há um homem. 

 

   O sofrimento de um transexual é atroz. O bullying começa bem cedo na escola, a rejeição pelos familiares, colegas, "amigos"... Destes atores, há quem se recuse a ver o óbvio. Também há quem procure exorcizar a identidade e a expressão de género, sem qualquer pergunta ao sujeito em causa. 

 

   Entendo que, ao longo dos tempos, o conceito e sofrimento dos transexuais tem vindo a ser "denegrido" pela pornografia. Muitas vezes, são chamados de transexuais ou até mesmo de hermafroditas, quando os "atores" estão em fase de mudança de sexo. Tal não é correto. Um transexual não tem os dois sexos e quando tal acontece, é porque um deles ainda não foi removido. Conste ainda que os transexuais não sentem atração física ou sexual por ambos os géneros. Regra geral, assistimos a "atrizes e atores" que procuram na pornografia, o dinheiro necessário à continuidade dos tratamentos. 

 

   Por mais palavras que utilize, é indescritível o sofrimento das pessoas nesta "condição". Até a religião pode ser (é!) castradora. Porém, não é de ânimo leve que se deve decidir mudar de sexo. Ao longo da adolescência existem várias dualidades e devaneios. A própria educação pode influenciar a criança/adolescente no encontro da sua identidade. Em suma, para "rotular" um transexual, é necessário passar por uma equipa de especialistas, de diferentes áreas, que emitam esse parecer. Assim, foi com a minha amiga, há tantos anos atrás. Como tal, concordo com o veto exercido pelo nosso PR à lei proposta para a mudança de sexo aos 16 anos, 

 

   Que a sociedade aprenda a respeitar os transexuais. O processo é lento, tanto a nível social como a nível das transformações no sujeito. Há que saber respeitar e compreender o que é viver acorrentado num corpo com um sexo com o qual não nos identificamos

 

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 Photo by Evan Kirby on Unsplash

Série Troia - A Queda de Uma Cidade

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   Troia: A queda de uma cidade é uma série coproduzida entre a BBC e a Netflix, lançada nesta plataforma de streaming em simultâneo com os últimos episódios de A Casa de Papel. Provavelmente, por esta razão, passou-me despercebida, assim como a muitos dos viciados nas séries da plataforma. 

 

   Quem gostou das 3 temporadas de Spartacus, seguramente gostará desta série. Nela, assistimos ao recontar de um factos mais importantes da antiguidade, a ascensão e queda da cidade Troia, tendo como base a perspetiva da família real. Uma cidade cercada e atacada como consequência do envolvimento entre o príncipe Páris e Helena, que já era casada com Menelaus, rei de Esparta. A filha destes estava destinada a Páris, mas ele apaixonou-se pela mãe, levando-a para Troia.

 

   Mitologia, figurinos e cenários magníficos são percetíveis durante todos os 8 episódios desta minissérie. Também muitas cenas de guerra, com as armas daquele tempo. Infelizmente, não é dado lugar à perspetiva do povo.

 

Veja o trailer.

 

 

Por muito ter gostado desta série, avalio-a com 4,5 estrelas de 5.

Hoje é o Dia das Mães... Guerreiras

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   Considero mais importante o Dia da Mãe do que o da Mulher. Todavia, longe de o considerar um dia de consumismo puro e falsas bajulações. 

 

   Distingo "mães" de "mães guerreiras". No mundo, muitas são as assimetrias que o justificam. Como tal, hoje é o Dia das Mães Guerreiras. Aquelas que,

 

- se submetem a trabalho escravo, por forma a conseguir comida para as suas crias;

 

- não obstante a pobreza, não esquecem o lanche dos filhos;

 

- sofrem discriminação, dadas as "diferenças" dos filhos, por parte dos pobres de espírito;

 

- não abortaram, sabendo que o seu filho(a) seria portador de deficiência;

 

-  todos os dias cuidam, dão carinho e alento aos filhos portadores de deficiência,seja esta grave, moderada ou ligeira, num mundo desigual;

 

- são vítimas de violência doméstica, submetendo-se a agressões mais graves, para proteger os seus descendentes;

 

- dão parte da comida do seu prato aos filhos alegando, numa mentira compreensível, não pretender "aquela coxa de frango", por não ter fome;

 

- sorriem, não obstante um percurso de vida repleto de sofrimento;

 

já perderam um descendente , parte de si, para "o reino dos céus", contrariando a ordem cronológica da vida;

 

- cuidam das mães, exercendo um papel duplo;

 

- adotaram um novo ser, no intuito de permitir um meio de afetos e expetativas futuras para quem foi, por exemplo, abandonado, o que se aplica ao homem ou mulher;

 

- não tendo parido, são mães de coração, em casos repudiados por muitos;

 

- transmitem valores, contrariando a tendência atual;

 

- sujeitam-se a violações, por parte dos cônjuges, no intuito de manter uma família;

- ...

 

A todas elas,

Um enorme abraço e todo o meu respeito!

 

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Série En Immersion - no mundo das drogas a preto e branco

 

 

 

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   En Emmersion (2016) é uma minissérie francesa, em 3 episódios, coproduzida pelo canal ARTE, que vi na Netflix, na semana passada. Uma viagem ao novo mundo das drogas e das alucinações. O percurso de um polícia à paisana, demitido, no mundo violento do narcotráfico, filmado a preto e branco - em meu entender, o melhor desta minissérie, a par das cenas de alucinação -, envolvendo elementos de diferentes estratos sociais.

 

   Michel vive sozinho, com a filha de 16 anos. Ao ter noção de que esta tornara-se num caso de toxicodependência grave e sabendo que a morte se aproxima, dada uma doença neurológica, o nosso policial entra "imersão", para se infiltrar numa rede de concessionários, que está prestes a inundar Paris com um novo produto mortal... Muitos dos elementos desta "história" foram baseados em factos reais. Como tal, deparamo-nos com mecanismos atuais acerca de toda uma teia que abala todos os países

 

   Destaco a perspetiva perante os imigrantes ilegais e os abusos cometidos para com eles, com interpretações intensas.

 

O trailer

 

 

Avaliação: 3 em 5 estrelas.

 

Desafio 52 Semanas - Sinto saudades de...

Desafio 52 semanas by Fátima Bento

   A falta de tempo e o estado de espírito têm-me afastado deste desafio.

Eis-me de regresso.

 

Semana 18 - Sinto saudades 

 

- Ver a minha avó sem doença de Alzheimer e brincar com ela.

 

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 - Dos tempos de criança e pré-adolescente

 

444H

 

- De ser um professor livre em criar as aulas, desenvolver o currículo

 

433H

 

- Dos tempos em que não imperava o egocentrismo

 

304H

 

- Das flores e cores da natureza, ainda sem efeito dos incêndios, pesticidas e diversas formas de poluição

 

316H

- De sentir-me feliz

 

414H

 

- De não conhecer o cancro e a doença de Alzheimer na prática, com sequência cronológica tão desgastante e concomitantes consequências.

 

399H

 

- De Amigos e conseguir sorrir, reconquistando o brilho do meu olhar.

 

242H

 

 

  Neste desafio participam, para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana e a Tita

Visite-os também.

 

 

 

 

Sunshine Blogger Award

Sunshine-Blogger-Award

 

Para este desafio fui nomeado pela Psicogata, a quem agradeço nomeação.

 

As regras deste desafio são:

* Agradecer à Blogger que te nomeou.

* Responder às 11 perguntas que te foram dadas.

* Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas.

* Colocar as regras e incluir o logótipo do prémio no post.

 

Passemos a responder às 11 perguntas colocadas.

 

1 – Cortavas o dedo mindinho por 100 milhões de euros?

Não. O dinheiro não justifica tudo e nem sempre traz felicidade. 

Já se a quantia contribuisse para a saúde de alguém próximo, creio que seria capaz de fazê-lo.

 

2 – Se pudesses eliminar uma pessoa da face da terra quem seria e porquê?

Eliminar pessoas não é um direito nosso, mas por vezes sentimos vontade de o ter. E assim, revelando o meu lado pouco angelical, não eliminaria uma mas várias: corruptos, violadores, grande parte da classe política, psicopatas, pedófilos, quem não respeita a doença do seu semelhante, nem os animais.

 

3 – Qual a pior mentira que já disseste a alguém?

Desde pequeno interiorizei "não se deve mentir". Se o fizesse, por mais pequena que fosse a desculpa, uma sova esperar-me-ia. A verdade é que nem ao telefone ou por e-mail consigo mentir. Claro que já terei dito uma ou outra, mas tão pouco relevante que não consigo lembrar-me.

 

4 – Tens algum arrependimento na vida?

Muitos. Praticamente de todo o meu percurso desde o 9.º ano, das minhas fragilidades, de como sou, de não ter sido preserverante e de não me ter imposto quando devia.

 

5 – Se soubesses que tinhas dois meses de vida o que farias?

Comeria, comeria, comeria. Mas, quem sabe quantos meses, semanas ou dias de vida temos? Uma pergunta profunda.

 

6 – Como gastavas os 100 milhões de euros sem o mindinho?

Além de contribuir para obras de solidariedade ou tentar levar a cabo algumas, creio que mudaria de país e abandonaria o ensino.

 

7 – Se o mundo estivesse para acabar e tivesses de escolher entre salvar a raça humana e a pessoa que mais amas no mundo quem salvarias?

Como seres sociais que somos, de afetos e afinidades, penso que optaria pela pessoa amada. Contudo, estou certo que esta pedir-me-ia para optar pelos outros seres humanos.

 

8 – Já alguma vez sentiste que ias morrer? Quando?

Não, mas já-me senti no (e perante o) abismo.

 

9 – Tens algum sonho por realizar? Qual?

Tantos. Muitos dos quais fazem parte do mundo: ter um leque de Amigos, deixar de ser portador de ansiedade crónica e suas consequências, ser feliz, gostar de mim e de viver, a mudança positiva no setor educativo, um país verdejante; sem lixo, o fim da corrupção no nosso país e das assimentrias acentuadas, viajar,...

 

10 – Tens alguma “mania” pela qual és conhecido (a)? Qual?

Ansioso, dar "tiros nos pés" e dizer/pensar "eu não sei".

 

11 – Se pudesses mudar uma coisa no mundo, o que mudarias?

As mentalidades.

 

E agora, eis as minhas perguntas para os bloguistas a desafiar.

 

  1. Qual é o seu defeito que considera mais frustrante por não o conseguir corrigir?
  2. Quais são as valias que encontra enquanto bloguista na plataforma Sapo?
  3. Concorda com a mudança de sexo? Porquê?
  4. O que torna alguns bloguistas sedentos pela fama conquistada por algumas da nossa "praça"?
  5. O que valoriza no ser humano?
  6. Prefere a Super Nanny ou o "lapso" de Cinha Jardim, num canal público, ao designar por paneleirotes um casal homossexual?
  7. Para o homem atual, os bolsos das calças são suficientes no quotidiano, sem consiederar o trabalho?
  8. Os Homens podem, devem ou não utilizar maquilhagem básica, como corretivo de olheiras e creme com cor? Porquê?
  9. O que faz com que a ADSE seja um sistema tão invejado/desejado? As pessoas do interior do país terão as mesmas oportunidades de tirar partido deste sistema, comparativamente com os das metrópoles?
  10. Atualmente quase todos escrevem acerca de domínios que não são os seus. Qual é o seu parecer perante esta constatação? Como reagir perante observações infundamentadas?
  11. Qual é a sua posição perante a existência de zonas para nudistas, em praias e albufeiras, sem que beneficiem de um título específico? A nudez é um pecado, normal ou fator de desejo, conducente à proibição ou limitação em zonas específicas?

 

Este desafio fica disponível para quem a ele queira responder.

 

Destaco, de forma aleatória: Triptofano, José da XâEstúpido Aluga-se , Sílex, HD, PântanoDessarrumada , Alice Alfazema, SofiaManú e O Informador.