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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

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O (in)correto deambula entre nós

A. D. Kingdom and Empire - A Bíblia continua...

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   Esta foi a minha série, de 12 episódios, do passado fim de semana, baseada no Novo Testamento.

Apaixonante, envolvente, dramática, épica; estes são alguns dos seus atributos.

Esta série começa com a crucifixação de Jesus Cristo, sua ressurreição, seguindo-se todo o papel desempenhado pelos apóstolos, até ao momento, inclusive, de Calígula imperar. Como tal, adivinham-se cenas com certo grau de violência, não só pelas atrocidades, bem como pela realidade daqueles tempos. O leque de atores é excelente, apresentando alguns apóstolos e Maria Madalena de raça negra, o que faz muito sentido dada a região onde a ação decorre. 

 

   A religião ou fé não são impreteríveis para o visionamento dos 12 episódios. Pessoalmente, aprendi muito, uma vez que, na generalidade, as restantes séries apresentam o papel dos apóstolos de forma muito subtil ou referem o Império Romano. Por outro lado, admito ter esquecido muito do Novo Testamento.

 

   Infelizmente, A.D. Kingdom and Empire (2015) teve apenas, até ao momento, 1 temporada. Acaba de forma inesperada, deixando-nos a querer saber o que irá aconteceu de seguida. 

 

Imperdível!

 

Avaliação: 4,5  de 5.

 

Veja um dos trailers disponíveis.

 

 

Eis-nos All Aboard

 

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   No nosso país, a magia do festival da eurovisão da canção cessou nos anos 90, até ao fenómeno Salvador Sobral. As más classificações, as votações com intuito político, o estilo de música foram massacrando este espetáculo, antes aguardado com enorme expetativa. 

 

 

 

   A comunidade LGBTI, e sobretudo os homossexuais foram alimentando o gosto por este espetáculo, contribuindo assim para que não caísse no esquecimento dos portugueses. Afinal, este é um momento de cor, "vedetismo", exuberância,...

 

   No meu parecer, uma vez que permaneci anos sem ver este momento televisivo, ao ouvir os nossos representantes, no ano passado, Salvador Sobral levou uma musicalidade diferente, contrariando as tendências, com uma letra com conteúdo. Desta feita, neste ano, no nosso país, muitos foram os países que ousaram fugir à rotina e inovar. 

 

 

 

 

   Portugal tem vindo a mostrar que tem bons profissionais e sabe levar a cabo momentos televisivos que em nada nos envergonham. Ok, não aprecio muito o inglês de Catarina Furtado, atendendo a que viveu e estudou alguns anos em Londres, adoro Filomena Cautela e Daniela Ruah, mas o que interessa é o produto final. No momento em que escrevo estas linhas, encontra-se a atuar a 26.ª canção, pelo que não posso tecer juízos a respeito das votações e vencedores. Contudo, senti maior empatia com os temas da 1.ª parte do que os desta 2.ª parte, da qual destaco, pela positiva, a atuação italiana, pelas memórias idílicas desencadeadas por aquelas vozes. 

 

   Para quem já perdeu um ente querido, penso que a atuação e letra do intérprete alemão não passa indiferente.

 

 

Destaco ainda a Austrália e Áustria, sem esquecer o nosso país.

 

 

 

 

 

 

 

Viva a diferença!

 

 

   É bom constatar que Portugal deu destaque a diferentes musicalidades do nosso país, sem esquecer o lado africano tão presente em nós.  

 

 

 

Desafio 52 Semanas - As séries da minha vida

Desafio 52 semanas by Fátima Bento

 Semana 19 - As séries da minha vida

 

 

 

   Na 1.ª infância as séries de animação ocuparam o 1.º lugar. Depois, ainda criança e sem perceber o que era dito, Super Homem e Super Mulher  ocuparam lugar de destaque. Seguiu-se O Homem da AtlântidaVerão Azul, Dallas, Dinastia, Galáxia, Espaço 1999, O Fugitivo, Os Contos de Alfred Hitchcock, Os CincoAgatha ChristieEra uma vez a vida  e algumas alemãs e inglesas, na 2.ª metade dos anos 80.

 

 

   Com a entrada na adolescência e as hormonas saltitantes, Red Shoe Diaries preencheu alguns dos meus prazeres secretos, admirando, sobretudo a cinematografia de Zalman King. Não posso esquecer algumas brasileiras, sobretudo as da extinta Rede Manchete, como Ilha das Bruxas, ou da Rede Globo, de que são exemplo, Riacho Doce e Malhação (a respeito desta série escrevi aqui)

 

   Seguiu-se um longo período com prioridade dada ao cinema de autor e de referência. Títulos clássicos, irreverentes, ousados, do cinema novo; falado em várias línguas, desmarcando-me do lado comercial daqueles que provinham dos USA. Este é um hábito que ainda conservo. 

 

   Com acesso a canais de televisão estrangeiros, via satélite, uma série "agarrou-me" anos mais tarde, Queer As Folk América (a versão inglesa e original é deveras pouco ousada e com preconceitos que não combinam comigo).

 

 

   Esta série apresentou novas dinâmicas, ainda hoje inovadoras, histórias de amor, drogas, ... pessoas comuns, não obstante as diferenças. Permitiu-me compreender melhor o mundo trangénero, como relatei aqui. Seguiu-se Nip Tuck. O fascínio pela perfeição, o lado bom e o oculto em nós. Em ambas as séries, devorei todas as temporadas. 

 

 

De seguida, pela história, irreverência, planos de filmagem, ousadia... Spartacus.

 

 

   Apenas com o aparecimento da Netflix tornei-me fã de séries. Encontram-as, neste blogue, com as tags "netflix" e/ou "opinião"

 

Atualmente, no Tv Séries, tenho acompanhado The Leftovers , da HBO. Perdi vários episódios ao deixar de assinar o canal e em todo o período sem televisão por cabo, satélite ou Internet (ainda se lembram dos incêndios em outubro?)

 

 

   Curiosamente, ao pesquisar no blogue a última hiperligação sinalizada, fui ao encontro de duas publicações pessoais e em meu entender importantes, ignoradas pela equipa do Sapo, talvez porque apenas devamos mostrar o lado bom da vida (ironia!), Preconceitos Inauditos para com a Doença Oncológica e   A fotografia que decidi não publicar.

   Destaco ainda The Affair.

 

 

   Atualmente, acompanho uma série bíblica na Netflix e na SIC Radical, O Negócio, da HBO Brasil.

 

 

Em suma, o meu estilo abrange dimensões humanas, com uma forte dose de análise do comportamento humano e da História no passado e presente. Nesta publicação, não fiz referência às séries de domínio científico, também elas muito importantes.

 

   Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana e a Tita

Visitem os respetivos espaços ou sigam "desafio 52 semanas".

 

 

A respeito da autodeterminação da identidade e expressão de género

 

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 Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

 

 

   Neste texto de opinião, não me preocuparei com as diferentes designações que têm vindo a ser atribuídos aos transexuais. Importa que o leitor entenda do que se fala, com simplicidade e clareza.

 

   Há muitos anos atrás, quase 20, tive contacto com a 1.ª amiga transexual. Na altura, admito que não sabia do que se tratava. Naqueles tempos, estes casos apenas eram confidenciados a amigos íntimos e por vezes, a um ou outro técnico de saúde.  De maneira geral, em meu entender, vivia-se na ignorância acerca da realidade dos transexuais

Uma vez que, por razões profissionais e familiares, esta minha amiga nunca fez tratamento hormonal nem de mudança de sexo, tenho vindo a acompanhar o sofrimento mais profundo de quem se sente de outro género, não podendo, em contextos triviais, manifestá-lo. O viver num mundo que não o seu, acorrentado num corpo com o qual nunca se identificou. Posso exemplificar, a recusa em usar soutien, a aversão às mamas, quantas vezes apertadas por forma a não se evidenciarem, a preferência pelas roupas masculinas e todo um conjunto de hábitos não muito associados ao género feminino, o repúdio pela menstruação e genitais,...

Que fique claro, na transexualidade não estamos perante uma orientação sexual. A minha amiga sente atração por mulheres, como homem. Toda a forma de galanteio, mimos e cortesias numa relação são "masculinas". Como tal, não há atração por uma lésbica. Dentro do corpo de uma mulher, há um homem. 

 

   O sofrimento de um transexual é atroz. O bullying começa bem cedo na escola, a rejeição pelos familiares, colegas, "amigos"... Destes atores, há quem se recuse a ver o óbvio. Também há quem procure exorcizar a identidade e a expressão de género, sem qualquer pergunta ao sujeito em causa. 

 

   Entendo que, ao longo dos tempos, o conceito e sofrimento dos transexuais tem vindo a ser "denegrido" pela pornografia. Muitas vezes, são chamados de transexuais ou até mesmo de hermafroditas, quando os "atores" estão em fase de mudança de sexo. Tal não é correto. Um transexual não tem os dois sexos e quando tal acontece, é porque um deles ainda não foi removido. Conste ainda que os transexuais não sentem atração física ou sexual por ambos os géneros. Regra geral, assistimos a "atrizes e atores" que procuram na pornografia, o dinheiro necessário à continuidade dos tratamentos. 

 

   Por mais palavras que utilize, é indescritível o sofrimento das pessoas nesta "condição". Até a religião pode ser (é!) castradora. Porém, não é de ânimo leve que se deve decidir mudar de sexo. Ao longo da adolescência existem várias dualidades e devaneios. A própria educação pode influenciar a criança/adolescente no encontro da sua identidade. Em suma, para "rotular" um transexual, é necessário passar por uma equipa de especialistas, de diferentes áreas, que emitam esse parecer. Assim, foi com a minha amiga, há tantos anos atrás. Como tal, concordo com o veto exercido pelo nosso PR à lei proposta para a mudança de sexo aos 16 anos, 

 

   Que a sociedade aprenda a respeitar os transexuais. O processo é lento, tanto a nível social como a nível das transformações no sujeito. Há que saber respeitar e compreender o que é viver acorrentado num corpo com um sexo com o qual não nos identificamos

 

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 Photo by Evan Kirby on Unsplash

Série Troia - A Queda de Uma Cidade

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   Troia: A queda de uma cidade é uma série coproduzida entre a BBC e a Netflix, lançada nesta plataforma de streaming em simultâneo com os últimos episódios de A Casa de Papel. Provavelmente, por esta razão, passou-me despercebida, assim como a muitos dos viciados nas séries da plataforma. 

 

   Quem gostou das 3 temporadas de Spartacus, seguramente gostará desta série. Nela, assistimos ao recontar de um factos mais importantes da antiguidade, a ascensão e queda da cidade Troia, tendo como base a perspetiva da família real. Uma cidade cercada e atacada como consequência do envolvimento entre o príncipe Páris e Helena, que já era casada com Menelaus, rei de Esparta. A filha destes estava destinada a Páris, mas ele apaixonou-se pela mãe, levando-a para Troia.

 

   Mitologia, figurinos e cenários magníficos são percetíveis durante todos os 8 episódios desta minissérie. Também muitas cenas de guerra, com as armas daquele tempo. Infelizmente, não é dado lugar à perspetiva do povo.

 

Veja o trailer.

 

 

Por muito ter gostado desta série, avalio-a com 4,5 estrelas de 5.

Hoje é o Dia das Mães... Guerreiras

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   Considero mais importante o Dia da Mãe do que o da Mulher. Todavia, longe de o considerar um dia de consumismo puro e falsas bajulações. 

 

   Distingo "mães" de "mães guerreiras". No mundo, muitas são as assimetrias que o justificam. Como tal, hoje é o Dia das Mães Guerreiras. Aquelas que,

 

- se submetem a trabalho escravo, por forma a conseguir comida para as suas crias;

 

- não obstante a pobreza, não esquecem o lanche dos filhos;

 

- sofrem discriminação, dadas as "diferenças" dos filhos, por parte dos pobres de espírito;

 

- não abortaram, sabendo que o seu filho(a) seria portador de deficiência;

 

-  todos os dias cuidam, dão carinho e alento aos filhos portadores de deficiência,seja esta grave, moderada ou ligeira, num mundo desigual;

 

- são vítimas de violência doméstica, submetendo-se a agressões mais graves, para proteger os seus descendentes;

 

- dão parte da comida do seu prato aos filhos alegando, numa mentira compreensível, não pretender "aquela coxa de frango", por não ter fome;

 

- sorriem, não obstante um percurso de vida repleto de sofrimento;

 

já perderam um descendente , parte de si, para "o reino dos céus", contrariando a ordem cronológica da vida;

 

- cuidam das mães, exercendo um papel duplo;

 

- adotaram um novo ser, no intuito de permitir um meio de afetos e expetativas futuras para quem foi, por exemplo, abandonado, o que se aplica ao homem ou mulher;

 

- não tendo parido, são mães de coração, em casos repudiados por muitos;

 

- transmitem valores, contrariando a tendência atual;

 

- sujeitam-se a violações, por parte dos cônjuges, no intuito de manter uma família;

- ...

 

A todas elas,

Um enorme abraço e todo o meu respeito!

 

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