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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

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O (in)correto deambula entre nós

O verniz estalou - os "Paneleirotes" da Cinha Jardim

 

SS7 TVI 2018

 

 

 

 

   Apesar de nunca ter sido apreciador de programas como o Big Brother, Quinta das Celebridades, Secret Story, entre muitos outros, o atual SS7 tem cativado alguma da minha atenção, dadas as semelhanças com a versão francesa, sem esquecer o leque de concorrentes, que desta vez não parece originário de um underground

 

   Gosto do Late Night Show dado o humor dos intervenientes, apesar da conduta de Cinha Jardim e Helena Isabel, vencedora do SS6, nem sempre me parecerem adequadas. Frequentemente, assistimos ao julgamento dos comportamentos dos concorrentes, esquecendo as suas atitudes durante este tipo de programas, no passado. O "jogo" parece quase tudo justificar. A análise especializada levada a cabo pela Iolanda e Quintino Aires são dignas de atenção. Os humoristas, divertem-nos.

 

   Pela 1.ª vez na televisão portuguesa, assistimos à participação de um casal homossexual, até ao momento com uma conduta irrepreensível. Sobretudo para quem, no seu direito, devido a certas bandeiras e acenos, tem em mente que uma relação homossexual é suja, com episódios sucessivos de sexo e desprovida de sentires. Isto, como se nos casais heterossexuais todas as condutas sejam assertivas, sem a sombra do pecado. 

 

   Após Marta Cardoso elogiar o casal em causa, dada a integridade, postura e relação desprovida de ciúmes, eis que a "tia" - minha não é -, que se diz desprovida de preconceitos e nada homofóbica, talvez por não apreciar a prestação do casal ou os elogios tecidos, no lugar de gays ou homossexuais, referiu-se a eles como "paneleirotes". Se Ana Isabel, ainda que com algum humor, em outras ocasiões, ao citá-los como "bichas" - é preciso ter em atenção que a formação base desta ex-concorrente é Direito -, denota alguma falta de educação, o estalar de verniz da tia, à semelhança do que já acontecera no passado, em outros contextos, com Alexandre Frota e não só, foi um momento triste e degradante na televisão portuguesa.

 

 

 

 

 

   Considero o momento degradante e de suma falta de educação uma vez que, mesmo após um breve intervalo, a "tia" não teve capacidade de pedir desculpa aos telespetadores, dada a palavra/designação proferida. Disse ainda ter utilizado o termo de forma carinhosa. O orgulho mata

   Ter-se-à tratado de um reflexo da estrema direita? Num comentário de incentivo a CJ, no seu Facebook pessoal, pode ler-se <<...de facto há que ter “paciência de jó” para aguentar todos os desafios que os autonomeados infringidores das leis da natureza nos semeiam no caminho...>>. Refira-se que até às 19h do dia 26 deste mês, Cinha não respondeu e espero que não o faça, mas o pedido de desculpa, no momento oportuno, não daria origem a comentários de ódio para com a diferença. Afinal, qual é o prazer em de estar forma da norma, ... esse "ser diferente"?

 

   Todos temos dias menos bons, todos dizemos palavras irrefletidas, todos...

Na maioria das situações, todos temos a capacidade de corrgir o erro. Basta um pedido de desculpas.