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Insensato

(In)correto com sentimento.

Insensato

(In)correto com sentimento.

A supremacia dos Raros ao sabor do país

   A respeito do caso Raríssimas, acabei de ler um artigo no Jornal i, no qual o Ex-presidente do Conselho Fiscal defende Paula Brito e Costa.

 

 

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É difícil acreditar que a dirigente de uma instituição tão importante quanto a citada possa ter cometido os abusos de que é acusada. Só que "difícil" não significa "impossível". Aquilo que somos, os nossos valores e a nossa educação podem tornar-nos abutres deslumbrados, alheios à realidade, independentemente das nossas origens. Neste caso, a Sr.ª em causa começou por trabalhar num quiosque, como se pode ler aqui. O anseio por uma vida de luxo parece cativar muitos. Operar metamorfoses, inclusive.  São felizes?

 

   Do parecer do ex-presidente do Conselho Fiscal considero hilariantes as afirmações, de acordo com a publicação mencionada:

 

- "Existindo essas coisas como compra de roupa e compras de gambas... tudo isso no cômputo geral não tem expressão"

 

- "Uma pessoa nestas funções tem de estar em reuniões, receber convidados, nunca fui questionado se devia ou não comprar vestidos ou pô-los na contabilidade, mas compreendo que uma pessoa nestas funções tem necessariamente de andar de uma maneira luxuosa, tem de andar bem vestida"

 

   Por acaso, nos nossos dias, estar apresentável exige tamanhos dispêndios? Tenhamos como exemplo alguns elementos das Casas Reais da Europa. O que visto e o que como devem advir de rendimentos que não me pertencem? A isto não se chama roubo? Ou é mais elegante dizer "abuso do poder"?

Qualquer pessoa que trabalhe com crianças e sobretudo com determinados portadores de deficiência, dificilmente consegue estar "impecável". Refiro-me a quem trabalha no terreno, onde incluo assistentes sociais e todo um conjunto de técnicos. Esta é uma forma de distinguir quem exerce funções para cativar os outros e que de facto se preocupa, toca, brinca, dá comida, dá a mão... Tanto há a dizer a este respeito, mas fico-me por aqui.

 

   Acredito que todos nós já ouvimos histórias acerca de abusos cometidos nesta e naquela instituição. Casos pontuais, ou não, quase sempre abafados por algum superior que ameaça o futuro de quem denuncia, ainda que dentro da instituição. Felizmente, e com conhecimento de causa, existem sempre aqueles que ajudam dentro das instituições. Muitas vezes, pessoas que quase não têm para elas, mas que de casa levam bens essenciais, contentado-se com o sorriso ou afeto de quem ajudam ou dividem o que têm. Pessoas que não se destacam ou valoriam nas redes sociais por atos de mérito. Neste ponto, comprova-se que não podemos generalizar o todo.

 

Todavia, há que ter presente que "a perfeição não existe". 

Não deixemos de lutar contra os "raros" que proliferam, na defesa de quem realmente merece os nossos cuidados e serviços. E esta é uma das instituições que deve ser acarinhada, como se pode ler aqui, bem como tantas outras. Medidas de fiscalização e outras perentórias devem ser levadas avante, para que um povo sólidário, não deixe de acreditar.

 

 

À conversa com o artista plástico João Galrão

 

 

   João Galrão (JG) é um dos mais conhecidos artistas plásticos Portugueses. Formado pelo Ar. Co, em 2001, no Curso avançado de artes plásticas, a sua presença na internet faz-se sentir nas diferentes redes sociais.

 

 

João Galrão na Vernissage

 

 

 

PP: — De onde surgiu o teu interesse pelas artes?

JG: — O meu interesse pelas artes surgiu muito cedo, ainda em criança, talvez de forma inesperada. Era o melhor aluno da minha turma, a desenho. Mais tarde, já na adolescência, trabalhei numa fábrica de mármore, a bojardar pedra e a polir balaústres. Aqui tive o meu primeiro contacto com outra parte da matéria-prima. Anos depois, apesar de ter andado perdido na área de contabilidade, por insistência materna, iniciei um curso profissional de restauro do património, onde tive contacto com vários outros materiais e de onde surgiu este bichinho mais forte pela arte. Comecei a levá-la mais a sério, iniciando em seguida o curso superior em artes plásticas (Ar.co).

 

Obra de João Galrão

 

 

PP: — Quais são as principais dificuldades com que te deparas, como artista, no nosso país?

JG: — Umas das maiores dificuldades é sem duvida a financeira, pois temos visibilidade, mas não um ordenado conducente, ao fim do mês. Vivemos num país onde se paga 800€ por um telemóvel, o que já acham caro para uma obra de arte. Também acho que a imprensa nacional se mostra inerte. Ao expor numa coletiva, num Museu conhecido, como o do Chiado, nenhum jornalista teceu qualquer critica ou comentou as minhas peças. Como já referi, o nome é uma sorte, mas gostaria de ver uma abordagem mais profunda da mesma, é o país que temos.

 

Obra de João Galrão

 

 

 

 

Não os deixem morrer, nem a nós

    Era uma vez, num planeta distante, uma comunidade de ursos que, aos poucos, foi perdendo o seu território. O feiticeiro Homem ordenara que todo o gelo que estivesse relacionado com a procura de alimentos, brincadeiras e reprodução destes animais deixasse de existir. Certo estava que o feitiço não se viraria contra si. Mas, passados alguns anos...

   

 

 

My entire @Sea_Legacy team was pushing through their tears and emotions while documenting this dying polar bear. It’s a soul-crushing scene that still haunts me, but I know we need to share both the beautiful and the heartbreaking if we are going to break down the walls of apathy. This is what starvation looks like. The muscles atrophy. No energy. It’s a slow, painful death. When scientists say polar bears will be extinct in the next 100 years, I think of the global population of 25,000 bears dying in this manner. There is no band aid solution. There was no saving this individual bear. People think that we can put platforms in the ocean or we can feed the odd starving bear. The simple truth is this—if the Earth continues to warm, we will lose bears and entire polar ecosystems. This large male bear was not old, and he certainly died within hours or days of this moment. But there are solutions. We must reduce our carbon footprint, eat the right food, stop cutting down our forests, and begin putting the Earth—our home—first. Please join us at @sea_legacy as we search for and implement solutions for the oceans and the animals that rely on them—including us humans. Thank you your support in keeping my @sea_legacy team in the field. With @CristinaMittermeier #turningthetide with @Sea_Legacy #bethechange #nature #naturelovers This video is exclusively managed by Caters News. To license or use in a commercial player please contact info@catersnews.com or call +44 121 616 1100 / +1 646 380 1615”

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   Negadas por muitos ou entendidas como processo cíclico do nosso Planeta, as evidências das alterações climatéricas são cada vez maiores. 

   Desde a Revolução Industrial e concomitante aumento da poluição, alguns efeitos fizeram-se notar bem cedo. Recorde-se, por exemplo, o smog de Londres, estudado nas aulas de História. Com o aumento populacional, o aumento dos agentes poluentes relacionados com as alterações do clima (e não só).  Sem controle e com previsões futuristas aliciantes, a Terra doente, acorrentada e impaciente manifestou-se antes do previsto.   

   A relação entre a saúde do planeta e a nossa parece-me óbvia. À nossa semelhança, o mesmo se aplica aos restantes seres vivos. Ao longo da história do planeta, muitas espécies desapareceram e outras sofreram adaptações por forma a resistir. Contudo, neste momento, devemos esperar que o nosso organismo se adapte a uma realidade em mudança ou é tempo de dar sentido às medidas preventivas e lutar pelo que é nosso e não do Estado?

 

   Paul Nicklend, fotógrafo da NG e a sua equipa criaram impacto ao mostrar a morte de um urso polar branco, como consequência do aquecimento global. O animal, já com maselas musculares e desnutrido, procura, em vão, alimento em zonas secas. A realidade deve ser mostrada tal como é. Para o fotógrafo, nos próximos 100 anos estes animais estarão extintos.

 

 

A verdade simples é esta - se a terra continuar a aquecer, vamos perder ursos e a totalidade dos ecosistemas polares. Este grande urso não era velho e certamente morreu horas depois deste momento. Mas há soluções. Temos de reduzir a nossa pegada de carbono, comer a comida certa, parar de cortar as nossas florestas e começar a por a Terra , a nossa casa, em primeiro lugar.

Paul Nicklend

 

   

 

 

 

My entire @Sea_Legacy team was pushing through their tears and emotions while documenting this dying polar bear. It’s a soul-crushing scene that still haunts me, but I know we need to share both the beautiful and the heartbreaking if we are going to break down the walls of apathy. This is what starvation looks like. The muscles atrophy. No energy. It’s a slow, painful death. When scientists say polar bears will be extinct in the next 100 years, I think of the global population of 25,000 bears dying in this manner. There is no band aid solution. There was no saving this individual bear. People think that we can put platforms in the ocean or we can feed the odd starving bear. The simple truth is this—if the Earth continues to warm, we will lose bears and entire polar ecosystems. This large male bear was not old, and he certainly died within hours or days of this moment. But there are solutions. We must reduce our carbon footprint, eat the right food, stop cutting down our forests, and begin putting the Earth—our home—first. Please join us at @sea_legacy as we search for and implement solutions for the oceans and the animals that rely on them—including us humans. Thank you your support in keeping my @sea_legacy team in the field. With @CristinaMittermeier #turningthetide with @Sea_Legacy #bethechange #nature #naturelovers This video is exclusively managed by Caters News. To license or use in a commercial player please contact info@catersnews.com or call +44 121 616 1100 / +1 646 380 1615”

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   Para os portugueses mais céticos e ligados ao seu umbigo, esta informação pouco importa. Afinal, não vivemos nos Pólos. É necessário apelar à sensibilidade. A elevação dos níveis da água do mar conduzirão ao desaparecimento de parte da nossa costa. Por outro lado, os animais estão dependentes uns dos outros, criando-se teias alimentares. O ser mais aberrante é sempre necessário ao equilibrio de uma população ou ecossistema. Tanto há ainda por dizer...

Somos seres racionais, sociais, mas não supremos.

As músicas de 2017

   Com recurso ao YouTube Rewind, atendendo a que a música é o alimento da alma, eis os melhores temas deste ano.

Pessoalmente, penso que a música portuguesa tem vindo a progredir de forma significativa. Os temas estão apresentados de forma aleatória e nem todos correspondem ao meu gosto musical pessoal. Todavia, outras valias encontrei por forma a integra-los nesta listagem. 

 

Quais são as vossas músicas preferidas de 2017?

 

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Luis Fonsift. & Daddy Yankee  – Despacito 

 

 

Enrique Iglesias ft. Descemer Bueno, Zion & Lennox - Subeme la Radio

 

 

Maluma – Felices los 4

 

 

 Jason Derulo (feat. Nicki Minaj & Ty Dolla $ign)  – Swalla 

 

 

Carolina Deslandes - A vida toda

 

 

Salvador Sobral - Amar pelos Dois

 

 

Luciana Abreu - Sunshine

 

 

 Anjos - Para Longe

 

 

DJ Dias Rodrigues & Anselmo Ralph - Não Posso

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