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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós...

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Conceito, causas e tratamentos para a Amaxofobia

 

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   A amaxofobia é uma fobia que se traduz num medo inexplicável, à primeira vista, de conduzir veículos. As suas consequências são evidentes, atendendo à dependência e necessidade de transporte, para o local de trabalho e à parca rede de transportes públicos, sobretudo municipais, que se verifica no nosso país. Como na generalidade das doenças, tem graus, mas não os abordarei. Importa saber as causas e tratamento.

 

   Normalmente, a esta fobia estão associadas experiências negativas marcantes no passado, mas nem sempre é assim. Na sua origem constatamos a existência de um portador que pode:

 

- ter-se envolvido num acidente, ou testemunhado um grave;
- ter tido rigorosos instrutores de condução;
- ter tido uma experiência negativa grave durante a prática quotidiana;
- ver pais ansiosos e em pânico enquanto conduzem o carro;
- ter assistido a brigas de trânsito;
- ter stresse devido ao congestionamentos de trânsito
- ser propenso a ataques de ansiedade ou distúrbios nervosos, ou com deficiências renais;
- ouvir ou ler notícias sobre acidentes de trânsito graves ou ver filmes que os retratam;

- padecer de baixa autoestima.

 

Estas causas podem aparecer isoladas ou agrupadas entre si, de acordo com os casos. 

 

 

amaxophobia de Chloe Gasser

 

 

 

   Relativamente aos sintomas, estes podem abranger o domínio físico (agitação, tremores, boca seca, rápida frequência cardíaca, respiração superficial, dores no peito, náuseas, mãos suadas, etc.) e/ou emocional (recusa em conduzir por forma a evitar situações relacionadas com a condução, pânico, terror ou pavor extremo que sugem só do pensamento de conduzir. O indivíduo também sente.se isolado ou distante da realidade)

 

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   Por forma a lutar contra esta fobia existem métodos adequados a cada pessoa. O que funciona para um, pode não funcionar para outro. Este medo inexplicável não é exclusivo de uma só pessoa. Como técnica comum há que enfrentar, devagar, o seu medo. Esta situação está relatada no vídeo. Outros métodos são:

 

- a hipnoterapia;
- numa situação confortável, ou próximo do carro, ou dentro dele, imaginar situações ideais, ter pensamentos positivos e visualizar-se calmo e tranquilo a conduzir;
- falar sobre os medos;

- ter aulas de condução específicas;
- aderir à terapia cognitivocomportamental.

 

 

 

Tem outras sugestões?

A sua partilha pode ser a chave que algúem procura.

 

 

A presença de Diana

Diana and kids

 

 

 

 

   Ainda pequeno, pela televisão assisti, ao casamento daquela que viria a ser considerada a Princesa do Povo e o inusitado, Príncipe Carlos. Decorridos alguns anos, pela mesma via assisti à sua morte violenta, nunca apurada na íntegra.

   A bonita educadora de infância, desde sempre, foi ao encontro do povo, afastando-se do cinzentismo de uma Casa Real há muito assombrada e mal humorada. À semelhança de muitos adolescentes, desenvolveu um distúrbio alimentar, como muitos, padecia do síndrome do pânico, e como todos, chorava. Desde cedo, os atributos de Diana, dignos de uma história para crianças, causaram impacto. Esta foi uma personagem sem receio de pegar e tocar em crianças portadoras de HIV e/ou com diferentes carências, por exemplo. De se locomover em terrenos anteriormente minados, dizer o que devia e não devia, afastando-se do cinismo associado a determinados protocolos. 

   Muito se fala da sua vida amorosa, das traições e de eventuais jogos. Diana morreu há quase 20 anos e a sua presença ainda vende e assola uma Casa Real que, não duvido, queira denegrir a imagem desta que foi uma intrusa no passado, ainda tão presente. Como tal, dado os mortos merecerem o nosso respeito, não entendo como passado todo este tempo, ainda há quem lucre com a morte deste ser humano, pelas piores razões, sem que ela se possa defender. Parece que, acima de tudo, a princesa viveu rodeada de traidores. Se não se respeita a memória de quem já partiu, obviamente também não se respeitam os familiares diretos. Como designar aqueles que se dedicam ao jornalismo sensionalista?

   Traidores em maior ou menor escala, isso não importa. Diana continua presente nas nossas vidas.

Cinema - Parecer do filme Abzurdah

 

 

 

 

 

 

Abzurdah - O filme

 

   Abzurdah é um filme argentino, de 2015, classificando-se como dramático e biográfico.

Uma vez mais, vi-o na plataforma de streaming Netflix, enquanto o João e o Luís Jesus, do Letras Aventureiras deram-nos a conhecer o  The Bone, Até aos Ossos, cuja visualização ainda não terminei. Uma diferença evidente, a população-alvo. Abzurdah é aconselhado para um público adulto, apesar de baseado na novela autobiográfica homónima de Cielo Latini. Mais tarde, desvendarei um denominador comum entre ambas as obras cinematográficas.

 

 

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   Cielo é uma estudante do ensino secundário, algo descontextualizada dos seus pares. Uma paixão arrebatadora dominia-a. Alejo, um homem mais velho, dá-lhe todo o prazer carnal e frequência que ambiciona. Com o decorrer do tempo, apercebe-se que apenas estão unidos pelo sexo intenso e ardente. Alejo não manifesta empenho no relacionamento e Cielo acaba por desenvolver uma dependência do amante. Mais do que sexo, Cielo sente não conseguir viver sem ele. Julgando-se imperfeita, e como tal indesejada, encontra na mudança dos hábitos alimentares um caminho. Este, impiedoso e sem retorno, leva-a ao mundo dos distúbios alimentares, sendo-nos mostrada a anorexia tal como ela é. O distúrbio acentua-se quando Cielo descobre que o amante tem um filho de meses e mulher. Na verdade, tem mulheres que usa e descarta sem que a esposa interfira, conseguindo assim mantê-lo por perto. 

   Já na faculdade, Cielo começa a não conseguir esconder que algo está errado com ela. E um dia, o desespero leva-a a tropeçar no sinuoso caminho até então percorrido, podendo ser tarde para regressar ao mundo dos vivos. Há que saber dizer não.

 

 

abzurdah-la-pelicula-basada-en-una-historia-real

 

  Este filme mostra-nos que o cinema argentino recomenda-se. Relativamente à classificação etária, a única justificação que encontro prende-se com as cenas sensuais, muito frequentes no início da película, como no nascer de uma relação de dependência. Saliente-se que são destacados os relacionamentos pela internet, neste caso conducentes à patologia em causa. Como tal, sugiro que esta obra cinematográfica seja vista por pais, educadores, profissionais de saúde e adolescentes, acompanhados pelos respetivos tutores.

   É-nos transmitida uma mensagem de esperança e persistência para o caminho da "vida"

 

 

   Veja o trailer

 

 

Curiosos?

Eis um resumo do que há de escaldante.

 

 

 

 

Leitura - De Negro Vestida

   Este é o livro que a minha mãe, nos seus 66 anos, devorou num ápice. De João Paulo Videira, da Chiado Editora, um retrato de muitas mulheres da sua geração.

 

A respeito desta obra, na contracapa da minha edição, José Cabeleira Gomes refere:

 

(...) Este romance, ao dar voz à mulher, ajusta contas com o homem. Incapaz de distinguir o sexo do amor, incapaz de respeitar a mãe dos seus filhos. O homem cobridor!" ...

 

 

 

20170805_De Negro Vestida por PP

 

Atualização, em 25 de setembro de 2017

 

Para saber mais, a respeito da obra, leia esta publicação, no blogue do autor.

Fotografia - Olhar sedento

   Longe vão os dias em que ousava retocar os seus lábios de vermelho sangue.

Insensata à luz da sedução, aquele cruzar de pernas rendia-lhe o paraíso jamais ambicionado pelos moradores de rua.

Naquela dia, sedenta do elixir fálico do amante, enquanto o carro preto servia de esconderijo aos segredos mais profundos da sua condição, nada a fizera prever que a sua mão iria ao encontro de algo hirto e relativamente grosso. O punhal que se inteirou do seu corpo, no rodopio dos segredos de um certo senhor do Estado, para o qual a verdade da mentira jamais podia emerger.

P.P. 

 

 

IMG_20170804_153008_508 do meu arquivo pessoal