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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, no deambular entre pólos

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Momentos de reflexão, opinião e entretenimento, no deambular entre pólos

Rodrigo Serrão - Bach Minuet in G on Chapman Stick

   Adoro Rodrigo Serrão. A sua música tem o dom de tranquilizar-me.

O seu CD, Stick to the Music,  está à venda nas lojas FNAC  ou no site pessoal e a versão digital na ItunesAmazon e Spotify.

 

Rodrigo Serrão.JPG

 

A seguir no Spotify ou YouTube.

 

Escutem o novo êxito e deixem o vosso parecer.

 

 

 

 

O preconceito e a depressão

   Confesso que não mais tinha-me ocorrido escrever acerca da depressão. Esta é uma perturbação mencionada na DSM V e nas que a antecederam. Muitas vezes a referi e revelei os seus estados ao longo de publicações no Sonhos Desencontrados.

 

Aquele Dia by PP com Samsung S7 Edge

 

 

 

   Se de início não soube reagir à morte do meu pai, com cancro terminal, dando lugar a esta perturbação com burnout associado, do meu contexto faziam e fazem parte a mãe, doente oncológica e a avó, em estado quase terminal da Doença de Alzheimer. A escrever e a errar, entendi que nos caminhos de Alice no País das Maravilhas, tinha de encontrar um caminho. Aceitei que muitas vezes me perco, dado fazer parte de mim, por um lado, dada a herança genética e por outro, devido a acontecimentos na infância e adolescência. Aceitei ainda, embora nem sempre seja fácil que, por vezes, apresento períodos algo sombrios, seguidos dos "iluminados". Sou assim, não posso nem devo ser parasita de outros e tenho que saber viver com as minhas deficiências. Sim, todos somos portadores de deficiências. Não se considerem a última bolacha do pacote. Pelo exposto, e ao trabalhar com crianças portadoras de autismo associado à deficiência mental, dos 5 aos 14 anos, seguindo-se o 1.º CEB, senti uma luz há muito perdida. Depressão deixou de fazer parte do meu quotidiano. 

 

   Refira-se que, neste ano, o Dia da Saúde, a 7 de abril, por indicação da OMS, teve como lema Depressão Vamos Falar. Tal é o crescimento do número de portadores da doença... e elementos preconceituosos em relação à perturbação mencionada. Com que direito? Com que abordagem científica? 

 

   Aqui não vou escrever acerca da sintomatologia, causas, tratamento, prevenção, etc desta doença, nem vou continuar a despir-me perante vós. Queria eu ser a última bolacha do pacote, mas não o sou! Muitos documentos estão disponíveis  no portal SNS e explicações, acessíveis a todos, encontram-se na Oficina da Psicologia. Basta clicar nas hiperligações. Ambos os portais devem ser consultados, dada a informação cabal.

 

   Bem, afinal terei que me despir um pouco mais... Não se preocupem. Evitarei mostrar as gorduras localizadas e outros elementos que não me permitem enquadrar nos grupos dos bonzões ou dos bonitões

A minha madrugada do dia 9 foi má. Acordei com sentimentos depressivos. Isto tem vindo a ocorrer há algum tempo. Aquele apetite excessivo e descontextualizado, os pesadelos, a autocondenação por não ter resistido à gula... Porém, é importante saber que estes estados ou quando nos sentimos deprimidos, tal não significa depressão. Pode sim tratar-se de  estados "conducentes a". 

No dia 10, numa conversa pelo Whatsapp, com alguém que tenho vindo a travar conhecimento, desenvolveu-se o seguinte diálogo.

 

Conversa com R no whatsapp - arquivo pessoal

 

Uma vez que a visualização da imagem não é a ideal, destaco as ideias principais, com correção ortográfica.

 

 

-  Depressão é um conceito que eu não entendo! 

Expliquei, de forma bem simples, em que consiste.

Surgiu a resposta:

- Eu chamo a isso falta de ocupação ou em que pensar.
Não compreendo esse estado de estar. Eu acho que o estado de cada um é vontade própria.
Um "depressivo" quer estar assim... condeno!

Novamente tentei reforçar a minha explicação anterior, alertando para a importância da projeção para compreendermos os outros.

- O que eu vejo num depressivo ou é falta de ocupação, ou falta de juízo!

Respondi "lamento", ao que, após leitura da minha resposta, fui bloqueado.

 

   Não houve tentativa em compreender, capacidade de projeção e o terminus da conversa foi de todo infantil: o bloqueio.

Confesso ter ficado chocado com os argumentos infundamentados de alguém ainda novo, na casa dos trinta, e a não tentativa em aprender/abrir horizontes. Esta postura assume um lado aberrante pois, perante uma pessoa mais sensível, como já fui no passado, doente ou bem mais doente (sobretudo estas!), o agravamento do seu estado fazer-se-ia sentir de imediato. Sem consequências. Afinal, o caminho mais fácil é abandonar ou bloquear.

Não é por acaso que 13 Reasons Why é um livro e série para educadores, pais e filhos. A este respeito escreverei futuramente.

 

Estilo Masculino - O meu colar Multi da Trendhim

   Fascinado pelo colar da Trendhim que vos dei a conhecer na publicação Os acessórios no Universo Masculino, decidi adquirir um que vai ao encontro da minha maneira de ser, repleta de antíteses. O colar em pele Multi. A compra e o pagamento foram muito fáceis, não exigindo registo. A compra chegou no tempo estipulado, em função do meu método de pagamento.

 

Como é o colar em pele Multi?

 

Este colar é uma fusão impressionante de couro e metal com detalhes únicos e atraentes. Os acessórios incluem uma cruz de bronze, uma cavilha de prata, um fio enrolado e detalhes em pele preta e castanha.

O cordão é feito de pele robusta, de cor castanha, para um visual tribal e o comprimento é ajustável. Tem um fecho de metal.

 

Transcrição constante na loja Trendhim

 

  A embalagem dos acessórios é fantástica, em bolsas de cor bege crú. Darei a conhece-las noutra publicação. Relativamente ao colar, além da qualidade, adapta-se a difentes estilos, do formal ao informal.

 

   Nas fotos seguintes, apresento esta minha aquisição, em fotos pessoais com o Samsung 7 Edge, para que possam dar a vossa opinião. 

 

 

Ah, quanto à barba por fazer (ups!), dado o meu tipo de pele, não a faço ao fim de semana ou sempre que estou em casa.

 

O meu colar Trendhim by PP

O meu colar Trendhim by PP

 

Opinião da Série Gypsy

   Gypsy é designado como um thriler psicológico da Netflix, com uma temporada de 10 episódios. Pessoalmente, considero tratar-se de uma drama, dada a monotonia e a dinâmica da série não conseguirem ir ao encontro do desejado para um thriler. No nosso país, a estreia foi no passado dia 30 de junho.

 

   Penso que esta série será do agrado de psicólogos e psiquiatras, dada a instabilidade vivida por Jean (Naomi Watts), uma terapeuta que se envolve nos dramas dos seus doentes, indo ao encontro, em meu entender, do seu subconsciente. Contudo, 10 episódios são excessivos para aquilo que decorre lentamente. Esta história daria lugar a um bom telefilme.

 

 

Gypsy - cena da série

 

 

 

“Há uma força mais poderosa que o livre arbítrio: o subconsciente. Nunca somos quem realmente dizemos ser. Provavelmente somos alguém completamente diferente."

 

Frase que dá início à série, emitida pela personagem Jean

Jean de Gypsy

 

 

   Ao longo da trama, a protagonista vai usar um método que é levada ao extremo no caso de Sam (Karl Glusman), um paciente que não consegue ultrapassar o fim relacionamento com a ex-namorada Sidney (Sophie Cookson). Jean frequenta o Rabbit Hole, o local de trabalho de Sidney, e além de criar uma nova identidade, inicia com a jovem uma relação que anda entre o erótico e o perturbador. Nestas cenas assiste-se a um toque erótico bem conseguido.

  Além da falta de ética que rege a sua vida profissional, a sua vida pessoal não é menos complicada. Michael, o marido de Jean, lida diariamente com a sedução da assistente Alexis (Melanie Liburd) e a filha, Dolly, questiona a formatação de género e começa a dar sinais de se identificar como rapaz, causando inquietação na escola e nos pais dos colegas. Este é um dos pontos fortes da série, ao abordar, com naturalidade, uma eventual transexualidade de uma criança (sim, as crianças também têm sexualidade!). Ainda há lugar para uma doente com comportamentos aditivos, contexto que podia ter sido melhor explorado, e a de uma mãe que tem dificuldade em fazer o luto e desprender-se da filha

   “O drama da Netflix com Naomi Watts centra-se em temas de auto-ilusão e obsessão que ecoam Mulholland Drive, só que tudo é muito óbvio e bastante aborrecido”, escreve a Hollywood Reporter, que compara o círculo de amigas de Jean com as mães de Big Little Lies.

   Ao contrário do que tem sido apontado por muitos, considero o desempenho dos atores muito bom, resultado de um bom casting. Onde esta série falha não é, a meu ver, no grupo de atores. A banda sonora é outro aspeto muito positivo a destacar, a qual pode escutar no Spotify, aqui. O  tema do genérico, dos Fleetwood Mac, em 1982, encontra aqui.

 

"Quem és quando ninguém te vê?"

 

Assista ao trailer desta série.

 

 

As capas das revistas Cristina

   É importante causar impacto e alertar a sociedade para a necessidade de uma novo postura, com comportamentos adequados e ajustados a quem é "diferente". Recorro às aspas, uma vez que, para mim, todos são iguais. O importante é construir um mundo melhor e disseminar toda a espécie de guerras. Infelizmente, a diferença ainda choca.

 

   Há muitos anos acompanho o trabalho de fotógrafos portugueses. O talento e a técnica são grandes. Para o tipo de fotografia utilizado, neste mês, na capa da Revista Cristina, destaco os trabalhos e talento de Paulo César e Paulo Casaca ( galeria no Instagram aqui), por exemplo. Seguramente, teriam sido bem mais originais ao apelar ao respeito pela diversidade e no impacto visual, não recorrendo a capas já vistas, como acontece entre a atual desta publicação e a de 8 de abril, de 2013, da Revista Time. Tire as suas conclusões.

 

Em abril de 2013 eram estas as capas da revista Time.

 

 

Capa da Revista Time em 8 de abril de 2013

 

Em julho de 2017 são assim as capas da revista Cristina

 

 

 

Capa revista Cristina - julho 17

 

   Lamentavelmente, apesar das semelhanças, passados 4 anos, a diferença ainda choca e impulsiona as vendas.

A Diferença ainda Choca

 

   Técnica de marketing ou verdadeiro interesse na defesa dos direitos das pessoas LGBT, a capa da revista Cristina, liderada por Cristina Ferreira, tornou-se viral.

 

Capa revista Cristina - julho 17

 

 

   Lamentavelmente, logo se ergueram vozes escondidas em perfis falsos e atrás de um monitor, na forma de  comentários com a predominância do ódio e do rancor. A orientação sexual ainda choca os portugueses, não obstante os progressos registados no nosso país. A orientação sexual ainda é encarada como escolha ou doença. Não o é! Contudo, o que não entendo, prende-se com a incapacidade de projeção dos xenófobos, também designados por homofóbicos. Os seus filhos, sobrinhos, ... qualquer ente querido pode nascer "diferente".

 

 

Mas o que é ser diferente?

   Não obedecer à norma, mas ao longo da história, a mudança e o progresso foram levadas avante por parte de quem não obedeceu à norma. Já pensou nisso?

 

 

   Infelizmente, na capa ou artigos, não há nenhum casal portador de deficiência. A sexualidade dos portadores de deficiência é algo que continua a ser abnegado e escondido.

 

  Quebremos barreiras, deixemos os estereopidos de séculos passados e caminhemos rumo ao amor, aceitação e paz. Não continuemos a criar e promover guerras. Existe um perfil típico de quem tem como orientação sexual a não heterossexualidade? Assista ao vídeo e tire as suas conclusões.

 

Sugiro ainda a leitura deste artigo do Fred que tão bem elucida acerca daquilo que ainda "choca" no nosso país.